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Terça-feira, 23 de Abril de 2019

DIA MUNDIAL DO LIVRO

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Hoje é dia de dizer muitos lugares comuns sobre o livro e a leitura.

É comum dizer-se que se devia ler mais, e melhor. Que em Portugal se lê menos, muito menos, que nos países com sucesso científico, económico e social.

Mas não se pode querer hoje o que o país nunca teve, nem mudar de um dia para o outro.

No início do século XX o analfabetismo era generalizado. 78,6% da população era analfabeta.

Na República o ensino primário era de oito anos, mas apenas três eram obrigatórios.

Na ditadura o ensino primário foi reduziu inicialmente para 3 anos. Já só nos anos setenta a quarta classe passou a ser obrigatória.

Mesmo assim, o limite de idade para a escolaridade obrigatória era os 14 anos de idade, e o analfabetismo, e o abandono escolar era muitíssimo alto ainda no 25 de Abril de 1974.

Não admira que a primeira biblioteca pública, ou seja, de acesso ao público, embora de característica patrimonial e erudita, tenha sido aberta apenas em 1833.

Mais significativo é que em 1958, quando as carrinhas da Gulbenkian começam a levar livros à população, a televisão já há um ano lhes conquistava a atenção pela novidade. A televisão chegou primeiro a casa dos portugueses.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:39
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Segunda-feira, 4 de Março de 2019

A Ilustre Casa de Ramires - Eça de Queirós, Biblioteca Ulisseia

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José Maria Eça de Queirós, o autor da Ilustre Casa de Ramires , nasceu em 1845 na Póvoa de Varzim. É já fruto da revolução liberal e de todas as suas consequências, políticas, sociais, religiosas, económicas. O Fontismo estava já em abrandamento e a degradação política era evidente com o rotativismo político do período liberal, contraposto à ascenção do movimento republicano que tem data marcante na revolta de 31 de Janeiro de 1891 que tenta a implantação da República.

Passou a infância em Aveiro e estudou num colégio dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão. Na Universidade, em Coimbra onde estudou Direito, conheceu Antero de Quental, Teófilo Braga, Alberto Sampaio.

Uma visão aberta do mundo foi-lhe proporcionada pela visita ao Egipto e Palestina, por altura da inauguração do Canal de Suez e na companhia do Conde de Resende.

No ano da inauguração do canal de Suez,visitou o Egipto e a Palestina acompanhado com o Conde de Resende, vindo a casar com a filha deste em 1900.

Fez carreira diplomática, sendo embaixador em Cuba, Newcastle, Bristol e Paris.

Durante a sua vida assistiu à instabilidade nos Balcãs, à ameaça ao Império Otomano. Aos jogos de poder motivados pelas ambições coloniais e obviamente ao desenvolvimento científico, técnico e dos transportes. Esse tempo era influenciado por Baudelaire, Flaubert, Zola, Hegel, Marx, Proudhon, Conte.

Como era habitual à época, começou a escrever nos jornais, no caso, a “Gazeta de Portugal”, para depois reunir as crónicas em livro. O que faz com a edição em livro, “Prosas Bárbaras”. Passa pela direcção do “Distrito de Évora”.

Em “A Ilustre Casa de Ramires”, o protagonista, Gonçalo Mendes Ramirez, era conhecido como o Fidalgo da Torre. Vivia no Solar dos Ramires. Residência de uma antiga família cuja origem se conta anterior à nacionalidade de Portugal. A genealogia afirma a sua existência anterior à vinda das famílias francesas que ajudaram na reconquista e deram origem ao Condado e depois Reino de Portugal. Essa mesma genealogia que coloca os Ramires nos momentos e com os protagonistas da história de Portugal. A o lado de D. Afonso Henriques, na reconquista , Nos descobrimentos, nos bons e maus momentos, mas sempre ao lado do poder e no poder.

A Casa da Torre da Lagariça foi o local de visita e inspiração do escritor Eça de Queiroz para o romance, “A Ilustre Casa de Ramires”. é um Imóvel classificado de Interesse Público desde 1977.

A construção da Torre da Lagariça data da primeira metade do Séc. XII , por volta de 1112 e está ligada ao período da "Reconquista Cristã" e à "Fundação da Nacionalidade Portuguesa".

A Torre é um sólido torreão militar de linhas de planta quadrada, que serviu de ponto de vigia e prisão, sendo mais tarde construído o casario em volta da Torre e tornada em casa de habitação dos Fidalgos da Torre da Lagariça.

A Torre teria como objetivo a defesa da linha do Douro na época da reconquista Cristã, servindo de Torre da atalaia, mas a sua função militar perdeu o significado com o estabelecimento das fronteiras mais a norte.

No Séc. XVI foi adquirida pela Brasonada família Pinto, Senhores da Torre da Chá e do Paço de Covelas.

Situa-se na Freguesia de S. Cipriano, no Concelho de Resende - 41°03'37.1"N 7°59'57.3"W

Para além da “Ilustre Casa” a quinta tem campos de cultivo e árvores de fruto e . Uma Eira, e jardins de inspiração romântica.

publicado por antonio.regedor às 13:50
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019

Tenho de saber

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Analista da CIA na intrincada teia da infiltração, que tem por missão identificar infiltrados.  “Podem chamar-me paranóica, ou apenas uma analista de contra-espionagemda CIA” p. 17  A descoberta de partes  do caminho do labirinto. “Dedos de gelo apertam-me o coração e nos meus ouvidos o sangue pulsa num turbilhão”  p. 24.  “ Por que razão senti a necessidade de o esconder?” p. 25.  E quando a verdade é insuportável, “”Gostaria que tudo desaparecesse” p76.  Pode der apenas uma parte do labirinto.

 

Karen Cleveland - Tenho de saber. Lisboa: Planeta. 2018.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:39
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

Plano Estratégico para as Bibliotecas Espanholas

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Bibliotecas Espanholas têm novo plano estratégico para cinco anos (2019-2023)

Dia 20 3 21 de Fevereiro deste ano (2019) reuniu o Conselho de Cooperação Bibliotecária.  

A reunião é organizada pela Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura del Ministerio de Cultura y Deporte

Este conselho reune o organismo de coordenação bibliotecária do Ministério da Cultura e Desporto, Comunidades Autónomas, Federação Espanhola de Municípios e Províncias, e Conferência de Reitores das Universidades Espanholas através da Rede de Bibliotecas Universitárias,

Fuente: http://www.culturaydeporte.gob.es/prensa/convocatorias-prensa/2019/02/20190219-consejo-bibliotecas.html

 

Antónuio Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:47
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2019

Nó Cego

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Carlos Vale Ferraz, lançou em 1983 a ficção “Nó Cego”. Para mim, é a leitura deste autor, mas no sentido contrário do cronológico. Aqui dei conta em 4 de abril do ano passado, do seu mais recente romance “A Última Viúva de África (2017)”.

Este autor que também foi militar em Moçambique, coloca a acção em finais de 1969 no planalto dos Macondes, Mueda. Nome terrível para muitos portugueses. O jovem que “sentia a curiosidade dos gatos por tudo o que o rodeava e que desconhecia. De facto, jamais pensara em seguir a carreira militar.” p.28 Como tantos outros aqui estava, milicianos ou não, de arma na mão. Em pleno teatro de guerra. O nome do romance traz-me à memória a operação Nó Gordio no mesmo local. Ea história como na realidade começa antes com gente que queria ser diferente. O enfermeiro Cardoso queria ser pintor. Um dia “o professor foi levado mais uma vez para Caxias e o João Cardoso viu-se no meio da sala da mansarda, com tudo o que restava dos seus bens comuns desfeito e espalhado pelo soalho a seus pés”p. 45. É agora o enfermeiro da companhia.

“O clínico militar, um alferes miliciano mobilizado mal acabou a especialização...entrou na sala trazendo atrás de si o brigadeiro e o tenente-coronel que vinham em visita de inspecção.(...)Acendeu a luz amareladae deixou-se a fitr a cara do brigadeiro, a empalidecer enquanto observava o interior do cubículo negro. Apontou com o dedo musculado de cirurgião, sem uma termura:  - Aquilo que está dentro daquele caixote, embrulhado no pano de tenda, era, ou é, já nem sei, o corpo dum daqueles a quem o senhor chama “soldadesca”.”p. 81.

“E ali estava ele só, o dólman do camuflado ainda sujo da viagem, sentado num monte de pedras como se carregasse o peso de todas as canseiras, apensar nela, a entender os poetas e a poesia – “essa pieguice”, como ela lhe dissera um dia, quando, deitados numa prais de areia fina no Algarve, ela lhe lera um poema”. p. 241

E entretanto, na cidade, longe das operações de cerco e assalto, o “Azevedo Melo tinha o programa previsto para o dia completo de cruzeiro no mar dos seus convidados, que passava por uma experiência de pesca ao corripo.” p. 258

E assim vai correndo a ficção do “Nó Cego” ou Nó Gordio, como preferirem, o desempate da guerra que não aparece, nem na ficção nem na realidade.

 

Abtónio Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:17
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Fogo e Fúria

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Trump é descrito por Michael Wolff nos primeiros nove meses de mandato. A descrição é feita no livro “Fogo e Fúria”.
O impreparado, inculto e perigoso presidente dos estados unidos da américa eleito pelo FBI.
Na pagina 25 escreve Michael Wolff: “ O Director do FBI, James Comey, depois de ter estranhamente colocado Hilary em lume brando ao afirmar que iria reabrir a investigação dos seus emails em onze dias antes da eleição, ajudara a evitar uma vitória esmagadora de Clinton”.
Como já se tem visto noutras latitudes do 3º mundo, em caso de derrota eleitoral, o argumento é o roubo. E assim, na mesma página 25 Wolff afirma que Trump “já tinha preparado a sua resposta pública para a derrota nas eleições: Fomos roubados!
Donald Trump e o seu pequeno grupo de guerreiros de campanha estavam preparados para perder com fogo e fúria. O que não estavam era preparados para ganhar.”
Quanto ao financiamento, “O bilionário de extrema-direita Bob Mercer, apoiante de Ted Cruz, mudara o seu apoio para Trump, com uma infusão financeira de 5 milhões de dólares.” p. 26.
Já depois de eleito, a prática das fake news é referida a pag. 68: “...parecia mesmo que a nova administração reclamava o direito de reformular a realidade. ...Muito embora, na perspectiva de Conway, fossem os media a fazer essa reformulação...”
Quanto ao escrutínio dos negócios de Trump, Franklin Foer, ex-director da revista “New Republic”, refere que Trump, o empresário pouco sério, “fanfarrão, com as suas bancarrotas, casinos e concursos de beleza, conseguira evitar um escrutínio sério.” ...”Os negócios imobiliários de Nova Iorque eram sujos, os negócios de Atlantic City eram sujos, a companhia aérea de Trump ra suja, Mar-a-Lago, os campos de golfe e os hotéis era todos sujos. Nenhum candidato razoável teria sobrevivido à descrição de um sequer destes negócios. ... uma dose genial de corrupção fora introduzida na candidatura Trump...” pag 124
Interessante é percebermos como Trump constrói o seu pensamento através da sua fonte de informação. “Trump não lia. Não lia sequer pela rama. Se era texto impresso, era como se não existisse. ... conseguia ler títulos de jornais e artigos sobre si próprio, e a coluna d coscuvilhice da página seis do New York Post. ... Era pós-alfabetizado – televisão total.” Pag 141.
O livro é rico em muitas outras descrições de colaboradores e de familiares. Dá uma imagem muito próxima do tipo ignorante, aldrabão, desonesto, agressivo, perigoso que comanda a política de uma das principais potências mundiais e com capacidade de destruição da política, do ambiente, da vida, do planeta.
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 13:59
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2018

Os loucos da Rua Mazur

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A escolha deste livro para ler em período de férias foi por sugestão do livreiro de uma das livrarias de rua. Pequena livraria, com poucos fundos, com falha de autores de referência de quem eu andava à procura. Mas foi boa a sugestão do livreiro. João Pinto Coelho mostrou-se hábil na construção de uma história de Polacos em que a guerra fez emergir as diferenças e ódios latentes entre si. Longe da história oficial de fazer dos Polacos as vítimas dos Soviéticos e dos Nazis durante a IIGM, o livre vem fazer-nos recordar que a sociedade Polaca tem rivalidades internas próprias. A escrita do papel dos Polacos na II Guerra tem manchas que os próprios fizeram. Já em tempos, quando li a história do Gueto de Varsóvia me tinha dado conta da acção dos “capos” de colaboração com os Nazis  e de repressão dos seus próprios concidadãos.  No auxílio que prestaram aos alemães na vigilância dos campos de concentração.   Este livro de João Pinto Coelho desprende-se das versões mais ou menos politicamente correctas e apresenta a realidade mais desvelada quando a cobardia enlameia o colaborador. “a eles, pois! Aos israelitas, que desde o primeiro dia andavam em conluiu com os bolcheviques, viciados na perfídia e na denúncia, delatando cristãos, tomando-lhes os postos, assenhorando-se das migalhas que os russos lhes atiravam em troca.” p. 203.  “Outrora inchados e soberbos, os cristãos pareciam tísicos, espavoridos;” “A cidade tresandava a comunistas, e isso bastava para os deixar naquele estado.” “Para grande irritação dos batizados, os judeus tornaram-se insolentes. Sem qualquer constrangimento, calcorreavam livremente a metade da cidade que não lhes pertencia, “ “Mas faziam pior: sem saberem o que inventar para bajular os russos, mostravam-se sempre servis, e usavam da perfídia para acusarem os cristãos.

Estes viam no gesto a mais nefanda das traições e, quando os seus começaram a partir enjaulados nos comboios, não pensaram duas vezes para saber quem culpar.” p. 223-224. Isto o narrador a falar, mas no discurso de um  dos protagonistas  do romance é dito: “ Shionka a querer proteger-me,  a travar sem avisar, a empurrar-me, a esconder-me, a tapar-me a boca para ver se eles passam sem dar por mim. A princípio, julguei que eram só os russos, mas agora sei que há outros, conheço as suas vozes polacas, cresci cim elas.” p. 224.

Coelho, João Pinto – Os loucos da rua Mazur.  Alfragide:Leya. 2017

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:44
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2018

O virar de página

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O virar de página sente-se cada vez mais com o digital. Durante muito tempo continuará convivência entre o livro digital com o livro físico. Pese, embora, cada vez a nossa leitura ser feita em digital. Leio muitos artigos científicos em formato digital. Guardo alguns livros em “pdf”. A minha tese de Doutoramento está online e é assim que é lida, como leio a dos meus colegas. Com a vantagem das contagens de download e citações feitas. No entanto, na ficção, mantenho o meu velho hábito de usar os vários sentidos com o livro. A visão das cores e atracção dos motivos de capa. O toque das folhas à passagem uma a uma, ou mesmo quando o tempo o tenta esconder com fina camada de pó que se sente na ponta dos dedos. O olfato que distingue o cheiro da tinta fresca ou a acidez instalada no papel mudado pelo tempo. O som do desfolhar corrido de trás para a frente na busca da ilustração, ou do virar de página.

 

António Borges Regedor

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publicado por antonio.regedor às 11:14
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Sábado, 28 de Abril de 2018

O paraíso e outros infernos

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José Eduardo Agualusa continua a produzir imenso.

Está para breve, mais um livro.

“O paraíso e outros infernos “ é o próximo. Editado pela Quetzal.  

publicado por antonio.regedor às 11:45
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2018

Dia Mundial do Livro

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Alguns dos muitos livros que recordo
 
 
 
Os Maias. Era obrigatório no ensino secundário. Mas a professora (Adélia Silvestre), não obrigou, motivou entusiasmando à leitura.
 
Uma abelha na chuva - Carlos Oliveira
 
Esteiros - Soeiro Pereira Gomes, que está sepultado em Espinho onde dos 6 aos 10 anos, fez a instrução primária .
 
Rosinha minha canoa – José Mauroi de Vasconcelos. Por volta da pag 40, a descrição da germinação de uma semente de árvore é fabulosa.
 
O gato qu ensinou a gaivota a voar - Luis Sepúlveda
 
Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marques
 
Memorial do Convento – Saramago. O livro que me iniciou na leitura do romance histórico.
 
O Nome da Rosa – Humberto Eco. (Fabuloso)
 
A Oficina dos livros proibidos - Eduardo Roca, Catalão. Um romance que imagina a passagem da oficina de cópia privada e laica (scriptório laico) para a tipografia.
 
O Tango da Velha Guarda – Arturo Perez-Reverte. O tango da origem e da evolução. As influências musicais e o que socialmente influência.
 
A Rainha do Sul - Arturo Perez-Reverte. Um autor de que aprendi a gostar a partir da participação numa comunidade de leitores na Biblioteca Almeida Garrett do Porto.
 
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 09:18
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