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Terça-feira, 24 de Abril de 2018

Biblioteca Pública de Salamanca. Casa das conchas

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A  biblioteca tem uma vasta gama de actividades de  intervenção social dirigida ao público adulto.

Uma das oficinas é de desenhar livros. A proposta parte da origem comum de desenho e escrita. É gratuito, e fácil de inscrição que pode ser feita por telefone ou email.

O cuidado de se dirigir a público adulto, é que se se realiza aos sábados.

Uma outra iniciativa é o das "Tecnologia para viver melhor” e as matérias a bordar são: “Gmail; noções básicas de pesquisas e segurança na internet; Administração e governo electrónico; leitura digital; Whatsapp; conhecer nosso smartphone; música e fotografia digital; Facebook E Twitter ou criar um canal do youtube” É sem dúvida uma oferta diversificada que pode ser feita no todo ou apenas em cada um dos assuntos que interesse ás pessoas.

Isto de ser uma biblioteca interventiva e socialmente útil, parece não carecer de muita imaginação nem investimento. Basta não se estar acomodado ás velhas práticas que apenas se dirigem às crianças escolarizadas e que hoje são uma redundância, face ás boas condições e até maior quantidade de bibliografia adequada e disponível das bibliotecas escolares.

 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:04
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Nuno Marçal (Bibliotecário ambulante)

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Para início desta rubrica , aqui no blog, tive necessariamente por optar pelo tema das itinerantes. Elas fazem parte do imaginário da maioria da população que viveu o século XX em Portugal. Um ano depois do início das emissões de televisão, a Fundação Calouste Gulbenkian concorre com essa nova forma de ver o mundo e envia pelo país bibliotecas cheias de livros para leitura pública. Hoje com uma rede de bibliotecas municipais, os bibliobus são um prolongamento daquelas.

Inevitavelmente a entrevista teria de ser feita a um bibliotecário que dá o rosto pelos bibliobus. Nuno Miguel Cardoso Marçal. Conheci-o em Portalegre, apresentado por um ex-aluno e amigo Norberto Lopes.

 

Onde decorreu a tua formação em ciência da informação?

No Curso de Especialização em Ciências Documentais (variante Bibliotecas) na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e ao volante da Bibliomóvel a percorrer estradas, terras e Pessoas de Proença-a-Nova.

Em 1998 estava a concluir a licenciatura em Sociologia e reflectia qual seria o futuro profissional que esse curso podia trazer no regresso a Castelo Branco. Resolvi apostar na especialização, num final de tarde sentado na esplanada da Faculdade reparei nuns folhetos de divulgação e entre eles estava o de Ciências Documentais. Não foi amor à primeira vista, mas ao longo destes anos aprendi a respeitar esta profissão e a amar tudo o que com ela está relacionada, principalmente neste campo das Bibliotecas Itinerantes.

Em 2006 houve uma reorganização funcional nos serviços da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, simultaneamente o projecto da Bibliomóvel foi aprovado, financiado e concretizado. 26 de Junho de 2006 lá estava eu sentado ao volante de uma Biblioteca Itinerante(Bibliomóvel) a fazer aquela que seria a primeira de muitas andanças a ir,levar,estar e dar Biblioteca Pública sobre rodas.

Que outros serviços são prestados pela autarquia, aproveitando o bibliomóvel?

Sempre tive uma obsessão pela Utilidade da Biblioteca, creio que que está aqui a chave para a reconquista da relevância social e até da sua sobrevivência. Desde o início procurei trazer o máximo de funcionalidades e utilidades que pudessem abranger as mais diversas áreas, sempre com o intuito de ser mais útil, de fazer mais e tentar fazer melhor indo ao encontro das necessidades daqueles que todos os dias passam, entram e usam aquilo que somos, levamos e damos. Para além dos habituais e “normais” serviços prestados por qualquer Biblioteca, na Bibliomóvel possuímos também o Balcão Móvel do Município, onde se prestam alguns serviços relacionados com o preenchimento e entrega (via electrónica) de requerimentos e formulários disponíveis no Balcão Único do Município. Existe também a possibilidade de efectuar pagamentos e carregamentos de telemóvel com referencias multibanco, através de um ATM portátil.

Em 2017 iniciamos uma parceria com a Unidade Móvel de Saúde do Município, levando dentro da Bibliomóvel o seu técnico e com equipamento básico fazemos rastreios dos níveis de colesterol, glicemias e tensão arterial.

Achas ainda poder introduzir novos serviços? Tempo de comunicação com familiares tipo “skype” ?

Esse serviço esteve sempre presente quase desde o início deste projecto. Quando a internet foi instalada na Bibliomóvel, automaticamente ela foi usada por familiares para contactar com os seus que estão espalhados um pouco por toda a Europa, primeiro via chat e depois com a instalação de uma webcam juntamos as palavras com a imagem.

Hoje em dia com a proliferação de smartphones, a utilização deste meio de comunicação diminuiu no entanto como possuímos rede wi-fi, ela continua a ser usada para estabelecer contactos.

Mais que novos serviços pretendo consolidar os existentes, tentando sempre melhorando aquilo que já fazemos, prova disso é a instalação de um leitor de cartão do cidadão e a ajuda na criação e uso da Chave Móvel Digital.

 

A regressão demográfica não te preocupa?

Muito!

Nestes doze anos vi partir muita gente(demasiada), quer pela ordem natural da vida quer pela desordem desta realidade nacional que divide o nosso país entre um país de oportunidades e um outro onde o abandono, o envelhecimento da população são doenças, com curas anunciadas mas apenas com alguns paliativos receitados.

Quero e gosto de acreditar que podemos tentar fazer acontecer a diferença no quotidiano destas Pessoas e com esse espirito que todos os dias nos fazemos à estrada. Sou um optimista/realista e ainda tenho esperança num país mais equilibrado e igual no acesso a oportunidades de desenvolvimento sustentável. Ainda tenho esperança!

 

 

O CV do Nuno Marçal

 

  • IDENTIFICAÇÃO:

 

Nome: Nuno Miguel Cardoso Marçal

Data de Nascimento: 20/09/1974 em Castelo Branco

2 – FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2001 – Curso de especialização em Ciências Documentais, variante de Bibliotecas concluída na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

1999 – Licenciatura em Sociologia concluída, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

3 – EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

  • Bibliotecário-Ambulante responsável pela “Bibliomóvel” da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 26 de Junho 2006
  • Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 3 de Janeiro de 2002.

 

4 – PUBLICAÇÕES

  • Editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ , onde são relatadas as “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova”.

5 – DISTINÇÕES/REFERÊNCIAS

  • Prémio ACLEBIM, Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles – Categoria de Personas – 2008.
  • Nomeação para o Prémio Astrid Lindgren Award Memorial (ALMA) 2011 pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
  • Inclusão da Bibliomóvel de Proença-a-Nova para representar Portugal no portfólio Por Leer (2012) da responsabilidade da CERLALC, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe (UNESCO).

 

 

Nota Biográfica

 

Nuno Marçal
Nasceu em Castelo Branco a 20 de Setembro de 1974.
É bibliotecário, por paixão na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o ano 2002.

No ano de 2006 iniciou as funções de Bibliotecário-
Ambulante, onde tenta conciliar a Razão e a Paixão ao volante da Bibliomóvel, projecto itinerante de biblioteca, que se desloca pelas povoações das quatro freguesias do concelho de Proença-a-Nova com o intuito de divulgar o livro a leitura e sempre algo mais...
Editor do blogue: http://opapalagui.blogspot.com/ onde retrata e relata as andanças da Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova.

 

publicado por antonio.regedor às 13:38
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Quarta-feira, 28 de Março de 2018

Feira Internacional do Livro de Guadalajara.

 

 

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Portugal convidado de honra no México

 

 

Portugal é em novembro 2018 o Convidado de Honra na Feira Internacional do Livro de Guadalajara, o maior evento literário do mundo hispano-falante e que levará ao Estado mexicano de Jalisco as letras portuguesas.

Serão apoiados  editores de todo o espaço latino-americano,  que vão produzir  um total de 56 publicações que formam a seguinte lista:

 

  • Almadía - Uma menina está perdida no seu século à procura do pai, de Gonçalo M. Tavares
  • Arlequín - Cemitério de PianosLivro, ambos de José Luís Peixoto
  • Cuadrivio - Caminho imperfeito, de José Luís Peixoto
  • El Naranjo - Mary John, de Ana Pessoa, com ilustração de Bernardo P. Carvalho
  • Elefanta - Os memoráveis, de Lídia Jorge e Jaime Bunda e a morte do americano, de Pepetela
  • Endira - Um homem escandaloso, de Tiago Rebelo
  • Eternos Malabares - Éter, de Sandra Santos
  • La Cifra - A Rainha do Norte, de Joana Estrela
  • Librosampleados - Antologia - 4 escritoras portuguesas contemporâneas, de Ana Teresa Pereira, Rita Pea, Luísa Monteiro e Luísa Demétrio Raposo
  • Matadero - Atlas do corpo e da imaginaçãoEnciclopédia II. Breves notas sobre literatura-Blomm. Breves notas sobre música, ambos de Gonçalo M. Tavares
  • Paraíso Perdido - The empire, de João Valente
  • Tabaquería Libros - Tabacaria; Marinheiro, de Fernando Pessoa
  • Trilce - Aqui há gato!, de Rui Lopes, com ilustração de Renata Bueno; Obscénica, de Hilda Hilst, com ilustração de André da Loba; Eu quero a minha cabeça!, de António Jorge Gonçalves; Antologia, de Nuno Júdice, edição de Ricardo Marques; Antologia de poemas de amor, de Manuel Alegre; A moeda do tempo, de Gastão Cruz; Transporte no Tempo, de Ruy Belo; Lisboa? Guia para desorientar-se na cidade, de Sherley Freudenrecih, Mariana Zanetti e Andrea Meneghetti, com ilustração de André da Loba e Catarina Sobral; e Street Arte em Lisboa
  • Universidade Veracruzana - História Trágico-marítima, de Bernardo Gomes de Brito e Antologia de contos, de Manuel Rui.

 

Esta dinâmica é possível através do  programa   especial de apoio à tradução, edição e reedição de obras de autores de língua portuguesa, promovido pela DGLAB (Ministério da Cultura) e pelo Camões, I.P.

 

http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/noticiasEventos/Paginas/PORTUGAL-%e2%80%93-GUADALAJARA-2018.aspx

 

publicado por antonio.regedor às 11:33
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Sexta-feira, 23 de Março de 2018

Bibliotecas Públicas em regressão

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De 2012 a 2016 parece ter sido o período em que os efeitos da crise se fizeram sentir nas bibliotecas de leitura pública.
A DGLAB disponibiliza dados estatísticos de 1993 a 2016 referentes á rede nacional de bibliotecas públicas.
Em 2016 estavam na RNBP 213 bibliotecas. Vinte e nove anos depois de iniciada a rede que tinha inicialmente previsto estar concluída em cinco anos, estavam ainda de fora da rede 83 bibliotecas municipais. Ou seja, 37,8% dos Municípios continuavam fora da rede.
Nesse último ano em que a DGLAB apresenta dados, enviou 213 questionários às bibliotecas da rede financiada pelo programa de construção de bibliotecas públicas. Destas , quatro bibliotecas não responderam ao organismo que as tutela tecnicamente. Podemos inferir, que não existem, que não cumprem o estabelecido e para o qual foram financiadas. Privam os munícipes de um direito que se deveria considerar elementar. O direito de cidadania. O de saber o que fizeram ao dinheiro dos impostos que lhes foi confiado.
As unidades documentais, sem contar com o número de periódicos, tem vindo sempre a aumentar, e em 2016 somavam 7 764 506 unidades. O pessoal técnico tem vindo a diminuir desde 2013. No mesmo espaço de tempo o pessoal não técnico tem vindo a aumentar. Fica claro que a competência técnica das bibliotecas públicas se tem vindo a degradar. E não havendo legislação que salvaguarde um padrão mínimo de qualidade. Nestas circunstâncias, sem uma boa lei de bibliotecas públicas, a situação tenderá a piorar.
Os recursos financeiros aumentam na despesa com documentos e diminuem na despesa com pessoal desde 2014.
Em 2008 registou-se o pico de pedidos de empréstimo de documentos. E desde 2012 tem vindo sempre a baixar. Em 2008 o número de pedidos de empréstimo domiciliário foi de 1 477 971 para em 2016 baixar a 651 166. Menos de metade. Os documentos emprestados, no total não desceu tanto porque em 2008 emprestava-se 1,5 documentos por pedido e em 2016 passou para 3 documentos emprestados por pedido.
Há uma correspondência entre o período de crise económica e a degradação visível dos serviços de biblioteca. Os valores são ainda mais evidentes no período de desinvestimento na cultura, na informação e nas bibliotecas. E claramente na desqualificação e perda de competências específicas dos recursos humanos.
Esperemos que os próximos dados possam confirmar a esperança que temos quanto a uma melhoria dos serviços prestados pelas bibliotecas públicas.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 17:46
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Sexta-feira, 16 de Março de 2018

Pensar de pernas para o ar

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Poema que li, ontem, na comemoração dos 20 anos da "Onda Poética". 

Grupo  de leitura de poesia que o faz  ininterruptamente há 20 anos. 

O poema é do saudoso amigo  Manuel António Pina.  Com ele  partilhei actividade na associação "Gambosinos". Este poema foi cantado, apresentado em vários espectáculos pelos miúdos desta associação de educação musical  e gravado em  disco. 

 

 

Pensar de pernas para o ar
é uma grande maneira de pensar
com toda a gente a pensar como toda a gente
ninguém pensava nada diferente

 Que bom é pensar em outras coisas
e olhar para as coisas noutra posição
as coisas sérias que cómicas que são
com o céu para baixo e para cima o chão

publicado por antonio.regedor às 11:54
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Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

A Casa

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Para casa de cidade era bastante grande. Na imagem está a escadaria da fachada principal. A posterior dava para um amplo  socalco com jardim e várias árvores. Havia um outro socalco inferior, bastante maior que o do jardim. Este poderia ter sido, em tempos, cultivado. Limitava com o Passeio das Fontainhas. O muro terminava em abertuas e em cada uma das ombreiras havia um banco.

Voltando à casa, ela era complementada  de lado da esquerda, o lado da escadaria,  com um bloco  alinhado  a voventa graus e de ligação interior. As salas do piso térreo eram grandes. Talvez tivessem servdo em tempos para armazenamento. Uma delas, rebaixada, tinha um pé direito mais elevado e sem ligação pelo interior ao piso superior.

Ao  piso de cima, o sobrado, acedia-se pela escadaria em pedra com corrimão também em granito. A  escadaria apresentava-se em estilo barroco, no que era acompanhada por alguns outros elementos dispersos pelo conjunto edificado. As salas deste piso superios eram de mais reduzidas dimensões, mesmo assim amplas. Era  este piso que ligava ao bloco de canto qe tinha uma escada interior de acesso ao piso térreo e também a um outro piso superor. Corredores largos e grande número de janelas davam-lhe um ar solarengo.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:10
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017

A paisagem pertence a quem a sabe olhar

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Recentemente a escritaria homenageou Miguel Sousa Tavares. Relembro um dos seus livros: “No teu deserto, Quase romance” editado pela Oficina do Livro em 2009. E dele  registo estas três citações:

“Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter senido, só resta o nada.” p. 49

“- A a terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar.” p. 51

“Tudo o que horas antes era paz, agora era caos, desordem, violência absurda. Puxaste-me a cabeça para o teu ombro e eu encostei-me a ti. Passaste-me o braço pelas costas e não sei quanto tempo fiquei assim até adormecer de exaustão.” p. 95

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:07
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

Folio

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Cidades que se destacam pelos eventos literários, ganham visibilidade, públicos, economia.

Lembro-me de Beja e da palavras andarilhas,  há dias estive em Penafiel na escritaria, neste momento está a decores o “Folio” Festival  Literário Internacional de Óbidos.  É a  própria organizaçaãoque afirma: “ No primeiro Folio, em 2015 inventámos o verbo “literar” e fizemos de Óbidos um local de encontro. Escritores, alunos, professores, editores, estudiosos, livreiros e todos aqueles para quem a palavra e a literatura eram profissão e inspiração. Foi uma Babel.” Estou convicto que hoje são muito mais que esses. São novos e velhos, locais e forasteiros, letrados e curiosos. Gente que usufrui da oferta cultural que o fextival disponibiliza. Comécio e serviços locais que se esforçam por proventos económicos que se proporcianam. Cida que se sente em cidade que se mobiliza pela literacia e cultura.

“São livros e escritores. Aulas e filmes. Exposições e mostras. Concertos. Acertos. Desconcertos. E todas as outras surpresas que só poderá testemunhar estando presente aqui.”

A página do programa  http://foliofestival.com/21outubro/# ofere-nos um festival onde o tema central é revolução. E sos colóquios abordam tem+aticas como:  “Papa Francisco. A Revolução Imparável”.   E também “Os serviços Secretos e as Revoluções”,  ou ainda “Revoltas, insurreições e revoluções” .  Mas  não contentes ainda: Revoluções Literárias: “Literatura Portuguesa na China e Literatura Chinesa em Portugal”.

Há também filme comentado e colóquio sobre Matemática e Literatura.

E toda a urbe é palco da iniciativa que decorre na Praça, na Igreja, na livraria, no museu, na galeria, no auditório.

E tudo isto acompanhado desta programação  https://obidos.bol.pt/  de  espectáculos musicais.

Com criatividade, singularidade e inonação a literatura tem vindo a ser valorizada. Os bons exemplos são para repelicar com as diversas diferenciações que os tornem particulares e por isso apelativos.

 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:25
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Domingo, 22 de Outubro de 2017

Escritaria

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ESCRITARIA

 

É já uma normalidade em Penafiel. Durante vários dias, a cidade passa a escritaria. Pendões, paineis, frases gravadas nos muros, caixas para arrumos de de livros ou outras escritas nas ruas. Montras escrituradas, decoradas com motivos de escrita, vestidos de livros asas de folhas de livros, folhas que saem de máquinas, canudos escritos que sobressaiem nas montras, fotos de outras escritarias. Exposições, leituras encenadas e apontamentos de livros em cena tudo muito bem ligado com piano de Chopin. O teatro faz-se no exterior. Feira de livro, autógrafos.  Vendem-se livros, castanhas assadas.  O almoço é excelente, o vinho bom e o preço agradavelmente económico, tudo servido com  simpatia.  Compra-se abóbora  de que mais tarde se fará compota.   Toma-se café com pastel, compra-se tabaco e joga-se no euromilhões.  A economia mexe, cresce em Penafiel com a escritaria. Da biblioteca à feira do livro onde decorrerá a sessão de autógrafos, percorre-se a avenida.  A loja de pronto a vestir tem um vestido com folhas de livro e um top com págins do “equador” . Na montra seguinte um “cocar” de penas das páginas de “Não te deixarei morrer, David Crockett”. A loja de calçado desportivo tinha uma linha sóbria e distinta  vitrine com ciclindros feitos de cartazes da escritaria. E para todas as montras não podia deixar de se olhar. Miguel  Sousa Tavares autografou esta 10ª edição.

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:14
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017

Zafón - “O labirinto dos espíritos”

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Mais uma vez Zafón a entusiasmar. Já anteriormente, aqui no blogue, referi outros dois livros deste autor. “O Jogo do Anjo” (2008) e “A sombra do vento” (2016). Agora é “O labirinto dos espíritos”, editado em Espanha pela Corelliana em 2016.

“Havia já tempo que se prognosticava uma jornada de desastres bíblicos sem conta que iam açoitar Barcelona, cidade de livros e flores, no dia da mais bela de todas as festas” Assim diz Carlos Ruiz Zafón em “O labirinto dos espíritos”, editado em Espanha pela Corelliana em 2016.  p. 766.

E seguem-se outras:

“O que tem de comeaçar a fazer, Fernandito, é evitar que sejam os outros  a escrever-lhe o diálogo.  Use a cabeça que Deus lhe plantou sobre as cervicais e faça você mesmo o libreto, que a vida está cheia de malandros hávidos de encher a cabeça do respeitável com as parvoíces que lhes convêm  para continuarem montados no burro e de cenoura em riste”  É uma citação de “ p . 575.

“Uma história é um labirinto infinito de palavras , imagens e espíritos esconjurados para nos revelar a verdade invisível a respewito de nós mesmos.”  p. 787

“Continuava a confiar em que um dia os deuses do Parnaso se apiedariam de mim e me permitiriam aprender a contar histórias”  p. 802

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:26
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