.posts recentes

. Em dia de Santo António d...

. Faleceu Albano Martins

. CAFÉ DO MOLHE de Manuel ...

. Pensar de pernas para o ...

. Tanto tempo e tão pouco ...

. A tabacaria e o livro

. Poesia lida em silêncio o...

. Vinte Anos de DiVersos – ...

. José Gomes Ferreira - ACO...

. Quando vier a Primavera -...

.arquivos

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

Em dia de Santo António de 1888, em Lisboa, nasceu Fernando António Nogueira Pessoa

autorid00334.jpg

 

 

Entre o Sono e Sonho

Entre o sono e sonho, 
Entre mim e o que em mim 
É o quem eu me suponho 
Corre um rio sem fim. 

Passou por outras margens, 
Diversas mais além, 
Naquelas várias viagens 
Que todo o rio tem. 

Chegou onde hoje habito 
A casa que hoje sou. 
Passa, se eu me medito; 
Se desperto, passou. 

E quem me sinto e morre 
No que me liga a mim 
Dorme onde o rio corre — 
Esse rio sem fim. 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

 

publicado por antonio.regedor às 14:18
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 6 de Junho de 2018

Faleceu Albano Martins

ALBANO MARTNS.jpg

Faleceu  hoje, dia 6 de Junho,  Albano Martins

Nasceu em 1930, Licenciou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi  professor do Ensino Secundário, trabalhou na  Inspecção-Geral de Ensino e foi professor na Universidade Fernando Pessoa.  É autor de cerca de trinta títulos de poesia,  tradutor de  poesia clássica, italiana  e  de Pablo Neruda.  Organizou, para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (Lisboa, 1987), uma Antologia do poeta simbolista português Eugénio de Castro. Está representado em diveras antologias.  Colaborou em  prosa e verso em diversos jornais e revistas, quer nacionais , quer estrangeiras.

Foi  membro da Associação Portuguesa de Escritores, do P.E.N. Clube Português, da Associação Portuguesa de Tradutores, da Associação Galega da Língua (AGAL) e Membro Honorário da Academia Cabofriense de Letras (Estado do Rio de Janeiro).

Integrou a Comissão Instaladora do Museu Nacional de Literatura, no Porto e  foi membro da direcção da Associação dos  Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Tem os prémios de Tradução instituído pela Sociedade de Língua Portuguesa;    o "Prémio Eça de Queirós" de Poesia, da Câmara Municipal de Lisboa e a medalha Oskar Nobiling, de mérito cultural da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, do Rio de Janeiro

publicado por antonio.regedor às 19:11
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quarta-feira, 2 de Maio de 2018

CAFÉ DO MOLHE de Manuel António Pina

800px-Praia_do_Molhe_Porto_02.jpg

 

CAFÉ DO MOLHE

Manuel  António Pina

 

Perguntavas-me

(ou talvez não tenhas sido

tu, mas só a ti

naquele tempo eu ouvia)

 

porquê a poesia,

e não outra coisa qualquer:

a filosofia, o futebol, alguma mulher?

Eu não sabia

 

que a resposta estava

numa certa estrofe de

um certo poema de

Frei Luis de Léon que Poe

 

(acho que era Poe)

conhecia de cor,

em castelhano e tudo.

Porém se o soubesse

 

de pouco me teria

então servido, ou de nada.

Porque estavas inclinada

de um modo tão perfeito

 

sobre a mesa

e o meu coração batia

tão infundadamente no teu peito

sob a tua blusa acesa

 

que tudo o que soubesse não o saberia.

Hoje sei: escrevo

contra aquilo de que me lembro,

essa tarde parada, por exemplo.

 

 

In Moura, Vasco Graça – 366 poemas que falam de amor. Lisboa: Quetzal; 2004.    p.28-29

publicado por antonio.regedor às 19:36
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 16 de Março de 2018

Pensar de pernas para o ar

Onda 20 Anos 010.JPG

 

Poema que li, ontem, na comemoração dos 20 anos da "Onda Poética". 

Grupo  de leitura de poesia que o faz  ininterruptamente há 20 anos. 

O poema é do saudoso amigo  Manuel António Pina.  Com ele  partilhei actividade na associação "Gambosinos". Este poema foi cantado, apresentado em vários espectáculos pelos miúdos desta associação de educação musical  e gravado em  disco. 

 

 

Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente

 Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão

publicado por antonio.regedor às 11:54
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Tanto tempo e tão pouco Zeca junto de nós

rk7wna.jpg

 

José Afonso morreu há 30 anos.

E torna-se incontornável não falar desta voz da canção de Coimbra, deste estudante da Universidade mais antiga do País, desta autor, compositor, músico e cantor, símbolo de uma geração contestadora da ditadura e da guerra, e simultâneamente   faminta de liberdade, cidadnia, paz, modernidade, conhecimento, progresso e bem estar social, fundamental  para  a realização pessoal.

Torna-se inevitável, lembrando José Afonso, recordar a geração que se radicalizou contra a ditadura, a academia que se radicalizou contra o obscurantismo,  os estudantes das colónias que se radicalizaram contra a intransigência colonial, e os oficiais capitães, subalternos e milicianos que se radicalizaram  contra a guerra

Torna-se memória  a canção que foi senha de  saída dos quartéis, para ir fazer um golpe militar  desenhado num mapa de estradas, que caminhou por uma revolução de conquista de direitos políticos, laborais, sociais, culturais. Que deu expressão a quem tinha medo, rendimento a quem vivia de esmola, casa a quem vivia em barraca, escola a quem nunca lá entrara, passaporte a quem tinha dado o “salto”,  europa a quem nunca tinha ido para além do “adro”,  mundo a quem nunca tinha visto o “mar”.   

Tanto tempo e tão pouco em 30 anos. Tanto tempo e tão pouco Zeca junto de nós.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:24
link do post | comentar | favorito (2)
Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

A tabacaria e o livro

autorid21244.jpg

Nem  Álvaro de Campos  ou  Fernando Pessoa, como lhe queiram chamar, esqueceu, nem a tabacaria se perdeu, nem o livro morreu.

Nos próximos dias é lançada uma edição  do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. Esta edição será apresentada numa caixa que conterá o poema mais vinte e cinco fotografias de Lisboa.

Em juízo sumário e sem contraditório já se tinha sentenciado o fim do livro fisico e o elogiu do digital. Pois está agora colocado mais um recurso a esse juizo precipitado.

O livro já foi de placas metálicas, de pedra , de terra cozida, de pele e  papel. De todos estes, e mais alguns, materiais e, mais recentemente,  desmaterializado. Já foi rolo, placa, volume. Acondicionado em tábuas de madeira, placas de cartão ou cartolina, em fitas magnéticas, discos e disquetes, pens e nuvens. Falado, visto e ouvido. Ainda nos chegam leituras em papel, mas também em “pdf”. No que a mim se refere, recebo mais para ler em pdf do que noutro formato. Não abandono, no entanto, o papel.

E o livro, como se vê, sempre se modificou, adaptou, transformou. E como mostra esta nova edição do poema escrito por  Pernando Pessoa.  O livro físico reinventa-se.   “...o universo 
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.   Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. “Tabacaria”.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:30
link do post | comentar | favorito (1)
Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

Poesia lida em silêncio ou em público?

Lendo poesia Onda Poética Espinho.jpg

Qual a leitura de  poesia? Poesia lida e interpretada pelo ‘diseur’ ou poesia lida em silêncio. Poesia lida ou declamada? Teatralizada?  E qual o lugar da poesia? O auditório formal, silencioso atento ou adormecido do salão? Ou a leitura confrontada com o barulho dos copos no bar? Ou a leitura, que não se ouve, quando sentado no cadeirãoe banhado  pela luz do candeeiro  de foco dirigido?

Em entrevista ao Jornal I a propósito dos 20 anos da revista DiVersos, José Carlos Marques levanta estas interessantes questões.  

“Nunca como hoje terá havido tantos bares, cafés, autarquias, a promover leituras ou declamação de poesia. Da parte das autarquias há mesmo várias que organizam Festas da Poesia. Mas a isso não corresponde um interesse equivalente em ler poesia publicada em livros ou revistas específicas — ou pelo menos em comprá-los.

Creio mesmo que a poesia lida silenciosamente é hoje um género próprio que não se confunde com a poesia (até a dos mesmos poemas!) lida ou declamada em público. Quando dita e gravada pelos próprios poetas, ressalta por vezes a enorme diferença entre a musicalidade da leitura silenciosa que apenas se adivinha e, quando acontece, a leitura quase estropiada pelo próprio criador que aparentemente não faz juz à qualidade que certamente existiria no que seria a leitura silenciosa.” José Carlos Marques. Jornal I.  Agosto 2016

http://ionline.sapo.pt/artigo/519065/diversos-fazem-20-anos-os-cadernos-brancos-com-versos-de-todo-o-mundo?seccao=Mais_i

 

António Regedor

tags: ,
publicado por antonio.regedor às 00:45
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Vinte Anos de DiVersos – Poesia e Tradução

div24.jpg

 

O Jornal I entrevista José Carlos Costa Marques, editor da publicação em série “DiVersos – Poesia e Tradução” que está no seu vigésimo ano de existência.

A DiVersos surge em 1996 por  proposta do poeta e tradutor Manuel Resende a três colegas – Carlos Leite, Jorge Vilhena Mesquita e José Carlos Costa Marques.  Contou com a ajuda muito próxima de José Lima que ainda hoje a acompanha. O grafismo da capa do primeiro número é da autoria de  Vasco Rosa e  ainda hoje se mantém com ligeiras alterações.  

Manuel Resende, que foi quem lhe deu o nome e a editou até ao n.º 3

Em 20 anos foram feitos 24 números e publicados centenas de poetas, de variadas línguas.  Desde há 4 anos que a DiVersos não tem distribuição comercial. Tem um público mais ou menos fidelizado que a recebe por assinatura. O número mais recente, o 24, tem 204 páginas. A assinatura pode ser pedida para o mail: contacto@sempreempe.pt.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:51
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

José Gomes Ferreira - ACORDAI!

Onda poética na Biblioteca José Marmelo e Silva - Espinho

 

Acordai!
Acordai, homens que dormis
A embalar a dor
Dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raíz!

Acordai!
Acordai, raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,
O mundo e os corações...

Acordai!
Acendei, de almas e de sóis,
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois
Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais.

ACORDAI!

José Gomes Ferreira

publicado por antonio.regedor às 12:12
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Quando vier a Primavera - Alberto Caeiro

Quando vier a Primavera

 

Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,

As flores florirão da mesma maneira

E as árvores não serão menos verdes que na Primavera
passada.

A realidade não precisa de mim.

 

Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

 

Se soubesse que amanhã morria

E a Primavera era depois de amanhã,

Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.

Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu
tempo?

Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;

E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.

Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo.

 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.

Não tenho preferências para quando já não puder ter
preferências.

O que for, quando for, é que será o que é.

 

                                                            
Alberto Caeiro

publicado por antonio.regedor às 15:43
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds