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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2019

Nó Cego

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Carlos Vale Ferraz, lançou em 1983 a ficção “Nó Cego”. Para mim, é a leitura deste autor, mas no sentido contrário do cronológico. Aqui dei conta em 4 de abril do ano passado, do seu mais recente romance “A Última Viúva de África (2017)”.

Este autor que também foi militar em Moçambique, coloca a acção em finais de 1969 no planalto dos Macondes, Mueda. Nome terrível para muitos portugueses. O jovem que “sentia a curiosidade dos gatos por tudo o que o rodeava e que desconhecia. De facto, jamais pensara em seguir a carreira militar.” p.28 Como tantos outros aqui estava, milicianos ou não, de arma na mão. Em pleno teatro de guerra. O nome do romance traz-me à memória a operação Nó Gordio no mesmo local. Ea história como na realidade começa antes com gente que queria ser diferente. O enfermeiro Cardoso queria ser pintor. Um dia “o professor foi levado mais uma vez para Caxias e o João Cardoso viu-se no meio da sala da mansarda, com tudo o que restava dos seus bens comuns desfeito e espalhado pelo soalho a seus pés”p. 45. É agora o enfermeiro da companhia.

“O clínico militar, um alferes miliciano mobilizado mal acabou a especialização...entrou na sala trazendo atrás de si o brigadeiro e o tenente-coronel que vinham em visita de inspecção.(...)Acendeu a luz amareladae deixou-se a fitr a cara do brigadeiro, a empalidecer enquanto observava o interior do cubículo negro. Apontou com o dedo musculado de cirurgião, sem uma termura:  - Aquilo que está dentro daquele caixote, embrulhado no pano de tenda, era, ou é, já nem sei, o corpo dum daqueles a quem o senhor chama “soldadesca”.”p. 81.

“E ali estava ele só, o dólman do camuflado ainda sujo da viagem, sentado num monte de pedras como se carregasse o peso de todas as canseiras, apensar nela, a entender os poetas e a poesia – “essa pieguice”, como ela lhe dissera um dia, quando, deitados numa prais de areia fina no Algarve, ela lhe lera um poema”. p. 241

E entretanto, na cidade, longe das operações de cerco e assalto, o “Azevedo Melo tinha o programa previsto para o dia completo de cruzeiro no mar dos seus convidados, que passava por uma experiência de pesca ao corripo.” p. 258

E assim vai correndo a ficção do “Nó Cego” ou Nó Gordio, como preferirem, o desempate da guerra que não aparece, nem na ficção nem na realidade.

 

Abtónio Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:17
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Fogo e Fúria

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Trump é descrito por Michael Wolff nos primeiros nove meses de mandato. A descrição é feita no livro “Fogo e Fúria”.
O impreparado, inculto e perigoso presidente dos estados unidos da américa eleito pelo FBI.
Na pagina 25 escreve Michael Wolff: “ O Director do FBI, James Comey, depois de ter estranhamente colocado Hilary em lume brando ao afirmar que iria reabrir a investigação dos seus emails em onze dias antes da eleição, ajudara a evitar uma vitória esmagadora de Clinton”.
Como já se tem visto noutras latitudes do 3º mundo, em caso de derrota eleitoral, o argumento é o roubo. E assim, na mesma página 25 Wolff afirma que Trump “já tinha preparado a sua resposta pública para a derrota nas eleições: Fomos roubados!
Donald Trump e o seu pequeno grupo de guerreiros de campanha estavam preparados para perder com fogo e fúria. O que não estavam era preparados para ganhar.”
Quanto ao financiamento, “O bilionário de extrema-direita Bob Mercer, apoiante de Ted Cruz, mudara o seu apoio para Trump, com uma infusão financeira de 5 milhões de dólares.” p. 26.
Já depois de eleito, a prática das fake news é referida a pag. 68: “...parecia mesmo que a nova administração reclamava o direito de reformular a realidade. ...Muito embora, na perspectiva de Conway, fossem os media a fazer essa reformulação...”
Quanto ao escrutínio dos negócios de Trump, Franklin Foer, ex-director da revista “New Republic”, refere que Trump, o empresário pouco sério, “fanfarrão, com as suas bancarrotas, casinos e concursos de beleza, conseguira evitar um escrutínio sério.” ...”Os negócios imobiliários de Nova Iorque eram sujos, os negócios de Atlantic City eram sujos, a companhia aérea de Trump ra suja, Mar-a-Lago, os campos de golfe e os hotéis era todos sujos. Nenhum candidato razoável teria sobrevivido à descrição de um sequer destes negócios. ... uma dose genial de corrupção fora introduzida na candidatura Trump...” pag 124
Interessante é percebermos como Trump constrói o seu pensamento através da sua fonte de informação. “Trump não lia. Não lia sequer pela rama. Se era texto impresso, era como se não existisse. ... conseguia ler títulos de jornais e artigos sobre si próprio, e a coluna d coscuvilhice da página seis do New York Post. ... Era pós-alfabetizado – televisão total.” Pag 141.
O livro é rico em muitas outras descrições de colaboradores e de familiares. Dá uma imagem muito próxima do tipo ignorante, aldrabão, desonesto, agressivo, perigoso que comanda a política de uma das principais potências mundiais e com capacidade de destruição da política, do ambiente, da vida, do planeta.
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 13:59
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018

Os loucos da Rua Mazur

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A escolha deste livro para ler em período de férias foi por sugestão do livreiro de uma das livrarias de rua. Pequena livraria, com poucos fundos, com falha de autores de referência de quem eu andava à procura. Mas foi boa a sugestão do livreiro. João Pinto Coelho mostrou-se hábil na construção de uma história de Polacos em que a guerra fez emergir as diferenças e ódios latentes entre si. Longe da história oficial de fazer dos Polacos as vítimas dos Soviéticos e dos Nazis durante a IIGM, o livre vem fazer-nos recordar que a sociedade Polaca tem rivalidades internas próprias. A escrita do papel dos Polacos na II Guerra tem manchas que os próprios fizeram. Já em tempos, quando li a história do Gueto de Varsóvia me tinha dado conta da acção dos “capos” de colaboração com os Nazis  e de repressão dos seus próprios concidadãos.  No auxílio que prestaram aos alemães na vigilância dos campos de concentração.   Este livro de João Pinto Coelho desprende-se das versões mais ou menos politicamente correctas e apresenta a realidade mais desvelada quando a cobardia enlameia o colaborador. “a eles, pois! Aos israelitas, que desde o primeiro dia andavam em conluiu com os bolcheviques, viciados na perfídia e na denúncia, delatando cristãos, tomando-lhes os postos, assenhorando-se das migalhas que os russos lhes atiravam em troca.” p. 203.  “Outrora inchados e soberbos, os cristãos pareciam tísicos, espavoridos;” “A cidade tresandava a comunistas, e isso bastava para os deixar naquele estado.” “Para grande irritação dos batizados, os judeus tornaram-se insolentes. Sem qualquer constrangimento, calcorreavam livremente a metade da cidade que não lhes pertencia, “ “Mas faziam pior: sem saberem o que inventar para bajular os russos, mostravam-se sempre servis, e usavam da perfídia para acusarem os cristãos.

Estes viam no gesto a mais nefanda das traições e, quando os seus começaram a partir enjaulados nos comboios, não pensaram duas vezes para saber quem culpar.” p. 223-224. Isto o narrador a falar, mas no discurso de um  dos protagonistas  do romance é dito: “ Shionka a querer proteger-me,  a travar sem avisar, a empurrar-me, a esconder-me, a tapar-me a boca para ver se eles passam sem dar por mim. A princípio, julguei que eram só os russos, mas agora sei que há outros, conheço as suas vozes polacas, cresci cim elas.” p. 224.

Coelho, João Pinto – Os loucos da rua Mazur.  Alfragide:Leya. 2017

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:44
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2018

O virar de página

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O virar de página sente-se cada vez mais com o digital. Durante muito tempo continuará convivência entre o livro digital com o livro físico. Pese, embora, cada vez a nossa leitura ser feita em digital. Leio muitos artigos científicos em formato digital. Guardo alguns livros em “pdf”. A minha tese de Doutoramento está online e é assim que é lida, como leio a dos meus colegas. Com a vantagem das contagens de download e citações feitas. No entanto, na ficção, mantenho o meu velho hábito de usar os vários sentidos com o livro. A visão das cores e atracção dos motivos de capa. O toque das folhas à passagem uma a uma, ou mesmo quando o tempo o tenta esconder com fina camada de pó que se sente na ponta dos dedos. O olfato que distingue o cheiro da tinta fresca ou a acidez instalada no papel mudado pelo tempo. O som do desfolhar corrido de trás para a frente na busca da ilustração, ou do virar de página.

 

António Borges Regedor

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publicado por antonio.regedor às 11:14
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Sábado, 28 de Abril de 2018

O paraíso e outros infernos

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José Eduardo Agualusa continua a produzir imenso.

Está para breve, mais um livro.

“O paraíso e outros infernos “ é o próximo. Editado pela Quetzal.  

publicado por antonio.regedor às 11:45
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

Dia Mundial do Livro

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Alguns dos muitos livros que recordo
 
 
 
Os Maias. Era obrigatório no ensino secundário. Mas a professora (Adélia Silvestre), não obrigou, motivou entusiasmando à leitura.
 
Uma abelha na chuva - Carlos Oliveira
 
Esteiros - Soeiro Pereira Gomes, que está sepultado em Espinho onde dos 6 aos 10 anos, fez a instrução primária .
 
Rosinha minha canoa – José Mauroi de Vasconcelos. Por volta da pag 40, a descrição da germinação de uma semente de árvore é fabulosa.
 
O gato qu ensinou a gaivota a voar - Luis Sepúlveda
 
Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marques
 
Memorial do Convento – Saramago. O livro que me iniciou na leitura do romance histórico.
 
O Nome da Rosa – Humberto Eco. (Fabuloso)
 
A Oficina dos livros proibidos - Eduardo Roca, Catalão. Um romance que imagina a passagem da oficina de cópia privada e laica (scriptório laico) para a tipografia.
 
O Tango da Velha Guarda – Arturo Perez-Reverte. O tango da origem e da evolução. As influências musicais e o que socialmente influência.
 
A Rainha do Sul - Arturo Perez-Reverte. Um autor de que aprendi a gostar a partir da participação numa comunidade de leitores na Biblioteca Almeida Garrett do Porto.
 
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 09:18
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Nuno Marçal (Bibliotecário ambulante)

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Para início desta rubrica , aqui no blog, tive necessariamente por optar pelo tema das itinerantes. Elas fazem parte do imaginário da maioria da população que viveu o século XX em Portugal. Um ano depois do início das emissões de televisão, a Fundação Calouste Gulbenkian concorre com essa nova forma de ver o mundo e envia pelo país bibliotecas cheias de livros para leitura pública. Hoje com uma rede de bibliotecas municipais, os bibliobus são um prolongamento daquelas.

Inevitavelmente a entrevista teria de ser feita a um bibliotecário que dá o rosto pelos bibliobus. Nuno Miguel Cardoso Marçal. Conheci-o em Portalegre, apresentado por um ex-aluno e amigo Norberto Lopes.

 

Onde decorreu a tua formação em ciência da informação?

No Curso de Especialização em Ciências Documentais (variante Bibliotecas) na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e ao volante da Bibliomóvel a percorrer estradas, terras e Pessoas de Proença-a-Nova.

Em 1998 estava a concluir a licenciatura em Sociologia e reflectia qual seria o futuro profissional que esse curso podia trazer no regresso a Castelo Branco. Resolvi apostar na especialização, num final de tarde sentado na esplanada da Faculdade reparei nuns folhetos de divulgação e entre eles estava o de Ciências Documentais. Não foi amor à primeira vista, mas ao longo destes anos aprendi a respeitar esta profissão e a amar tudo o que com ela está relacionada, principalmente neste campo das Bibliotecas Itinerantes.

Em 2006 houve uma reorganização funcional nos serviços da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, simultaneamente o projecto da Bibliomóvel foi aprovado, financiado e concretizado. 26 de Junho de 2006 lá estava eu sentado ao volante de uma Biblioteca Itinerante(Bibliomóvel) a fazer aquela que seria a primeira de muitas andanças a ir,levar,estar e dar Biblioteca Pública sobre rodas.

Que outros serviços são prestados pela autarquia, aproveitando o bibliomóvel?

Sempre tive uma obsessão pela Utilidade da Biblioteca, creio que que está aqui a chave para a reconquista da relevância social e até da sua sobrevivência. Desde o início procurei trazer o máximo de funcionalidades e utilidades que pudessem abranger as mais diversas áreas, sempre com o intuito de ser mais útil, de fazer mais e tentar fazer melhor indo ao encontro das necessidades daqueles que todos os dias passam, entram e usam aquilo que somos, levamos e damos. Para além dos habituais e “normais” serviços prestados por qualquer Biblioteca, na Bibliomóvel possuímos também o Balcão Móvel do Município, onde se prestam alguns serviços relacionados com o preenchimento e entrega (via electrónica) de requerimentos e formulários disponíveis no Balcão Único do Município. Existe também a possibilidade de efectuar pagamentos e carregamentos de telemóvel com referencias multibanco, através de um ATM portátil.

Em 2017 iniciamos uma parceria com a Unidade Móvel de Saúde do Município, levando dentro da Bibliomóvel o seu técnico e com equipamento básico fazemos rastreios dos níveis de colesterol, glicemias e tensão arterial.

Achas ainda poder introduzir novos serviços? Tempo de comunicação com familiares tipo “skype” ?

Esse serviço esteve sempre presente quase desde o início deste projecto. Quando a internet foi instalada na Bibliomóvel, automaticamente ela foi usada por familiares para contactar com os seus que estão espalhados um pouco por toda a Europa, primeiro via chat e depois com a instalação de uma webcam juntamos as palavras com a imagem.

Hoje em dia com a proliferação de smartphones, a utilização deste meio de comunicação diminuiu no entanto como possuímos rede wi-fi, ela continua a ser usada para estabelecer contactos.

Mais que novos serviços pretendo consolidar os existentes, tentando sempre melhorando aquilo que já fazemos, prova disso é a instalação de um leitor de cartão do cidadão e a ajuda na criação e uso da Chave Móvel Digital.

 

A regressão demográfica não te preocupa?

Muito!

Nestes doze anos vi partir muita gente(demasiada), quer pela ordem natural da vida quer pela desordem desta realidade nacional que divide o nosso país entre um país de oportunidades e um outro onde o abandono, o envelhecimento da população são doenças, com curas anunciadas mas apenas com alguns paliativos receitados.

Quero e gosto de acreditar que podemos tentar fazer acontecer a diferença no quotidiano destas Pessoas e com esse espirito que todos os dias nos fazemos à estrada. Sou um optimista/realista e ainda tenho esperança num país mais equilibrado e igual no acesso a oportunidades de desenvolvimento sustentável. Ainda tenho esperança!

 

 

O CV do Nuno Marçal

 

  • IDENTIFICAÇÃO:

 

Nome: Nuno Miguel Cardoso Marçal

Data de Nascimento: 20/09/1974 em Castelo Branco

2 – FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2001 – Curso de especialização em Ciências Documentais, variante de Bibliotecas concluída na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

1999 – Licenciatura em Sociologia concluída, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

3 – EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

  • Bibliotecário-Ambulante responsável pela “Bibliomóvel” da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 26 de Junho 2006
  • Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 3 de Janeiro de 2002.

 

4 – PUBLICAÇÕES

  • Editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ , onde são relatadas as “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova”.

5 – DISTINÇÕES/REFERÊNCIAS

  • Prémio ACLEBIM, Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles – Categoria de Personas – 2008.
  • Nomeação para o Prémio Astrid Lindgren Award Memorial (ALMA) 2011 pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
  • Inclusão da Bibliomóvel de Proença-a-Nova para representar Portugal no portfólio Por Leer (2012) da responsabilidade da CERLALC, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe (UNESCO).

 

 

Nota Biográfica

 

Nuno Marçal
Nasceu em Castelo Branco a 20 de Setembro de 1974.
É bibliotecário, por paixão na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o ano 2002.

No ano de 2006 iniciou as funções de Bibliotecário-
Ambulante, onde tenta conciliar a Razão e a Paixão ao volante da Bibliomóvel, projecto itinerante de biblioteca, que se desloca pelas povoações das quatro freguesias do concelho de Proença-a-Nova com o intuito de divulgar o livro a leitura e sempre algo mais...
Editor do blogue: http://opapalagui.blogspot.com/ onde retrata e relata as andanças da Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova.

 

publicado por antonio.regedor às 13:38
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018

Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África

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Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África. Porto: Porto Editora, 2017.
 
 
Um romance muito actual “- Explica a tua ideia sobre o aproveitamento da notícia do emigrante que quer comprar uma igreja para enterrar a mãe. Se os militares já venderam quartéis, fortalezas e castelos, se os ministérios do Estado já venderam estradas, pontes e até o espaço aéreo, se a justiça vende tribunais , prisões e sentenças, se os deputados da nação venderam feriados, água, luz e lixo, porque não se hão de vender igrejas, capelas e santuários, com ou sem os santos? P. 13
“Miguel Barros concluiu, depois de desligar o telefone:
-O director do jornal vende cabidela e esta jornalista é da nova escola...” p.16
O Norte do País bem apresentado “ – Sou a Lerna. Não sei de onde vem o raio do nome, mas há por aqui muitos destes. Ocupem os últimos quartos e não se preocupem se ouvirem barulho de noite. São os trabalhos das meninas do bar...” p. 18
“a dona do café Santiago regressou à sala para receber o dinheiro e levantar as chávenas e os copos. ... Quando chegaram à pensão Maria da Fonte, já Lerna sabia onde tinham estado... p. 19 e 20.
“...filosofei que a vocação é um sofisma para iludir o peso das circunstâncias nas nossas vidas. Os meus antepassados não vieram ao mundo com particular vocação para as Leis e o Direito, como o cardeal Cerejeira não nascera para levar almas ao Céu. Nem Fernão Mendes Pinto, nem Camões dispunham de uma agulha magnética interior que os vocacionasse para viagens a longas distância e relatos maravilhosos das suas aventuras. Foram as circunstâncias, numa feliz conjugação, que estiveram na origem do impulso decisivo para a viagem que me levou a África.” p. 53
“Como dizer-lhes que o mal atinge as coisas da vida, mas não a vida, e que o extremo sofrimento não é a morte?” p.115
“Aprendera com os mercenários e os comerciantes que frequentaram o seu hotel que cada tiro disparado num sítio qualquer está a dar dinheiro a alguém” p. 123 – 124
“...uma guerra , mesmo no mais remoto território, nunca é um acto isolado, faz parte de outras guerras.” P.163
“Em 1968, Lisboa foi o palco de uma farsa do Minho a Timor. Salazar estava incapacitado para o cargo de chefe de governo desde a queda que sofrera, mas enquanto não morria, continuava a receber ministros e secretários para representações teatrais de cenas de falsos despachos 173
“Homens como eles ou se matam, simulando que se deixam matar, ou têm de matar. “ p.178
“...a dor da derrota é maior e mais profunda porque não busca a glória nem lutam pelo reconhecimento do herói, mas pela paz interior de conseguirem o que entendem ser o seu dever,...” p. 179
O capítulo XVIII “As derrotas” é fabuloso. O Pide, O mercenário, O aventureiro que muda de identidade, a filha do pide, a informadora da pide, agente secreta, protectora e muita outra coisa, dão vida a toda a história. São sujeitos de circunstância . Idealistas, desiludidos, sobreviventes.
publicado por antonio.regedor às 15:54
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Quarta-feira, 28 de Março de 2018

Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

 

 

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Portugal convidado de honra no México

 

 

Portugal é em novembro 2018 o Convidado de Honra na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, o maior evento literário do mundo hispano-falante e que levará ao Estado mexicano de Jalisco as letras portuguesas.

Serão apoiados  editores de todo o espaço latino-americano,  que vão produzir  um total de 56 publicações que formam a seguinte lista:

 

  • Almadía - Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, de Gonçalo M. Tavares
  • Arlequín - Cemitério de PianosLivro, ambos de José Luís Peixoto
  • Cuadrivio - Caminho imperfeito, de José Luís Peixoto
  • El Naranjo - Mary John, de Ana Pessoa, com ilustração de Bernardo P. Carvalho
  • Elefanta - Os memoráveis, de Lídia Jorge e Jaime Bunda e a morte do americano, de Pepetela
  • Endira - Um homem escandaloso, de Tiago Rebelo
  • Eternos Malabares - Éter, de Sandra Santos
  • La Cifra - A Rainha do Norte, de Joana Estrela
  • Librosampleados - Antologia - 4 escritoras portuguesas contemporâneas, de Ana Teresa Pereira, Rita Pea, Luísa Monteiro e Luísa Demétrio Raposo
  • Matadero - Atlas do corpo e da imaginaçãoEnciclopédia II. Breves notas sobre literatura-Blomm. Breves notas sobre música, ambos de Gonçalo M. Tavares
  • Paraíso Perdido - The empire, de João Valente
  • Tabaquería Libros - Tabacaria; Marinheiro, de Fernando Pessoa
  • Trilce - Aqui há gato!, de Rui Lopes, com ilustração de Renata Bueno; Obscénica, de Hilda Hilst, com ilustração de André da Loba; Eu quero a minha cabeça!, de António Jorge Gonçalves; Antologia, de Nuno Júdice, edição de Ricardo Marques; Antologia de poemas de amor, de Manuel Alegre; A moeda do tempo, de Gastão Cruz; Transporte no Tempo, de Ruy Belo; Lisboa? Guia para desorientar-se na cidade, de Sherley Freudenrecih, Mariana Zanetti e Andrea Meneghetti, com ilustração de André da Loba e Catarina Sobral; e Street Arte em Lisboa
  • Universidade Veracruzana - História Trágico-marítima, de Bernardo Gomes de Brito e Antologia de contos, de Manuel Rui.

 

Esta dinâmica é possível através do  programa   especial de apoio à tradução, edição e reedição de obras de autores de língua portuguesa, promovido pela DGLAB (Ministério da Cultura) e pelo Camões, I.P.

 

http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/PORTUGAL-%e2%80%93-GUADALAJARA-2018.aspx

 

publicado por antonio.regedor às 11:33
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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2017

Expurgo em Bibliotecas

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A propósito de uma notícia de que a Biblioteca da Universidade de Indiana na Pensilvânia, está a fazer um expurgo de quase metade dos seus livros que não foram emprestados desde o ano 2000.
Se nunca tinham feito expurgo, é natural que agora tenham esse valor que pode parecer grande, mas não o é.
O processo científico torna muita da informação desactualizada. Calcula-se que actualmente, em média, a cada cinco anos metade do conhecimento científico esteja desactualizado. Há sectores onde a desactualização é muito rápida, a informática por exemplo, e outros em que é bastante mais lenta. Mas em média, é isto que se passa. O conhecimento renova-se a cada dez anos.
Por esta razão o expurgo, para quem o faz, actualiza em cerca de 10% todos os anos. Claro que nem tudo o que é desactualizado é expurgado. Há matérias que apesar de desactualizadas continuam a ser referidas, até para termo de comparação ou produção de diacronias. E assim, o expurgo incide essencialmente no critério de documento não consultado. Mas não deixa de estar no valor aproximado dos 10%. O que refaz o equilíbrio de actualização da colecção de forma permanente.
Mesmo para as bibliotecas de leitura pública, é este o padrão. No programa de análise de bibliotecas (PAB) ,em que participei no ano 2000 a 2002, uma parceria entre a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundación Bertelsmann da Catalunha, fizemos a contagem dos documentos não emprestados e era sensivelmente esse o valor que encontrávamos.
Isto deve ser tido em atenção dos gestores e técnicos de biblioteca, para demonstrar a necessidade de investimento regular na colecção. Não a deixar degradar, porque a desactualização da colecção leva à redução do uso e consequentemente à redução dos utilizadores, e em espiral à redução da visibilidade e utilidade da biblioteca, à sua nulidade ou utilização residual ou mesmo ao desvio para outros fins e actividades que não a sua missão e necessidade essencial e prioritária.
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 14:40
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