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Não é fácil ser professor. Acreditem, mesmo que nunca o tenham sido.
O cartaz mostra isso mesmo.
Perante um sucesso escolar da minha filha, e quando lhe perguntei quem lhe tinha ensinado, a resposta dela foi: “ninguém me ensinou, fui eu que aprendi”.
Tomei consciência que ninguém ensina nada a ninguém. A aprendizagem depende da pessoa que quer aprender. A imposição não produz os melhores resultados.
Conhecer, compreender quem está diante de nós. Agir no plano da confiança. A falta de confiança é um dos grande s obstáculos epistemológicos.
A motivação. Ninguém acredita num professor desanimado, triste. O entusiasmo do professor na acção de ensinar e na colocação de beleza daquilo que ensina é fundamental.
O fazer algo não habitual não tem de ser tão estranho que desvie a atenção, mas eu costumava levar caixas com inscrições em cada um dos lados para que todos vissem diferente, objectos ligados aos conteúdos a explorar também resulta. Fica a imagem marcante e de referência ao assunto, como que uma tag.
Também não é preciso contar uma anedota, nem acho positivo. Mas uma metáfora é coisa que uso muitas vezes. O pensamento divergente facilita a memória.
Obviamente o respeito e a confiança estão associados à satisfação de ensinar e à beleza do que se ensina. Só o entusiamo pelo que se quer aprender motiva os estudantes na sua curiosidade de investigar com autonomia e prazer. E é esse esforço pessoal do aluno que deve ser elogiado, incentivado, valorizado.
Dessa forma a avaliação deve ser entendida não como um juízo do professor, mas um reconhecimento e agradecimento do professor perante a aprendizagem do aluno.
António Borges Regedor
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