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Segunda-feira, 26 de Março de 2018

Grávida?

depositphotos_41358229-stock-photo-young-pregnant-

 

O que sabemos de bibliotecas públicas, é resultado do uso que lhes damos.  Isto fica claro numa graça publicada no blog  blog: I work at a public library de July 29, 2015 que aqui reproduzo, e que tem imensa piada.

Occurrence, Rare

A fourth grade boy approached me at the reference desk. I was 36 weeks pregnant at the time.

Boy: “Are you pregnant?”

Me: “Yep.”

Boy: “Well, that’s something you don’t see every day. A librarian getting pregnant.”

 

http://iworkatapubliclibrary.com/tagged/611-Human-Anatomy

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:01
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Quarta-feira, 14 de Março de 2018

Bibliotecas com mudança

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Há poucos dias fui à biblioteca em Espinho consultar um jornal local. Agradavelmente vi uma roda de senhoras na sala polivalente a fazer “knitting”.

São as bibliotecas públicas a experimentarem novas actividades. A serem mais públicas no sentido de desenvolverem mais serviços públicos, a servirem mais públicos.

E muito mais mudarão as bibliotecas públicas, agora que uma parte do seu tradicional público escolarizado tem nas respectivas escolas melhores serviços de biblioteca.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:39
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018

Rede Nacional de Biblioteca Públicas

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No que diz respeito às políticas bibliotecárias, a alteração de regime político, em  Abril de 1974, não se fez sentir antes do ano de 1987, com o Decreto-lei 111/87 de 11 de Março.

Os antecedentes que conduzem à produção da política bibliotecária em Portugal pós revolução democrática de 25 de Abril foram: O clássico e tradicional Curso de Bibliotecário-Arquivista (1887), que vinha formando os técnicos desta área foi sucessivamente reformado, dando lugar em 1935 ao Curso de Bibliotecário-Arquivista sendo, finalmente, substituído pelo Curso de Especialização em Ciências Documentais (CECD), com a criação da pós-graduação na área nas Faculdades de Letras das Universidades de Lisboa e de Coimbra, em 1983, e na Universidade do Porto, em 1985.

A constituição da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (APBAD) aconteceu em 1973, depois de cerca de um ano de preparação.

Entre 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 1983, o Instituto Português do Livro (IPL) realizou em Lisboa, com a colaboração da APBAD, sessões de um seminário que contou com a presença de Jean Tabet, reputado bibliotecário francês. O seminário teve a faculdade de promover a sensibilização da opinião pública e advertir o governo e as autarquias para a inexistência de uma verdadeira prática de leitura pública no país. Deste seminário saiu o conhecido manifesto intitulado “A Leitura Pública em Portugal - Manifesto”, da responsabilidade de Cabral, Nunes e Portilheiro (1983).

O 1.º Congresso da APBAD em 1985 e a resolução da Secretária de Estado da Cultura  espelha-se no Despacho 23/86 de 11 de Março, que considera “desejável que, progressivamente todo o País venha a ser dotado de uma rede de bibliotecas públicas, funcionando em moldes adequados às exigências do mundo actual”. Com a publicação do Decreto-Lei 111/87 de 11 de Março, as bibliotecas são concebidas para servir o público em geral, respondendo às necessidades de informação, autoformação e ocupação dos tempos livres. A política de leitura pública insere-se, deste modo, no desígnio de desenvolvimento cultural, assentando numa rede de bibliotecas municipais que deve cobrir todo o país. Para a concretização desta política, uma vez mais na história da criação da rede de bibliotecas, o Estado atribui às autarquias a responsabilidade de instituir as bibliotecas e garantir o seu funcionamento. A administração central reserva-se à cooperação técnicofinanceira.

Para a execução deste objectivo de política de leitura pública, através da Rede de Bibliotecas Municipais, o modelo é o do estabelecimento de contratos-programa entre a administração central e as autarquias.

Constata-se que a opção adoptada para a constituição das bibliotecas de leitura pública em Portugal é decalcada do modelo francês, mas de menor dimensão nos vários parâmetros.

Passados 20 anos do início da Rede Nacional de Biblioteca Públicas (RNBP), Oleiro e Heitor (2010) começam por salientar o subdimensionamento das bibliotecas. Quanto às colecções, as autoras referem vários aspectos de incumprimento do programa, sendo que 60% das bibliotecas foram abertas sem atingirem os valores mínimos de acervo documental recomendado pelo programa de leitura pública.

Outra nota negativa apontada por Oleiro e Heitor (2010) é o incumprimento do recomendado pelo programa da rede para os recursos humanos. Constata-se que nos três tipos de bibliotecas, o número de trabalhadores é inferior ao recomendado. No caso dos bibliotecários, com a categoria de técnicos superiores de biblioteca e documentação, só 73% das Bibliotecas Municipais de tipo 1 (BM1) cumprem o programa.  Perante estas evidências, Oleiro e Heitor  (2010) são levadas a concluir que, completados 20 anos do Programa de Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, estas, na sua generalidade, não cumprem os parâmetros mínimos recomendados pela Direcção Geral da Leitura e das Bibliotecas (DGLB) para os recursos de informação, humanos e tecnológicos. Existem grandes disparidades em bibliotecas do mesmo tipo, quanto à dimensão dos recursos e ao número de empréstimos domiciliários. As bibliotecas mais pequenas são as que evidenciam as maiores dificuldades no cumprimento do programa. 

 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:55
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

Bibliotecas. Da esfera privada à esfera pública.

BN antigo convento S Francisco.jpg

Foto: Antigo convento de S. Francisco em Lisboa, para onde foi transferida a Real Biblioteca Pública da Corte em 1834, por necessidade de acomodar os fundos dos extintos conventos e mosteiros.  À data da sua fundação, por Alvará de 29 de Fevereiro, integrou os fundos da Real Mesa Censória, que fora extinta em 1794 e esteve instalada  na ala ocidental da Praça do Comércio.   

 

 Leitura Pública em Portugal. Das biblioteca privadas às bibliotecas públicas. 

A crescente influência das correntes culturais do Iluminismo no nosso país e os progressos no comércio, indústria e, principalmente, do ensino que marcam o período do século XVIII tardio, contribuem para a paulatina mudança de mentalidades.

Datam igualmente do século XVIII importantes e decisivas iniciativas no âmbito científico e educativo, de entre as quais destacamos, nomeadamente: a fundação da Real Academia de História (1720), a fundação do Real Colégio dos Nobres(1761), a instituição da já referida Real Mesa Censória (1768), a formação da Imprensa Régia (1772), a reforma da universidade e a promulgação dos estatutos (1772), a lei relativa à organização do ensino primário (1772) e, finalmente, a fundação da Academia Real das Ciências (1779).

Até este período, as bibliotecas são, na generalidade, instituições da esfera privada. Imperiais, Régias, Religiosas, Pessoais.

É este contexto pedagógico-científico e político que vai possibilitar a decisão de transformar a Livraria Régia em Biblioteca Pública aberta aos estudos das Ciências e das Artes. No reinado de D. Maria I (1777-1816) é promulgado o alvará de 29 de Fevereiro de 1796, pelo qual é fundada a Real Biblioteca Pública da Corte que, em 1836, passará a Biblioteca Nacional de Lisboa.

Este é o episódio que marca a passagem da biblioteca da esfera privada à esfera pública.

 

 

António Regedor 

publicado por antonio.regedor às 11:25
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Sábado, 25 de Novembro de 2017

Biblioteca de Santa Maria da Feira

biblioteca_feira_2000.jpg

Modernização em tempos difíceis
 
Apesarde se viverem tempos difíceis e desfavoráveis ao investimento em equipamentos de cultura, saber, literacia e informação, nas bibliotecas, ainda há as que fogem a este desinteresse pelo que mais forma e promove a cidadania.
A biblioteca de leitura pública de Santa Maria da Feira, actualiza-se, moderniza-se e renova-se na forma de interagir com o seu público. Utiliza equipamento de empréstimo e devolução automático de bibliografia. Estes equipamentos permitem melhorar a capacidade técnica da biblioteca, retirando os técnicos de actividades rotineiras e de menor valor acrescentado, e afectando-os a tarefas que permitem melhor eficiência do serviço prestado e melhor desempenho individual e colectivo dos recursos humanos. Também desta forma lhes permite alargar o horário de prestação de serviços sem sobrecarga do esforço dos recursos humanos.
Alarga a sua oferta a objectos tridimensionais, neste caso,instrumentos musicais. Desta forma inova, alarga os serviços e aumenta os potenciais utilizadores.
É bom saber que há bibliotecas que fogem à regra do desinvestimento cultural e não se escudam nas dificuldades orçamentais. Prova-se que há dinheiro, mas que é mal aplicado pela generalidade das autarquias. A biblioteca de leitura pública de Santa Maria da Feira é referência de bom exemplo. Claro, que conhecendo eu, a excelente qualidade técnica e humana da Bibliotecária e Gestora de Informação, Etelvina Araújo, nada disto me espanta. 
 
António Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 18:38
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

Espinho e a génese das bibliotecas municipais

Encontro-Luso-espanhol.jpg

 

Maria José Moura é uma das pessoas mais conhecidas da Rede Nacional de  Bibliotecas  Públicas.  Fez o curso de bibliotecário-arquivista e exerceu a profissão na universidade de Lisboa durante 20 anos. Foi presidente da BAD (associação de bibliotecários,  arquivistas  e documentalistas  e dirigiu a rede nacional de bibliotecas públicas.    Publicou recentemente  no “Notícia BAD” jornal dos profissionais de informação,  alguns apontamentos sobre  50 anos de profissão.  Da sua profissão.

Como ela própria diz e lembrando Raul Proença: “… não haverá profissão bibliotecária em Portugal enquanto as diferentes bibliotecas do país…não exigirem aos seus funcionários um diploma de estudos bibliotecários”.

Também por isso se bateu. E dessa luta dos bibliotecários portugueses resultou o  Decreto-Lei nº 247/91 de 10 de Junho de 1991 que estabelece o estatuto das carreiras de pessoal específicas das áreas funcionais de biblioteca e documentação e de arquivo.  Infelizmente hoje os profissionais deixaram de ter este instrumento de dignificação da biliotecas e arquivos, da profissão e dos profissionais. Urge voltar a repôr o sentido dessa legislação de 1991.

As relações internacionais fora também uma sua preocupação e de entre as inúmeras iniciativas internacionais, refere o 2º seminário Luso-Espanhol realizado em Espinho, a que dá destaque com fotografia da época. Foi na sessão de abertura presidida pela vereadora Elsa Tavares com , com Ana Paula Gordo, Maria José Xerez, do Ministério Espanhol, Maria José Moura e António Martin Oñate, da Associación Andaluza de Bibliotecários.

A génese do programa de bibliotecas  de leitura pública para portugal que se concretizou na  e rede nacional de bibliotecas municipais, também passou por Espinho e pela capacidade de na época se ter sido capaz de atrair uma reunião internacional desta temática para a nossa cidade.

 

António Rgedor

publicado por antonio.regedor às 12:53
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Sexta-feira, 11 de Março de 2016

Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

RNBP_Novo.JPG

Hoje, dia 11 de Março, passam 30 anos sobre a data do despacho que viria a dar origem à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas assinado pela  Secretária de Estado da Cultura, Drª Teresa  Gouveia. O Programa avançou a partir de 1987 , dotando, até aos dias de hoje, 213 concelhos com Biblioteca Municipal  integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

A propósito registo três passagens da minha tese com referências a Luís Cabral, Henrique Barreto Nunes e Joaquim Portilheiro, que considero os teóricos da RNBP.

“Em texto datado de 1982, mas publicado apenas em 1999, Luís Cabral (1999)65 analisa

o contexto das bibliotecas à época  p.143 Este texto data de 1982, altura em que Luís Cabral realizou o Master of Arts in Librarianship na Leeds Polytechnic School of Librarianship (UK). Segundo o próprio,  o texto serviu para o trabalho que conjuntamente com Henrique Barreto Nunes e Joaquim Portilheiro apresentaram em 1985 ao Congresso do Porto e intitulado: “Bibliotecas e leitura pública em tempo de mudança”. (Regedor 2014: p. 143)

 

“Entre 31 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 1983, o Instituto Português do Livro (IPL)

realizou em Lisboa, com a colaboração da APBAD, sessões de um seminário que

contou com a presença de Jean Tabet, reputado bibliotecário francês. O seminário teve a

faculdade de promover a sensibilização da opinião pública e advertir o governo e as

autarquias para a inexistência de uma verdadeira prática de leitura pública no país.

Deste seminário saiu o conhecido manifesto intitulado “A Leitura Pública em Portugal-

Manifesto”, da responsabilidade de Cabral, Nunes e Portilheiro (1983)61.” (Regedor 2014: p.127)

“Em 1985, Nunes, Portilheiro e Cabral apresentam uma comunicação no Congresso da

APBAD, publicada no ano seguinte, onde referem setenta (70) concelhos com

bibliotecas municipais62 (Nunes, Portilheiro, Cabral, 1986: 8).” ( Regedor, 2014: p.128)

Regedor,  António Borges - Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX,  I volume . Porto: Universidade Fernando Pessoa. 2014 http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4291/1/PhD%20_Volume%20I%5B1%5D-VF.pdf

publicado por antonio.regedor às 14:20
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

BIBLIOBURROS

Livro é algo mais que um objeto, um mero suporte de “informações”. Ele é ao mesmo tempo causa e conseqüência de uma determinada tecnologia e com ela, dos hábitos e relações que ela viabiliza. Neste sentido, reduzir a discussão de seu futuro às modificações de seu suporte é uma simplificação que não nos permite compreender a complexidade das transformações que estão em curso.
em:

Edicion 2.0: Los futuros del libro
por Joaquin Rodriguez
1ª ed. 1ª imp. Barcelona : Melusina, 2007
Coleccion Circular – Espanha
SBN – 13:978-84-96614-33-8
ISBN – 10: 84-96614-33-6

Ver também o livro em: http://www.melusina.com/rcs_gene/edicin_2.0.pdf

publicado por antonio.regedor às 20:21
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

É perciso denunciar o que está mal, para elogiar o que vai bem.

 

Este é o texto que o meu amigo Luís Norberto Lourenço fez na sequência do seu desapontamento em relação à actividade de uma das bibliotecas por si frequentada.

É um exemplo, apenas um, do estado em que se estão a tornar algumas das bibliotecas de leitura pública.

Não calar, falar do assunto, não fingir que está tudo bem, é uma necessidade para melhorar a situação.

É perciso denunciar o que está mal, para elogiar o que vai bem

 

 

A iniciativa "Rep... Ver maisública de Leitores", contava com o apoio de seis municípios, entre os quais a Câmara Municipal de Castelo Branco, a decorrer ontem pelas 11h 30m, sob o lema "100 anos ...em 20 minutos".
Recebi o convite via Facebook.
Estava em Castelo Branco, desloquei-me à biblioteca municipal da minha cidade para participar numa iniciativa que me daria um duplo prazer: a promoção da leitura e a comemoração da República.
No entanto, antes de chegar à biblioteca recolhemos uma agenda cultural de Castelo Branco... procurámos, procurámos, procurámos... NADA sobre a iniciativa!! Mau...
Cartazes nas imediações? NADA.
À entrada da biblioteca? Nenhum cartaz, nenhum prospecto em lado nenhum... bem, lá para as 11h 30m lá colocaram um único cartaz sobre o balcão da recepção!!
Deve ser uma espécie de divulgação... mas ao contrário!
Pedi informações aos funcionários da biblioteca sobre a iniciativa... "O quê? Não sei de nada! Tu sabes? Não! Vocês sabem de alguma coisa? Parece que há qualquer coisa..."
Segue-se um telefonema para o bibliotecário... Também não sabia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Lá aparece alguém a dizer o que se iria passar...
Chega à hora, distribui-se um pequeno texto a um punhado de leitores para leitura individial... foi assim que se decorreu...

Quanto ao resto tudo bem:

sempre um "filme" para tirar fotocópias;
a exposições bibliográficas são coisa quase inexistente, só quando recebe as jornadas de história da medicina, preferem os "trapos", a "bonecada" e os "desenhos infantis"...
as revistas expostas mostram a actualização do acervo documental... revistas de 1999, 2003, 2005, 2007... números recentes? Procurem...

a arrumação das revistas nas estantes continuam na mesma... a revista que está em exposição... muitas vezes não coincide com as que estão no interior das caixas...
o poder político e o responsável da biblioteca continuam a fazer orelhas moucas a quem gostaria de se poder orgulhar da sua biblioteca e sai de lá sempre triste com o que vê!
a divulgação é o oposto do que deveria ser: a biblioteca cria um perfil no Facebook (muito bem, finalmente)... e em alguns computadores não se tem acesso ao... Facebook!!??
fazer uma iniciativa na bibliogteca é matá-la à nascença... nem as próprias iniciativas que organizam promovem, como esta...

cartão de leitor? ainda não temos...
a inauguração oficial até já esteve agendada... estamos "esperando"...
...

Mas está tudo bem... a malta até deve ser monárquica e os livros não importam nada!
Basta "animar" a criançada, dar uns jornais (durante algum tempo os semanarios independentemente do dia da semana em que saíam só chegavam à biblioteca à sexta-feira!) de borla para a terceira idade ler e nem precisa de pagar café, mais uns estudantes para compor a coisa, acolher folclore quanto baste, templários de ocasião... quanto ao resto tudo bem!

Ao fim e ao cabo os livros não protestam, os leitores que se incomodam são quase nenhuns e o poder tem maioria absoluta!

É a assim na Casa Grande dos Livros "estratégicamente ainda sem nome" de Castelo Branco...

Luís Norberto Lourenço
publicado por antonio.regedor às 15:42
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Domingo, 29 de Junho de 2008

RESPOSTA AOS COMENTÁRIOS

Agradeço ao Gaspar a atenção e os comentários. Estou de acordo. Na verdade os bibliotecários de leitura pública, ao contrário de bibliotecários de outros sistemas de informação, têm necessidade de uma preocupação especial com a promoção da leitura e da literatura. A este propósito agradeço o mote para mais um post que prometo fazer, se a preguiça não o impedir. O comentário da Cristina Mouta, dá também mote para outro post a propósito da multiplicidade de funções que uma biblioteca pública exige e que não poderão continuar a ser executadas por um único bibliotecário sob pena de falhar sempre alguma coisa. Também tentarei escrever sobre isso.
publicado por antonio.regedor às 20:07
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