. Começa mal o programa eur...
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As orientações académicas de publicação da informação científica são também, e naturalmente, influênciadas pelos paradigmas vigentes e consequentemente sujeitos ás ideologias que os suportam. É natural que assim seja. Os pensamentos dominantes formam tendências, corentes de opinião, e num determinado momento tudo parece natural, certo e bem encaminhado. Até que no novo paradigma surjam problemas que o tornem não capaz das melhores soluções e práticas.
Assim foi nas políticas de edição científica. Influênciadas por paradigmas assentes ideológicamente em correntes neoliberais, levaram à passagem da edição científica para a iniciativa privada.
Desde a fundação das Academias de Ciência, a legitimação da ciência é feita pela apresentação aos pares da produção científica. Modernamente e dada a dimensão e dispersão (globalização) da comunidade científica, a a apresentação e discussão da produção científica é feita pela publicação.
Aquilo que era prática das instituições académicas de produção científica, publicarem as investigações por si financiadas deixou de o ser. A publicação científica foi , por influência do paradigma neo-liberal, gradualmente passando para as mãos de editores privados.
E também, naturalmente em mercado neo-liberal, as pequenas editoras foram canibalizadas por grandes fundos de investimento que encontraram nesse segmento de mercado enorme vantagem económica. A publicação científica é essencial, todas as instituições académicas precisam dessa matérias prima para os seus investigadores. Ora aqui está um dos melhores negócios. O investigador tem de publicar. Mas também precisa de comprar a informação que se produz, so pena de ficar desactualizado. As instituições pagam aos seus nvestigadores, mas também pagam para comprar a informação de que eles necessitam. Ou seja, pagam duas vezes. E com a edição em regime privado e de monopólio quem faz os preços do custo da informação científica são os editores. Mas mais, é que a empresa editora que também tem os instrumentos de avaliação, determina quais os investigadores que têm mais citações, e quais as revistas que devem ser compradas pelo factor de impacto que são eles próprios a determinar.
Em resumo, tudo gira à volta de um império editorial global, monopolista , autoritário e sem controlo.
Assim se fez a a Elsevier, uma das maiores editoras de publicações científicas.
Neste novo paradigma de informação científica que tem de ser paga para ser acedida, é por si mesmo limitação à informação.
A resposta tem vindo a ser feita pela publicação aberta para . A Necessidade de informação aberta levou á criação de repositórios de acesso livre. As academias têm vindo a criar repositórios de acesso aberto, e os Estados têm vindo a criar repositórios nacionais. Hoje o movimento pela acesso livre à informação científica não se limita aos artigos, mas também ao dados científicos. Nesta nova linha de orientação a própria Comissão europeia tem por objectivo o Acesso Aberto de todas as publicações científicas até 2020. Para isso desenvolve a Plataforma Científica Open Cloud Europeia e Open Science Policy. De notar que o Comissário Europeu para Pesquisa, Inovação e Ciência, é o português Carlos Moedas que se diz adepto da Open Sicence. Para este objectivo a Comissão Europeia contratou um Monitor do Opena Science para lhe fornecer os dados de desenvolvimento do programa.
Até aqui tudo bem. Pretender desenvolver a Ciência Aberta, criar programas para o efeito e monitorizar esses mesmos programas. Mas eis que o Carlos Moedas decide escolher para monitorizar o programa, exactamente a entidade que assenta toda a sua política editorial contra o princípio da ciência aberta, que sempre se opôs ao princípio e á filosofia e que conspira contra ela. Carlos Moedas coloca a decidir da evolução da ciência aberta, a entidade que por definição é contra aquilo que vai opinar. Jon Tennant num artigo no The Guardian diz mesmo que a Elsevier corrompe o opens science na europa https://www.theguardian.com/science/political-science/2018/jun/29/elsevier-are-corrupting-open-science-in-europe?CMP=share_btn_fb
São produtos e serviços da Elsevier, como como o Scopus, o Mendeley e o Plum Analytics. Que fornecem as métricas de citações e de factores de impacto das revistas científicas.
Em 2004, a Elsevier dirigiu-se ao Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns do Reino Unido argumentando que viam riscos associados ao Acesso Aberto, como ameaças à integridade científica e à qualidade da pesquisa.
Em 2007, a Elsevier fazia parte de uma campanha de relações públicas procurando pressionar o Congresso dos EUA contra o acesso aberto. Nos EUA, a Elsevier apoiou uma série de projetos de lei incluindo o Research Works Act (RWA), para o qual fizeram inúmeras contribuições financeiras aos membros da Câmara dos Representantes.
Tudo isto para impedir o crescimento dos repositórios de Open Science.
Ao mesmo tempo a prática da Elsevier era de encarecimentos das edições e publicação. A Restrição do acesso, para ganhar o máximo com o fornecimento das suas revistas ás bibliotecas universitárias, agravado por se tratar de um mercado editorial onde praticamente eliminaram a concorrência.
O monitorizador, que deveria ser independente dos agentes em presença no mercado editorial, é afinal um interessado e vai monitorizar, opinar e propor desenvolvimentos em causa própria.
Todos nós que estudamos bibliometria sabemos que os factores de impacto, as contagens de citações e os índice “h”, resultam dos lotes de revistas que fazem parte das contagens. Que os indexadores sendo predominantemente do universo anglo-saxónico, revertem para este a prevalência e importância e liderança. Tomemos então o exemplo bem mais elementar: a Springer Nature, concorrente da Elsevier ficará muito provavelmente arredada dos mais significativos factores de impacto nas métricas da CiteScore que é propriedade da Elsevier.
É péssimo quando as coisas começam mal. Tarde ou nunca se endireitam.

20 de Abril de 2018 no ISCAP.
O XII Encontro CTDI apresenta-se como um fórum de reflexão sobre o papel dos Big Datas enquanto novas fontes de informação e conhecimento a decorrer no dia 20 de Abril de 2018 no ISCAP.
Este ano o tema centra-se nos grandes conjuntos de dados que se encontram armazenados um pouco por todo o mundo – Big Data. Esta expressão (Big Data) associa-se aos 5 V: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Efetivamente, a informação é, hoje o pilar da atual sociedade, no entanto, dado a quantidade de informação armazenada e disponível para posterior consulta, podemos identificar alguns dos desafios que se colocam atualmente e que se centram na análise, recolha, gestão e manutenção, pesquisa, partilha, armazenamento, transferência, visualização e, por fim, a privacidade dos dados. Facilmente se percebe que os desafios se centram ora nas questões físicas, ora nas questões virtuais associadas aos dados mas ainda nas questões legais e de privacidade de dados bem como na falta de profissionais com competências para lidar com a informação.
Comissão Científica:
Agostinho Sousa Pinto
Ana Isabel Azevedo
Ana Lúcia Terra
Ana Paula Camarinha
Anabela Serrano
António José Abreu
Luís Silva Rodrigues
Manuela Cardoso
Maria Inês Braga
Mariana Malta
Milena Carvalho
Paulo José Trigueiros
Rosalina Babo
Rui Humberto Pereira
Susana Martins
Temas
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Business Process Management
Ensino e Investigação em Ciência da Informação
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