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Sexta-feira, 4 de Maio de 2018

Damos voz a Margarida Frois:

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Iniciei o caminho como Bibliotecária em 1991 na Biblioteca nº 65 da Fundação Calouste Gulbenkian em Côja, hoje Biblioteca Alberto Martins de Carvalho. Foi uma experiência muito enriquecedora. Tinha terminado há pouco a especialização em Ciências Documentais e esta primeira experiência permitiu-me testar na prática muita da teoria que assimilei durante o curso.

Em 1993 iniciei o percurso na Biblioteca Municipal de Arganil. Tive a sorte de a encontrar ainda “no tijolo” o que me permitiu fazer algumas alterações (por exemplo, criar as condições para a instalação, anos mais tarde, da rede informática da Biblioteca). Foi uma aventura extraordinária, absolutamente empolgante que eu vivi de forma muito intensa e que verdadeiramente começou em 1996, quando a Biblioteca abriu ao público.

Nunca trabalhei em bibliotecas de cidade. O conhecimento que tenho advém do contacto com colegas que trabalham nessas bibliotecas, da frequência em tempo de férias e visitas, normalmente com grupos de formandos, a algumas delas o que me permite ter uma ideia das oportunidades e obstáculos que encontram nos meios onde estão inseridas.


Quando a Biblioteca de Arganil abriu ao público em 1996 percebi a dificuldade de trabalhar num concelho com cerca de 13 000 habitantes, hoje 11596 (Censos de 2011), uma superfície 332,9 km2, aldeias isoladas nas serranias, com níveis de literacia muito baixos.

Percebi que o esforço da Biblioteca teria de ir todo no mesmo sentido de tentar criar alguns hábitos de leitura nos munícipes. Não é tarefa fácil, nem rápida.

Num concelho sem grandes estruturas culturais, pareceu-me que o parceiro mais adequado seriam as escolas, onde encontraríamos alguns professores com objectivos semelhantes.

Tivemos a sorte de logo no ano seguinte, 1997, ser criada a Rede de Bibliotecas Escolares e o Município de Arganil ter sido convidado para integrar o primeiro grupo.

Correu bem. Hoje formamos uma rede de 11 Bibliotecas entre Públicas e Escolares. Bibliotecas modernas, totalmente informatizadas, usufruindo de um catálogo colectivo online, catalogação em linha, circuito de empréstimo a funcionar entre todas, cartão único para toda a rede de bibliotecas.

Como as pessoas não frequentam a Biblioteca, principalmente as que não habitam na sede de concelho, fomos à procura dos possíveis leitores através da criação de serviços de leitura dirigidos a sectores da população que nos pareceram mais interessantes para os nossos objectivos.

Com 6 bibliotecas em escolas do 1º ciclo e JI espalhadas pelo concelho, a estratégia passou por criar nessas bibliotecas dinâmicas que possibilitassem chegar às crianças e famílias. Leituras Partilhadas e Pais e Filhos, Livros e Ternura são serviços de leitura que temos a funcionar quinzenalmente. Criados, o primeiro há mais de 12 anos e o segundo há cerca de 5, cobrem hoje mais de 90% das famílias com filhos pequenos, no Concelho.

Das escolas passámos para as 3 creches do concelho com o mesmo serviço de leitura (quinzenal) dirigido às crianças e famílias. Também aqui a taxa de cobertura vai para além dos 90% das famílias com filhos nas creches.

Também há cerca de 12 anos iniciámos um serviço de leitura (mensal) junto dos idosos utilizadores dos Lares e Centros de Dia.

No Concelho de Arganil, um concelho com uma população muito envelhecida, existem 12 infraestruturas de apoio, normalmente ligadas a uma IPSS. Em todas elas temos serviços de leitura a funcionar.

Todos os meses, desloca-se a cada uma um dos nossos técnicos que leva um tema de conversa que desenvolve com os idosos. São temas que apelam às memórias que muitas vezes registamos em suportes de vídeo ou áudio. Em todos elas criámos um espaço de Biblioteca onde se deixam livros, não só para os idosos, mas para todos os interessados: técnicos, dirigentes, auxiliares, familiares. A ideia é criar em cada instituição uma pequena biblioteca física, mas com acesso à grande biblioteca global que o concelho tem. A campanha de divulgação do cartão único para bibliotecas junto destas Instituições que estamos a iniciar é uma estratégia com a qual esperamos conquistar muitos utilizadores para as Bibliotecas.

Embora as preocupações com o publico jovem (entre os 12 e 16 anos) nunca tenham deixado de estar presentes nos objectivos da Biblioteca, desde o ano passado que estamos a iniciar estratégias mais definidas. Com os serviços de leitura para crianças, famílias e idosos a funcionar bem, chegou o momento de pensarmos mais profundamente nesta problemática bastante complexa que é a de chegar a este público. É talvez o projecto mais complexo e ambicioso que desenvolvemos até hoje, neste momento ainda sem dados para avaliação.

O que tem esta estratégia a ver com isolamento? Na verdade, o verdadeiro isolamento é o da ignorância. A capacidade de aprender coisas novas, procurar fontes de informação para a aprendizagem ao longo da vida está na destreza com que se domina a leitura que depende, como sabemos, da aprendizagem e da prática.

Quando lhe perguntamos: Como tem sido compensar a diferença de oferta cultural entre espaços de grande e de pequena densidade populacional?

É um problema muito complexo que está para além da capacidade financeira da Autarquia para trazer boas ofertas culturais.

Na verdade, a grande questão é que para a esmagadora maioria das pessoas não faz falta e isso é dramático. Em meu entender há uma linha muito ténue entre cultura e entretenimento, o que nos deixa como que num limbo onde esta questão é absolutamente pertinente.

Por vezes, sem público para o que consideramos a cultura cultivada, acabamos por enveredar pela cultura assim, assim.

O caminho a seguir, e é esse que temos perseguido com mais ou menos sucesso, é criar condições para que as pessoas atinjam patamares mais elevados de literacia. Se isso acontecer tudo o resto vem por arrasto. A Cultura e a Literacia vivem de mãos dadas e uma não existe sem a outra.

Se houver hábitos de leitura, há hábitos culturais. Se houver hábitos culturais criam-se as condições para acontecimentos culturais.

 

Para terminar quero referir que o mundo de hoje, com as ferramentas tecnológicas da informação e comunicação que coloca à nossa disposição, nos permite desenvolver projectos, quase inimagináveis há poucos anos.

Se não fosse assim, dificilmente terias visto o cartaz da XXV Feira do Livro de Arganil e o terias divulgado com a facilidade com que o fizeste, o que muito te agradecemos.

 

 

Margarida Frois CV

 

Currículo académico

Margarida Custódio Fróis

Licenciada em História pela Universidade de Coimbra.

 Pós-graduação em Ciências Documentais pela Universidade de Coimbra.

 Pós -graduação em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias pela Universidade de Coimbra.

Mestre em Ciências da Educação, especialização em Educação e Leitura pela Universidade Lisboa com a tese “Hábitos de Leitura e Sucesso Escolar: caminhos para o futuro”.

 

Currículo profissional

É Coordenadora das Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil desde 1996.

Coordena o Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares no Concelho de Arganil desde 2006.

Formadora na área das Bibliotecas Escolares desde 1998.

Docente no Curso de Especialização em Ciências Documentais na Escola Superior de Educação de Viseu em 2006-2007.

Coordenadora Local do Curso de Biblioteconomia para Técnicos de Biblioteca ministrado pelo INETE em Arganil de 2001 a 2003.

Tem participado em inúmeros Encontros sobre Bibliotecas para que tem sido convidada como oradora.

Publicou vários artigos em revistas, jornais e blogues sobre a problemática da Leitura e das Bibliotecas e também na área da História.

 

publicado por antonio.regedor às 15:30
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Nuno Marçal (Bibliotecário ambulante)

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Para início desta rubrica , aqui no blog, tive necessariamente por optar pelo tema das itinerantes. Elas fazem parte do imaginário da maioria da população que viveu o século XX em Portugal. Um ano depois do início das emissões de televisão, a Fundação Calouste Gulbenkian concorre com essa nova forma de ver o mundo e envia pelo país bibliotecas cheias de livros para leitura pública. Hoje com uma rede de bibliotecas municipais, os bibliobus são um prolongamento daquelas.

Inevitavelmente a entrevista teria de ser feita a um bibliotecário que dá o rosto pelos bibliobus. Nuno Miguel Cardoso Marçal. Conheci-o em Portalegre, apresentado por um ex-aluno e amigo Norberto Lopes.

 

Onde decorreu a tua formação em ciência da informação?

No Curso de Especialização em Ciências Documentais (variante Bibliotecas) na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e ao volante da Bibliomóvel a percorrer estradas, terras e Pessoas de Proença-a-Nova.

Em 1998 estava a concluir a licenciatura em Sociologia e reflectia qual seria o futuro profissional que esse curso podia trazer no regresso a Castelo Branco. Resolvi apostar na especialização, num final de tarde sentado na esplanada da Faculdade reparei nuns folhetos de divulgação e entre eles estava o de Ciências Documentais. Não foi amor à primeira vista, mas ao longo destes anos aprendi a respeitar esta profissão e a amar tudo o que com ela está relacionada, principalmente neste campo das Bibliotecas Itinerantes.

Em 2006 houve uma reorganização funcional nos serviços da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, simultaneamente o projecto da Bibliomóvel foi aprovado, financiado e concretizado. 26 de Junho de 2006 lá estava eu sentado ao volante de uma Biblioteca Itinerante(Bibliomóvel) a fazer aquela que seria a primeira de muitas andanças a ir,levar,estar e dar Biblioteca Pública sobre rodas.

Que outros serviços são prestados pela autarquia, aproveitando o bibliomóvel?

Sempre tive uma obsessão pela Utilidade da Biblioteca, creio que que está aqui a chave para a reconquista da relevância social e até da sua sobrevivência. Desde o início procurei trazer o máximo de funcionalidades e utilidades que pudessem abranger as mais diversas áreas, sempre com o intuito de ser mais útil, de fazer mais e tentar fazer melhor indo ao encontro das necessidades daqueles que todos os dias passam, entram e usam aquilo que somos, levamos e damos. Para além dos habituais e “normais” serviços prestados por qualquer Biblioteca, na Bibliomóvel possuímos também o Balcão Móvel do Município, onde se prestam alguns serviços relacionados com o preenchimento e entrega (via electrónica) de requerimentos e formulários disponíveis no Balcão Único do Município. Existe também a possibilidade de efectuar pagamentos e carregamentos de telemóvel com referencias multibanco, através de um ATM portátil.

Em 2017 iniciamos uma parceria com a Unidade Móvel de Saúde do Município, levando dentro da Bibliomóvel o seu técnico e com equipamento básico fazemos rastreios dos níveis de colesterol, glicemias e tensão arterial.

Achas ainda poder introduzir novos serviços? Tempo de comunicação com familiares tipo “skype” ?

Esse serviço esteve sempre presente quase desde o início deste projecto. Quando a internet foi instalada na Bibliomóvel, automaticamente ela foi usada por familiares para contactar com os seus que estão espalhados um pouco por toda a Europa, primeiro via chat e depois com a instalação de uma webcam juntamos as palavras com a imagem.

Hoje em dia com a proliferação de smartphones, a utilização deste meio de comunicação diminuiu no entanto como possuímos rede wi-fi, ela continua a ser usada para estabelecer contactos.

Mais que novos serviços pretendo consolidar os existentes, tentando sempre melhorando aquilo que já fazemos, prova disso é a instalação de um leitor de cartão do cidadão e a ajuda na criação e uso da Chave Móvel Digital.

 

A regressão demográfica não te preocupa?

Muito!

Nestes doze anos vi partir muita gente(demasiada), quer pela ordem natural da vida quer pela desordem desta realidade nacional que divide o nosso país entre um país de oportunidades e um outro onde o abandono, o envelhecimento da população são doenças, com curas anunciadas mas apenas com alguns paliativos receitados.

Quero e gosto de acreditar que podemos tentar fazer acontecer a diferença no quotidiano destas Pessoas e com esse espirito que todos os dias nos fazemos à estrada. Sou um optimista/realista e ainda tenho esperança num país mais equilibrado e igual no acesso a oportunidades de desenvolvimento sustentável. Ainda tenho esperança!

 

 

O CV do Nuno Marçal

 

  • IDENTIFICAÇÃO:

 

Nome: Nuno Miguel Cardoso Marçal

Data de Nascimento: 20/09/1974 em Castelo Branco

2 – FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2001 – Curso de especialização em Ciências Documentais, variante de Bibliotecas concluída na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

1999 – Licenciatura em Sociologia concluída, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

3 – EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

  • Bibliotecário-Ambulante responsável pela “Bibliomóvel” da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 26 de Junho 2006
  • Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 3 de Janeiro de 2002.

 

4 – PUBLICAÇÕES

  • Editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ , onde são relatadas as “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova”.

5 – DISTINÇÕES/REFERÊNCIAS

  • Prémio ACLEBIM, Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles – Categoria de Personas – 2008.
  • Nomeação para o Prémio Astrid Lindgren Award Memorial (ALMA) 2011 pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
  • Inclusão da Bibliomóvel de Proença-a-Nova para representar Portugal no portfólio Por Leer (2012) da responsabilidade da CERLALC, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe (UNESCO).

 

 

Nota Biográfica

 

Nuno Marçal
Nasceu em Castelo Branco a 20 de Setembro de 1974.
É bibliotecário, por paixão na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o ano 2002.

No ano de 2006 iniciou as funções de Bibliotecário-
Ambulante, onde tenta conciliar a Razão e a Paixão ao volante da Bibliomóvel, projecto itinerante de biblioteca, que se desloca pelas povoações das quatro freguesias do concelho de Proença-a-Nova com o intuito de divulgar o livro a leitura e sempre algo mais...
Editor do blogue: http://opapalagui.blogspot.com/ onde retrata e relata as andanças da Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova.

 

publicado por antonio.regedor às 13:38
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