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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2020

cavalo de ferro

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Aguardava o último comboio do dia e o que faria ligação na estação central. Linha única ao longo do percurso. Só dupla nas estações para cruzamento dos comboios. Ainda o sol ia quente e o melhor que se podia encontrar era a sombra de pequenas árvores, e elas também com sede. O tempo ia passando para além da hora de tabela do comboio, e o tempo aumentava o estranho da situação. Demasiado tempo era já motivo para descartar o atraso e colocar outra hipótese. Perguntando o motivo do significativo atraso, a resposta foi a de que a locomotiva teria avariado mas que a composição já teria saído com atraso que eventualmente poderia ser recuperado em parte. Foi recobrada a paciência para continuar a espera, até que surgiu ao longe o comboio ansiosamente desejado. Era uma composição com duas locomotivas. A que efectivamente locomovia, e a outra que por avaria e sem capacidade própria se deixava arrastar. Não que não quisesse, mas por não poder. Para além destas, vinham as duas carruagens de passageiros. Uma bizarra composição de duas locomotivas para duas carruagens. Já dentro do comboio e com grande atraso, sem outras composições para cruzar, sem mais ninguém que aquele único comboio naquela única linha, foi então ver do que era capaz aquela locomotiva. O arrancar era penoso, o ganhar velocidade era lento, mas quando lançada na sua força máxima era vê-la cortar o vento que entrava quente pelas janelas abertas, o som ritmado, rápido, do deslizar nos carris, o chiar da fricção das rodas nos carris ao fazer as curvas, sem abrandar, a querer voar galgando distância, a comer tempo engolindo o ar e a sentir realmente o que é um cavalo de ferro.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:51
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2020

Do Porto ao Pinhão a pensar em Salamanca

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Com a partida a poder fazer-se na estação de São Bento podemos iniciar uma viagem que gostaríamos fosse mais longa. Apanhar o comboio numa bela estação. Por passe de magia entra-se na escuridão de um túnel e em pouco somos colocados na grande estação de Campanhã e no comboio da Linha do Douro. À medida que se vai afastando do Porto, a paisagem urbana e suburbana vai dando lugar à ruralidade e a impressão estética e cromática impõe-se ao longo do Vale do Douro. A linha de caminho de ferro acompanha quase fielmente a sinuosidade do rio. Parece querer ir com ele ou através dele. Uma parceria perfeita. O rio traçou o vale a seu custo e gosto. O comboio acompanha-o a seu gosto e custo. Em alguns momentos o comboio deu o seu toque de pormenor como a fazer adorno em paisagem já de si bela. Escavou túnel numa rocha mais saliente que fica como brinco na orelha do rio. Uma ponte de ferro na passagem de um afluente como alfinete que liga peças coloridas unindo a paisagem. Uma estação e seus complementos como apontamento no padrão tecido da natureza. O marulhar das águas e o som das rodas nos carris são o compasso e harmonia que rasga em sinfonia heróica o silêncio da paisagem. De um e outro lado do rio e do comboio tudo é vinhedo que o braço humano moldou na paisagem agreste sulcada a socalcos. O comboio avança pela Régua, Pinhão, Tua e pode mesmo chegar ao Pocinho. A Barca d’Alva já não vai desde 1988. E entrar por Espanha até Salamanca seria desejável.
É a viagem ao coração do "terroir" que produz o néctar com que se fazem as libações nos mais variados momentos solenes.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 11:04
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Terça-feira, 10 de Setembro de 2019

LINHA DO VOUGA

Estação de Espinho-Vouga.jpg

Linha do Vouga. * Também conhecida pelo Vouguinha. O cais está cheio e ainda há pessoas que se abrigam do sol na pouca sombra do edifício arruinado daquilo que em tempos foi a estação.

Na ausência de bilheteira, o revisor, ainda antes do comboio chegar inicia no cais a venda dos bilhetes.

Em dias de previsão de  grande afluência de passageiros, como é o período estival, o comboio é composto por  dupla composição. Só não transporta passageiros na última carruagem por não haver plataforma suficiente nos apeadeiros. O comboio vai cheio e estamos a meio do dia.

No Concelho de Espinho tem paragem em Silvalde e no Monte de Paramos. E segue para Oleiros, Paços de Brandão, Rio Meão, S. João de Ver, Vila da Feira, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis. Este percurso dentro da Área Metropolitana do Porto tem enorme potencial. Uma região que também é mal servida de transporte rodoviário de passageiros, e que obriga ao uso intensivo de automóvel. Existe o canal, há necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono e promover o transporte público. Também a linha teria de ser electrificada e reforçados os meios de segurança nas passagens de nível. O mais importante para garantir o melhor impacto e desempenho seria alterar algum ponto do canal. Seria fundamental passar pelo centro e por vários equipamentos como o hospital, tribunal e outros serviços públicos em Santa Maria da Feira. E o melhor para formular estas condições fundamentais para a sua viabilidade económica, seria o formato de metro de superfície. O percurso que hoje é feito em uma hora, no formato metro e com boa infraestrutura, poderia reduzir esse tempo de deslocação.

Só a requalificação da via não garante o melhor desempenho, que é o da proximidade com as novas zonas urbanas. As Terras de Santa Maria precisam deste transporte público, colectivo e ambientalmente preferível .

*(Experiência de uma agradável  viagem neste comboio)

António  Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:35
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

O Monstro ataca o caminho de ferro

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No meu blog “bibvirtual” de 9 de Agosto de 2018, e com o título “Caminhos de Ferro a serem devorados”, dava conta da alemã Deutshe Bahn, ter comprado uma empresa que era inglesa, para começar a operar de forma privada a linha de Corunha ao Porto. Já todos sabemos que a partir deste ano uma normativa da União Europeia, que é comandada pela Alemanhã, obriga a liberalizar o sector ferroviário.

O cidadão comum só agora se terá dado conta que a União Europeia quer mesmo liberalizar o caminho de ferro. Mas isso é, de há muito, conhecimento dos alemães, das empresas ferroviárias, e portanto também dos políticos, e dos gestores da CP, como é bom de ver. E a operação de caça à CP está montada.

Em Agosto do ano passado foi o ridículo argumento que os comboios no pico do verão aqueciam mais que o habitual. Nunca tinha sido problema desde que os pendulares e Intercidades existem, mas o ano passado foi. Depois a cozedura da CP em lume brando continuou com o bombardeamento de notícias sobre a falta de manutenção. Lembremos que a Sorefame foi vendida à concorrente Bombardier que a desmantelou. Mais bombardeamento de notícias sobre a falta de carruagens e de locomotivas. Ficou a saber-se que há locomotivas do tipo do intercidades, paradas e que as carruagens em falta são alugadas à empresa espanhola. Sai agora uma nova notícia de compra de carruagens. Será a reedição de uma outra tentativa de aquisição de material circulante que já esteve para marcada há dez anos atrás e não se efectuou.

Tudo estaria bem, se esta aquisição viesse com determinação de investir na CP pública, contribuindo para a melhoria do serviço público, do desenvolvimento social, da promoção do transporte colectivo, da redução da factura do carbono e melhoria da qualidade de vida e finanças do país.

Tudo muito lindo, mas parece que não será bem assim. Sabemos por Francisco Fortunato em artigo assinado a 14 de Janeiro de 2019, que o negócio poderá não ser apenas o da aquisição de unidades para o serviço regional, mas poder envolver a RENFE e o longo curso. A RENFE faz logo saltar a campaínha dado ser a parceria de Vigo-Porto, a tal em que os alemães da Deutshe Bahn estão interessados. E o longo curso que é precisamente a linha apetecível por ser a que anda sempre cheia e dá lucro.

Em 2009 estavam proposta a aquisição de 25 automotoras para o serviço regional e 6 unidades para o longo curso.

Hoje fica-se apenas por 22 para o serviço regional e é avançado um instrumento empresarial internacional com a RENFE, leia-se uma empresa, para onde seriam transferidos os 10 pendulares, colocando a renfe cinco ou seis comboios também para esse eixo de negócio que é o longo curso. Tudo isto parece configurar a formação de uma empresa, que a pretexto da falta de capacidade de investimento e aliada ao interesse da exploração rentável pelos grandes grupos internacionais como a alemã Deutshe Bahn, aproveita a normativa da União Europeia, para efectuar a privatização. Coisa que não interessa aos Portugueses, ao Estado Português, à economia nacional. Talvez interesse aos alemães, aos chineses e a alguns gestores que a esta hora estarão a pensar no seu recrutamento para a futura empresa privada.

Uma eventual privatização das linhas mais rentáveis da CP, iria deixá-la apenas com as linhas de necesssidade social que são obviamente as menos rentáveis. O que seria muito mau para a empresa pública e para o Estado. 

António Regedor

 

Fonte: António Regedor bibvirtual https://bibvirtual.blogs.sapo.pt/caminhos-de-ferro-a-serem-devorados-199704

Francisco Fortunato. www.sindefer.pt

publicado por antonio.regedor às 15:58
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