.posts recentes

. Comunicação e Liberdade

. O primeiro periódico Port...

. O Jornalismo literário, o...

. Jornalismo. Comunicação e...

.arquivos

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019

Comunicação e Liberdade

pos-graduacao-comunicação-imagem-cce-puc1.jpg

 

Muitos ainda ficam chocados quando, de forma cada vez mais evidente, fornadas de jornalistas escrevem jornais (não fazem jornalismo) de veiculação de interesses económicos e políticos. É evidente que o jornalismo é difusor dos poderes que o influenciam.

Não é de agora. É da sua génese. O primeiro periódico, o “Gazeta em que se relatam as novas todas, que houve nesta corte, e que vieram de várias partes no mês de Novembro de 1641.”, saía sob a vigilância da Inquisição, O Santo Ofício criado em 1515. E saiu porque que foram concedidas “todas as licenças necessárias e privilégio Real”. Assim se dizia na época.

Um século depois da publicação da Gazeta e por influência das correntes iluministas, e acção do próprio Marquês de Pombal, algumas acções foram sendo tomadas para enfraquecer a Inquisição. Uma delas foi a criação em 1769 da Real Mesa Censória. Quis o destino que a colecção de livros da Mesa Censória viessem mais tarde a integrar, a Real Biblioteca Publica, e que mais tarde deu lugar à Biblioteca Nacional.

Apesar disso, a Inquisição perdurou até 1821 por acção da revolução Liberal. Nesse ano as Cortes Constituintes discutiram a liberdade de imprensa. Aquilo que os Iluministas iniciaram, os Liberais conseguiram. A anulação do controlo ideológico, científico e literário que a igreja teimava em exercer sobre o pensamento, a ciência e a política. O anticlericalismo dos liberais ajudou a liberdade de imprensa.

Claro que também o Liberalismo marcou as suas balizas de influência ideológica. Ficavam proibidos os abusos contra a Igreja, o Estado e os Bons Costumes.

Este novo enquadramento de liberdade de imprensa levou a que em pouco mais de três décadas, surgissem jornais que viveram a editar duas centenas de anos. O “Jornal do Comércio” em 1853, O “Comércio do Porto” em 1854, O “Diário de Notícias” em 1864, O “Primeiro de Janeiro” em 1869, o “Século” em 1881 e o” Jornal de Notícias” em 1888. E daí sempre a crescer, de tal modo que em 1910 havia 543 publicações periódicas. Tinha-se percebido que os jornais eram bons veículos para formar opinião. E havia jornais para todas as correntes de opinião política. Os Jornais tomavam partido, mas afirmavam-no abertamente.

O século XX abre novas formas de comunicação. Logo no início, em 1918 surge o cinema. A novidade não ficava alheia à anterior forma de comunicar. As sessões de cinema começavam com a projecção de magazine informativo. O que foi muito bem aproveitado politicamente pelos poderes como instrumento ideológico e de propaganda. O tempo era propício. Final da primeira guerra, grandes confrontos ideológicos saídos da vitória bolchevique, inflexão da grande influência anarquista para cada vez maior organização dos partidos comunistas e gestação dos movimentos fascistas de vários matizes. Preparação para guerra seguinte.

Logo a seguir em 1924 começam as primeiras emissões de rádio. E rapidamente este meio de comunicação conquista a maioria do público. Torna-se o elemento de propaganda preferencial. É com a rádio que se difunde a propaganda de Hitler, Mussolini. É pela rádio que ficaram registados os mais carismáticos discursos de Salazar. Esses discursos são feitos sob o controlo da ditadura já que a censura foi instaurada com o golpe de estado de 1926 e durou até à Revolução de Abril de 1974. Em Portugal, ao Rádio Clube Português é de 1931, a Emissora Nacional de 1935 e a Rádio Renascença de 1936.

Segue-se na evolução comunicacional a Televisão, com a RTP a iniciar as transmissões em 1957. O último dos meios de comunicação do paradigma de informação de um para todos, e a que McLuhan  (1) designava de meio de comunicação frio. A imagem passou a estar em casa de todos e a propaganda também. A televisão moldou as gerações da segunda metade do século XX. Alterou modelos de comportamento, hábitos de consumo, modos de relacionamento, ideologias. Só foi superada pela internet.

Um novo paradigma de comunicação surge com as comunicações em linha, em tempo real, com a capacidade de escrever de um para todos, mas essencialmente de todos a escreverem para todos. O tempo de estar em rede, comunicar em rede e construir pensamento em rede. Com tudo de bom e de mau que isso representa.

Deixou de haver na comunicação, a responsabilidade do profissional, o compromisso ético, o objectivo de narrar a verdade verificada. O burburinho próprio do adro, invadiu todo o quotidiano. No caos comunicacional, faz-se sentir a necessidade de construir um novo cosmos comunicacional.



(1) Marshall McLuhan. Os meios de comunicação: como extensões do homem. Editora Cultrix; 1974.

 

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:10
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

O primeiro periódico Português.

08_a_gazeta_01_d.jpg



Já a meados do século XVII , mais precisamente a 3 de Dezembro de 1641, era editado o que se considera o primeiro periódico português. Foi em Lisboa, nas oficinas de Lourenço de Anveres com todas as licenças necessárias e privilégio Real, que se imprimiu a “Gazeta em que se relatam as novas todas, que houve nesta corte, e que vieram de várias partes no mês de Novembro de 1641.” Nesta época ainda a publicação estava sujeita à apreciação do Santo Ofício que tinha sido criado em 1515.

(Pessoalmente esta informação motivou uma discussão e teimosia com retaliação de uma professora na faculdade . Ia-me custando a cadeira e causou danos no curso. Claro que acabei por fazer a cadeira e ter de fazer melhoria de notas a outras para compensar. Mas é bom saber que era eu que tinha razão. Aprendi que fazer jornalismo não pode ser por pessoa ideologicamente perturbada, nem por ignorantes. E que procurar a verdade dá trabalho e é necessário pensar.)

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:36
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 2 de Setembro de 2016

O Jornalismo literário, ou a literatura no jornal

ACA0330_web.jpg

A propósito da publicação de um livro de  compilação de textos clássicos de jornalismo literário, Cecilia Dreymüller aborda o tema no suplemento “Babelia” do jornal “El País de 27 de Agosto de  2016, p.10

O livro que serve de mote é: Uzcanga Meinecke, Francisco  (prólogo, selección, notas y tradución)  -  La eternidad de un dia. Clássicos del periodismo literario alemán (1823-1934). Barcelona: Acantilado, 2016.

Cecilia Dreymüller  lembra que a paixão pela leitura dos jornais,  para ter  informação e instrução, é um prazer cada vez mais dificil de usufruir.  O jornalismo literário, crítico para com a situação político-social pertence a outra época.  Aquele que ainda existe foi desterrado para os blogs e para as revistas literárias, segundo esta autora.

É relembrado o ganhar de reputação dos escritores ao escreverem  em folhetins nos jornais.  Esta prática  verifica-se de forma sistemática  nos séculos XIX e princípio de XX.  São referidos Walter Benjamin,  Stefam Zweig, Thomas Mann, Hermann  Hess.  São 43 escritores e apenas uma mulher, Rosa Luxemburdo.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:58
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 9 de Março de 2016

Jornalismo. Comunicação e validação da Informação

image.jpg

 

Stieg Larsson – A Rainha no Palácio das Correntes de Ar , é o terceiro livro de uma quadrilogia unidos pelo nome de série: Millennium. É um bestseller bem escrito e que nos agarra à leitura. Começamos volitivamente a leitura e acabamos compulsivamente. As aventuras decorrem  na forma de investigação  jornalística. E se o livro não tivesse qualquer outro motivo de interesse, ele seria sempre marcante por descrever da página 244 à pagina 249 a forma como se faz nos media a fuga de informação, a contra-informação, a intoxicação e manipulação da opinião pública, através do mau jornalismo onde até a figura do estagiário, precário, talentoso e ingénuo, incompetente por não respeitar as regras básicas da comunicação que é a verificação do grau de veracidade da informação.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 10:09
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds