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Sábado, 4 de Julho de 2020

Natureza, Trilhos e Passadiços

PASSADIÇOPAIVA LINDO.jpg

Toda a natureza está humanizada. O homem é o construtor da paisagem ambiental que conhecemos. A floresta foi sendo moldada pelo homem. O espaço ocupado pela agricultura, pecuária, alteração de espécies de fauna e flora. Com intervenção nas linhas de água e na paisagem que modificaram com os socalcos, as pastagens, as culturas. O que visitamos hoje na natureza é obra humana. O que vemos é o resultado da capacidade transformadora do homem. Da acomodação e adaptação do meio.

Mesmo o Parque Nacional ou os Parques e Reservas Naturais estão concebidos para o desenvolvimento humano, económico e social das populações que neles habitam. Paralelamente fazem parte de uma rede de protecção da natureza.

A natureza é isto. Uma natureza com o homem e moldada pelo homem. Toda a acção humana tem impacto na natureza. Ela é o resultado desse impacto.

Desde sempre o homem percorre a natureza. Por razões de assentamento demográfico, por razões de exploração mineira, agrícola ou pecuária. Também por comércio, transporte e peregrinação.

Modernamente os hábitos de lazer incluíram práticas de alpinismo e montanhismo. Trilhos insistentemente percorridos marcaram novas paisagens. E mais recentemente grupos de caminheiros popularizaram o contacto e passeios pedestres pela natureza. Deram até lugar a nova actividade económica.

Sou do tempo em que o caminhar pelas montanhas se fazia por orientação em carta militar e bússola. Com muita procura, e exploração, e uns aprendendo trilhos com outros mais experientes. O conhecimento dos trilhos ia passando de uns para outros e de exploração própria. Até que o negócio chegou a este campo do lazer.

Hoje muitas empresas se formaram para levar turistas a passear pela natureza. Muitos guias são remunerados para levar gentes por esses trilhos que só poucos conheciam. É o seu negócio turístico.

Entretanto comunidades isoladas, periféricas e economicamente mais vulneráveis reconheceram o potencial do território que os seus naturais construíram. A economia local faz-se com pessoas. E essas comunidades através dos passadiços acrescentam valor ao seu território. Atraem visitantes para o conhecimento da comunidade, da região, da paisagem, dos serviços e bens produzidos localmente e que dessa forma constituem a sobrevivência da comunidade.

Compreendo que possa tirar negócio às empresas que levam pessoas pelos trilhos. Mas o seu nicho de caminheiros mantém-se. Não têm de ser invejosos nem elitista exclusivos.

Afinal se os trilhos não estiverem marcados nem houver passadiços que ordenem e controlem os fluxos de visitantes da natureza, o negócio era apenas de uns quantos que ganhavam e não deixavam nenhum benefício para as economias locais. E é essa a verdadeira razão de tanta animosidade contra os passadiços.

Em vez da montanha ser apenas de alguns que possuem condição física e conhecimento dos trilhos, os passadiços são mais democráticos no acesso à montanha e sensibilizam mais para o valor da paisagem.

Os passadiços não impedem os caminheiros de continuar a percorrer os seus trilhos preferidos. Não impedem os montanhistas de continuar a fazer escaladas. O trilho não impede de quem quiser ficar apenas na praias fluvial, ou no parque de merendas onde se localizam ou nos parques de lazer onde os há.

Cada um deve poder usufruir da natureza segundo as suas possibilidades físicas e preferências estéticas.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:31
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2020

Passadiços em meio rural

pass pitoes.jpg

Talvez se lembrem a polémica inicial da construção de passadiços ao longo das praias. Diziam os críticos que iam provocar grandes impactos, alterar a paisagem e outros argumentos. O que na realidade aconteceu é que as dunas ficaram mais protegidas, aumentou a retenção de areia reforçando as dunas, promoveu o exercício físico e um mais ordenado usufruto do litoral.

A construção de passadiços tem vindo a ser realizada em meio rural. Tal como antes, aparecem agora críticos a estes novos passadiços.

É bom saber que estes passadiços levam realmente as pessoas da cidade a conhecer espaços que de outra forma jamais o fariam, muitas por falta de condição física e saúde para fazer trilhos de natureza. Educam para a sensibilização da natureza, mobilizam pessoas, promovem o exercício físico e o turismo local o que não é um motivo menor.

Para os que contrapõem aos passadiços o percorrer trilhos de montanha, é bom que recordem que também há impacto ambiental, ou pegada ecológica ao percorrer os trilhos ou a fazer como alguém diz que percorre esses lugares de forma selvagem. Pois também essa forma de usufruto da natureza tem impactos e alguns poderão até ser maiores que o provocado pelos percurso dos trilhos.

Já percorri boa parte da costa norte do país em passadiços do litoral, conheço muitos trilhos de montanha e já fiz trilhos no Parque natural de Montesinho, na zona de Arouca, no Barroso e no Parque Nacional da Peneda Gerês que conheço razoavelmente. Nalguns casos já fiz o trilho com e sem passadiço. É o caso da descida à Cascata de Pitões da Júnias no Barroso, Parque Nacional da Peneda Gerês, num percurso que vai da aldeia passando pelo Mosteiro e que continua para a cascata para terminar de novo na aldeia. O miradouro inferios da cascata é de tal modo íngreme que inviabilizava muitos de a observar. A alternativa era aceder por um plano superior francamente perigoso e onde se desincentiva a ida. A descida está agora amenizada com um passadiço. E ainda bem. Os pais podem educar os filhos no gosto de observação da natureza sem os levar de escorregão, literalmente o que podia acontecer, pela colina abaixo. Também dessa forma se preserva o estado natural dos percursos sem a pressão do pisoteio. Sim, os passadiços são para facilitar que muita gente possa usufruir da natureza. Sem contra esta forma de acesso à natureza esta ficaria reservada a uma certa élite.

Ao contrário do que dizem os críticos os passadiços em meio rural, protegem a paisagem, aumentam o conhecimento, promovem o exercício físico, facilitam a relação litoral interior, são factor de desenvolvimento económico local. Criam emprego, fixam populações, dão sustentabilidade a territórios isolados e vulneráveis.

Na balança das vantagens e inconvenientes ganha largamente o factor do ambiente, do social, da economia e da coesão territorial.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:29
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Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019

A economia e a defesa da costa

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É cada vez mais evidente o avanço do mar. Para quem vive no litoral como em Espinho, constitui enorme preocupação o recuo da costa, a diminuição da praia, a limitação do recurso que produz boa parte da economia local. Está em risco a economia, o social, o espaço natural e edificado. São razões para se estar preocupado com o modo como se processa a ocupação do solo, como se preservam os espaços naturais, como se defendem os cordões dunares. Como tomar medidas que minimizem os efeitos que as alterações climáticas estão a provocar.

A ocupação do solo deve ser uma preocupação do Urbanismo. De onde se deve evitar construir, por onde devem passar os arruamentos, onde se deve recuar na ocupação urbana.

Dos espaços naturais, como recuperá-los, preservá-los e defendê-los das diversas agressões e pressões. Eles constituem uma reserva e defesa contra as alterações climáticas.

Do litoral e essencialmente dos cordões dunares, a sua defesa e reposição natural é absolutamente crucial no amortecimento do impacto do avanço do mar. São as dunas a principal, a melhor e mais segura barreira ao mar. É necessário recuar nos equipamentos e construções que ocupam a duna secundária e entram pela duna primária mesmo à linha de praia. As dunas primárias e secundárias têm de ser recuperadas e reforçadas. Por si só têm alguma capacidade de recuperação, mas é necessário não impedir a sua formação e movimento. Sim, as dunas movimentam-se. Por isso não devem ter barreiras fixas que as impeçam. Por outro lado é importante que se coloquem estruturas que facilitem e acelerem a sua formação, regeneração e manutenção. Para defesa das dunas são tomadas medidas como o condicionamento de acesso e o controlo do pisoteio; a erradicação de espécies invasoras; a plantação de espécies características deste meio; a instalação de estruturas físicas. Quanto a estas últimas, são conhecidas as paliçadas, que são caixas de estacas com intervalos entre si, que fazendo resistência ao vento provocam a precipitação das areias que as vão enchendo, à medida que as paliçadas podem ir sendo elevadas.

Com dupla funcionalidade são colocados passadiços. Já os conhecemos e é agradável passear por eles. Tornou-se até uma prática suadável e de atracção turística. Para além deste factor lúdico, os passadiços disciplinam o pisoteio e são eles próprios elementos de retenção de areias. Quando vemos acumulação de areia no passadiço, é porque ele está a cumprir bem um dos seus objectivos. Está a ajudar à formação de duna. Neste caso a melhor solução será recolocá-lo mais a nascente, dando espaço à duna para se movimentar, ou elevá-lo possibilitando continuar a sua função. Retirar a areia acumulada é o que não deve ser feito.

O controlo da vegetação é essencial ao bom funcionamento das dunas. As espécies mais comuns são o feno das areias (Elymos farctus) nas dunas embrionárias, o estorno (Ammophila arenaria) na duna primária e outras plantas mais lenhosas tipo matagal denominado por sabina-das-praia (Osyrio quadripartitae-juniperum turbinatae).

É necessário retirar as plantas que sendo invasoras, destroem toda a flora adequada ao sistema dunar. As invasoras mais frequentes são os chorões (Carpobrotus edulis) e as acácias (Acacia spp.). Esta tarefa tem vindo a ser feita por grupos de ambientalistas, o que permite melhorar as condições de desenvolvimento das espécies adequadas. É uma preciosa ajuda para a formação e bom funcionamento das dunas que as acções de retirada das invasoras se faça regularmente.

A preservação do meio ambiente, a sua sustentabilidade para o desenvolvimento local, o uso destes espaços como recurso natural e potenciador da economia, só é possível com todas estas acções concertadas.

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:09
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Terça-feira, 4 de Junho de 2019

PASSADIÇOS

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Começamos por nos habituar a ver passadiços no litoral. São equipamentos importantes na protecção das zonas dunares, limitando o pisoteios e ordenando os acessos ás praias. Contribuem para a retenção de areias, reforçando os sistemas dunares. Para além disto os passadiços têm enorme adesão como equipamentos lúdicos e de promoção da saúde. Possibilitam agradáveis caminhadas pela beira mar.
Agora surgem cada vez mais passadiços também por espaços rurais, normalmente associados a cursos de água. Grandes percursos de grande sucesso como os do Paiva e de Sistelo, e também mais pequenos, agradáveis, mais fáceis de fazer e por essa via mais acessíveis a todas as idades e condição física. É o caso do passadiços do Uima e de Arcozelo.
Criou-se actualmente uma nova forma de passear e visitar lugares. É a construção de uma nova actividade económica ligada ao lazer. Saudável, ambientalmente sustentável.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 09:55
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