.posts recentes

. As bibliotecas Gulbenkian...

. A PIDE contra as bibliote...

. Impacto da Rede de Bibli...

. BIBLIOBURROS

. Bibliomóvel de Proença-a-...

. BIBLIOTECAS ITINERANTES

.arquivos

. Setembro 2022

. Agosto 2022

. Julho 2022

. Junho 2022

. Maio 2022

. Abril 2022

. Março 2022

. Fevereiro 2022

. Janeiro 2022

. Dezembro 2021

. Novembro 2021

. Outubro 2021

. Setembro 2021

. Agosto 2021

. Julho 2021

. Junho 2021

. Maio 2021

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Em destaque no SAPO Blogs
pub
Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

As bibliotecas Gulbenkian e as colectividades

Bib espaço.jpg 

A Fundação Calouste Gulbenkian não se limitou em 1958 a criar o Serviço de Bibliotecas Itinerantes (SBI). Em 1961 eram já 34 bibliotecas fixas,  o que levou a alterar o nome da rede de leitura pública  para Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas.  

Numa filosofia de fazer chegar o livro a todos os pontos e no dizer do Presidente da Fundação no relatório de 1961 “o livro tem de procurar e interessar o homem”. E assim se fez, estabelecendo parcerias com associações e instituições não governamentais dos mais diversos tipos, hospitais, estabelecimentos prisionais além juntas de freguesia e câmaras municipais. São exemplos segundo a listagem de (Melo 2004):

A Biblioteca Fixa nº2 de Samora Correia, originalmente instalada na sede da Sociedade Filarmónica União Samorense,

Orfeão de Vila Praia de Âncora

O Ginásio Clube Figueirense da Figueira da Foz, Sabóia Atlético Clube, Sporting Clube Santaclarense, Clube Juvenil Almeirinense, Associação de Educação F,ísica, Cultural e Recreativa Penichense,

A Associação Humanitária dos Bombeiros de Pombal, da Régua, de Argus, de Coja,  Vila da Feira, Avintes,

O Cine-Clube de Santarém, Mortágua

 O Círculo de Arte e Recreio de Guimarães.

Associação Patriótica Nun’Alvares

Comissão de Melhoramentos de Bustos,

Casa do Povo de Celorico da Beira

Centro de Alegria no Trabalho do Pessoal da Hidro-Eléctrica do Douro

Cadeias:(Cadeia central de Lisboa (Linhó),Alcoentre, Limoeiro, Paços de Ferreira, Pinheiro da Cruz, Aveiro Cadeia Civil do Porto, Cadeia Central do Norte),

Hospitais (Lorvão ou Centro de Paralisia Cerebral de Lisboa, Hospital de Santana e Pavilhão Militar, Anexo ao Hospital Militar Principal),

Bairros de habitações sociais (Centro de Estudos Rio de Luz em Santana-Sesimbra).

Também a Associação Académica de Coimbra tinha uma biblioteca da FCG que foi fechada pela ditadura. Era a biblioteca nº 86, que tinha sido instalada em 1964.

 

 

Bibliografia

Melo, Daniel – A Leitura Pública no Portugal Contemporâneo, 1926-1987. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, 2004.

Regedor, António Borges - Bibliotecas, informação, cidadania: políticas bibliotecárias em Portugal séculos XIX-XX. Tese de Doutoramento. Porto,2014.

publicado por antonio.regedor às 15:04
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

A PIDE contra as bibliotecas itinerantes.

Biblioteca-Itinerante-da-FCG.neve.jpg O principal alvo da PIDE foram os funcionários das carrinhas bibliotecas itinerantes.

A Pide, polícia política da ditadura salazarista, vigiou as bibliotecas itinerantes e perseguiu os seus funcionários propondo até despedimentos, influenciando dessa forma a gestão de uma entidade privada como a Fundação Calouste Gulbenkian.

Há casos em que as  bibliotecas itinerantes são mal recebidas por ignorância instigada pelos habituais caciques locais. Mas na maior parte dos casos é com sucesso que desenvolvem a tarefa. 

“A escolha e a gestão dos recursos humanos eram da responsabilidade da Fundação Calouste Gulbenkian. Inicialmente competia à FCG a seleção criteriosa dos colaboradores das Bibliotecas Itinerantes, que percorriam o país promovendo um projeto inovador, contrariando a inexistência de hábitos enraizados de leitura.” (Regedor, 2014, pag. 107).

“…foi sobre os então designados “encarregados de biblioteca” que se fixaram as maiores atenções quanto à vigilância e ao controlo ideológico exercidos pelo poder político, sendo chamada a intervir a polícia política em ligação com outras polícias com ela conectadas.” (Regedor, 2014, pag. 112).

O Regime contava já com vários instrumentos de controlo ideológico. Em 1933  a Direção Geral dos Serviços de Censura, e em 1935, a Direção dos Serviços de Censura.  A ideologia era veiculada pelo Secretariado Nacional de Propaganda (SNP)criado  em 1934, a que sucedeu o Secretariado Nacional de Informação (SNI), em 1945.   A repressão ficava para a Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), criada em 1945. E é esta que vai perseguir e vigiar os trabalhadores das bibliotecas itinerantes.

Em 1960, a delegação da PIDE de Beja salienta em relatório o perigo que representava a atividade dos funcionários da Biblioteca Itinerante número 40. O motorista era considerado apoiante de Norton de Matos nas eleições de 1949, e o encarregado da biblioteca itinerante era descrito como oposicionista moderado, mas apoiante de Humberto Delgado, nas eleições de 1958. A PIDE pedia o afastamento de ambos (Melo, 2005).

“Outros tantos relatos de perseguições a funcionários da Fundação Calouste Gulbenkian dão conta da troca de informações, de relatórios e ofícios confidenciais da Guarda Nacional Republicana, do Gabinete do Ministro do Interior e da PIDE, para o próprio Presidente do Concelho de Ministros. A PIDE chega a forçar despedimentos, e a influenciar escolhas no recrutamento dos funcionários do serviço das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian” (Regedor, 2014, pag. 114).

“No início de 1962, a PIDE pressiona no sentido de evitar a nomeação de Alberto da Conceição Margarido Martins para encarregado da biblioteca itinerante de Portalegre, nomeação essa considerada perigosa por ser um “indivíduo de ideias subversivas” (Melo, 2005).

Obviamente que o que preocupava o regime era o impacto positivo que as bibliotecas itinerantes causavam na pacatez popular e a inquietação nos caciques locais. E o relato de

Graça dos Santos, funcionária do serviço de bibliotecas da Gulbenkian, demonstra como este serviço agitava as populações. “Lembro, no entanto, a pequena festa popular que era a chegada da biblioteca; todo o movimento de pessoas à sua volta, sobretudo as crianças e os adolescentes” (Santos cit. in Melo, 2005)

 

 

Melo, Daniel (2005) – “As Bibliotecas da Fundação Gulbenkian e a leitura em Portugal (1957-1987)”, Análise Social, vol. XL (174), 2005,

Regedor, António Borges - Bibliotecas, informação, cidadania: políticas bibliotecárias em Portugal séculos XIX-XX. Tese de Doutoramento. Porto,2014.

publicado por antonio.regedor às 11:54
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 5 de Julho de 2022

Impacto da Rede de Bibliotecas da FCG

FCG bib itinernate.jpg A relação do poder central durante o Estado Novo com a Fundação Calouste Gulbenkian, na criação de Bibliotecas Itinerantes, não aparentou ser conflituosa. Mas só na aparência, porque na realidade a polícia política teve sempre a acção das Bibliotecas Itinerantes sob vigilância.

“Na ausência de um plano de criação de bibliotecas de modo a constituir uma Rede de Leitura Pública por iniciativa do Estado, foi a Fundação Calouste Gulbenkian que, por sua livre iniciativa e vontade, definiu as prioridades estatutárias da rede que criou.” (Regedor, 2014 pag. 112).

“O regime político do Estado Novo foi muito restritivo, e ideologicamente orientador quanto à atividade bibliotecária, havendo produzido um índice dos livros recolhidos e disponíveis nas bibliotecas.” (Regedor, 2014 pag. 111).

“Na ausência de um plano de criação de bibliotecas de modo a constituir uma Rede de Leitura Pública por iniciativa do Estado, foi a Fundação Calouste Gulbenkian que, por sua livre iniciativa e vontade, definiu as prioridades estatutárias da rede que criou.” …

… Não obstante, o regime autoritário do Estado Novo não descura a vigilância sobre a iniciativa pioneira e arrojada da Fundação Calouste Gulbenkian, mormente no arranque do serviço de leitura de Bibliotecas Itinerantes. (Regedor, 2014 pag. 112).

“Compreende-se assim o aumento da vigilância e desconfiança dos serviços de censura do Estado Novo sobre as Bibliotecas Itinerantes da rede Gulbenkian. Foram múltiplas as perseguições e pressões exercidas sobre a direcção da Fundação Calouste Gulbenkian, para condicionar a atividade de divulgação do livro dos “encarregados das bibliotecas”, incluindo o seu despedimento.” (Regedor, 2014 pag. 114).


Regedor, António Borges
- Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX. Porto: Tese Doutoramento, 2014
http://hdl.handle.net/10284/4291

publicado por antonio.regedor às 20:41
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

BIBLIOBURROS

Livro é algo mais que um objeto, um mero suporte de “informações”. Ele é ao mesmo tempo causa e conseqüência de uma determinada tecnologia e com ela, dos hábitos e relações que ela viabiliza. Neste sentido, reduzir a discussão de seu futuro às modificações de seu suporte é uma simplificação que não nos permite compreender a complexidade das transformações que estão em curso.
em:

Edicion 2.0: Los futuros del libro
por Joaquin Rodriguez
1ª ed. 1ª imp. Barcelona : Melusina, 2007
Coleccion Circular – Espanha
SBN – 13:978-84-96614-33-8
ISBN – 10: 84-96614-33-6

Ver também o livro em: http://www.melusina.com/rcs_gene/edicin_2.0.pdf

publicado por antonio.regedor às 20:21
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Bibliomóvel de Proença-a-Nova





 

 

Na sequência dos post de bibliotecas itinerantes deixo aqui mais uma noticia.

O Papalagui tem belas fotografias das “andanças da Bibliomóvel pelos caminhos de Proença-a-Nova” como diz o seu autor Nuno Marçal.

Reconhecemos o importante e árduo trabalho. Parabéns  também pelas imagens que nos dá do Portugal Real em suporte digital.

http://opapalagui.blogspot.com/

publicado por antonio.regedor às 03:24
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

BIBLIOTECAS ITINERANTES









Muitos de nós ainda têm a imagem das carrinhas bibliotecas itinerantes que percorriam o país a emprestar livros.

Foi para muitos o primeiro e único contacto, mais ou menos livre, com os livros.

Hoje as itinerantes têm missões diferentes. A de complementar as redes concelhias de bibliotecas de leitura pública. A de articular as bibliotecas de leitura pública com as redes concelhias de bibliotecas escolares. A de apoiar a biblioteca de leitura pública a realizar eventos fora do edifício central, em locais ou zonas habitacionais onde ainda não existam infraestruturas de leitura pública. A de articular a biblioteca com as colectividades e associações locais. A de levar o livro a casa dos que não se podem deslocar à biblioteca ou aos seus pólos por razões de mobilidade.

 

A carrinha da imagem, foi a última que a Fundação Calouste Gulbenkian entregou a uma Biblioteca de Leitura Pública antes do seu  Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura (SBAL) ter encerrado.

Em Espinho, durante algum tempo, este serviço foi assegurado pela Josefina  e pela Carla, na imagem mostrando satisfação.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 01:40
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Setembro 2022

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
17
18
19
22
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.favorito

. Livros que falam de livro...

. Uma compra  no supermerca...

. Dança

. Elle foi à Pharmacia

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds