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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

IMPORTÂNCIA DO SECULO XVIII NA PROMOÇÃO DA LEITURA

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O fim do Império Romano constituíu, pelo menos, para a Europa um enorme retrocesso civilizacional. Apesar de o ensino em Roma não se um assunto de estado, par ser da responsabilidade das elites enviarem os filhos para estudar na Grécia, do ponto de vista cultural o retrocesso também se verifica e este nível na Europa. A leitura estava confinada aos mosteiros. No seculo VII, no quarto concílio de Toledo, presidido por Isidoro de Sevilha e sob sua proposta foi decidido criar escolas episcopais em todas as dioceses para servir essencialmente as necessidade da própria igreja.   

Mesmo com o surgimento das universides e o seu crescimento no sec XIII, a leiura era feita por textos copiados num modelo designado “à pecia” a partir de um exemplar na posse de um “estacionário”. Uma forma expedida de cópia que consistia num avanço significativo à cópia livro a livro como era praticada nos “scriptori” dos mosteiros e conventos ou mesmo mais tardiamente laicos.

A impressão, nomeadamente a xilogravura, foi praticada na China, crê-se que desde o seculo II. Apesar da impressão por caracters móveis ser de 1450 com Gutemberg. E mesmo os “incunábulos” usavam para a impressão das imagens, a já bem conhecida técnica de impressão em xilogravura.

É com a revolução industrial que se combinam vários factores favoráveis à produção do livro em massa e à promoção da leitura de forma mais alargada. Nesta segunda metade so século XVIII  (por volta de 1760) a imprensa acompanha o processo desenvolvimentista da revolução industrial.  

Os ideais iluministas, e a ideologia liberal, fomentam o conhecimento, consequentemente a leitura e a instrução. A competência para a leitura pede produção de mais livros. A imprensa responde a esta nova necessidade produzindo o livro em maior quantidade, e a oferta faz baixar o preço. Ainda que o preço seja significativo, impressores-livreiros criam  gabinetes de leitura onde os livros podem ser lidos ou levados por empréstimo a troco de um pagamento. Organizações associativas irão criar gabinetes de leitura grátis. E logo no século seguinte  surgirão as public libraries nos países anglo-saxónicoscom uma lei que as regula desde 1850.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:11
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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

As Bibliotecas Públicas mexem. Almeirim.

BibliotecaAlmeirim.jpg

 

 

A Biblioteca Pública de Almeirim  promove, no programa escritor do mês, Paul Auster, um escritor ainda vivo e a produzir,  nascido em 1947 em Newark , uma cidade americana com muita  população portuguesa. Autor de Leviathan (1997) reeditado no ano passado;  Lulu on the Bridge (1999); A trilogia de Nova Iorque (2002); As loucuras de Brooklun (2006); A História da Minha Máquina de Escrever(2006); O livro das Ilusões (2009); Sunset Park (2010); Diário de Inverno (2012); 4 3 2 1 (2017),  entre outros.

Comemora o dia do Livro e o  dia Internacional do Livro Infantil, faz contos para bebés e para crianças, cinema para séniores. Tem uma sessão  temática denominada  Clientes da Cultura e ainda realiza uma Feira de Livro Usado.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:33
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Sexta-feira, 23 de Março de 2018

Bibliotecas Públicas em regressão

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De 2012 a 2016 parece ter sido o período em que os efeitos da crise se fizeram sentir nas bibliotecas de leitura pública.
A DGLAB disponibiliza dados estatísticos de 1993 a 2016 referentes á rede nacional de bibliotecas públicas.
Em 2016 estavam na RNBP 213 bibliotecas. Vinte e nove anos depois de iniciada a rede que tinha inicialmente previsto estar concluída em cinco anos, estavam ainda de fora da rede 83 bibliotecas municipais. Ou seja, 37,8% dos Municípios continuavam fora da rede.
Nesse último ano em que a DGLAB apresenta dados, enviou 213 questionários às bibliotecas da rede financiada pelo programa de construção de bibliotecas públicas. Destas , quatro bibliotecas não responderam ao organismo que as tutela tecnicamente. Podemos inferir, que não existem, que não cumprem o estabelecido e para o qual foram financiadas. Privam os munícipes de um direito que se deveria considerar elementar. O direito de cidadania. O de saber o que fizeram ao dinheiro dos impostos que lhes foi confiado.
As unidades documentais, sem contar com o número de periódicos, tem vindo sempre a aumentar, e em 2016 somavam 7 764 506 unidades. O pessoal técnico tem vindo a diminuir desde 2013. No mesmo espaço de tempo o pessoal não técnico tem vindo a aumentar. Fica claro que a competência técnica das bibliotecas públicas se tem vindo a degradar. E não havendo legislação que salvaguarde um padrão mínimo de qualidade. Nestas circunstâncias, sem uma boa lei de bibliotecas públicas, a situação tenderá a piorar.
Os recursos financeiros aumentam na despesa com documentos e diminuem na despesa com pessoal desde 2014.
Em 2008 registou-se o pico de pedidos de empréstimo de documentos. E desde 2012 tem vindo sempre a baixar. Em 2008 o número de pedidos de empréstimo domiciliário foi de 1 477 971 para em 2016 baixar a 651 166. Menos de metade. Os documentos emprestados, no total não desceu tanto porque em 2008 emprestava-se 1,5 documentos por pedido e em 2016 passou para 3 documentos emprestados por pedido.
Há uma correspondência entre o período de crise económica e a degradação visível dos serviços de biblioteca. Os valores são ainda mais evidentes no período de desinvestimento na cultura, na informação e nas bibliotecas. E claramente na desqualificação e perda de competências específicas dos recursos humanos.
Esperemos que os próximos dados possam confirmar a esperança que temos quanto a uma melhoria dos serviços prestados pelas bibliotecas públicas.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 17:46
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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2018

O Liberalismo e as bibliotecas públicas

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A mais antiga Biblioteca Pública, na opinião de Nunes (1996), nasceu no Porto. A Biblioteca Pública Municipal do Porto foi criada a 9 de Julho de 1833, na sequência do movimento liberal pós-Revolução de 1820.

Era o tempo de entender a biblioteca como reforço da alfabetização, da afirmação da necessidade de incrementar o hábito da leitura, de dar continuidade à competência da leitura adquirida com a alfabetização, e de “aperfeiçoamento moral e intelectual” (Grattan, 1964, p.36).

O exemplo da revolução francesa e a criação das bibliotecas públicas a partir dos acervos dos conventos e mosteiros, e a semelhança com a revolução liberal na confiscação das livrarias conventuais leva à adopção do modelo conservacionista e patrimonial das bibliotecas. Assim, as bibliotecas públicas criadas no contexto da revolução liberal, em Portugal, afastam-se do

conceito das ‘free libraries’ em que tentam inspirar-se assumindo o nome.

Apesar de o ambiente político liberal ir, por razões ideológicas, criando bibliotecas públicas, a legislação regulando um sistema nacional bibliotecário só surge com a legislação produzida a 2 de Agosto de 1870.

A percepção de que as bibliotecas públicas então criadas têm carácter erudito e conservador, leva à proposta de criar bibliotecas populares em todos os concelhos, com objectivo político expresso de promover a aproximação ao conhecimento das classes populares, por meio da leitura moral e instrutiva (Decreto Régio de 2 de Agosto de 1870).

O Decreto Régio de 2 de Agosto de 1870 apontava para a criação de uma biblioteca popular por concelho, instalada na escola primária e superintendida pelos professores primários. Este diploma legislativo determinava também que os custos de funcionamento das bibliotecas populares deveriam ser suportados pelas câmaras municipais.

É uma política determinada centralmente para ser aplicada localmente, o que resultará em fracasso, como sabemos.

Paralelamente às bibliotecas públicas de característica erudita e conservadora, e às bibliotecas populares para a instrução e moral, em resultado da ilustração, do gosto burguês pela leitura, essencialmente de romance, da indústria da edição periódica e monográfica, surgem os gabinetes de leitura comerciais ou associativos populares.

Os gabinetes de leitura surgiram antes mesmo das bibliotecas populares. A leitura, pelo menos para a burguesia ilustrada, durante boa parte do século XIX era feita nos gabinetes de leitura, moda importada de França, onde tinha surgido em meados do século anterior. Os gabinetes de leitura foram inicialmente

constituídos por influência dos ideais de origem francófona, como espaços de socialização onde as relações e mundividências sociais, políticas e culturais da burguesia letrada se faziam sentir. A par, entre os homens instruídos, difundiu-se a ideia liberal de que havia que incutir e promover uma “cultura civilizadora”, que facultasse o acesso à leitura e à comunicação escrita.

A par dos gabinetes de leitura, com objectivos comerciais, formaram-se várias associações de promoção da cultura e da leitura junto da classe operária. Uma vez que os gabinetes de leitura, no sentido estrito do termo, estavam praticamente reservados à burguesia, as associações operárias concebem as suas próprias colectividades e os seus próprios mecanismos de promoção da leitura, entre os associados. Os leitores que frequentam as associações operárias emergem de diferentes camadas sociais, fruto da preocupação em alargar o processo de alfabetização a estratos populares da sociedade, nomeadamente a artesãos e trabalhadores, por via das próprias necessidades do processo de «industrialização» do país em curso.

Nestes círculos, pratica-se a leitura em voz alta–‘leitura em público’–, muitas vezes feita pelos próprios escritores. Com o tempo, esta leitura veio a cair em desuso, vindo o termo mais tarde a ter outro valor semântico. No dealbar do século XX, o termo ‘leitura pública’ veio a designar o tipo de biblioteca aberta ao público em geral, e não o modo de ler como na concepção tradicional.

 

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 11:17
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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

Bibliotecas. Da esfera privada à esfera pública.

BN antigo convento S Francisco.jpg

Foto: Antigo convento de S. Francisco em Lisboa, para onde foi transferida a Real Biblioteca Pública da Corte em 1834, por necessidade de acomodar os fundos dos extintos conventos e mosteiros.  À data da sua fundação, por Alvará de 29 de Fevereiro, integrou os fundos da Real Mesa Censória, que fora extinta em 1794 e esteve instalada  na ala ocidental da Praça do Comércio.   

 

 Leitura Pública em Portugal. Das biblioteca privadas às bibliotecas públicas. 

A crescente influência das correntes culturais do Iluminismo no nosso país e os progressos no comércio, indústria e, principalmente, do ensino que marcam o período do século XVIII tardio, contribuem para a paulatina mudança de mentalidades.

Datam igualmente do século XVIII importantes e decisivas iniciativas no âmbito científico e educativo, de entre as quais destacamos, nomeadamente: a fundação da Real Academia de História (1720), a fundação do Real Colégio dos Nobres(1761), a instituição da já referida Real Mesa Censória (1768), a formação da Imprensa Régia (1772), a reforma da universidade e a promulgação dos estatutos (1772), a lei relativa à organização do ensino primário (1772) e, finalmente, a fundação da Academia Real das Ciências (1779).

Até este período, as bibliotecas são, na generalidade, instituições da esfera privada. Imperiais, Régias, Religiosas, Pessoais.

É este contexto pedagógico-científico e político que vai possibilitar a decisão de transformar a Livraria Régia em Biblioteca Pública aberta aos estudos das Ciências e das Artes. No reinado de D. Maria I (1777-1816) é promulgado o alvará de 29 de Fevereiro de 1796, pelo qual é fundada a Real Biblioteca Pública da Corte que, em 1836, passará a Biblioteca Nacional de Lisboa.

Este é o episódio que marca a passagem da biblioteca da esfera privada à esfera pública.

 

 

António Regedor 

publicado por antonio.regedor às 11:25
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2018

Bibliotecas, Mortas ou Vivas

IMG_8599.JPG

 

 

Inicialmente as bibliotecas não se distinguiam de arquivos. Melhor. A distinção não existia. O que existe primeiramente são os arquivos essencialmente para guardar documentos probatórios de património. A primeira forma de enunciar os lugares onde se guardam os livros é a denominação de “armário”. Mais tarde Esses armários de guardar livros tomam o nome de livraria e por extensão a sala ou parte da casa para o efeito. Por tradição o lugar onde se guardavam os livros era distinto e separado do lugar onde se lia. A actividade monástica de produção de livro funcionava assim. A biblioteca era o lugar onde estavam guardados os livros e o scriptorio, o lugar onde eram produzidos. E nem os copistas podiam entrar na biblioteca. Esse acesso era restrito ao bibliotecário e seus ajudantes.

Durante muito tempo assim foi. Até ao iluminismo que mudou o conceito de biblioteca. A biblioteca-museu. Em Portugal é um conceito que tem protagonistas em António Ribeiro dos Santos (1745-1818) e em Frei Manuel do Cenáculo Villas Boas (1724-1814). Este terá sido influenciado por Tommaso Campanela, em “A Cidade do Sol” publicada em 1602, e em Ângelo Maria Querini (1680-1755), Bispo de Brescia, fundador de uma Biblioteca-Museu, e com quem Cenáculo se terá encontrado em Roma em 1750. Era uma biblioteca onde se encontravam outras espécies de documentos para além dos livros, nomeadamente numismática. No entanto, e apesar de ser favorável a esta concepção, Cenáculo criticava os coleccionadores que trancavam os livros e entendia que só faria sentido as bibliotecas abertas ao público. Nesse espírito vai ter um papel preponderante na transformação da Livraria Régia na Biblioteca Pública da Corte, e impulsionar várias outras bibliotecas no país. (Regedor: 2014)

Até há algum tempo sofríamos de uma visão de biblioteca dividida em depósito e sala de leitura. Isso resultou do processo de no sul da Europa, e especialmente em Portugal a política do liberalismo ter criado bibliotecas públicas com os espólios dos mosteiros e conventos extintos. Concretamente no Porto confunde-se o conceito de biblioteca erudita e de depósito legal, com biblioteca pública, por razão de assim ser nomeada, e que não tem correspondência na designação anglo-saxónia que dá origem à moderna biblioteca de leitura pública, conceito que em portugal é tardio. O programa de Biblioteca Públicas é de 1987. O programa das biblioteca escolares, é ainda mais recente, de 1997.

Estas novas bibliotecas, já não sofrem da clássica separação em depósito e em sala de leitura. São espaços abertos onde o leitor circula livremente pelos livros e outros suportes de informação. Fazem empréstimo domiciliário. Já comportam nas suas colecções outros suportes de informação e avançam na informatização. No entanto são ainda bibliotecas em que o core é o livro, e a imagem está muito ligada ao papel.

Há inevitavelmente uma maior velocidade no digital, que na capacidade de reconversão das bibliotecas. Por outro lado as gerações mais antigas nunca tiveram exigência quanto aos serviços prestados pelas bibliotecas, e as gerações mais novas, os nativos digitais não as reconhecem como vantagem.

Os segmentos de utilizadores são muito diferenciados e percentualmente pouco expressivos nas sua franjas sociais. Tanto se encontra um estudante universitário como um aposentado. E há segmentos da população não representados quase na sua totalidade.

O enquadramento do subsistema das bibliotecas públicas tem enorme concorrência no sistema nacional de bibliotecas. Este é coerente, as bibliotecas públicas é que não têm sabido recolocar-se no tempo em que deixaram de ser os únicas fontes de informação. As crianças na idade de escolarização já têm acesso ás bibliotecas escolares. Os estudantes do ensino superior têm recursos especializados muito mais avançados que o que a biblioteca pública lhes pode fornecer, nomeadamente ao nível dos repositórios digitais.

Não ficam cobertos por outros sistemas, os segmentos da população pós-escolarizados e já a trabalhar. Os desempregados. Os info-excluídos. Os grupos temporariamente com ocupação específica como mães em tarefas de puericultura.

Se a biblioteca sofre a ameaça dos outros subsistemas específicos, e do deslocamento do core informativo para a internet, tem como força as “facilities” que proporciona. Espaços amplos, iluminados, sem grande barulho e com cadeiras e mesas de forma mais singularizada. Ambiente confortável.

Todas as bibliotecas públicas na rede de leitura pública possuem uma sala polivalente, um espaço de bar e átrio mais ou menos generoso em dimensão. E é nesta condição que devem encontrar oportunidades que se dirijam aos públicos que se pretende atingir.

As salas destinadas a bebéteca e actividades lúdicas, devem proporcionar encontros, reuniões e partilha de informação para as jovens mães e pais.

A biblioteca deve orientar-se para proporcionar progmamas de interesse para os desempregados e proporcionar aos jovens em início de carreira espaços de “cowork” com os respectivos endereços postais. Programas de caris tecnológico para info-excluídos. Jovens a querer iniciar uma actividade independente ou de suporte tecnológico, poderão encontrar na biblioteca um espaço de trabalho, com acesso à rede e equipamento colectivo de digitalização, impressão e outros.

A oferta de serviços de aconselhamento jurídico, fiscal, contabilístico, alimentar , cívico. Pode mesmo resultar de actividade de jovens a iniciar o percurso profissional que na própria biblioteca possam desenvolver as suas competências e profissão. Imaginemos o apoio ao preenchimento de IRS e outros impostos, a ajuda em questões de contabilidade. Poder receber correspondência profissional no endereço da biblioteca como se de um escritório se tratasse. Isto para ir mais além de interessantes iniciativas como o dia dedicado a promover competências tecnológicas. (Em Espinho designam-se “quintas tecnológicas”.

E a condição para possibilitar acesso aos adultos em vida activa é o da abertura dos serviços à noite e fins-de-semana. Com a utilização à noite dos espaços polivalentes (bar, átrio, auditório) a grupos que aí desenvolvam poesia, teatro, música, reuniões temáticas de grupos informais. Poderíamos ver numa noite, um ensaio de uma banda de garagem ou o ensaio de um grupo de teatro. Tal como já vemos regularmente sessões de poesia. Podiam ser também de dança. Ou de tertúlias dos mais variados temas. É necessário tornar a biblioteca um ponto de encontro.

Só dessa forma se transformará a biblioteca do livro que está morta, na biblioteca centro cívico que nasce.

 

Regedor, António Borges  (2014) Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX.  http://bdigital.ufp.pt/handle/10284/4291

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 09:52
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Biblioteca Municipal Almeida Garrett. Iniciativa oportuna

BMAG LIT DIGITAL.jpg

A Biblioteca Municipal Almeida Garrett tem um programa de literacia informacional.

As bibliotecas públicas têm potencial para ser mais que um depósito de livros, e o seu foco deverá orientar-se para prestar serviços onde socialmente se verificam várias lacunas. O que não é sustentável, nem acrescenta valor, nem lhes dá futuro é continuarem a insistir em replicar actividades que outros fazem, e em muitos casos melhor. Os públicos infantis são servidos pelos infantários, os públicos escolarizados têm cada vez melhores bibliotecas escolares, os públicos universitários apresentarão cada vez mais exigências ao nível da ciência aberta e disponibilizada em digital. Há no entanto faixas da população onde a biblioteca ainda não sensibiliza. E estas faixas de população adulta necessita de formação ao longo da vida, que responda ás mudança rápidas de paradigmas, quer tecnológicos quer sociológicos. E esse tem sido a incapacidade de resposta das bibliotecas. 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:50
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2012

Animação da leitura em Bibliotecas Públicas

Um passo mal dado, um aviso acertado, uma saída perfeita.

 

A necessidade dos autores compensarem de outras formas a perceptível quebra dos seus rendimentos por direitos de autor, leva por vezes a cometer algumas iniciativas não suficientemente reflectidas.

A vontade de comer é tanta, que não esperando pelo ovo, se mata a galinha.

E a SPA enviou circulares às bibliotecas públicas a informar que iria cobrar direitos pelas actividades de animação da leitura.

Mais uma vez os bibliotecários conscientes do seu importante papel de agentes de desenvolvimento económico e social, fizeram notar o erro que se incorreria para a promoção da leitura, divulgação dos autores e dinamização da indústria editorial se essa intenção da SPA fosse aplicada.

A Associação de BIbliotecários fez esse reparo à SPA e a reflexão deu bons frutos. A SPA anulou a circular que em boomerang a iria atingir.

Mais uma vez os bibliotecários estiveram bem. Atentos, Conscientes, Diligentes.

António Regedor

 

 

Deixo o link para os interessados em saber mais sobre o assunto

http://www.bad.pt/noticia/2012/10/04/a-nossa-associacao-e-a-spa-sociedade-portuguesa-de-autores/?lang=pt

 

 

publicado por antonio.regedor às 11:36
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Terça-feira, 12 de Junho de 2012

WORKSHOP EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO 2012 - UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA


Sexta-feira,
Junho 01, 2012

 

DATA: 15 DE JUNHO DE 2012

 

Objetivos:

A realização do Workshop de
CI da UFP 2012 enquadra-se no âmbito das atividades desenvolvidas ao nível do
2º ciclo (Mestrado) em Ciências da Informação e da Documentação da Universidade
Fernando Pessoa. Constituem objetivos principais deste encontro a divulgação e
discussão de temáticas recentemente investigadas em áreas que se consideram de
grande importância como sejam a literacia, a visibilidade e o impacto da
biblioteca na comunidade, ou ainda o acesso à atividade de
professor-bibliotecário.

Visa-se igualmente a
divulgação junto dos técnicos da informação e do conhecimento de estudos
recentes nos domínios das bibliotecas escolares, públicas e universitárias.
Como objetivos complementares o presente encontro pretende discutir o trabalho
produzido por alguns dos mestrandos em CID e fomentar o diálogo entre docentes,
estudantes e profissionais que trabalham na área, debatendo problemas
levantados no decurso das investigações realizadas e concluídas com êxito,
comparando experiências de trabalho.

O Workshop de Ciência da
Informação 2012 reúne docentes e estudantes que frequentam ou frequentaram o 2º
ciclo de CID da UFP. O encontro destina-se também a todos os interessados e
estudiosos dos mais diversos temas e problemas da Ciência da Informação.

 

Programa

 

Abertura

15:00 -15:15

Diretora da Faculdade de
Ciências Humanas e Sociais da UFP – Prof.ª Doutora Inês Gomes

Coordenador do Departamento
de Ciências da Comunicação e Empresariais - Prof. Doutor Rui Estrada

Coordenadora de CID - Prof.ª
Doutora Judite Gonçalves de Freitas

 

1º tema - O
perfil das novas bibliotecas escolares, universitárias e públicas

15:20-15:40 - Ana Maria de
Sousa Rebelo - A Biblioteca Universitária: desafios e oportunidades para o
profissional da informação

15:40-16:00 - Raquel Maria
Gonçalves Vieira Cascaes - A profissionalização do professor-bibliotecário. As
Bibliotecas Escolares do concelho de Matosinhos. Estudo de caso

16:00-16:20 - Olga Mafalda da
Cruz Nunes - A Biblioteca Municipal João Brandão. Análise das representações
sociais dos utilizadores e impacto social. Estudo de caso.

16.20-17:00 - Discussão

17:00 -17:15 - Pausa para
café

 

2º tema -
Literacia da Informação e uso de novas tecnologias: algumas respostas

para um
«velho» problema

17:15-17:35 - Ricardo Manuel
Capela Martins - Literacia da Informação ou literacias da informação? Do ideal
ao real. Estudo de caso.

17:35-17:55 - Teresa Maria
Borges Cardoso - As Bibliotecas e as redes socais no digital - Quem usa e como
usa no Distrito de Aveiro.

17:55-18:15 - Discussão

18:10-18:30 - Encerramento

 

A
participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia. Para a formalizar aceda
a:

cgi@ufp.edu.pt

Comissão Organizadora:

Prof.ª Doutora Judite A.
Gonçalves de Freitas

Prof. Doutor Luís Borges
Gouveia

Dr. António Regedor

Divulgação:

Gabinete de Comunicação e Imagem da UFP

 

publicado por antonio.regedor às 15:56
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011

BIBLIOTECAS E CENSOS

Empresas cobram até 12 euros para preencher papéis dos Censos in jornal público de 24 Março 2011

Não poderiam as Bibliotecas Públicas ter uma atitude pró-cívica, dinamizadora da biblioteca, melhorando a sua imagem e influência, melhorando o seu desempenho se nesta acção dos censos se dispusessem a prestar um serviço público de informação à comunidade? Informando, ajudando, resolvendo.

Uma boa oportunidade para mostrar como podem ser importantes.

Até porque a maioria das bibliotecas da rede de leitura pública tem protocolo com o INE.

publicado por antonio.regedor às 11:30
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