.posts recentes

. Pedalar em Plano

. Porquê ciclovias?

. Não há só pandemia.

. A Água como Bem Público

. Confinamento

. Natureza, Trilhos e Passa...

. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS ...

. Economia da bicicleta

. Praias do Azibo

. A economia e a defesa da ...

.arquivos

. Setembro 2021

. Agosto 2021

. Julho 2021

. Junho 2021

. Maio 2021

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Em destaque no SAPO Blogs
pub
Terça-feira, 10 de Agosto de 2021

Pedalar em Plano

pedalar em plano.jpg

Para quem pretender iniciar-se nos passeios em ciclovias ou apenas fazer um passeios mais suave em família em que podem ir os mais novos e os mais velhos,  pode começar pela rede de ciclovias de Ovar. A região, como de resto todo o território a sul de Espinho, na faixa costeira é ciclável. Espinho fica de fora por razões sociológicas que nada têm a ver com as óptimas condições cicláveis do Concelho.

Fizemos essa experiência de ciclar em terreno fácil, seguro e agradável. Partimos do Parque urbano de Esmoriz designado Buçaquinho.  O Parque é visitável e agradável. Foi o ponto de partida em direcção a sul, ao Furadouro. A pista é de bom piso, segue ao longo da estrada florestal.  O caminho percorre estas matas de pinheiros que constituíram outrora as designadas Matas Nacionais. À passagem pelas localidades com praia a ciclovia tem derivações para essas mesmas praias. Contorna as instalações do aeródromo de manobras de Maceda e acede ao Furadouro. São cerca de 10 Kilómetros sem dificuldades. Para quem não vir a utilidade deste tipo de equipamentos, apenas refiro que são promotores das economias locais. Isto porque leva clientes a estes locais e pelo que vi, eu e muitos outros tomamos café, bebemos águas, fizemos lanches, comemos gelados e presumo que alguns em percursos mais longos e demorados tenham feito refeições. Foi o que fizemos nas ecopistas onde as distâncias implicavam sempre a refeição, e os consumos nos locais de descanço. É caso para dizer que quem não cuida das ciclovias não faz negócio.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:53
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021

Porquê ciclovias?

ciclovias.jfif

O trânsito automóvel privado é cada vez mais insustentável nas sociedades modernas.  Causa enorme impacto no urbanismo. A mobilidade automóvel é a responsável por grande fatia de consumo de energia fóssil. Do ponto de vista da mobilidade, do urbanismo, da qualidade de vida, da humanização das cidades, o modelo automóvel está esgotado.

A cidade tem absoluta necessidade de se modificar para ganhar mais dimensão humana, mais qualidade ambiental, mais ordenamento do território, mais eficiência, mais economia e poupança de recursos.

A bicicleta nas suas formas tradicional ou eléctrica tem-se mostrado a melhor solução de mobilidade urbana.  Estudos científicos aponta para a eficiência em pequenos percursos. A facilidade de uso, o baixo risco de acidentes, a versatilidade nos diversos espaços urbanos. Ainda os factores associados à saúde e a enorme vantagem do ponto de vista económico fazem da bicicleta o transporte ideal para todas as idades em meios urbano e até interurbano.  Acresce que a mesma bicicleta  pode ser usada de forma funcional, em lazer ou desportiva.  

A partilha de vias de circulação com o trânsito automóvel não é problemática dentro do respeito do princípio da protecção do utilizador mais vulnerável. Princípio modernamente consagrado no código da estrada. Este princípio tem até a vantagem da moderação e acalmia das velocidades praticadas em meio urbano pelo trânsito automóvel.

As ciclovias são importantes para  garantir o uso da bicicleta  a cidadãos que não se sintam tão confortáveis, confiantes ou seguros na partilha das vias de circulação com o automóvel.  Permitem  possibilitar  mais cidadãos a usar a bicicleta. 

A condição para o uso das ciclovias em segurança e confiança é que sejam segregadas. Isto significa terem um canal próprio, bem delimitado, com separador e a um nível diferente da faixa de rodagem automóvel.  Há níveis diferentes de ciclovias, mas quanto menos elementos protectores tiverem menos potenciais utilizadores captam para a utilização da bicicleta e mais ineficientes se tornam. Não se aumenta o número de utilizadores de bicicleta se não se lhes der adequadas  condições de segurança.  

Acresce ainda que as ciclovias resultam ainda em benefício dos automobilistas por lhes diminuir os riscos e aumentar a fluidez de trânsito.

As ciclovias serão assim entendidas como vantagem  para o ordenamento do trânsito, para a segurança, para a fluidez do trânsito e para a mobilização de muitos mais cidadãos para a mudança de paradigma de mobilidade, para a cidade mais humana, para a melhor qualidade de vida,  melhor saúde e melhor economia.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:40
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito (1)
Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021

Não há só pandemia.

prisma-optico.jpg

A pandemia é uma questão de saúde que depende da ciência. Estamos a lidar com uma situação que não tem guião definido. É um vírus novo. O conhecimento científico vai sendo construído mas só depois das manifestações virais.   Não há adivinhação nem futurologia. É assim a ciência.  

Sendo uma questão de saúde geral, é também uma questão social. Depende do comportamento social. E sabemos que este campo é muito instável e por vezes irracional. Os comportamentos sociais podem ser tomados por pânico. Por comportamentos impulsivos e irracionalmente massificados. O tempo leva a desgaste psicológico e enfraquece o comportamento racional.  Os fenómenos gregários promovem tendências de massa por vezes negativas. O desconforto, a irritabilidade, as proibições, a contestação, a rejeição, podem a qualquer momento fazer irromper acções inorgânicas, irracionais, desestabilizadoras. As sociedades são assim. Têm capacidade de contenção e momentos de explosão. Quer uma e outra linha não devem ser ultrapassadas.

É também uma situação económica. A saúde precisa de recursos para actuar eficientemente na situação pandémica. A sociedade não pode parar a actividade económica. Mas a questão da saúde pública necessita de confinamento.  O confinamento prejudica a economia. A falta de economia compromete a racionalidade dos comportamentos sociais.

É à política, a administração da Polis,  à gestão da coisa pública, que cabe gerir a situação, os limites de cada um dos campos  e ser o vértice, o ponto de união deste difícil prisma.  Tanto mais difícil quanto a posição em que cada um se encontra vê o problema e os outros problemas pelo seu prisma, e obviamente refractado.

O domínio político tem acompanhado o conhecimento científico e adaptando à economia e ao comportamento social. Equilíbrio difícil por efeitos contrários. Em bom rigor e sem outras conotações pejorativas, diz-se em náutica que quando não há carta, a navegação faz-se à vista. Cautelosa e sempre com correcções. Este é o cenário que temos, mas é o único real. Tudo o resto são visões enganadoras dependentes do prisma com que as vemos.

 

António Borges regedor

publicado por antonio.regedor às 19:21
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2020

A Água como Bem Público

wall-street-pixabay_0.jpg

Estudei num tempo em que o “ar e a “água” eram considerados bens livres.

Temos agora a notícia de que a água está a ser negociada, como recurso, em “contratos futuros” na Bolsa de Nova York. E isto é preocupante. E mais preocupante ainda é saber que na operação estão envolvidos os “edge funds”, os fundos abutres como são conhecidos.

Do “ar” já conhecemos negócio. O mercado internacional do carbono e de alguma forma o pagamento do oxigénio consumido pelos Estados. Mas isto é tema de outra conversa.

Também já tínhamos notícia dos interesses manifestados por alguns representantes de interesses na privatização da água. Nessa linha o tratamento e gestão do abastecimento já é negócio privado, e o mesmo para o tratamento dos efluentes.

Também algumas políticas em alguns territórios proíbem a utilização da água da chuva.

Ainda ouviremos muito sobre este tema.Mas o que verdadeiramente deveríamos discutir era a questão do melhor estatuto da água. A consideração de bem essencial à vida. O seu carácter de “bem público” de modo a afastar os conceitos nefastos de “bem livre” e do seu extremo oposto de “bem privado”.

É uma discussão necessária num contexto previsível de escassez de água potável para consumo doméstico bem como de água em geral para diversos usos agrícolas, industriais e energéticos.

publicado por antonio.regedor às 21:36
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2020

Confinamento

transferir.jpg

Perante uma doença nova, a ciência vai construindo a resposta à medida que a doença se vai manifestando. Construindo conhecimento e aferindo, ajustando e reformulando as hipóteses, as metodologias, os procedimentos. Por isso já foram dadas várias orientações diferentes para o nosso comportamento social. As mudanças correspondem ao aumento do conhecimento adquirido.

A primeira vaga desta doença nova e desconhecida foi contida de forma robusta, mas com grandes reflexos negativos na economia, no ensino, nos comportamentos sociais e principalmente na exaustão dos profissionais de saúde. Sabia-se que o desconfinamento, a retoma da economia, uma certa regularização da vida social iria aumentar os contágios. Mas isso seria suportado pela adaptação dos serviços de saúde, pelo conhecimento da doença que vai aumentando á medida que ela se vai desenvolvendo.

A retoma da normalidade social, as férias, os contactos com pessoas de outros países, ou de outros pontos do país, e o início das aulas, o aumento da actividade económica elevou os números de contágio.

É a economia que gera as receitas necessárias para aplicar na saúde. E é a saúde que assegura a economia. Talvez nunca se tenha percebido tão claramente como a saúde e economia são tão importantes e intimamente ligados. Há outras implicação igualmente importantes, mas em tempos de pandemia a falha de uma desta é o colapso de todas as outras, e do todo social.

O confinamento, por si só, não é a solução. Só confinamento trava a economia. É necessário mais. Os recursos gerados na economia terão de ser prioritariamente encaminhados para a saúde. Sendo que esta tem apenas uma pequena margem de crescimento por muitos recursos que a economia lhe forneça. O seu limite de crescimento é desde logo a especificidade e especialização dos seus recursos humanos e o longo tempo necessário à sua formação. E em segundo o seu esgotamento físico.

Resta-nos um terceiro elemento para estabelecer o necessário equilíbrio. O comportamento social é fundamental. Deve ser um comportamento informado. E há muito défice de informação científica, fidedigna e esclarecedora. Faltam programas pedagógicos na comunicação de massas e também para circulação em redes sociais. Programas que deviam ser feitos pela televisão pública ouvindo as entidades de saúde, os especialistas, os cientistas. Em segundo, o comportamento social deve ser responsável, ético, cívico. A retracção a actividades que aumentem o risco, deve ser da iniciativa pessoal sem precisar de ordem de proibição. Cada um por si deve calcular o risco e actuar pela minimização do mesmo. Não adianta estar um fim de semana em casa, se até ás 13 horas se sujeitou a ser contaminado no meio da multidão. Um baptizado, casamento ou comunhão não justifica a contaminação de famílias inteiras. A empresa e os amigos não acabam por não se realizar o jantar de natal.

O principio da defesa da vida futura deve prevalecer aos costumes e hábitos das efemérides presentes.

Os incómodos presentes são o bem-estar futuro.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:07
link do post | comentar | favorito
Sábado, 4 de Julho de 2020

Natureza, Trilhos e Passadiços

PASSADIÇOPAIVA LINDO.jpg

Toda a natureza está humanizada. O homem é o construtor da paisagem ambiental que conhecemos. A floresta foi sendo moldada pelo homem. O espaço ocupado pela agricultura, pecuária, alteração de espécies de fauna e flora. Com intervenção nas linhas de água e na paisagem que modificaram com os socalcos, as pastagens, as culturas. O que visitamos hoje na natureza é obra humana. O que vemos é o resultado da capacidade transformadora do homem. Da acomodação e adaptação do meio.

Mesmo o Parque Nacional ou os Parques e Reservas Naturais estão concebidos para o desenvolvimento humano, económico e social das populações que neles habitam. Paralelamente fazem parte de uma rede de protecção da natureza.

A natureza é isto. Uma natureza com o homem e moldada pelo homem. Toda a acção humana tem impacto na natureza. Ela é o resultado desse impacto.

Desde sempre o homem percorre a natureza. Por razões de assentamento demográfico, por razões de exploração mineira, agrícola ou pecuária. Também por comércio, transporte e peregrinação.

Modernamente os hábitos de lazer incluíram práticas de alpinismo e montanhismo. Trilhos insistentemente percorridos marcaram novas paisagens. E mais recentemente grupos de caminheiros popularizaram o contacto e passeios pedestres pela natureza. Deram até lugar a nova actividade económica.

Sou do tempo em que o caminhar pelas montanhas se fazia por orientação em carta militar e bússola. Com muita procura, e exploração, e uns aprendendo trilhos com outros mais experientes. O conhecimento dos trilhos ia passando de uns para outros e de exploração própria. Até que o negócio chegou a este campo do lazer.

Hoje muitas empresas se formaram para levar turistas a passear pela natureza. Muitos guias são remunerados para levar gentes por esses trilhos que só poucos conheciam. É o seu negócio turístico.

Entretanto comunidades isoladas, periféricas e economicamente mais vulneráveis reconheceram o potencial do território que os seus naturais construíram. A economia local faz-se com pessoas. E essas comunidades através dos passadiços acrescentam valor ao seu território. Atraem visitantes para o conhecimento da comunidade, da região, da paisagem, dos serviços e bens produzidos localmente e que dessa forma constituem a sobrevivência da comunidade.

Compreendo que possa tirar negócio às empresas que levam pessoas pelos trilhos. Mas o seu nicho de caminheiros mantém-se. Não têm de ser invejosos nem elitista exclusivos.

Afinal se os trilhos não estiverem marcados nem houver passadiços que ordenem e controlem os fluxos de visitantes da natureza, o negócio era apenas de uns quantos que ganhavam e não deixavam nenhum benefício para as economias locais. E é essa a verdadeira razão de tanta animosidade contra os passadiços.

Em vez da montanha ser apenas de alguns que possuem condição física e conhecimento dos trilhos, os passadiços são mais democráticos no acesso à montanha e sensibilizam mais para o valor da paisagem.

Os passadiços não impedem os caminheiros de continuar a percorrer os seus trilhos preferidos. Não impedem os montanhistas de continuar a fazer escaladas. O trilho não impede de quem quiser ficar apenas na praias fluvial, ou no parque de merendas onde se localizam ou nos parques de lazer onde os há.

Cada um deve poder usufruir da natureza segundo as suas possibilidades físicas e preferências estéticas.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:31
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2019

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E PODER POLÍTICO

7e8e81c0704b51d5e10eee44a1195ead.jpg

 
A Política como administração da Polis coloca-se no topo das decisões jurídicas, sociais, educacionais, culturais e obviamente económicas e financeiras. Devendo a política decidir das questões financeiras. O crescimento da finança cresceu tanto que passou a influenciar a própria política a que devia estar submetida.
Procuremos ter uma ideia mais aproximada da grandeza destas instituições financeiras que influenciam as políticas mundiais. Para isso há alguns dados que nos podem esclarecer.
Há doze instituições financeiras que gerem um valor idêntico a um terço do PIB Mundial. A maior instituição financeira mundial é a “BlackRock”. Só o PIB dos Estados Unidos e da China é superior ao valor que a “BlackRock” gere. O PIB do Japão é inferior. Logo a seguir em gestão de valor vem a financeira “Vanguard”. Segue-se em valor de PIB, a Alemanha, Reino Unido, França e Índia. Logo seguidos da “State Street” e da “Fidelity”. A seguir ao PIB da Itália e Brasil está o valor gerido pela “BNY MELLON”. A “J. P. Morgan” de que muito ouvimos falar é apenas a sexta instituição investidora em grandeza, e gere por exemplo um valor superior ao PIB da Rússia. O “Goldman Sachs” ainda tem dez instituições de investimento maiores que ele.
A grandeza das instituições financeiras, com gestões maiores do que os PIB da grande maioria dos países do Mundo, torna-as demasiado fortes e influentes nas políticas financeiras, económicas e sociais. Determinam dessa forma mudanças de governos para as suas posições e interesses. Determinam também as políticas de moeda dos bancos centrais, já que estes deixaram de estar sob tutela dos Estados. São mais umas instituições capturadas por esse poder financeiro.
Em alguns momento será necessário o acto de coragem política contra o poder destas instituições.
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 13:59
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 30 de Outubro de 2019

Economia da bicicleta

MC Março 1.jpg

 
Em alguns países fazem-se estudos do impacto económico do uso regular da bicicleta. Inglaterra é um deles. Não vou referir os valores na economia inglesa, mas apenas dar conta das relações económicas produzidas.
Desde logo a compra da bicicleta e acessórios. Quer de uso, como sapatos, calções, roupa, luvas e até cadeados e correntes, quer de segurança, ou seja, capacete, luzes, ou de manutenção, tais como óleos e bombas de ar por exemplo. Há também os consumíveis por reparação como travões, câmaras de ar, pneus ou outros menos frequentes.
Bom, para já só falei em despesa. Mas do lado das vantagens está a poupança nos transportes, a disponibilidade do meio de transporte sempre à mão, a poupança no estacionamento, na intermodalidade que permite levar a bicicleta até mesmo nos intercidades, e claro no abastecimento. Há também a vantagem no plano da saúde e no ambiente.
A economia do uso da bicicleta também beneficia da criação de empregos de venda, aluguer e reparação. Os eventos ligados à bicicleta.
Afinal há muitas razões para o uso regular de bicicleta: O custo do veículo, o custo do combustível, a preferência em alguns de sinalização rodoviária preferencial às bicicletas e a possibilidade de não infringir alguns sinais, o prazer ou recreação no uso da bicicleta, a saúde e a consciência cidadã de que se aproxima do objectivo da neutralidade carbónica.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 16:29
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019

Praias do Azibo

IMG-4772.JPG

 

As praias fluviais, juntamente com os passadiços, são actualmete formas, diferentes e muito agradáveis, alternativas ao clássico litoral.

As praias do Azibo são frequentemente apontadas como exemplo de belas e bem tratadas praias fluviais. É verdade. O Concelho de Macedo de Cavaleiros é atravessado pelo Rio Sabor e pelo Rio Azibo. Uma barragem neste rio, permitiu uma albufeira que é um enorme e belo espelho de água. E como todas as albufeiras são potenciais espaços de lazer, nesta estão construídas duas praias fluviais de grande qualidade. Literalmente encostadas a Macedo de Cavaleiros, as praias têm espaços arborizados, com relva e com areia. Água limpa e vários equipamentos de apoio balnear. Segurança com várias zonas vigiadas para banhos, extensão suficiente para se estar confortável. A acrescentar à Praia fluvial do Azibo há agora uma mais recente. A praia da Fraga da Pegada. Aqui há um restaurante de muito boa qualidade. Merece a visita e merece conhecer a história local.

Macedo de Cavaleiros na Idade Média estava enquadrado nas terras de Bragança e Lampaças. Terras pertencentes à família Bragança. Uma das cinco famílias mais poderosas do Reino segundo Mattoso em Ricos-Homens infanções e cavaleiros: a nobreza medieval portuguesa nos séculos XI e XII.

  1. Afonso III preocupou-se no seu reinado com a administração Régia, o início da formação do Estado, mandando fazer inquirições, determinando o que era Régio, Feudal ou pertença da Igreja. Tais iniciativas implicaram a perda de poder feudal e o reforço da Casa Real pelo controlo da administração, da justiça e cobrança de impostos.

Vários Reis fora concedendo forais, ou seja, constituindo Concelhos por estas terras que no século XII se dividiam entre Terras de Lampaças e Terras de Ledra.

Das trinta freguesias que constituem actualmente o Concelho, muitas já foram elas próprias Concelho, por lhes ter sido concedido Foral. Estão neste grupo a Freguesia de Arcas com rascunho de Carta de Foral no século XV; Chacim que recebeu Foral de D. João I em 1400 e posteriormente Manuelino em 1514. É deste Concelho Medieval Nuno Martins que foi Aio de D. Dinis; Cortiços que teve Foral de D. Afonso IV em 1331 e de D. Manuel em 1517; Sezulfe que recebeu Foral de D. Dinis em 1302 e depois com D. Manuel em 1514; Vale de Prados com Foral de D. Dinis em 1287; e no século XV rascunho de Carta de Foral para Vilarinho de Agrochão. Conservam o Pelourinho, símbolo do Concelho Medieval, os antigos Concelhos de Chacim(1514), Vale de Prados(1287), Nozelos(1284) e Pinhovelo(1302).

O Concelho de Macedo de Cavaleiros é criado pela Reforma Administrativa de 1853 e assimilou estas antigas divisões administrativas. Na vida tudo é dinâmico e esta terra no Nordeste Transmontano tem vindo a encontrar a sua dinâmica. Há cerca de vinte anos abraçou o ensino superior. Hoje sem a economia assente no ensino terá no turismo de natureza uma outra oportunidade.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:28
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019

A economia e a defesa da costa

IMG_20181118_160522.jpg

 

É cada vez mais evidente o avanço do mar. Para quem vive no litoral como em Espinho, constitui enorme preocupação o recuo da costa, a diminuição da praia, a limitação do recurso que produz boa parte da economia local. Está em risco a economia, o social, o espaço natural e edificado. São razões para se estar preocupado com o modo como se processa a ocupação do solo, como se preservam os espaços naturais, como se defendem os cordões dunares. Como tomar medidas que minimizem os efeitos que as alterações climáticas estão a provocar.

A ocupação do solo deve ser uma preocupação do Urbanismo. De onde se deve evitar construir, por onde devem passar os arruamentos, onde se deve recuar na ocupação urbana.

Dos espaços naturais, como recuperá-los, preservá-los e defendê-los das diversas agressões e pressões. Eles constituem uma reserva e defesa contra as alterações climáticas.

Do litoral e essencialmente dos cordões dunares, a sua defesa e reposição natural é absolutamente crucial no amortecimento do impacto do avanço do mar. São as dunas a principal, a melhor e mais segura barreira ao mar. É necessário recuar nos equipamentos e construções que ocupam a duna secundária e entram pela duna primária mesmo à linha de praia. As dunas primárias e secundárias têm de ser recuperadas e reforçadas. Por si só têm alguma capacidade de recuperação, mas é necessário não impedir a sua formação e movimento. Sim, as dunas movimentam-se. Por isso não devem ter barreiras fixas que as impeçam. Por outro lado é importante que se coloquem estruturas que facilitem e acelerem a sua formação, regeneração e manutenção. Para defesa das dunas são tomadas medidas como o condicionamento de acesso e o controlo do pisoteio; a erradicação de espécies invasoras; a plantação de espécies características deste meio; a instalação de estruturas físicas. Quanto a estas últimas, são conhecidas as paliçadas, que são caixas de estacas com intervalos entre si, que fazendo resistência ao vento provocam a precipitação das areias que as vão enchendo, à medida que as paliçadas podem ir sendo elevadas.

Com dupla funcionalidade são colocados passadiços. Já os conhecemos e é agradável passear por eles. Tornou-se até uma prática suadável e de atracção turística. Para além deste factor lúdico, os passadiços disciplinam o pisoteio e são eles próprios elementos de retenção de areias. Quando vemos acumulação de areia no passadiço, é porque ele está a cumprir bem um dos seus objectivos. Está a ajudar à formação de duna. Neste caso a melhor solução será recolocá-lo mais a nascente, dando espaço à duna para se movimentar, ou elevá-lo possibilitando continuar a sua função. Retirar a areia acumulada é o que não deve ser feito.

O controlo da vegetação é essencial ao bom funcionamento das dunas. As espécies mais comuns são o feno das areias (Elymos farctus) nas dunas embrionárias, o estorno (Ammophila arenaria) na duna primária e outras plantas mais lenhosas tipo matagal denominado por sabina-das-praia (Osyrio quadripartitae-juniperum turbinatae).

É necessário retirar as plantas que sendo invasoras, destroem toda a flora adequada ao sistema dunar. As invasoras mais frequentes são os chorões (Carpobrotus edulis) e as acácias (Acacia spp.). Esta tarefa tem vindo a ser feita por grupos de ambientalistas, o que permite melhorar as condições de desenvolvimento das espécies adequadas. É uma preciosa ajuda para a formação e bom funcionamento das dunas que as acções de retirada das invasoras se faça regularmente.

A preservação do meio ambiente, a sua sustentabilidade para o desenvolvimento local, o uso destes espaços como recurso natural e potenciador da economia, só é possível com todas estas acções concertadas.

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:09
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Dança

. Elle foi à Pharmacia

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds