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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2019

Biblioteca-Museu

BIBLIOTECA MUSEU.jpg

A Biblioteca Museu foi um conceito de biblioteca que entrou em Portugal por via do iluminismo, um período de mudança de mentalidades. Um tempo de grandes transformações. As colecções de livros já não se circunscreviam apenas ás livrarias conventuais e monásticas. Desde os séculos XII e XIII que se vêm a constituir muitas bibliotecas privadas. É o tempo do desenvolvimento comercial e dos mesteres tão necessários à navegação marítima. Crescimento das cidades. E a necessidade de letrados para os registos, os contratos, as traduções necessárias ao desenvolvimento comercial e económico das cidades. Os letrados da época, designados por clérigos não eram já formados exclusivamente nos colégios episcopais. Formavam-se agora nas Universidades. Pagas pelos burgueses das cidades e pelos nobres que a elas acorriam. Chamavam até si Mestres, a quem pagavam para os ensinar, e com eles formar corporação e ter direitos próprios.

No século XVIII as reformas da Universidade de Coimbra e do ensino tendem ainda mais à secularização da educação. No plano científico verificamos a fundação da Real Academia de História (1720), a fundação do Real Colégio dos Nobres (1761), a formação da Imprensa Régia (1772), a lei relativa à organização do ensino primário (1772) e, finalmente, a fundação da Academia Real das Ciências (1779). Foi instituída a formação profissional dirigida a comerciantes e técnicos industriais, com a instituição da Aula de Comércio, em 1759, uma das primeiras na Europa.

As mudanças no pensamento, na ciência e educação acompanharam a mudança de conceito de Biblioteca, que irá passar gradualmente da esfera privada para a esfera pública. A Real Biblioteca Pública da Corte , em 1836, passará a ser Biblioteca Nacional de Lisboa.

Há duas figuras centrais neste desenvolvimento do conceito de biblioteca. Foram Frei Manuel do Cenáculo e António Ribeiro dos Santos .

Por volta de 1779 havia em Portugal duas mil quatrocentas e vinte (2420) bibliotecas particulares, das quais novecentas e trinta e cinco (935) pertenciam ao clero. (Guedes, 1987). Mais de duas centenas (221) eram bibliotecas de pessoas com formação jurídica, onde a preferência, para além dos livros de direito, incidia sobre monografias e obras de literatura, história e religião. Nas cento e vinte e seis (126) bibliotecas de médicos, além dos livros de natureza médica, os gostos estavam ordenados por literatura, religião e história, áreas disciplinares preferenciais ao tempo.

Tal como refere Pereira (2006), em finais do século XVIII, surge a ideia de criar em

Portugal uma biblioteca de carácter público na Corte. Ideia que provinha dos tempos de

Pombal e de Frei Manuel do Cenáculo. O acervo será constituído pelos livros da Real

Mesa Censória que Cenáculo enriqueceu e com a doação e incorporação de outros fundos.

Vaz (2006) faz salientar que no espírito de Frei Manuel do Cenáculo presidia

a ideia de que as bibliotecas só fariam sentido se abertas ao público, tendo-se insurgido

contra os coleccionadores que trancavam os livros.

Paralelamente, é importante referir que a imagem de biblioteca permanece associada a

museu. Nela encontramos outras espécies que não apenas os livros, como se nota na

descrição de Pereira (2006), ao referir a existência de medalhas, numa versão

correspondente à concepção de biblioteca partilhada por Cenáculo.

Segundo Brigola (2006) terão influenciado esta concepção de Biblioteca-Museu,

mormente o cardeal Ângelo Maria Querini (1680-1755), bispo de Brescia, fundador e

doador de uma Biblioteca-Museu (1750), com quem Cenáculo se encontrou em Roma(1750); assim  como Tommaso Campanella, com a obra intitulada Civitas solis vel de republicae idea (A Cidade do Sol), publicada em 1602.

Durante ainda muito tempo foi-se mantendo a concepção de biblioteca-museu, paralelamente ao conceito de biblioteca pública considerada a servir um público erudito conforme aos ideais iluministas.

Poucos anos depois, com a revolução liberal, os conventos e mosteiros foram extintos e foi com os fundos das livrarias conventuais que se formaram as primeiras bibliotecas públicas em Portugal.

Odiernamente o conceito de biblioteca pública é radicalmente diferente. Mantem-se no entanto a necessidade da preservação dos fundos antigos patrimoniais em bibliotecas especificamente concebidas a esse fim.

Das bibliotecas-museu, não restam mais que estes espaços de memória. Deixaram de fazer sentido.



Bibliografia:

Brigola, João Carlos (2006) – “Frei Manuel do Cenáculo – Semeador de Bibliotecas e

de Museus. O conceito de Biblioteca-Museu na Museologia Setecentista”, in: Vaz,

Francisco A. Lourenço e Calixto, José António, Frei Manuel do Cenáculo, Construtor

de Bibliotecas, Casal de Cambra: Caleidoscópio, pp. 47-53.

Pereira, José Esteves (2006) – “Ribeiro dos Santos, Cenáculo e a criação da Real

Biblioteca Pública”, in: Vaz, Francisco A. Lourenço e Calixto, José António, Frei

Manuel do Cenáculo, Construtor de Bibliotecas, Casal de Cambra: Caleidoscópio, pp. 11-21.

Regedor, A. Borges Regedor (2014) - Bibliotecas, Informação e Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX p. 43-49

Vaz, Francisco António Lourenço (2006) – “A Fundação da Biblioteca Pública de

Évora”, in: Vaz, Francisco A. Lourenço e Calixto, José António, Frei Manuel do

Cenáculo, Construtor de Bibliotecas, Casal de Cambra: Caleidoscópio, pp. 5-9.

 

 

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:12
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2018

Bacalhau

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Em 1941 foi construído em Portugal, o primeiro navio de arrasto lateral. Construído nos estaleiros da Companhia União Fabril (CUF). Destinava-se à pesca do bacalhau. Mas logo em 1945 foi estabelecida a regulação dos recursos marinhos e controlo dos fundos do Atlântico, denominada Proclamação Truman. No ano seguinte realizou-se a Convenção Internacional de sobre pesca, em Londres. O primeiro organismo de gestão das pescarias do bacalhau do Atlântico, foi a Comissão Internacional das Pescarias do Noroeste Atlântico (ICNAF) criada em 1948. Nos dois anos seguintes era construído na Holanda o “Santo André” para a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova.

Só em 1954 é que foi construído o primeiro navio de arrasto pela popa do mundo. Foi o “Fairtry” nos estaleiros de Aberdeen, na Escócia.

Mas o “Santo André” modernizava-se em 1961 com a instalação do parque de pesca coberto e de dois porões de congelados. Portugal estabelece uma Zona Económica Exclusiva de 200 Milhas em 1977 e a (ICNAF) dá lugar à North Atlantic Fisheries Organisations (NAFO).

Portugal adere em 1986 à CEE e passa a vigorar a Política comum de pesca. Bem depressa se chega à última campanha de arrastões laterais da frota portuguesa em 1991. Logo no ano seguinte o Canadá proíbe a pesca de bacalhau na Terra Nova e o “Santo André” é reconvertido em Navio-Museu.

Está hoje ancorado no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, Município de Ílhavo. Era um navio moderno, com 71,40 metros de comprimento e porão para vinte mil quintais de peixe (1200 toneladas). No convés principal, ao centro do navio, estão instalados o guincho de manobra de redes, o sistema de roldanas, as patescas, as portas de arrasto e a rede, componentes essenciais na pesca. O guincho era manobrado por dois operadores e tinha capacidade para 25 toneladas. A fábrica de transformação de pescado tinha capacidade de processar 12 toneladas por dia.

Para ter uma ideia da máquina que fazia mover este navio, é de referir que o motor atingia a potência máxima de 1700 cv. Abastecia com 450 mil litros de gasóleo e gastava 250 litros hora. Atingia a velocidade máxima de 11 nós (cerca de 20Km/h).

Mas não só. Tinha uma caldeira para aquecer a água necessária ao aquecimento no navio, geradores a gasóleo para produzir a energia eléctrica, e um dessalinizador com capacidade de produzir 1500 litros de água potável, por dia.

Cerca de 57 pessoas viviam neste

Barco durante o período da faina. Capitão, imediato, piloto, enfermeiro, telegrafista com camarotes próprios e próximos. Cozinheiro, dois ajudantes e contramestre de salga em camarotes junto à cozinha. Chefe de máquinas, mais dois maquinistas, electricista e quatro ajudantes de maquinista com camarotes junto das máquinas. E finalmente camaratas para 40 homens.

Mas o melhor, é entrar no barco e imaginar-se na faina, com todos os barulhos, balanços e tarefas, apenas com o mar por horizonte.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:38
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Sábado, 9 de Abril de 2016

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Regata Cenario 2015 020.JPG

Preservação e Promoção do Património Náutico

 

A CENÁRIO é uma associação que tem por objectivo a promoção da cultura náutica no território da Ria de Aveiro;  o fomento da navegação essencialmente  à vela em embarcações tradicionais; o desenvolvimento do estudo, preservação, restauro e construção de embarcações representativas a arte da Carpintaria Naval.

Está situada no Cais do Puxadouro, Válega, Ovar e constitui o Núcleo Museológico da Cenário instalado num antigo armazém de sal. Este cais foi em tempos muito movimentado, nomeadamente  no transporte de caulino para a fábrica da Vista Alegre em Ílhavo.

No  armazém  a associação proporciona as condições de espaço e equipamento para o desenvolvimento da prática da carpintaria naval, e este é também o ponto de apoio à pratica da nautica de recreio que a associação promove.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:18
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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2015

Gestão da Informação em Museus

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Acabei de ler o livro: “Gestão da Informação em Museus: Um contributo para o seu estudo”. Os autores são meus conhecidos de há vários anos. A Paula Moura foi minha aluna de pós-graduação na Universidade Portucalense, e o Luís Borges Gouveia meu colega de docência em Ciência da Informação na Universidade Fernando Pessoa.

Foi uma leitura rápida, que prende a atenção. Informação útil e estruturada sobre as várias questões da gestão da informação em Museus.

Não poderia deixar de prestar atenção especial às referências feitas ás normas ISO 2788: 1986 que era matéria de estudo das minhas aulas de linguagens documentais, no estudo da linhas de orientação para o desenvolvimento de thesauri monolingues, e também ao programa SERVQUAL e à norma ISO 11620:1988 que era a dor de cabeça das minhas aulas de Análise e avaliação de unidades de informação na Universidade Fernando Pessoa.

 

António Regedor

 

 

publicado por antonio.regedor às 14:21
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