.posts recentes

. Produção de electricidade...

. Moinho de água

. A NUCLEAR EM PORTUGAL

. Almaraz e outras coisas m...

.arquivos

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

Produção de electricidade e carbono zero

helicoidal.jpg

 

A procura de formas de produção de electricidade e a sua optimização vai continuar e vai generalizar-se. Os consumos de electricidade vão continuar a subir, e os processos e equipamentos terão tendência a ser mais pequenos, descentralizados e cada vez mais domésticos.

Estamos no fim de um modelo de sociedade iniciada com a revolução industrial alimentada a energia fóssil. Para trás ficou o consumo essencialmente de biomassa. A revolução industrial passou pelo carvão e petróleo, verificando a sua finitude. A procura de energias renováveis é o novo paradigma. E o futuro é de alguma forma voltar, agora com novas tecnologias e equipamentos, a produzir energia utilizando os rios e os mares, o vento e o sol.

E já todos se deram conta da mudança de paradigma. A energia elécrtica produzida em Portugal pelos grandes sistemas produtores, são já cerca de 70% de energias renováveis. E as fontes de energia são diversas. No caso da EDP, a empresa com maior mercado em Portugal,  das energias renováveis, a que tem maior significado, é a eólica com quase 47%.  A  hídrica já só é 13%. Há outras renovéveis com 6,3% e a cogeração renovável apenas 3,8%. Ainda se queima carvão na percentagem de 11,9%, a cogeração fóssil quase 8% e o gás natural com 5,8%. Infelizmente o nuclear ainda entra na conta com 2,5%. Mas a valorização energética de resíduos sólidos foi utilizada por esta empresa em 1,7% da sua produção.

O actual modelo ainda é o da produção centralizada, herdeira do monopólio da produção eléctrica, mas o caminho deverá ser cada vez mais a produção á escala da necessidade dos utilizadores.

Não haverá apenas grandes equipamentos produtores de electricidade, mas também já vemos, e veremos cada vez mais pequenas unidade de produção de electricidade.

A instalação desses equipamentos pode ser ou não um problema. Pode precisar de espaços e locais adequados. As coberturas dos edifícios são um dos espaços naturais. São já usados para painéis solares de aquecimento de água e fotovoltaico. Mas também o poderão ser para aerogeradores de dimensão doméstica. Já os há em telhados de hotéis. Como também já existem microgeradores instalados em parques. E não nos espantemos quando virmos pequenos aerogeradores helicoidais, muito parecidos com os extractores que nos são já muito familiares nos topos dos prédios.

O desejável será a diminuição dos equipamentos de produção eléctrica que se aproximem das necessidades dos consumidores. Que cada um possa aproximar a sua produção ao seu consumo e ao seu armazenamento. Do tipo de um gerador solar que durante a noite armazena no carro que se utilizará durante o dia e esse mesmo equipamento possa contribuir para a minimização dos consumos domésticos e industriais no pico de consumo que é durante o dia.

Actualmente, se houvesse produção doméstica a cerca de 30%, os grandes sistemas produtores, prescindiriam de consumo de combustiveis fósseis e nuclear, e geraraiam electricidade apenas com energias renováveis. Era a total descarbonização na produção de energia eléctrica.

Fonte dos dados: EDP

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:37
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Moinho de água

 

Nas minhas caminhadas pelos passadiços, encontrei este moinho de água. Recuperado, a funcionar bem, estava a moer milho, o que mais se produz naquele lugar. Uma levada conduz  a água a quatro entradas, cada uma delas fazendo mover uma mó. Há muito que não pensava encontrar um moinho a funcionar. Imagino como seria colocar toda aquela força motriz a produzir energia eléctrica descentralizada e para consumo indeendente. Consolidei a minha certeza quanto ao desperdício energético e quanto estamos dependentes da produção monopolista.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:32
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

A NUCLEAR EM PORTUGAL

E_EN_Ferrel_V2.jpg

 

 

A luta contra o nuclear em Portugal começou há quarenta anos . Foi em 1978. Em Ferrel. Caldas da Raínha.

No entanto a opção nuclear tinha começado muitos anos antes, no rescaldo da guerra, em meados do século XX. No final da primeira metade do século XX passou a haver grande procura de urânio. Estados Unidos da América e Inglaterra eram os maiores compradores. Para as bombas nucleares, era necessário cindir Urânio em centrais nucleares. O resultado era a produção em larga escala de Plutónio necessário às bombas. Iniciou-se o paradigma da produção de electricidade pela nuclear.

Facilitava a Portugal ter minas de urânio e em 1947 ser o terceiro produtor mundial.

Em 1952 o Instituto de Alta Cultura (IAC) iniciou os estudos de energia nuclear em Portugal. Seguiu-se-lhe a Junta de Energia Nuclear (JEN) criada pelo Decreto-Lei n.º 39580, de 29 de março de 1954 e que ficou na dependência directa da Presidência do Conselho, ou seja, do ditador Salazar. Tal seria a importância que se lhe dava, por razões de estratégia militar , claro. Daí que na sua direcção viesse a estar o General Kaúlza de Arriaga e para um dos departamentos um Coronel.

Com um plano de construção aprovado em 1955, entrou em funcionamento no ano de 1961 o Laboratório de Física e Engenharia Nucleares.

Em 1971 um estudo previa que em 1978/1978 fosse instalado um primeiros grupo nuclear de 400MW ou de 600MW, seguindo-se um novo grupo de 2 em 2 anos ou de 3 em 3 anos.” (Redol, 2017). Um dos locais de instalação de grupos nucleares era O Guadiana. O primeiro grupo previa ser instalado em Ferrel.

No entanto a contestação à nuclear já tinha começado e era protagonizada por ambientalistas e mesmo por técnicos nucleares, “com base na perigosidade das radiações nucleares durante todo o ciclo do combustível, na possibilidade de fuga de produtos radioactivos para os meios líquidos (rios e mares) e o meio aéreo, nos problemas do armazenamento dos resíduos radioactivos e do desmantelamento dos grupos em fim de vida, agravada pela ocorrência de situações concretas, de casos de encobrimento de problemas graves verificados, de utilização abusiva de trabalhadores nas centrais e nas diferentes instalações do ciclo de combustível.” (Redol, 2017) Esta contestação já se fez sentir em 1975 no Encontro Nacional de Política Energética, realizada no Porto. Acresce ainda que o investimento é tão grande que o país ficaria na mão das entidades financiadores. Ficaria ainda dependente do fornecimento do combustível que só poucos países podem enriquecer, e ainda a “incapacidade das estruturas nacionais para licenciar, gerir e fiscalizar a construção e o funcionamento dos grupos nucleares.” (Redol, 2017). Além disso, a indústria nacional não estava em condições de contribuir para este programa.

O inevitável aconteceu. Em 1978 realizou-se nas Caldas da Rainha e em Ferrel, com Forum de discussão entre técnicos, ecologistas e população. Actividades lúdicas para as crianças, feira-mercado. Marcha ao local indicado para a construção da central nuclear, e aí plantação simbólica de batatas, piquenic e animação.

A construção ficou definitivamente afastada com a publicação nesse mesmo ano do Livro Branco Sobre a Energia Nuclear, a pedido do Governo, em que se concluía não haver vantagem da nuclear.

A Junta de Energia Nuclear (JEN) acabou por ser extinta em 1979, no ano do Acidente da Central Nuclear Three Mile Island nos Estados Unidos.

Em 1981, Portugal volta a mobilizar-se contra a nuclear. Agora é conta a construção em Sayago. Uma central projectada em 1973 que tinha iniciado as obras. Portugal, que tinha rejeitado a nuclear, via-se agora com uma central na sua fronteira norte, a escassos kilómetros de Miranda do Douro e a utilizar a água do rio Douro. “Percebemos o impacto que isso poderia causar nas populações. O impacto que teria no Rio, na economia, na imagem da região duriense e vinhateira”. (Regedor, 2017) A mobilização levou o protesto a Miranda do Douro onde se realizou um festival contra a central. A população não reconhecia qualquer vantagem em ter na vizinhança uma central nuclear. “ A cobertura mediática e nomeadamente com as imagens de televisão, o meio de maior impacto à época, ampliaram para todo o país o sucesso do protesto.a opinião pública nacional e o impacto internacional foi conseguido. A expressão da populações ficou expressa. O governo fez o seu trabalho respaldado na opinião e mobilização dos cidadãos. A central nuclear de Sayago não se construiu.” (Regedor, 2017). Parou definitivamente em 1984 ano em que o Plano Energético Nacional (PEN 84) e a Moratória Nuclear em Espanha afastaram de vez essa construção.

Em 1986 deu-se o desastre de Chernobil, e em 2011 o de Fukushima, dando razão aos técnicos nucleares e aos ecologistas.

A nuclear está definitivamente enterrada. As energias renováveis são o futuro.

 

Redol, António Mota 2017. Uma auto(alter)biografia nuclear. In Eloy, António 2017. Almaraz e outras coisas más. Caldas da Rainha: Cooperativa Editorial Caldense. P.43-54

Regedor, António José 2017. Sayago na luta contra o Nuclear. In Eloy, António 2017. Almaraz e outras coisas más. Caldas da Rainha: Cooperativa Editorial Caldense. P. 40-43

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:31
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

Almaraz e outras coisas más

Convite 7 Dezembro.jpg

No  dia 7 de Dezembro, entre as 19 e as 21 horas, será o lançamento nacional  será na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa.

 

Um livro com depoimentos de mais de trinta colaboradores que narram as diversas situações de recusa do nuclear em Potugal e algumas interferências nas intenções Espanholas. 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:03
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Elle foi à Pharmacia

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds