.posts recentes

. Artigo 11º e 13º e a inte...

. Humberto Ecco.

. Governo Bolsonaro muda ed...

. Perigos na Ciência

. Decantação de conversas t...

. Mercantilização da Ciênci...

. Começa mal o programa eur...

. Ciência e cientistas

. Ensino Superior. Ranking

. Crescimento da indústria ...

.arquivos

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019

Artigo 11º e 13º e a internet do futuro

transferir.jpg

Em Julho do ano passado abordei este assunto aqui no meu blogue bibvirtual https://bibvirtual.blogs.sapo.pt/

O comité do Parlamento Europeu para os Assuntos Europeus aprovou alterações à legislação dos direitos do autor. A intenção é que a legislação venha a obrigar a que empresas como a Google ou a Microsoft sejam obrigadas a instalar filtros para prevenir que os utilizadores consigam usar material que está protegido pelos direitos de autor.

O pretexto de se querer regular os direitos de autor num espaço publico como é a internet, o que pretende é efectivamente que as grandes empresas coloquem filtros de conteúdos que vai permitir o controlo e a censura do que se publica.

A internet é hoje o espaço público, livre, onde está colocada muita informação geral, boa ou má, com mais ou menos ruído, mas também muita da informação científica, bibliográfica, histórica, e muita outra a que os cientistas, investigadores, académicos, estudantes, estudiosos recorrem livremente.

A incidência da directiva é obviamente a internet que actualmente é o meio que nos permite a maior informação possível. Permite aceder às mais diversas fontes de informação, estabelecer contactos pessoais e profissionais, aceder a música, imagens e outros grafismos. Trabalhar em linha e muita outra coisa.

O que a Comissão Europeia propões é permitir que as grandes empresas controlem o que fazemos na internet. Controlar o nosso acesso à diversidade de informação por razões mercantilistas é inaceitável.

Mesmo com o argumento do mau uso ou da sonegação dos direitos de autor, não é a internet a causa disso. Mau uso e abuso de direitos acontecem em todo o espaço público, não apenas na internet.

Esta preocupação foi agora objecto de comunicado da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD).

A BAD refere-se ao artigo 11º que taxa as hiperligações de jornais digitais. E o artigo 13º que se refere à partilha de conteúdos, e à consequente instalação de filtros pelas grandes empresas de servidores.

Quanto a mim, este assunto é muitíssimo grave. Desde logo é uma matéria muito sensível para a investigação, produção científica e académica. Parece apresentar incompatibilidade com a citação e referência bibliográfica. Há que possibilitar a citação e o acesso ao conteúdo referindo a fonte e indicando o link para posterior confronto ou pesquisa complementar. A partilha de conteúdos é também uma outra barreira à investigação e trabalho científico e académico.

Numa altura em que a linha de orientação da ciência é a de colocar em acesso aberto quer os resultados de investigação, quer os próprios dados, esta medidas de limitação do espaço aberto da internet são um profundo retrocesso que só pode ser explicado pela ganância de montar mais um negócio cavalgando a internet como espaço público gratuito e universal.

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:56
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito (1)
Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

Humberto Ecco.

350x.jpg

Hoje é dia de passar pela biblioteca e voltar a ler “O Nome da Rosa” de Humberto Ecco.

Faz hoje três anos que morreu Humberto Ecco. Volta-me à memória o livro de enorme riqueza informativa sobre a idade média, a vida monástica, as várias correntes do clero regular, as suas diversas visões do mundo e interpretação das escrituras e a sua relação com os  textos filosóficos da tradição Helenística. No final da Idade Média em que a ciência ainda oprimida se tenta libertar do pensamento religioso e afirmar o raciocínio lógico.  Não se trata do simplismo entre o bem e o mal, mas entre  logos e mito,  razão e fé, ciência e religião, teologismo e humanismo.  Tempo de lembrar o Ecco e voltar a lê-lo.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:58
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019

Governo Bolsonaro muda edital e permitirá materiais escolares sem referência bibliográfica

bolsonaro-velez-rodriguez.jpg

O Blog da jornalista Renata Cafardo, no jornal O Estado de S.Paulo, informa nesta sexta-feira (9) que o Ministério da Educação (MEC) do governo Jair Bolsonaro (PSL) alterou o edital para aquisição de livros didáticos que serão entregues em 2020.

Entre as modificações promovidas pela equipe do ministro Ricardo Vélez-Rodriguez – que foi indicado por Olavo de Carvalho – está a que abre espaço para conteúdos que não sejam baseados em pesquisas – as referências bibliográficas -, já que não há necessidade de citação da origem do conteúdo.

 

Nem me vou pronunciar sobre outros aspectos propostas nesta alteração do actual governo brasileiro. Apenas isto é suficiente para abalar a credibilidade científica do ensino no Brasil.

Não indicar a referência bibliográfica é não indicar a fonte, a origem do conhecimento. É não respeitar a autoria, o trabalho científico. É facilitar a fraude, a cópia, a desonestidade. É não apresentar argumentos com a devida autoridade de pares. É poder dizer qualquer baboseira, asneira ou falsidade. É o descrédito do trabalho dos investigadores e cientistas honestos brasileiros. Ninguém mais, na comunidade científica irá acreditar, nem creditar os alunos brasileiros. É criar uma nova geração de alunos e investigadores sem princípios, sem métodos fiáveis de investigação, sem hábitos de respeito pelas fontes e autorias. O fim numa geração da credibilidade científica do Brasil. Tenho pena. Cada povo tem o destino que merece.

 

Fonte:  https://www.revistaforum.com.br/governo-bolsonaro-muda-edital-e-permitira-materiais-escolares-sem-referencia-bibliografica/?fbclid=IwAR3iwucHNaEU1rYi89EIy1Tkaax-Cs2O7noxfD9k56-TXaCRz0GcBcmOWi4

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:57
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

Perigos na Ciência

naom_570bd0f42f405.jpg

 
 
 
Não é minha intenção lançar algum tipo de descrédito na Ciência.
A ciência, é ainda a forma de melhor observar, interpretar, explicar e organizar o mundo e as relações entre os humanos.
Mas a ciência, nestes tempos de pouca ou nenhuma regulação ética, corre também alguns riscos.
A quantificação da produção científica como único critério de financiamento, sob o paradigma neoliberal, leva ao risco de sobrevalorizar a quantidade à qualidade. Ao risco da redundância e subestimação da inovação. Ao risco da replicação em desfavor da reflexão e ponderação.
O fenómeno da mercantilizar da produção cientifica está intimamente ligado à proletarização da actividade investigadora.
O financiamento não é apenas a forma de influenciar o que investigar, é muito mais perigoso quando influencia o que se investiga. A entidade financiadora da investigação facilita a produção de artigos encomendados pela indústria, que de forma isenta não seriam produzidos. Isto configura uma forma de manipulação económico-social da produção científica. . Daí até à falsificação da produção científica é um passo, um pequeno passo.
E é a consciência destes riscos que se deve ter em conta e que deve orientar para as correcções necessárias ao modo de financiamento, ao modo de avaliação da produção científica, ao modo de publicação, e de acesso ao editado e aos dados .
Passos importantes têm sido dados com as políticas de repositórios de acesso livre e de acesso livre aos dados de investigação. Mas pode não ser suficiente. A montante estão as políticas de orientação da investigação, da avaliação e financiamento.
 
António Regedor
tags:
publicado por antonio.regedor às 13:33
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

Decantação de conversas tidas

593bcf1b49e76_UNIVERSE.jpg

 

Decantação de conversas tidas

As religiões do mediterrânicas são um retrocesso civilizacional em relação ao Humanismo do período clássico grego, o da formação da filosofia.

A Filosofia afastou-se do mito, dos politeísmos, dos vários deuses para tudo e para todos, das explicações aparentes, confortáveis, enganadoras, do paganismo. Muitos desses mitos selvagens, violentos, desumanos. De tudo isso a filosofia se afastou, criando um pensamento racional, de procura de explicação do cosmos que viria a evoluir para a ciência, e de uma filosofia do homem que viria a evoluir para o humanismo, a ética e a cidadania.

No lado contrário as religiões teimaram em manter-se no lado do irracional, do obscuro, do aparente, o que é flagrante posicionamento contrário aos valores éticos e lógicos da cultura clássica grega que nos legou a civilização ocidental fundamentada no racional que forma a sociedade e na ciência que forma a nossa civilização.

O Judaísmo teimou no princípio da vingativo do “olho por olho” e “dente por dente”. O que os gregos tão bem caricaturaram na forma literária da “tragédia”. Esta forma de educar o povo no princípio da lei e no abandono dessa forma bárbara da vingança como resolução dos diferendos. Afirmando-se o judaísmo como religião de exclusão, que rejeita de forma chauvinista os outros e que se arroga de supremacia.

O Cristianismo difere da sua génese judaica pela universalidade, por considerar todos os humanos iguais. E difere também do propósito da vingança, pela afirmação do amor. Foi a religião que melhor casamento fez com o Império. Este precisava de unificar o culto, e de unificar a autoridade. Um Império, Uma língua, Uma religião. E o cristianismo precisa do Império para a sua vocação de expansão universal. Tudo correu bem do ponto de vista temporal, considerando todas as outras crenças pagãs e o ódio à filosofia, à racionalidade, à ciência, à literatura, à arte clássica.

O Islamismo surge associado à conquista de território. De uma tribo contra as outras e tem na génese a violência. Violência contra as outras tribos e povos, e , imposição dos seus costumes. Mesmo a sucessão do profeta foi feita em disputa e na sequência de assassinatos entre os candidatos a sucessores.

A história não tem deixado de registar as várias investidas da irracionalidade religiosa contra a civilidade desejável. 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:30
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 13 de Julho de 2018

Mercantilização da Ciência

anatomia20da20mama_3.jpg

 

Recentemente a Organização Mundial de Saúde debateu uma resolução com o propósito encorajar a amamentação.

A resolução tem por base décadas de investigação e dezenas de estudos científicos.

Na resolução era feita a apologia do leite materno como sendo o alimento mais saudável para os bebés nos primeiros meses de vida. A  Organização Mundial de Saúde recomendava ainda que os países deviam procurar limitar a comercialização enganosa de complementos e de substitutos do leite materno.

A delegação norte-americana saiu em defesa da indústria do leite em pó para bebés e sugeriu alterações radicais ao texto. Tentou fazer o mundo “refém” da indústria alimentar dos Estados Unidos. Tentou dominar a ciência com leite em pó.

De acordo com fontes diplomáticas citadas pelo “The New York Times”, os delegados norte-americanos chegaram a insinuar que os Estados Unidos poderão cortar o financiamento à Organização Mundial de Saúde. Mas não se ficaram por aí. Ameaçaram vários países com medidas de retaliação caso dessem luz verde ao documento, avança o “The New York Times”. Ao Equador ameaçaram com o fim da cooperação na área militar e pela imposição de penalizações de natureza comercial. O mesmo fizeram a mais de uma dezena de outras nações  que foram alvo de pressões similares da parte da delegação norte-americana.

O golpe na Organização Mundial de Saúde só não resultou, porque a recomendação acabou por passar depois de uma intervenção da Rússia.

 

António  Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 10:30
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 9 de Julho de 2018

Começa mal o programa europeu de Open Science.

Europe’s Future_open.png

 

As orientações académicas de publicação da informação científica são também, e naturalmente, influênciadas pelos paradigmas vigentes e consequentemente sujeitos ás ideologias que os suportam. É natural que assim seja. Os pensamentos dominantes formam tendências, corentes de opinião, e num determinado momento tudo parece natural, certo e bem encaminhado. Até que no novo paradigma surjam problemas que o tornem não capaz das melhores soluções e práticas.

Assim foi nas políticas de edição científica. Influênciadas por paradigmas assentes ideológicamente em correntes neoliberais, levaram à passagem da edição científica para a iniciativa privada.

Desde a fundação das Academias de Ciência, a legitimação da ciência é feita pela apresentação aos pares da produção científica. Modernamente e dada a dimensão e dispersão (globalização) da comunidade científica, a a apresentação e discussão da produção científica é feita pela publicação.

Aquilo que era prática das instituições académicas de produção científica, publicarem as investigações por si financiadas deixou de o ser. A publicação científica foi , por influência do paradigma neo-liberal, gradualmente passando para as mãos de editores privados.

E também, naturalmente em mercado neo-liberal, as pequenas editoras foram canibalizadas por grandes fundos de investimento que encontraram nesse segmento de mercado enorme vantagem económica. A publicação científica é essencial, todas as instituições académicas precisam dessa matérias prima para os seus investigadores. Ora aqui está um dos melhores negócios. O investigador tem de publicar. Mas também precisa de comprar a informação que se produz, so pena de ficar desactualizado. As instituições pagam aos seus nvestigadores, mas também pagam para comprar a informação de que eles necessitam. Ou seja, pagam duas vezes. E com a edição em regime privado e de monopólio quem faz os preços do custo da informação científica são os editores. Mas mais, é que a empresa editora que também tem os instrumentos de avaliação, determina quais os investigadores que têm mais citações, e quais as revistas que devem ser compradas pelo factor de impacto que são eles próprios a determinar.

Em resumo, tudo gira à volta de um império editorial global, monopolista , autoritário e sem controlo.

Assim se fez a a Elsevier, uma das maiores editoras de publicações científicas.

Neste novo paradigma de informação científica que tem de ser paga para ser acedida, é por si mesmo limitação à informação.

A resposta tem vindo a ser feita pela publicação aberta para . A Necessidade de informação aberta levou á criação de repositórios de acesso livre. As academias têm vindo a criar repositórios de acesso aberto, e os Estados têm vindo a criar repositórios nacionais. Hoje o movimento pela acesso livre à informação científica não se limita aos artigos, mas também ao dados científicos. Nesta nova linha de orientação a própria Comissão europeia tem por objectivo o Acesso Aberto de todas as publicações científicas até 2020. Para isso desenvolve a Plataforma Científica Open Cloud Europeia e Open Science Policy. De notar que o Comissário Europeu para Pesquisa, Inovação e Ciência, é o português Carlos Moedas que se diz adepto da Open Sicence. Para este objectivo a Comissão Europeia contratou um Monitor do Opena Science para lhe fornecer os dados de desenvolvimento do programa.

Até aqui tudo bem. Pretender desenvolver a Ciência Aberta, criar programas para o efeito e monitorizar esses mesmos programas. Mas eis que o Carlos Moedas decide escolher para monitorizar o programa, exactamente a entidade que assenta toda a sua política editorial contra o princípio da ciência aberta, que sempre se opôs ao princípio e á filosofia e que conspira contra ela. Carlos Moedas coloca a decidir da evolução da ciência aberta, a entidade que por definição é contra aquilo que vai opinar.  Jon Tennant num artigo no The Guardian diz mesmo que a Elsevier corrompe o opens science na europa https://www.theguardian.com/science/political-science/2018/jun/29/elsevier-are-corrupting-open-science-in-europe?CMP=share_btn_fb

São produtos e serviços da Elsevier, como como o Scopus, o Mendeley e o Plum Analytics. Que fornecem as métricas de citações e de factores de impacto das revistas científicas.

Em 2004, a Elsevier dirigiu-se ao Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns do Reino Unido argumentando que viam riscos associados ao Acesso Aberto, como ameaças à integridade científica e à qualidade da pesquisa.

Em 2007, a Elsevier fazia parte de uma campanha de relações públicas procurando pressionar o Congresso dos EUA contra o acesso aberto. Nos EUA, a Elsevier apoiou uma série de projetos de lei incluindo o Research Works Act (RWA), para o qual fizeram inúmeras contribuições financeiras aos membros da Câmara dos Representantes.

Tudo isto para impedir o crescimento dos repositórios de Open Science.

Ao mesmo tempo a prática da Elsevier era de encarecimentos das edições e publicação. A Restrição do acesso, para ganhar o máximo com o fornecimento das suas revistas ás bibliotecas universitárias, agravado por se tratar de um mercado editorial onde praticamente eliminaram a concorrência.

O monitorizador, que deveria ser independente dos agentes em presença no mercado editorial, é afinal um interessado e vai monitorizar, opinar e propor desenvolvimentos em causa própria.

Todos nós que estudamos bibliometria sabemos que os factores de impacto, as contagens de citações e os índice “h”, resultam dos lotes de revistas que fazem parte das contagens. Que os indexadores sendo predominantemente do universo anglo-saxónico, revertem para este a prevalência e importância e liderança. Tomemos então o exemplo bem mais elementar: a Springer Nature, concorrente da Elsevier ficará muito provavelmente arredada dos mais significativos factores de impacto nas métricas da CiteScore que é propriedade da Elsevier.

É péssimo quando as coisas começam mal. Tarde ou nunca se endireitam.


publicado por antonio.regedor às 17:33
link do post | comentar | favorito
Sábado, 3 de Fevereiro de 2018

Ciência e cientistas

27654530_398773763880501_2505002989313518028_n.jpg

 

publicado por antonio.regedor às 18:55
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Ensino Superior. Ranking

banner_superior2.png

 

Avaliação de Instituições de Ensino Superior  no ranking  “SIR IBER 2017”

A Revista Internacional de Información y comunicación publica um  “Ranking Iberoamericano de Instituciones de Educación Superior 2017”.  É o “SIR IBER 2017 SCImago Institutions Rankings”.  O  “El SCImago Institutions Rankings de Iberoamérica (SIR IBER)” é uma classificação, entre outras, das Instituições de Ensino Superior, baseada na sua produção científica  durante os  cinco anos anteriores.

Dados da Unesco de 2015 referem que o conhecimento científico mundial produz cerca de dois milhões de trabalhos científicos.

A avaliação da actividade científica apoiada em métodos bibliométricos  tem sido considerada e aceite até ao momento pela comunidade científica. 

Tem sido este modelo de avaliação da produção científica a base para a tomada de decisões e de financiamento.

A detecção de algumas limitações a este paradigma,  fruto da transferência da visibilidade  também da actividade científica para o espaço da WEB,   tem originado a sua ruptura no sentido de se terem vindo a adicionar outros tipos de medições.  Não se produziu ainda uma ruptura Popperiana , mas não se  tendo abandonado ainda o anterior paradigma estamos em nítida mudança. O paradigma anterior não comporta todas as alterações que a WEB pressiona.   

As próprias bases de dados  dão-se  conta disso, e simultâneamente são agentes de mudança.

No caso da SCImago Research Group, desde 2009 desenvolve a SCImago Institutions Rankings (SIR) como ferramenta de análise da avaliação de instituições de produção científica.  Este Ranking SIR publica dois grupos. O SIR World para a actividade científicamundial, e o SIR IBER para a actividade científica de Espanha, Portugal e países da América latina. Este ranking classifica as instituições de ensino superior  do mundo iberoamericano que tenham publicado pelo menos um trabalho em revistas científicas indexadas na Scopus durante os cinco anos anteriores.

Factores de medição:

Investigación – indicador obtido a partir das publicações na  Scopus.  Constitui 50% para o indicador do ranking.

Innovación – capacidade da instituição  desenvolver patentesa fonte deste indicdor é Patstat3. Constitui 30% para o indicador do ranking.

Impacto Social  - Examina os esquemas de publicação na WEB. As  fontes são  o Google e  a Ahrefs4.  Constitui 20% para o cálculo do ranking. 

Em 2017 havia um total de 1 607 organizações quepublicaram em revistas indexadas na Scopus. O mundo iberoamericano representa 21,7% deste universo.

Enquanto que 65% das instituições se concentram em cinco países, : Brasil (28%), México (18%); Colombia (9%), Argentina (6%) y Perú (4%), a produção científica concentra-se em Espanha(37%) e no  Brasil (27%).

Bibliografia

Bornmann, Lutz (2017). Measuring impact in research evaluations: a thorough discussion of methods for, effects of and problems with impact measurements.

Moed, Henk F. (2009). New developments in the use of citation analysis in research evaluation. Archivum Immunologiae et Therapiae Experimentalis, 57, 13. https://doi.org/10.1007/s00005-009-0001-5

UNESCO. (2015). Research Evaluation Metrics. http://unesdoc.unesco.org/Ulis/cgibin/ulis.pl?catno=232210&set=00580A04D3_0_61&gp=0&lin=1&ll=1 Van Raan, Anthony F. (2004). Measuring Science.

Waltman, Ludo (2016). A review of the literature on citation impact indicators. Journal of Informetrics, 10(2), 365-391.

Wilsdon, James; Allen, Liz; Belfiore, Eleonora; Campbell, Philip; Curry, Stephen; Hill, Steven; Johnson, Ben (July, 8th 2015). Metric Tide - Higher Education Funding Council for England. The Metric Tide: Report of the Independent Review of the Role of Metrics in Research Assessment and Management: https://doi.org/10.13140/RG.2.1.4929.1363 http://www.hefce.ac.uk/pubs/rereports/year/2015/metrictide

 

http://www.elprofesionaldelainformacion.com/index.html

 

Lista das Instituições de ensino superior portuguesas do ranking  SIR IBER 2017

1 Universidade de Sao Paulo

2  Em Portugal 1 Universidade de Lisboa

6 Em Portugal 2 Universidade do Porto

23 Em Portugal 3 Universidade de Coimbra

26 Em Portugal 4 Universidade de Aveiro

27 Em Portugal 5 Universidade do Minho

30 Em Portugal 6 Universidade Nova de Lisboa

99 Em Portugal 7 Universidade de Tras-os-Montes e Alto Douro

101 Em Portugal 8 Universidade da Beira Interior

103 Em Portugal 9 Universidade do Algarve

116 Em Portugal 10 Instituto Politecnico do Porto

128 Em Portugal 11 Universidade de Evora

131 Em Portugal 12 ISCTE Instituto Universitario de Lisboa

155 Em Portugal 13 Instituto Politecnico de Lisboa

165 Em Portugal 14 Universidade Catolica Portuguesa

177 Em Portugal 15 Instituto Politecnico de Coimbra

193 Em Portugal 16 Instituto Politecnico de Braganca

197 Em Portugal 17 Universidade dos Acores

204 Em Portugal 18 Instituto Politecnico de Leiria

212 Em Portugal 19 Universidade da Madeira

232 Em Portugal 20 Instituto Politecnico de Setubal

233 Em Portugal 21 Universidade Lusofona de Humanidades e Tecnologias

247 Em Portugal 22 Universidade Fernando Pessoa

272 Em Portugal 23 Cooperativa de Ensino Superior, Politecnico e Universitario

277 Em Portugal 24 Instituto Politecnico de Viseu

288 Em Portugal 25 Instituto Superior de Psicologia Aplicada

289 Em Portugal 26 Universidade Aberta

321 Em Portugal 27 Instituto Politecnico de Viana do Castelo

328 Em Portugal 28 Instituto Politecnico do Cavado e do Ave

332 Em Porrtugal 29 Instituto Politecnico de Castelo Branco

381 Em Portugal 30 Instituto Superior da Maia

394 Em  Portugal  31 Nova School of Business and Economics

397 Em Portugal 32 Instituto Politecnico de Tomar

415 Em Portugal 33 Egas Moniz Cooperativa de Ensino Superior

430 Em Portugal 34 Universidade Lusiada

433 Em Portugal 35 Instituto Politecnico de Santarem

446 Em Portugal 36 Instituto Piaget - Cooperativa para o Desenvolvimento Humano, Integral e Ecológico, CRL P

450 Em Portugal 37 Instituto Politecnico da Guarda

459 Em Portugal 38 Instituto Politecnico de Beja

463 Em Portugal 39 Universidade Europeia

474 Em Portugal 40 Instituto Politecnico de Portalegre

501 Em Portugal 41 Universidade Portucalense Infante D. Henrique

513 Em Portugal 42 Escola Universitaria Vasco da Gama

513 Em Portugal 42 Universidade Lusofona do Porto

529 Em Portugal 44 Escola superior de Enfermagem do Porto

530 Em Portugal 45 Academia Militar PRT

533 Em Portugal 46 Universidade Autonoma de Lisboa

540 Em Portugal 47 Universidade Atlantica

553 Em Portugal 48 Instituto Superior Dom Afonso III

553 Em Portugal 48 Instituto Superior Miguel Torga

556 Em Portugal 49 Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

566 Em Portugal 52 Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

567 Em Portugal 53 Instituto Superior de Ciencias Educativas

577 Em Portugal 55 Escola Superior de Saude de

577 Em Portugal 55 Escola Universitaria das Artes de Coimbra

578 Em Portugal 56 Escola Superior de Educacao Joao de Deus

579 Em Portugal 57 Escola Superior de Artes e Design

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Gestao

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Linguas e Administracao, Leiria

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Saude do Alto Ave

580 Em Portugal 58 Escola Superior Artistica do Porto

580 Em Portugal 58 Escola Superior de Educacao de Paula Frassinetti

580 Em Portugal 58 Instituto de Estudos Superiores de Fafe

580 Em Portugal 58 Instituto Superior Politecnico Gaya

582 Em Portugal 59 Instituto Portugues de Administracao e Marketing, Lisboa

 582 Em Portugal 59 Instituto Superior Bissaya Barreto

http://www.elprofesionaldelainformacion.com/index.html

 

publicado por antonio.regedor às 17:50
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 21 de Março de 2017

Crescimento da indústria de edição científica

ciencia_da_informacao-211x300.jpg

 

 

Uma condição da produção científica é ser publicada. É dessa forma que actualmente se faz apresentação pública da investigação científica e dos seus resultados. No século XVII as novas investigações eram apresentadas aos pares, nas academias de ciência.  Hoje há a necessidade de publicação  para  divulgar a investigação realizada e para a subemeter á apreciação e critoca dos pares. O neoliberalismo entregou nas mão de empresas privadas a indústria editorial científica.  A publicação científica tem essencialmente dois grandes editores. A Thomson Reuters e  a  Elsevier. Estes são so dois gigante sda indústria editorial científica.  

A Thomson Reuters é proprietária da   “Web of Science”  o produto de maior reconhecimento internacional. Ela é a continuidade da primeira base de publicações que fazia contagem de citações.  A “Science Citation Index”  e o  “Journal Citations Report” (JCR)   do  Institute for Scientific Informations (ISI) situado em Filadelfia, onde começa a cienciometria.   

A outra empresa é a Elsevier que possui a “Scopus” e  que é mais recente.

O aumento exponencial da publicação científica tem levado as empresas a criar outras bases menos elitistas.  A  Journal Citations Report  (JCR)  criou externamente a SciElo Citation Index e a Emerging Source e Citations Index

Scopus da Elsevier tem critérios mais ligeiros  de inclusão de revistas no seu indexador, e praticamente não exclui revistas já indexadas. Para a América Latina a Scopus tem a Scimago Journal Rank e um ranking de universidades baseadas nos artigos publicados na scopus, (Scimago Institutions Ranking).

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:07
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds