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Quinta-feira, 28 de Abril de 2022

Tresminas

grade.jpg 

Por volta do século primeiro os Romanos fixaram-se no território que hoje pertence ao Concelho de Vila Pouca de Aguiar para explorar ouro no local que denominamos por Tresminas. O ouro encontra-se sob a forma de partículas muito pequenas associado a sulfuretos minerais em filões e pequenos veios de quartzo que encaixam na rocha de xisto.

A exploração aqui praticada, difere de outras em galeria, e é idêntica no método utilizado em “Las Médulas”, na região de “El Bierzo” (terra natal da avó de D. Afonso Henriques), território fronteiriço entre Galiza e Léon, relativamente próximo de Ourense.  O método consistia no desmonte da montanha.

Esse desmonte implicava a fracturação da rocha simultaneamente através de estacas que se espetavam em fendas, no alagamento dessas cunhas, com fogueiras na base da rocha e no lançamento de água criando choque térmico capaz de a fracturar.

Assim se ia sucessivamente desmontando a rocha que era esmagada na frente de trabalho. Logo aí era separadao xisto sem valor deixado ficar em enormes escombreiras.  Os fragmentos com ouro eram posteriormente lavados, queimados e posteriormente moídos em moinhos de pisão e também em rotativos acionados à mão. Numa lavagem final, e por gravidade obtinha-se o ouro.  

A visita a Tresminas é indispensável para a compreensão da razão da ocupação Romana nesta região, na sua relação com a restante ocupação do Noroeste Peninsular,  nos métodos de exploração de ouro  e do valor cultural e turístico do território.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:42
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2021

TRESMINAS

Eu mina.jpg

Tresminas foi uma enorme zona de exploração  mineira que se calcula tenha abastecido o Império Romano  de grande quantidade de ouro extraído nesta região de Vila Pouca de Aguiar.

O Território de Vila Pouca de Aguiar é atravessado pela  falha geológica de Penacova-Régua-Verin, a que estão associados granitos.  A zona de  Tresminas é de xistos e grauvaques. Estas rochas resultam de  fenómenos geológicos com a  verificação  de existência de ouro. 

É provável que anteriormente aos Romanos as populações já extraíssem ouro nas areias dos rios da região. Os Romanos passaram a extrair  ouro nesta  região, no primeiro século  d.C..

Para organizar e vigiar a exploração aurífera terá estado um destacamento da Legião  VI vitrix de León  ou da X gemina de Astorga. Mais tarde foram substituídos pela  Legião VII gemina.

O processo de extracção assemelha-se de alguma forma ao usado em “Las Médulas” Leão, Espanha, mas sujeito à condicionante da diferença geológica. Nas médulas a característica geológica é a de rochas sedimentares de conglomerados  e  argilas.

Supõe-se que os romanos utilizassem trincheiras e  galerias para prospecção e nos locais onde iam seguindo o filão. Este seria denominado ouro canalício.   No caso da quantidade de ouro se encontrar mais disseminado, faziam o desmonte da toda a montanha num processo que localmente se denomina de cortas.  A técnica era a de colocar estacas de madeira nas fissuras das rochas que com água se faziam inchar e dessa forma fracturar a rocha.  Com fogueiras aqueciam as rochas que calcinadas  e com  água fracturavam por choque térmico. Assim sucessivamente iam desmontando a montanha.

Obtida a rocha da frente de desmonte, era triturada para separação do xisto estéril e da restante ganga.  Posteriormente moído em pisões que são grandes martelos movidos a água  ou mesmo em moinhos de mós circulares. Depois de moído  era lavado, depositando-se o ouro por gravidade.

Esta exploração aurífera romana faz parte de uma longa linha de mineração de que conheço o  “Fojo da pombas” na Serra de Santa justa em Valongo, “Jales”, perto de Vila Real mas já no Concelho de Vila Pouca de Aguiar que são ambas minas em galeria  e  “Tresminas” aqui referida e  “las medulas” em Espanha que são minas essencialmente a céu aberto por técnica de desmonte.

O que mais fascina é o esforço do trabalho braçal necessário, as técnicas  adequadas a cada tipo de terreno, bem como a capacidade de organização,  controlo da extracção e transporte do ouro para Roma.  

 

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:48
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2021

O ouro move montanhas

tresminas imagem.jpg

Uma das razões para os romanos ocuparem o noroeste da península ibérica  foi sem dúvida a exploração de ouro que aqui encontraram em abundância.

Impressionante o seu esforço na procura de ouro tão necessário ao império.

O “Fojo da pombas” na Serra de Santa justa em Valongo foi explorado pelos romanos. A exploração era feita em galeria subterrânea.

“Jales”, perto de Vila Real, mas já Concelho de Vila Pouca de Aguiar, é outra mina já conhecida dos romanos e que ainda há poucos anos era explorada.  Terminou a exploração nos anos noventa. Era também uma mina com galerias subterrâneas a profundidade de cerca de seiscentos metros. 

Mais acima e ainda no mesmo concelho a exploração romana fez-se em “Tresminas”. A importância do local  leva mesmo à criação de um centro interpretativo e a visitas guiadas à mina com acesso a uma das galerias.  O método era o de desmonte através da combinação da pressão de furos na rocha, de calor e água.

Já em Espanha visitei na região de “Bierzo” (terra natal de Ximena Moniz, mãe de D. Teresa condessa de Portugal e avó de Afonso Henriques rei de Portugal), visitei “las medulas”, uma das maiores explorações mineiras de ouro da península ibérica.  Neste caso outros, o método de exploração foi o do desmonte das enormes montanhas argilosas com o auxilio de   água.  Milhões de metros cúbicos de montanhas removidas na procura de ouro, mudaram radicalmente a paisagem.

Literalmente: o ouro move montanhas.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:35
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