. Entre a informação e o co...
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A leitura da informação não resulta da notícia solta, mas de uma relação de diversas notícias e da interpretação que essa relação lógica possibilita. Na gíria popular é o ler nas entrelinhas. Na Filosofia é hermenêutica. A comunicação de um dado é apenas informação. A interpretação dos dados é que nos possibilita conhecimento.
Analisando o caso TAP verificamos melhor o que é ter informação e produzir conhecimento.
No tempo de privatização da TAP. A companhia portuguesa de aviação tinha um pré-contrato de compra de aviões A350. Neelman teve 70 Milhões de euros de prémio por trocar os A350 por A320 e A330. Era o que a Airbus queria e o Neelman fez. Feito o acordo com a Airbus, foi com esse dinheiro que Neelman comprou a TAP.
Mais recentemente sabia-se que Neelman andava a tentar vender a TAP. Tinha um contrato de venda com a Lufthansa. Tendo Portugal 50% da companhia e esta ir ser vendida a outra companhia estrangeira, Portugal ia perder a companhia para outro país e ainda ia capitalizar a nova empresa alemã com 50% do capital. Isto é: financiar os alemães.
Percebemos que a justeza da solução que Portugal adoptou. Para defender os interesses dos Portugueses tomar a decisão sobre a companhia de bandeira nacional era fundamental. Portugal teria necessariamente de recuperar a sua posição estratégica na TAP ( transporte, diáspora, ligação aos cidadãos em qualquer parte do mundo como aconteceu na crise covid).
Paralelamente na actual crise covid percebemos a guerra comercial e económica entre países. A British Airways é dona a 100% da Iberia. Claro que quer por os seus cidadãos a viajar nos seus aviões. Daí que tenha interdito as viagens para Portugal e tenha aberto a porta às duas companhias inglesas. Mais claro não pode ser. Nada tem a ver com covid, mas apenas com negócio.
E assim se faz a interpretação das notícias para produzir conhecimento.
António Borges Regedor
É preocupante a tentativa de controlo da vida e do pensamento dos cidadãos.
A Internet quebrou o ponto único de emissão. Produziu uma ruptura no modelo de emissor único para a totalidade da massa receptora. Este modelo surgiu no contexto histórico da sociedade industrial e de consumo de massas. Proporcionou a constituição dos monopólios e das multinacionais. Foi útil para a formação do pensamento único.
Hoje, na sociedade da informação e do conhecimento a Internet proporciona a comunicação de todos para todos. Quebra o monopólio. Potencia a liberdade de expressão de pensamento e de opinião. É isso que faz vários governos tentar controlar a Internet. Um estudo da OpenNet Initiative denuncia casos de censura online em 25 países. As motivações políticas, os conflitos de ideais, a sexualidade e a diferenças culturas são alguns dos temas sujeitos a bloqueio na rede. Convivem mal com a liberdade dos indivíduos. A Internet contém todos os tipos de riscos que existem fora dela. Nem mais nem menos. A ética na sociedade física não é diferente da que se exige na Internet. O que temos é que estar preparados para nova dimensão da nossa vida. O que não é admissível é que se usem os falsos pretextos da política, das ideias, do sexo ou das culturas para restringir a liberdade dos cidadãos.
António Regedor
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