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Terça-feira, 23 de Abril de 2019

DIA MUNDIAL DO LIVRO

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Hoje é dia de dizer muitos lugares comuns sobre o livro e a leitura.

É comum dizer-se que se devia ler mais, e melhor. Que em Portugal se lê menos, muito menos, que nos países com sucesso científico, económico e social.

Mas não se pode querer hoje o que o país nunca teve, nem mudar de um dia para o outro.

No início do século XX o analfabetismo era generalizado. 78,6% da população era analfabeta.

Na República o ensino primário era de oito anos, mas apenas três eram obrigatórios.

Na ditadura o ensino primário foi reduziu inicialmente para 3 anos. Já só nos anos setenta a quarta classe passou a ser obrigatória.

Mesmo assim, o limite de idade para a escolaridade obrigatória era os 14 anos de idade, e o analfabetismo, e o abandono escolar era muitíssimo alto ainda no 25 de Abril de 1974.

Não admira que a primeira biblioteca pública, ou seja, de acesso ao público, embora de característica patrimonial e erudita, tenha sido aberta apenas em 1833.

Mais significativo é que em 1958, quando as carrinhas da Gulbenkian começam a levar livros à população, a televisão já há um ano lhes conquistava a atenção pela novidade. A televisão chegou primeiro a casa dos portugueses.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:39
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Segunda-feira, 4 de Março de 2019

A Ilustre Casa de Ramires - Eça de Queirós, Biblioteca Ulisseia

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José Maria Eça de Queirós, o autor da Ilustre Casa de Ramires , nasceu em 1845 na Póvoa de Varzim. É já fruto da revolução liberal e de todas as suas consequências, políticas, sociais, religiosas, económicas. O Fontismo estava já em abrandamento e a degradação política era evidente com o rotativismo político do período liberal, contraposto à ascenção do movimento republicano que tem data marcante na revolta de 31 de Janeiro de 1891 que tenta a implantação da República.

Passou a infância em Aveiro e estudou num colégio dirigido pelo pai de Ramalho Ortigão. Na Universidade, em Coimbra onde estudou Direito, conheceu Antero de Quental, Teófilo Braga, Alberto Sampaio.

Uma visão aberta do mundo foi-lhe proporcionada pela visita ao Egipto e Palestina, por altura da inauguração do Canal de Suez e na companhia do Conde de Resende.

No ano da inauguração do canal de Suez,visitou o Egipto e a Palestina acompanhado com o Conde de Resende, vindo a casar com a filha deste em 1900.

Fez carreira diplomática, sendo embaixador em Cuba, Newcastle, Bristol e Paris.

Durante a sua vida assistiu à instabilidade nos Balcãs, à ameaça ao Império Otomano. Aos jogos de poder motivados pelas ambições coloniais e obviamente ao desenvolvimento científico, técnico e dos transportes. Esse tempo era influenciado por Baudelaire, Flaubert, Zola, Hegel, Marx, Proudhon, Conte.

Como era habitual à época, começou a escrever nos jornais, no caso, a “Gazeta de Portugal”, para depois reunir as crónicas em livro. O que faz com a edição em livro, “Prosas Bárbaras”. Passa pela direcção do “Distrito de Évora”.

Em “A Ilustre Casa de Ramires”, o protagonista, Gonçalo Mendes Ramirez, era conhecido como o Fidalgo da Torre. Vivia no Solar dos Ramires. Residência de uma antiga família cuja origem se conta anterior à nacionalidade de Portugal. A genealogia afirma a sua existência anterior à vinda das famílias francesas que ajudaram na reconquista e deram origem ao Condado e depois Reino de Portugal. Essa mesma genealogia que coloca os Ramires nos momentos e com os protagonistas da história de Portugal. A o lado de D. Afonso Henriques, na reconquista , Nos descobrimentos, nos bons e maus momentos, mas sempre ao lado do poder e no poder.

A Casa da Torre da Lagariça foi o local de visita e inspiração do escritor Eça de Queiroz para o romance, “A Ilustre Casa de Ramires”. é um Imóvel classificado de Interesse Público desde 1977.

A construção da Torre da Lagariça data da primeira metade do Séc. XII , por volta de 1112 e está ligada ao período da "Reconquista Cristã" e à "Fundação da Nacionalidade Portuguesa".

A Torre é um sólido torreão militar de linhas de planta quadrada, que serviu de ponto de vigia e prisão, sendo mais tarde construído o casario em volta da Torre e tornada em casa de habitação dos Fidalgos da Torre da Lagariça.

A Torre teria como objetivo a defesa da linha do Douro na época da reconquista Cristã, servindo de Torre da atalaia, mas a sua função militar perdeu o significado com o estabelecimento das fronteiras mais a norte.

No Séc. XVI foi adquirida pela Brasonada família Pinto, Senhores da Torre da Chá e do Paço de Covelas.

Situa-se na Freguesia de S. Cipriano, no Concelho de Resende - 41°03'37.1"N 7°59'57.3"W

Para além da “Ilustre Casa” a quinta tem campos de cultivo e árvores de fruto e . Uma Eira, e jardins de inspiração romântica.

publicado por antonio.regedor às 13:50
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

Humberto Ecco.

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Hoje é dia de passar pela biblioteca e voltar a ler “O Nome da Rosa” de Humberto Ecco.

Faz hoje três anos que morreu Humberto Ecco. Volta-me à memória o livro de enorme riqueza informativa sobre a idade média, a vida monástica, as várias correntes do clero regular, as suas diversas visões do mundo e interpretação das escrituras e a sua relação com os  textos filosóficos da tradição Helenística. No final da Idade Média em que a ciência ainda oprimida se tenta libertar do pensamento religioso e afirmar o raciocínio lógico.  Não se trata do simplismo entre o bem e o mal, mas entre  logos e mito,  razão e fé, ciência e religião, teologismo e humanismo.  Tempo de lembrar o Ecco e voltar a lê-lo.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:58
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2019

Nó Cego

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Carlos Vale Ferraz, lançou em 1983 a ficção “Nó Cego”. Para mim, é a leitura deste autor, mas no sentido contrário do cronológico. Aqui dei conta em 4 de abril do ano passado, do seu mais recente romance “A Última Viúva de África (2017)”.

Este autor que também foi militar em Moçambique, coloca a acção em finais de 1969 no planalto dos Macondes, Mueda. Nome terrível para muitos portugueses. O jovem que “sentia a curiosidade dos gatos por tudo o que o rodeava e que desconhecia. De facto, jamais pensara em seguir a carreira militar.” p.28 Como tantos outros aqui estava, milicianos ou não, de arma na mão. Em pleno teatro de guerra. O nome do romance traz-me à memória a operação Nó Gordio no mesmo local. Ea história como na realidade começa antes com gente que queria ser diferente. O enfermeiro Cardoso queria ser pintor. Um dia “o professor foi levado mais uma vez para Caxias e o João Cardoso viu-se no meio da sala da mansarda, com tudo o que restava dos seus bens comuns desfeito e espalhado pelo soalho a seus pés”p. 45. É agora o enfermeiro da companhia.

“O clínico militar, um alferes miliciano mobilizado mal acabou a especialização...entrou na sala trazendo atrás de si o brigadeiro e o tenente-coronel que vinham em visita de inspecção.(...)Acendeu a luz amareladae deixou-se a fitr a cara do brigadeiro, a empalidecer enquanto observava o interior do cubículo negro. Apontou com o dedo musculado de cirurgião, sem uma termura:  - Aquilo que está dentro daquele caixote, embrulhado no pano de tenda, era, ou é, já nem sei, o corpo dum daqueles a quem o senhor chama “soldadesca”.”p. 81.

“E ali estava ele só, o dólman do camuflado ainda sujo da viagem, sentado num monte de pedras como se carregasse o peso de todas as canseiras, apensar nela, a entender os poetas e a poesia – “essa pieguice”, como ela lhe dissera um dia, quando, deitados numa prais de areia fina no Algarve, ela lhe lera um poema”. p. 241

E entretanto, na cidade, longe das operações de cerco e assalto, o “Azevedo Melo tinha o programa previsto para o dia completo de cruzeiro no mar dos seus convidados, que passava por uma experiência de pesca ao corripo.” p. 258

E assim vai correndo a ficção do “Nó Cego” ou Nó Gordio, como preferirem, o desempate da guerra que não aparece, nem na ficção nem na realidade.

 

Abtónio Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:17
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

BiblioSol – Rede Cooperativa de Leitores

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A propósito da iniciativa BiblioSol que prevê abrir as bibliotecas privadas ao usufruto público, algumas opiniões de bibliotecários, mostram alguma perplexidade. No fundamental, a ideia é criar uma grande colecção de empréstimo a partir de bibliotecas privadas em rede.

  1. A ideia tem alguma virtualidade

Nem toda a bibliografia tem de estar depositada nas bibliotecas públicas. Nem sequer haveria espaço para isso.

Aumenta a base de dados de livros disponíveis à leitura. Mais importante, como acontece já nacionalmente é ter uma base nacional bibliográfica de empréstimo, independentemente do lugar físico onde o livro se encontre.

As colecções privadas de grande importância, tendem a ser muito específicas, especializadas e muito anotadas reflectindo o perfil do proprietário da colecção (o que constitui elemento importantíssimo para estudos a vários níveis (bibliométricos, psicológicos, sociológicos ou outros) e isso implica não desmembrar fisicamente a colecçção. Uma biblioteca privada é uma colecção bibliográfica intencional. Corresponde a um perfil singular. Ao contrário de uma biblioteca pública cujo perfil corresponde à síntese dos diversos perfis do seu território de missão.

Por tudo isto a ideia tem interesse em ser explorada.

  1. Porque razão surgem ideias destas?

Podemos de alguma forma referir uma outra ideia parecida, a "efhemera" da iniciativa de Pacheco Pereira. (e este está bem informado sobre as biblioteca públicas). Ou o movimento que ainda não é sentido em portugal da "free libraries" que consistem na colocação em espaço público de mobiliário urbano destinado a colocar e retirar livros livremente.

Esta e outras ideias que poderão aparecer, talvez se deva a uma reduzida imagem das bibliotecas públicas, o reduzido reconhecimento de utilidade, a uma notória desactualização das colecções, nomeadamente no acesso às novidades editoriais em papel. E , muito importante, a sua inevitável incapacidade de possuir a universalidade da bibliografia publicada e nomeadamente especificidades e especialidades de algumas colecções particulares.

Por outro lado, alguma falta de iniciativa e criatividade das bibliotecas públicas em encontrar novas formas de gerir a informação disponível, e a necessária.

No essencial, é uma iniciativa complementar ao esforço de promoção da leitura da informação e do conhecimento. Não tem nada de concorrencial com as redes mais tradicionais, como as bibliotecas gulbenkian nunca foram concorrenciais com a rede nacional de bibliotecas públicas, apesar de em algum momento isso ter sido sentido por alguns bibliotecários responsáveis.

 

António Borges Regedor


https://www.publico.pt/2018/08/21/culturaipsilon/noticia/e-se-a-sua-biblioteca-privada-fosse-de-todos-nos-1841136

publicado por antonio.regedor às 18:38
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

BIBLIOTECA-BARCO

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Imaginar a biblioteca-barco a percorrer a zona fronteiriça de Melgaço a Caminha e do lado Galego de Goyan a Creciente. Ou a subir o Douro navegável e visitar um sem número de localidade da beira rio afastadas das sedes de Concelho com bibliotecas.  Navegar o Mondego e o Tejo. Fazer a ligação interior do grande lago peninsular que é o Alqueva. Ou voltando a cursar o rio que várias civilizações transportou do Al-Gharb a Alcoutim e Mértola, partilhando também com Sanlucar ou Ayamonte.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:18
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Terça-feira, 24 de Abril de 2018

Biblioteca Pública de Salamanca. Casa das conchas

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A  biblioteca tem uma vasta gama de actividades de  intervenção social dirigida ao público adulto.

Uma das oficinas é de desenhar livros. A proposta parte da origem comum de desenho e escrita. É gratuito, e fácil de inscrição que pode ser feita por telefone ou email.

O cuidado de se dirigir a público adulto, é que se se realiza aos sábados.

Uma outra iniciativa é o das "Tecnologia para viver melhor” e as matérias a bordar são: “Gmail; noções básicas de pesquisas e segurança na internet; Administração e governo electrónico; leitura digital; Whatsapp; conhecer nosso smartphone; música e fotografia digital; Facebook E Twitter ou criar um canal do youtube” É sem dúvida uma oferta diversificada que pode ser feita no todo ou apenas em cada um dos assuntos que interesse ás pessoas.

Isto de ser uma biblioteca interventiva e socialmente útil, parece não carecer de muita imaginação nem investimento. Basta não se estar acomodado ás velhas práticas que apenas se dirigem às crianças escolarizadas e que hoje são uma redundância, face ás boas condições e até maior quantidade de bibliografia adequada e disponível das bibliotecas escolares.

 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:04
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Nuno Marçal (Bibliotecário ambulante)

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Para início desta rubrica , aqui no blog, tive necessariamente por optar pelo tema das itinerantes. Elas fazem parte do imaginário da maioria da população que viveu o século XX em Portugal. Um ano depois do início das emissões de televisão, a Fundação Calouste Gulbenkian concorre com essa nova forma de ver o mundo e envia pelo país bibliotecas cheias de livros para leitura pública. Hoje com uma rede de bibliotecas municipais, os bibliobus são um prolongamento daquelas.

Inevitavelmente a entrevista teria de ser feita a um bibliotecário que dá o rosto pelos bibliobus. Nuno Miguel Cardoso Marçal. Conheci-o em Portalegre, apresentado por um ex-aluno e amigo Norberto Lopes.

 

Onde decorreu a tua formação em ciência da informação?

No Curso de Especialização em Ciências Documentais (variante Bibliotecas) na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e ao volante da Bibliomóvel a percorrer estradas, terras e Pessoas de Proença-a-Nova.

Em 1998 estava a concluir a licenciatura em Sociologia e reflectia qual seria o futuro profissional que esse curso podia trazer no regresso a Castelo Branco. Resolvi apostar na especialização, num final de tarde sentado na esplanada da Faculdade reparei nuns folhetos de divulgação e entre eles estava o de Ciências Documentais. Não foi amor à primeira vista, mas ao longo destes anos aprendi a respeitar esta profissão e a amar tudo o que com ela está relacionada, principalmente neste campo das Bibliotecas Itinerantes.

Em 2006 houve uma reorganização funcional nos serviços da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, simultaneamente o projecto da Bibliomóvel foi aprovado, financiado e concretizado. 26 de Junho de 2006 lá estava eu sentado ao volante de uma Biblioteca Itinerante(Bibliomóvel) a fazer aquela que seria a primeira de muitas andanças a ir,levar,estar e dar Biblioteca Pública sobre rodas.

Que outros serviços são prestados pela autarquia, aproveitando o bibliomóvel?

Sempre tive uma obsessão pela Utilidade da Biblioteca, creio que que está aqui a chave para a reconquista da relevância social e até da sua sobrevivência. Desde o início procurei trazer o máximo de funcionalidades e utilidades que pudessem abranger as mais diversas áreas, sempre com o intuito de ser mais útil, de fazer mais e tentar fazer melhor indo ao encontro das necessidades daqueles que todos os dias passam, entram e usam aquilo que somos, levamos e damos. Para além dos habituais e “normais” serviços prestados por qualquer Biblioteca, na Bibliomóvel possuímos também o Balcão Móvel do Município, onde se prestam alguns serviços relacionados com o preenchimento e entrega (via electrónica) de requerimentos e formulários disponíveis no Balcão Único do Município. Existe também a possibilidade de efectuar pagamentos e carregamentos de telemóvel com referencias multibanco, através de um ATM portátil.

Em 2017 iniciamos uma parceria com a Unidade Móvel de Saúde do Município, levando dentro da Bibliomóvel o seu técnico e com equipamento básico fazemos rastreios dos níveis de colesterol, glicemias e tensão arterial.

Achas ainda poder introduzir novos serviços? Tempo de comunicação com familiares tipo “skype” ?

Esse serviço esteve sempre presente quase desde o início deste projecto. Quando a internet foi instalada na Bibliomóvel, automaticamente ela foi usada por familiares para contactar com os seus que estão espalhados um pouco por toda a Europa, primeiro via chat e depois com a instalação de uma webcam juntamos as palavras com a imagem.

Hoje em dia com a proliferação de smartphones, a utilização deste meio de comunicação diminuiu no entanto como possuímos rede wi-fi, ela continua a ser usada para estabelecer contactos.

Mais que novos serviços pretendo consolidar os existentes, tentando sempre melhorando aquilo que já fazemos, prova disso é a instalação de um leitor de cartão do cidadão e a ajuda na criação e uso da Chave Móvel Digital.

 

A regressão demográfica não te preocupa?

Muito!

Nestes doze anos vi partir muita gente(demasiada), quer pela ordem natural da vida quer pela desordem desta realidade nacional que divide o nosso país entre um país de oportunidades e um outro onde o abandono, o envelhecimento da população são doenças, com curas anunciadas mas apenas com alguns paliativos receitados.

Quero e gosto de acreditar que podemos tentar fazer acontecer a diferença no quotidiano destas Pessoas e com esse espirito que todos os dias nos fazemos à estrada. Sou um optimista/realista e ainda tenho esperança num país mais equilibrado e igual no acesso a oportunidades de desenvolvimento sustentável. Ainda tenho esperança!

 

 

O CV do Nuno Marçal

 

  • IDENTIFICAÇÃO:

 

Nome: Nuno Miguel Cardoso Marçal

Data de Nascimento: 20/09/1974 em Castelo Branco

2 – FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2001 – Curso de especialização em Ciências Documentais, variante de Bibliotecas concluída na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

1999 – Licenciatura em Sociologia concluída, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

3 – EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

  • Bibliotecário-Ambulante responsável pela “Bibliomóvel” da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 26 de Junho 2006
  • Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 3 de Janeiro de 2002.

 

4 – PUBLICAÇÕES

  • Editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ , onde são relatadas as “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova”.

5 – DISTINÇÕES/REFERÊNCIAS

  • Prémio ACLEBIM, Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles – Categoria de Personas – 2008.
  • Nomeação para o Prémio Astrid Lindgren Award Memorial (ALMA) 2011 pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
  • Inclusão da Bibliomóvel de Proença-a-Nova para representar Portugal no portfólio Por Leer (2012) da responsabilidade da CERLALC, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe (UNESCO).

 

 

Nota Biográfica

 

Nuno Marçal
Nasceu em Castelo Branco a 20 de Setembro de 1974.
É bibliotecário, por paixão na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o ano 2002.

No ano de 2006 iniciou as funções de Bibliotecário-
Ambulante, onde tenta conciliar a Razão e a Paixão ao volante da Bibliomóvel, projecto itinerante de biblioteca, que se desloca pelas povoações das quatro freguesias do concelho de Proença-a-Nova com o intuito de divulgar o livro a leitura e sempre algo mais...
Editor do blogue: http://opapalagui.blogspot.com/ onde retrata e relata as andanças da Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova.

 

publicado por antonio.regedor às 13:38
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Quarta-feira, 28 de Março de 2018

Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

 

 

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Portugal convidado de honra no México

 

 

Portugal é em novembro 2018 o Convidado de Honra na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, o maior evento literário do mundo hispano-falante e que levará ao Estado mexicano de Jalisco as letras portuguesas.

Serão apoiados  editores de todo o espaço latino-americano,  que vão produzir  um total de 56 publicações que formam a seguinte lista:

 

  • Almadía - Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, de Gonçalo M. Tavares
  • Arlequín - Cemitério de PianosLivro, ambos de José Luís Peixoto
  • Cuadrivio - Caminho imperfeito, de José Luís Peixoto
  • El Naranjo - Mary John, de Ana Pessoa, com ilustração de Bernardo P. Carvalho
  • Elefanta - Os memoráveis, de Lídia Jorge e Jaime Bunda e a morte do americano, de Pepetela
  • Endira - Um homem escandaloso, de Tiago Rebelo
  • Eternos Malabares - Éter, de Sandra Santos
  • La Cifra - A Rainha do Norte, de Joana Estrela
  • Librosampleados - Antologia - 4 escritoras portuguesas contemporâneas, de Ana Teresa Pereira, Rita Pea, Luísa Monteiro e Luísa Demétrio Raposo
  • Matadero - Atlas do corpo e da imaginaçãoEnciclopédia II. Breves notas sobre literatura-Blomm. Breves notas sobre música, ambos de Gonçalo M. Tavares
  • Paraíso Perdido - The empire, de João Valente
  • Tabaquería Libros - Tabacaria; Marinheiro, de Fernando Pessoa
  • Trilce - Aqui há gato!, de Rui Lopes, com ilustração de Renata Bueno; Obscénica, de Hilda Hilst, com ilustração de André da Loba; Eu quero a minha cabeça!, de António Jorge Gonçalves; Antologia, de Nuno Júdice, edição de Ricardo Marques; Antologia de poemas de amor, de Manuel Alegre; A moeda do tempo, de Gastão Cruz; Transporte no Tempo, de Ruy Belo; Lisboa? Guia para desorientar-se na cidade, de Sherley Freudenrecih, Mariana Zanetti e Andrea Meneghetti, com ilustração de André da Loba e Catarina Sobral; e Street Arte em Lisboa
  • Universidade Veracruzana - História Trágico-marítima, de Bernardo Gomes de Brito e Antologia de contos, de Manuel Rui.

 

Esta dinâmica é possível através do  programa   especial de apoio à tradução, edição e reedição de obras de autores de língua portuguesa, promovido pela DGLAB (Ministério da Cultura) e pelo Camões, I.P.

 

http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/PORTUGAL-%e2%80%93-GUADALAJARA-2018.aspx

 

publicado por antonio.regedor às 11:33
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Sexta-feira, 23 de Março de 2018

Bibliotecas Públicas em regressão

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De 2012 a 2016 parece ter sido o período em que os efeitos da crise se fizeram sentir nas bibliotecas de leitura pública.
A DGLAB disponibiliza dados estatísticos de 1993 a 2016 referentes á rede nacional de bibliotecas públicas.
Em 2016 estavam na RNBP 213 bibliotecas. Vinte e nove anos depois de iniciada a rede que tinha inicialmente previsto estar concluída em cinco anos, estavam ainda de fora da rede 83 bibliotecas municipais. Ou seja, 37,8% dos Municípios continuavam fora da rede.
Nesse último ano em que a DGLAB apresenta dados, enviou 213 questionários às bibliotecas da rede financiada pelo programa de construção de bibliotecas públicas. Destas , quatro bibliotecas não responderam ao organismo que as tutela tecnicamente. Podemos inferir, que não existem, que não cumprem o estabelecido e para o qual foram financiadas. Privam os munícipes de um direito que se deveria considerar elementar. O direito de cidadania. O de saber o que fizeram ao dinheiro dos impostos que lhes foi confiado.
As unidades documentais, sem contar com o número de periódicos, tem vindo sempre a aumentar, e em 2016 somavam 7 764 506 unidades. O pessoal técnico tem vindo a diminuir desde 2013. No mesmo espaço de tempo o pessoal não técnico tem vindo a aumentar. Fica claro que a competência técnica das bibliotecas públicas se tem vindo a degradar. E não havendo legislação que salvaguarde um padrão mínimo de qualidade. Nestas circunstâncias, sem uma boa lei de bibliotecas públicas, a situação tenderá a piorar.
Os recursos financeiros aumentam na despesa com documentos e diminuem na despesa com pessoal desde 2014.
Em 2008 registou-se o pico de pedidos de empréstimo de documentos. E desde 2012 tem vindo sempre a baixar. Em 2008 o número de pedidos de empréstimo domiciliário foi de 1 477 971 para em 2016 baixar a 651 166. Menos de metade. Os documentos emprestados, no total não desceu tanto porque em 2008 emprestava-se 1,5 documentos por pedido e em 2016 passou para 3 documentos emprestados por pedido.
Há uma correspondência entre o período de crise económica e a degradação visível dos serviços de biblioteca. Os valores são ainda mais evidentes no período de desinvestimento na cultura, na informação e nas bibliotecas. E claramente na desqualificação e perda de competências específicas dos recursos humanos.
Esperemos que os próximos dados possam confirmar a esperança que temos quanto a uma melhoria dos serviços prestados pelas bibliotecas públicas.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 17:46
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