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Quarta-feira, 29 de Julho de 2020

Edifícios e mudança de funcionalidade

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Ainda a Europa se encontrava numa época  obscura, já o Médio Oriente vivia grandes civilizações e produzia grande pensamento.  A civilização Persa. A riqueza cultural,  técnica, científica e civilizacional da Babilónia. A civilização Fenícia que nos legou a escrita. O trânsito civilizacional  que passou do Oriente através do Médio Oriente como a escrita numérica indiana que é conhecida por árabe, a pólvora ou o papel e até mesmo a impressão tabular. No Médio Oriente desenvolvem-se as religiões monoteístas ou expandem-se por essa região como aconteceu com o islão.  

O Cristianismo desloca-se do Médio Oriente para Ocidente pela Síria  e Turquia. Nestes países foram construídas e existem ainda algumas das igrejas mais antigas da cristandade. Uma dessas igrejas é a de Santa Sofia em Istambul, que já foi Constantinopla e antes Bizâncio. Sabemos que os edifícios de culto devem  geralmente a sua existência a locais desde sempre destinados a esse fim. E que ao longo do tempo foram servindo os vários cultos que se iam sucedendo.  Como também se iam sobrepondo os edifícios destinados a esses mesmos cultos.

São diversos os casos de lugares de culto que serviram já diferentes religiões. Igrejas transformadas em Mesquitas. Como foi o caso de Santa Sofia. Mesquitas transformadas em Igrejas com aconteceu em Sevilha, ou no nosso caso, como  bem conhecemos  em  Mértola.

A catedral de Hagia Sophia foi construída no século VI. Quando a região estava no domínio do Império Romano do Oriente. A cidade chamava-se Constantinopla e  era Cristã. A catedral situa-se à entrada do estreito de Bósforo. Foi convertida em mesquita no século XV e transformada em museu em 1934 por decisão do fundador da Turquia secular, Mustafa Kemal Ataturk.

 

Na idade contemporânea  as sociedades civilizadas tendem a considerar mais o património de compreensão histórica. Sejam escritos objectos ou edifícios. É nesse sentido que edifícios como os referidos, que serviram fins religiosos, valem não apenas pela sua funcionalidade, mas também e essencialmente pelo testemunho histórico e compreensão do diacronismo civilizacional.  É essa a razão porque se recuperam edifícios que serviram a função de antigas sinagogas, mesquitas e igrejas. E se preservam como museus. E porque não se destroem, não se deturpam nem usam para novas funcionalidades.   

Obviamente que há um limite de bom senso e de necessidade na determinação de imobilidade funcional de edifícios históricos. Não é útil nem sensato recusar novas funcionalidades. Não se pode tornar museu todos os edifícios que deixaram as suas funções iniciais, mas é importantes que alguns dos mais significativos sejam museus.

Conhecemos muitos edifícios que foram igrejas, mosteiros, castelos, palácios, armazéns, e que passaram a ser escolas , quartéis, hospitais, bibliotecas, hotéis.  Outros devem ser preservados na sua original funcionalidade para compreensão do contexto histórico, social, económico. A História também precisa de exemplos.  É o caso da Hagia  Sophia construída no século VI, ainda não existia o islão. Com tantas mesquitas em Istambul, e até mais importantes como é o caso da Mesquita Azul, a antiga igreja merecia a preservação que o regime laico do fundador da Turquia moderna,  Mustafa Kemal Ataturk,  lhes quis facultar em 1934.  Da mesma forma gostaria de ver a mesquita de Mértola no seu aspecto original, para melhor compreender e sentir toda a ambiência cultural que é a vila com mais representação dos vestígios da cultura islâmica em Portugal.   

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 22:42
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2020

Zenóbia (c.240-depois de 274)

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Temos a ideia das sociedades masculinas da antiguidade sem qualquer papel relevante das mulheres. Mas nem sempre é assim, nem é exactamente assim.

Temos nota da influência da mulheres nos cultos, e até na guerra (com o exemplo das amazonas). Sociedades de mulheres como na ilha de Lesbos ou da influência das mulheres nos homens de poder, muito concretamente na sociedade romana clássica.

Na ciência temos o exemplo bem conhecido de Hypatia de Alexandria (c. 351/3370-415) e um pouco antes dela Zenóbia (c.240-depois de 274) que reinou no Império de Palmira durante o período do Império Romano.Mulher

Palmira é essa cidade no centro da actual Síria que foi destruída pelos terroristas do estado islâmico. Talvez a sua raiva tenha sido tão evidente em Palmira porque Zenóbia ainda é hoje uma heroína nacional da Síria.

Palmira no século III, o tempo de Zenóbia era formalmente subordinada ao Império Romano e fazia parte da província romana da Síria Fenícia.Ordonato o sei rei tinha vários títulos romanos.

Zenóbia reinou por morte do marido e regência do filho menor. Culta , promoveu a cultura na sua Corte de Ciência e Filosofia. Aproveitou o declínio de Atenas de onde os filósofos saíam para outros centros de cultura como Alexandria, e mais tarde Constantinopla. Ela própria falava o aramaico-palmirenho, egípcio, grego e latim. Promoveu a tolerância religiosa e a diversidade cultural numa complexa sociedade de diversas tribos aramaicas e árabes. Os Palmirenhos eram politeistas com Bel por principal Deus, mas Zenóbia acolheu Judeus e Cristãos. Como acolheu todos os outros cultos e assim acolheu os diversos grupos marginalizados pelos Romanos no processo de cristianização. Manteve diplomaticamente boas relações com cristãos influentes de Antioquia que controlava o cristianismo do Oriente. Ajudou mesmo a manter a igreja ao bispo de Antioquia depois de um Sínodo em 268 que o removeu.

Reinava integrada no espaço do Império Romano. O Império defendia os Balcãs contra os germânicos e descuidava as províncias orientais. Isso deu a Zenóbia a oportunidade de se substituir aos romanos , em poder na região e chegar até à anexação do Egipto. Segundo o historiador Jacques Schwartz a sua intenção foi defender os interesses económicos de Palmira. A declaração de secessão de Roma ditou o ataque pelos romanos, o cerco, captura e exílio para Roma onde veio a morrer.

Palmira tinha sido politicamente influenciada pela cultura Grega e foi antes da monarquia governada por um Senado à imagem da Pólis Grega.

O documento mas antigo que comprova Zenóbia como rainha de Palmira é uma inscrição da base de uma estátua datada de Agosto de 271 em que é designada por “rainha mais ilustre e piedosa”. Assumiu o título de Augusta, o mesmo que Imperatriz inscrita em moedas. É descrita montando a cavalo acompanhando o seu exército. A beber som os seus generais e gostando de caçar. Os seus descendentes foram nobres  romanos.

 

publicado por antonio.regedor às 19:05
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