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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2019

Praias do Azibo

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As praias fluviais, juntamente com os passadiços, são actualmete formas, diferentes e muito agradáveis, alternativas ao clássico litoral.

As praias do Azibo são frequentemente apontadas como exemplo de belas e bem tratadas praias fluviais. É verdade. O Concelho de Macedo de Cavaleiros é atravessado pelo Rio Sabor e pelo Rio Azibo. Uma barragem neste rio, permitiu uma albufeira que é um enorme e belo espelho de água. E como todas as albufeiras são potenciais espaços de lazer, nesta estão construídas duas praias fluviais de grande qualidade. Literalmente encostadas a Macedo de Cavaleiros, as praias têm espaços arborizados, com relva e com areia. Água limpa e vários equipamentos de apoio balnear. Segurança com várias zonas vigiadas para banhos, extensão suficiente para se estar confortável. A acrescentar à Praia fluvial do Azibo há agora uma mais recente. A praia da Fraga da Pegada. Aqui há um restaurante de muito boa qualidade. Merece a visita e merece conhecer a história local.

Macedo de Cavaleiros na Idade Média estava enquadrado nas terras de Bragança e Lampaças. Terras pertencentes à família Bragança. Uma das cinco famílias mais poderosas do Reino segundo Mattoso em Ricos-Homens infanções e cavaleiros: a nobreza medieval portuguesa nos séculos XI e XII.

  1. Afonso III preocupou-se no seu reinado com a administração Régia, o início da formação do Estado, mandando fazer inquirições, determinando o que era Régio, Feudal ou pertença da Igreja. Tais iniciativas implicaram a perda de poder feudal e o reforço da Casa Real pelo controlo da administração, da justiça e cobrança de impostos.

Vários Reis fora concedendo forais, ou seja, constituindo Concelhos por estas terras que no século XII se dividiam entre Terras de Lampaças e Terras de Ledra.

Das trinta freguesias que constituem actualmente o Concelho, muitas já foram elas próprias Concelho, por lhes ter sido concedido Foral. Estão neste grupo a Freguesia de Arcas com rascunho de Carta de Foral no século XV; Chacim que recebeu Foral de D. João I em 1400 e posteriormente Manuelino em 1514. É deste Concelho Medieval Nuno Martins que foi Aio de D. Dinis; Cortiços que teve Foral de D. Afonso IV em 1331 e de D. Manuel em 1517; Sezulfe que recebeu Foral de D. Dinis em 1302 e depois com D. Manuel em 1514; Vale de Prados com Foral de D. Dinis em 1287; e no século XV rascunho de Carta de Foral para Vilarinho de Agrochão. Conservam o Pelourinho, símbolo do Concelho Medieval, os antigos Concelhos de Chacim(1514), Vale de Prados(1287), Nozelos(1284) e Pinhovelo(1302).

O Concelho de Macedo de Cavaleiros é criado pela Reforma Administrativa de 1853 e assimilou estas antigas divisões administrativas. Na vida tudo é dinâmico e esta terra no Nordeste Transmontano tem vindo a encontrar a sua dinâmica. Há cerca de vinte anos abraçou o ensino superior. Hoje sem a economia assente no ensino terá no turismo de natureza uma outra oportunidade.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:28
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Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019

A economia e a defesa da costa

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É cada vez mais evidente o avanço do mar. Para quem vive no litoral como em Espinho, constitui enorme preocupação o recuo da costa, a diminuição da praia, a limitação do recurso que produz boa parte da economia local. Está em risco a economia, o social, o espaço natural e edificado. São razões para se estar preocupado com o modo como se processa a ocupação do solo, como se preservam os espaços naturais, como se defendem os cordões dunares. Como tomar medidas que minimizem os efeitos que as alterações climáticas estão a provocar.

A ocupação do solo deve ser uma preocupação do Urbanismo. De onde se deve evitar construir, por onde devem passar os arruamentos, onde se deve recuar na ocupação urbana.

Dos espaços naturais, como recuperá-los, preservá-los e defendê-los das diversas agressões e pressões. Eles constituem uma reserva e defesa contra as alterações climáticas.

Do litoral e essencialmente dos cordões dunares, a sua defesa e reposição natural é absolutamente crucial no amortecimento do impacto do avanço do mar. São as dunas a principal, a melhor e mais segura barreira ao mar. É necessário recuar nos equipamentos e construções que ocupam a duna secundária e entram pela duna primária mesmo à linha de praia. As dunas primárias e secundárias têm de ser recuperadas e reforçadas. Por si só têm alguma capacidade de recuperação, mas é necessário não impedir a sua formação e movimento. Sim, as dunas movimentam-se. Por isso não devem ter barreiras fixas que as impeçam. Por outro lado é importante que se coloquem estruturas que facilitem e acelerem a sua formação, regeneração e manutenção. Para defesa das dunas são tomadas medidas como o condicionamento de acesso e o controlo do pisoteio; a erradicação de espécies invasoras; a plantação de espécies características deste meio; a instalação de estruturas físicas. Quanto a estas últimas, são conhecidas as paliçadas, que são caixas de estacas com intervalos entre si, que fazendo resistência ao vento provocam a precipitação das areias que as vão enchendo, à medida que as paliçadas podem ir sendo elevadas.

Com dupla funcionalidade são colocados passadiços. Já os conhecemos e é agradável passear por eles. Tornou-se até uma prática suadável e de atracção turística. Para além deste factor lúdico, os passadiços disciplinam o pisoteio e são eles próprios elementos de retenção de areias. Quando vemos acumulação de areia no passadiço, é porque ele está a cumprir bem um dos seus objectivos. Está a ajudar à formação de duna. Neste caso a melhor solução será recolocá-lo mais a nascente, dando espaço à duna para se movimentar, ou elevá-lo possibilitando continuar a sua função. Retirar a areia acumulada é o que não deve ser feito.

O controlo da vegetação é essencial ao bom funcionamento das dunas. As espécies mais comuns são o feno das areias (Elymos farctus) nas dunas embrionárias, o estorno (Ammophila arenaria) na duna primária e outras plantas mais lenhosas tipo matagal denominado por sabina-das-praia (Osyrio quadripartitae-juniperum turbinatae).

É necessário retirar as plantas que sendo invasoras, destroem toda a flora adequada ao sistema dunar. As invasoras mais frequentes são os chorões (Carpobrotus edulis) e as acácias (Acacia spp.). Esta tarefa tem vindo a ser feita por grupos de ambientalistas, o que permite melhorar as condições de desenvolvimento das espécies adequadas. É uma preciosa ajuda para a formação e bom funcionamento das dunas que as acções de retirada das invasoras se faça regularmente.

A preservação do meio ambiente, a sua sustentabilidade para o desenvolvimento local, o uso destes espaços como recurso natural e potenciador da economia, só é possível com todas estas acções concertadas.

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 12:09
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Sexta-feira, 2 de Agosto de 2019

Roteiro por Terras do Nordeste Tranamontano

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O Nordeste de Portugal oferece vários ambientes, paisagens e muitas oportunidades de conhecer uma riqueza patrimonial que como nacionais deve ser do nosso orgulho e do nosso usufruto.

Para cima de Vila Real, há um roteiro de cidades começadas com a letra M e que constituem um roteiro de agradável interesse turístico.

Murça destaca-se na paisagem por ter todo o espaço do Concelho plantado a vinha, nos melhores terrenos. Alguns destes são terras de benefício. Ou seja, podem produzir vinho do Porto. Outros terrenos mais pequenos ou mais inclinados com oliveira. E ainda outros com amendoeira e outras árvores de fruto.

Mirandela continua a paisagem iniciada em Murça. É o centro da Terra Quente transmontana de grande riqueza agrícola. Mostra-se agradável. Preserva a ponte românica. O rio faz um grande espelho de água onde se desenvolvem várias actividades náuticas. Os espaços de jardins amenizam a intensidade do calor no verão e abrigam do vento em tempo de inverno. Os Távoras já aqui foram influentes. O seu Paço é agora a sede do Município, depois de já ter sido Quartel e Liceu.

Macedo de Cavaleiros tem posição privilegiada junto da albufeira do Azibo. Soube aproveitar muito bem este enorme potencial turístico. Conta já com duas praias que se repartem por pequenas enseadas que lhes dão dimensão humana, e tranquilidade. Mas muito mais potencial tem este grande lago resultante da barragem do Azibo. Há ainda muito a desenvolver.

Mogadouro fica já um pouco deslocado para o interior e isso sente-se no seu desenvolvimento. A terra natal de Trindade Coelho preserva ainda o castelo que foi doado a Pedro Lourenço de Távora em 1401 e o pelourinho símbolo de Concelho por Foral de D. Afonso III em 1272. A existência de arte rupestre na Boca da “Ribeira do Medal” conforma a ocupação desde território desde o Paleolítico Superior (42 000 anos), e em Penas Roias com vestígios de pinturas do Calcolítico (4 500 anos). Pena que o turismo local não tenha bons roteiros com estes lugares, estradas, caminhos e todas as indicações e condições necessárias à valorização detes lugares, com excepção da informação do castro de Vilarinho dos Galegos.

Miranda do Douro encostada a Espanha, beneficia turisticamente dessa posição. Impressiona pela sua fortificação. Conserva o que resta da explosão do castelo, e preserva e recupera o paço episcopal. Pertencia à Arquidiocese de Braga, até que em 1545 ganhou o estatuto de Diocese. É dividida em 1770 passando a existir uma outra em Bragança. Volta a unir-se em 1780 com sede em Bragança. Desde 1996 a designação é de Diocese de Bragança-Miranda.

publicado por antonio.regedor às 16:36
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

A Fábrica Brandão Gomes em Espinho, na I Guerra

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Recentemente comemorou-se o Armistício da Guerra de 1914-1918 na Europa, também conhecida por Primeira Guerra Mundial. A 11 de Novembro o Armistício é assinado entre o Império Alemão e os Aliados.

Este ano Portugal deu destaque a essa assinatura de paz na Europa, realizando um desfile de forças de defesa e de segurança.

O facto é importante por diversos motivos. Resulta essencialmente das disputas pelo controle de territórios a colonizar e donde se garantiria o fluxo de matérias primas essenciais ao desenvolvimento de industrialização europeia. Depois, porque ficou mal resolvida, foi seguida por uma crise económica e antecedeu regimes autoritários e uma segunda guerra.

Nesses quatro anos da primeira guerra foram mobilizados mais de setenta milhões de soldados. Era muita gente para alimentar. E as necessidades de uns, constituem as oportunidades de outros. A Fábrica de conservas Brandão Gomes de Espinho, soube aproveitar a oportunidade de vender comida em conserva para as tropas em conflito.

Podemos verificar isto numa publicação do Museu Municipal de Espinho, em forma de Jornal da Época. O número 3 de 18 de Maio de 2018. Por título apresenta-se a “Real Fábrica de Conservas Brandão, Gomes e Cª.” E apresenta a lista das refeições de campanha apropriadas para o exército, e tendo também o cuidado de dizer que também se indicavam para o turismo. Não menos importante a nota de esclarecimento que dizia tratar-se de alimentação igual à que a Inglaterra distribuía ao seu pessoal no ultramar, nomeadamente ás suas tropas em terra e mar. E podendo as conservas serem consumidas em frio, tinha o cuidado de recomendar que fossem aquecidas, para o que dava instruções. Tanto as refeições como as sopas deviam ser aquecidas em água a ferver pelo espaço de trinta minutos. No caso de aquecidas ao fogo, devia reduzir-se para quinze minutos e ser previamente abertas. A oferta era grande e variada. A Brandão Gomes, fornecia sopas de macarrão, de legumes, de nabos com arroz e de grelos com feijão branco. Dizia o folheto de apresentação que se recomendava estas sopas por “constituírem uma refeição extremamente substancial devido à sua composição de carne, chouriço e toucinho em caldo de grande valor nutritivo”. Para além da canja com galinha, havia Carneiro guisado com batatas, vitela à jardineira, chispe e orelheira com feijão branco, dobrada à portuguesa. Quanto a carne de vaca, havia com macarrão, com grão de bico e chouriço, com ervilhas, com feijão branco, com legumes, com arroz e ainda com batatas. Bacalhau havia guisado com batatas, com arroz e guisado com grão de bico.

Não espanta que com tal variedade, tenha sido um bom negócio para a Brandão Gomes. E que com este saber aproveitar a oportunidade, se tenha criado muito emprego, gerado riqueza e desenvolvido Espinho.



António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:02
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2018

Mudança de paradigma energético

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Já todos reconhecemos que o modelo energético de consumo de hidrocarbonetos está esgotado. A paisagem para novas formas de produção energética tem se ser mais rápida.
São razões ambientais, mas principalmente no caso português razões estratégicas de defesa nacional e da sua componente económica. Portugal não é produtor de petróleo, nem de gás, nem de carvão que justificasse, por sobreposição a todas as outra razões, o seu consumo.
A dependência do petróleo leva à dependência de toda a forma de políticas a ele associado. Dependência geo-estratégica dos países que o possuem. Que significa também dependência política, e económica. Sempre que se compram hidrocarbonetos, são divisas que saem do país, é o país que fica mais pobre.
O país tem de ter políticas que favoreçam rapidamente a produção de energia a partir das fontes que possui. O sol, a água, o vento, o mar.
 
 
António Borges Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 13:26
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Balanço do Ano 2017

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A mudança de ano é tempo de projectos futuros assentes no balanço do ano findo. É  o tempo da prestação de contas.  No balanço do país podemos, e  bem, falar de expansão.  Um balanço político e social positivo de grande evidência.  Estabilidade social. Aumento dos rendimentos e direitos  dos cidadãos. Reposições de salários e pensões que tinham sido abusivamente retiradas aos seus legítimos proprietários. Crescimento económico em dois anos consecutivos. Mais emprego e consequentemente menos encargos de segurança social. Crescimento  do PIB com a consequente diminuição  da percentagem da dívida. Os  juros da dívida do Estado passaram dos juros incomportáveis do FMI, para  se tornarem em juros negativos. A troca de dívida com juros altos, por dívida com juros baixos é um sucesso e resulta no pagamento antecipado  ao FMI.  Também tem vindo a diminuir o montante da dívida das empresas e das famílias. Todos os indicadores se mostram positivos. O do crescimento económico e o do défice estrutural. Valores que se registam melhores que a média europeia. O Ministro da Finanças de Portugal vence a eleição para presidente do eurogrupo.

Todo este clima é positivo.  Sim, é. Mas é necessário fazer mais. Desde logo os resultados positivos da economia, são absorvidos pelos juros da dívida. A reestruturação da dívida tem vindo a ser feita pela troca a juros mais baixos, mas isso pode não ser suficiente e ser uma vulnerabilidade na próxima crise. A reestruturação dos montantes continua a ser necessária. Resta saber como o fazer de modo a ser aceite pelas partes interessadas.  Indispensável será garantir a robustez da caixa geral de depósitos, para assegurar a defesa do estado, perante o sistema financeiro. Será prudente não abandonar como objectivo a retoma  para o sector público,  dos sectores estratégicos que garantem a   independência nacional. Reforçar a autoridade do Estado na regulação financeira e económica. Retomar o curso de melhoria dos recursos humanos, especialmente os de forte componente científica e especializada, que entretanto emigraram e é preciso voltar a recuperar para a economia nacional.

No horizonte deve estar também  a alteração do paradigma energético, passando a ser  favorável à descarbonização, redução dos encargos com a importação de hidrocarbonetos que não possuímos, e utilização dos recursos energéticos renováveis. Melhorar a competência agrícola para o país deixar de ser de monocultura barata de eucalipto.

Inverteu-se o ciclo de empobrecimento, de desemprego e de emigração.

O modelo governativo e a maioria parlamentar de apoio, continua sólida, contradizendo os sectores que gostariam que não se entendessem, e maliciosamente encontram em cada diferença uma ruptura. Os portugueses, quando sondados continuam a  afirmar que  querem  a continuidade da solução governativa que lhes tem trazido o desenvolvimento económico o emprego e os rendimentos. E tudo indica que assim continuará o actual modelo governativo. 

A maior fragilidade da democracia portuguesa, tem sido a descredibilização dos partidos. Situação que deve mudar. É de todo conveniente que os partidos se  voltem  a credibilizar. Não será fácil, mas é absolutamente necessário para  o reforço da cidadania e qualidade da democracia.  

António Regedor

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publicado por antonio.regedor às 17:08
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Sexta-feira, 17 de Março de 2017

sair à noite

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Quando  se fala  em sair à noite, o que se pensa é em cinema, teatro, um bar, discoteca, local para dançar, comer ou beber. Também pode ser o tradicional “ir ao café”, “beber um copo”. Pois bem, eu já saí à noite para ir à biblioteca participar numa sessão de poesia. Há muitos anos saía para ir estudar no café.

Desde 15 de Fevereiro, em Cascais,  é posível sair à noite, para ir a duas bibliotecas em Cascais. É mais um lugar na oferta da saída à noite. E a biblioteca tem  a vantagem de ser um espaço mais diversificado e polivalente que os demais concorrentes. Serviço de biblioteca, espaço para estudar, trabalhar em formato que também pode contemplar o coworking,  ponto de encontro, normalmente com bar,  e se tiver restaurante ainda melhor. Espaços para espactáculos, exposições, instalações, ensaios, dança,  música, reuniões associatvas, e muito mais.

O país teve a oportunidade de investir numa rede de equipamentos com qualidade, funcionalidade e  boa localização no âmbito dos territórios que é suposto servir.

Não é necessário investir mais para ter mais horas de disponibilidade fazendo baixar o rácio do custo/hora de abertura e o rácio de benefício/custo das actividades. Maior abertura valoriza os serviços prestados e o benefício da sua concessão para a biblioteca. Ganha dinâmica social associada a valorização cultural. 

Numa das bibliotecas da Dinamarca que visitei em trabalho o restaurante era no 4º andar. Em Beja a minha paragem preferida é no bar da biblioteca, no Porto agrada-me o bar/esplanada. Eu que até nem sou grande adepto de futebol, alinhava a ver a selecção a jogar, sentado no átrio de uma biblioteca. Fico à espera para ver se acontece.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:12
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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

Qual o impacto económico de uma biblioteca?

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Quanto vale uma  biblioteca?

Dito de outra forma. Qual o impacto económico de uma biblioteca?

Numa  biblioteca pública,  a maioria dos serviços  prestados é gratuita.  Não são pagas as facilities,  o empréstimo dos livros não custa dinheiro, nem dos jornais e outros suportes de informação.  A internet também não é paga, e a maioria dos eventos também não.  Sejam exposições, colóquios, tertúlias, reuniões diversas. 

No entanto o funcionamento da biblioteca custa dinheiro. O mobiliário e o bem estar em espaço climatizado também.  Os livros,  jornais e internet também são comprados pela biblioteca. E há ainda o custo da realização dos eventos.

O livro que compro, tem o custo para mim correspondente ao que paguei por ele. Mas se o comprar em parceria com um amigo, ele custa-me apenas metade. O mesmo com o acesso à internet em casa.  Pois assim é,  na generalidade dos serviços da biblioteca. O custo dos serviços é partilhado pelo número de utilizadores.

Quando a biblioteca presta um serviço gratuito, esse serviço tem um custo de mercado que é possível calcular.  Verifica-se que a biblioteca , pela sua actividade , produz  um impacto socioeconómico.

Este assunto tem vindo a ser estudado por várias entidades. O  Conselho de Cooperação Bibliotecária de Navarra- Espanha, calculou esse valor de impacto em estudo efectuado em 2014.  Um outro é da autoria de  Gómez Yánez, J. A. (coord.) [e-Book] El valor económico y social de los servicios de información: bibliotecas. Madrid, FESABID, 2016. Em Portugal há um vídeo, também sobre este tema,  da Biblioteca da Faculdade de Psicologia e Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Aponta-se nos estudos que por cada euro investido nas bibliotecas públicas, haverá um retorno social no valor que se situa entre 3,49 euros  e  4,66 euros.

No estudo de Gómez Yánez  o retorno para a sociedade, do investimento em  bibliotecas públicas, universitárias e  científicas está entre os 2,49 euros e  os 3,40 euros por cada euro investido.  

Este estudo calcula ainda que um utilizador-tipo  de uma biblioteca pública valoriza em 17,7 €/mês os serviços que recebe em empréstimo de livros, leitura nas salas, assessoria dos bibliotecários, acesso à internet, assistência a actividades culturais, e ainda no caso das crianças a ajuda à realização de trabalhos escolares. Consideram ser esse o valor  que teriam de pagar no caso dos serviços lhes serem prestados por uma empresa privada.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:42
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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013

Balança Comercial do produto Livro

 

Para resistir a mais um ano que o orçamento de estado propõe,

Começo o ano com uma boa notícia.

http://www.oje.pt//noticias/economia/livros-sao-bem-cultural-mais-exportado-em-2011

É uma notícia de economia e simultaneamente de livro. Dois conceitos que prefiro indexar pelo  termo composto: economia do livro.

A utilização deste termo no léxico das linguagens documentais ajuda a melhor percepção do enorme valor da cultura e ensino, do livro e das bibliotecas,  da indústria editorial e economia.

O jornal OJE de 1 de Janeiro de 2013 noticia que  de acordo com dados do INE os livros foram o bem cultural mais exportado em 2011 no valor de 44,1 Milhões de euros.

Por comparação dentro dos produtos culturais, os "objetos de arte, de coleção ou antiguidades" registaram exportações no valor de 9,4 milhões de euros.

O destino dos livros foi essencialmente os PALOP (55,3%), a UE (30,4%) e o Brasil com apenas 8,6%.  Desde logo se percebe o enorme esforço que será necessário para vender mais no maior mercado da língua portuguesa. O que fazer? Bom tema para começar uma discussão.

Mesmo assim, a balança comercial dos bens culturais mantém-se negativa, com -110,2 milhões de euros, apesar de se ter verificado uma melhoria do saldo com um decréscimo de 32% em relação ao ano anterior.

Outra conclusão é que é necessário fazer mais na indústria editorial para ser um sector com saldo positivo na balança comercial, sendo que os países de origem dos "jornais e publicações periódicas" e dos "livros, brochuras e impressos semelhantes" foram os países da União Europeia (97%).


António Regedor  1Jan2013

publicado por antonio.regedor às 15:06
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