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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

A Tragédia II

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Não resisto a continuar a seguir a caricatura social de Eça, em "a tragédia da Rua das Flores" Lisboa: Fernando Pereira Editor [1980?].  E mais não é registado na Edição, que do ponto de vista formal é um atentado à dignidade da função de editor.


Novo jantar e nova recomendação: “- Pr’a jantar aqui, tudo menos aquela gente da soirée; nada de académicos caturras, nem de poetas pelémicos; nem de velhas de turbante. Quero gente lavada, com toilette e com graça.”

“a mesa brilhava de luz viva de um lustre de gás; as facas novas reluziam ao pé dos pratos de ostras; em torno de dois vasos de flores, estava disposta a sobremesa;”

E João da Maia, então, para divertir as senhoras, contou uma conspiração de que tinha feito parte para proclamar a República. ... O plano era simples: era reunir 6000 operários; compravam armas , atacavam o castelo de S. Jorge, e depois, de lá, desciam para a Baixa da cidade...depois instituía-se o tribunal revolucionário; tínhamos a lista das vítimas: na frente, a família real,depois... “ “O padre Milho, tinha dado os nomes de todos os bispos; eu dei o nome dos meus credores, já se vê. E a coisa gorou, porque faltou o dinheiro para as armas; nunca reunimos mais de 7200 [reis]... Por fim, o padre Milho desapareceu com o cofre...”

_ ... Estava, enfim, tudo, o melhor dos sumos, e que ouvi dizer ao abade de la Chermare, um santo, que, em caso de doença, se podia tomara água de Nª Sª de Lourdes, com um dedo de vinho de Espanha.

...

Houve um silêncio discreto; pareciam saborear aquela revelação de uma verdade santa e João da Maia pensava, baixo: “Que grandes pândegas! Que patusca espécie de mulheres!” “

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:39
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Domingo, 10 de Dezembro de 2017

A tragédia

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Bem ao gosto de Eça de Queiroz, é apresentada nesta terceira versão de “A tragédia da Rua das Flores” um retrato duro, cruel e caricato da sociedade de Lisboa dos finais do século XIX.
A Madame de Molineux pretendia realizar uma soirée em sua casa e “Um capricho! Um diabo dum capricho: Imagina tu. Diz que para esta primeira soirée queria ter de todas as classes: deu-me uma lista: militares, jornalistas, poetas, membros da Academia, diplomatas, cantores”. E a festa fez-se, Vitor viu “um velho cuja cabeça calva, com repas grisalhas repuxadas para as fontes, se enterrava na alta gola de veludo dum enorme casacão escuro”. Publicara um livro de fábulas de Esopo, outro de madrigais originais; vivia duma pensão do Estado. Pertencia à Academia Real das Ciências”.
“Ao pé duma mesinha de jogo...estava um grupo...uma era chamada a Pia de Tolomeu,... era nova, muito alta, com um penteado riçado...tinha na toilette um ar trapalhão e enxovalhado”... “ a outra era uma quarentona, de aspecto solteirão, grossa, quadrada, trigueirada, com um buço...” .
“Um dos sujeitos estendeu-lhe a mão: - Era o Carvalhosa- que fora seu contemporâneo em Coimbra, onde era conhecido pela sua porcaria e ilustre pelos seus vícios. Agora era deputado...”
“O ilustre Fonseca, com a cabeça no ar, o olhar errante, por trás dos óculos que reluziam à luz, passeava as pontas polpudas dos seus dedos de merceeiro, ao de leve, sobre o teclado sonoro... e ao lado, de pé, o poeta lírico passava, um pouco trémulo, a mão pela barba... E de repente disse: - contemplação...visão - É o título do poema.”
“O Sarrotini, de pé no meio da sala, fazia sortes de prestidigitação. Com as mangas do casaco arregaçadas, pedindo, a todo o momento, um ovo, um limão.”
Era assim O Eça. E que mais se pode fazer em dia de chuva, frio e vento?
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 19:12
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