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Corria o ano de 1995. Portugal recebia fundos da Europa que utilizou para comprar Ferraris, Jipes, motas de água, casas no brasil, e outros interessantes equipamentos para impedir o desenvolvimento da país. Vendiam-se carros como nunca e deitavam-se ao lixo as bicicletas, as pasteleiras, com que antes se ia para o trabalho, para o futebol ao domingo e tantas outras coisas para que a bicicleta sempre serviu. Na fábrica onde trabalhei, no início da década de 70, havia um estacionamento coberto para bicicletas. Nas Oficinas da Câmara do Porto, ao Carvalhido, havia um coberto para estacionamento de bicicletas, Nos anos 70, em Aveiro, havia estacionamento de bicicletas em toda a extensão da Av. Lourenço Peixinho. Raro era a fábrica, que não tinha locais para as bicicletas. Em Portugal, o carro matou a bicicleta, nada adiantou o aviso do primeiro choque petrolífero que levou o Marcelo a dizer que tinham acabado as vacas gordas. Os portugueses mugiram as tetas da europa e comprara carros.
Na Dinamarca, desde o primeiro choque petrolífero, em 1973, o povo politizado, consciente e previdente encostou o automóvel e passou a usar bicicletas. Os pobres cultivadores e comedores de batata enriqueceram. E já ricos continuaram a andar de bicicleta.
Assim os vi em 1995. A grande praça fronteira à estação central de Copenhaga completamente cheia de bicicletas. A estação de Norrport tinha silos de estacionamento de bicicletas com dois pisos. Os comerciantes ao abrir as lojas a primeira coisa que faziam era colocar uma estrutura em tubo para estacionamento de bicicletas à sua porta.
As ruas estreitaram para os carros, dando lugar a faixas de circulação para bicicletas. Muitas ciclovias. Nos cruzamentos com semáforos a fila de bicicletas era maior que a dos automóveis.
Pelo que me dizem, está pior. Há cada vez mais bicicletas nas cidades da Dinamarca.
Nota: foto de uma massa crítica realizada na cidade do Porto
António Borges Regedor

Era o ano de 1995. Numa viagem de trabalho que fiz à Dinamarca fiquei alojado num Hotel em frente da Estação Central em Copenhaga. O Hotel tinha a impressionante vista de uma enorme praça completamente cheia de bicicletas estacionadas.
Para todo o lado onde eu e os meus colegas tivemos de ir, havia comboio. O programa de trabalho foi intenso mas o comboio foi sempre o nosso meio de transporte. Fomos a Ballerup, Hillrod, Frederiksvaert, Roskild, Gadstrup, Ringsted. Holbaek, Naestved, Kastrup. Para todas estas cidades circundantes de Copenhaga num raio de cerca de 50 Km havia comboio.
A Dinamarca não embarcou na criminosa destruição da ferrovia para fazer rodovia. Pelo contrário.
A rede ferroviária é excelente. Os transportes públicos são excelentes. Os dinamarqueses usam preferencialmente a bicicleta.
Nota: Na foto carruagens históricas recuperadas dos caminhos de ferro portugueses.
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