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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

BiblioSol – Rede Cooperativa de Leitores

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A propósito da iniciativa BiblioSol que prevê abrir as bibliotecas privadas ao usufruto público, algumas opiniões de bibliotecários, mostram alguma perplexidade. No fundamental, a ideia é criar uma grande colecção de empréstimo a partir de bibliotecas privadas em rede.

  1. A ideia tem alguma virtualidade

Nem toda a bibliografia tem de estar depositada nas bibliotecas públicas. Nem sequer haveria espaço para isso.

Aumenta a base de dados de livros disponíveis à leitura. Mais importante, como acontece já nacionalmente é ter uma base nacional bibliográfica de empréstimo, independentemente do lugar físico onde o livro se encontre.

As colecções privadas de grande importância, tendem a ser muito específicas, especializadas e muito anotadas reflectindo o perfil do proprietário da colecção (o que constitui elemento importantíssimo para estudos a vários níveis (bibliométricos, psicológicos, sociológicos ou outros) e isso implica não desmembrar fisicamente a colecçção. Uma biblioteca privada é uma colecção bibliográfica intencional. Corresponde a um perfil singular. Ao contrário de uma biblioteca pública cujo perfil corresponde à síntese dos diversos perfis do seu território de missão.

Por tudo isto a ideia tem interesse em ser explorada.

  1. Porque razão surgem ideias destas?

Podemos de alguma forma referir uma outra ideia parecida, a "efhemera" da iniciativa de Pacheco Pereira. (e este está bem informado sobre as biblioteca públicas). Ou o movimento que ainda não é sentido em portugal da "free libraries" que consistem na colocação em espaço público de mobiliário urbano destinado a colocar e retirar livros livremente.

Esta e outras ideias que poderão aparecer, talvez se deva a uma reduzida imagem das bibliotecas públicas, o reduzido reconhecimento de utilidade, a uma notória desactualização das colecções, nomeadamente no acesso às novidades editoriais em papel. E , muito importante, a sua inevitável incapacidade de possuir a universalidade da bibliografia publicada e nomeadamente especificidades e especialidades de algumas colecções particulares.

Por outro lado, alguma falta de iniciativa e criatividade das bibliotecas públicas em encontrar novas formas de gerir a informação disponível, e a necessária.

No essencial, é uma iniciativa complementar ao esforço de promoção da leitura da informação e do conhecimento. Não tem nada de concorrencial com as redes mais tradicionais, como as bibliotecas gulbenkian nunca foram concorrenciais com a rede nacional de bibliotecas públicas, apesar de em algum momento isso ter sido sentido por alguns bibliotecários responsáveis.

 

António Borges Regedor


https://www.publico.pt/2018/08/21/culturaipsilon/noticia/e-se-a-sua-biblioteca-privada-fosse-de-todos-nos-1841136

publicado por antonio.regedor às 18:38
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2018

Gaspar Matos entre a Biblioteca Pública e a Biblioteca Académica

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Habitualmente surge mais reflexão sobre as bibliotecas públicas que sobre as académicas.  Profissionalmente não é frequente a transição de um sector para outro. São poucos os casos que por essa razão têm a oportunidade de confrontar uma e outra situação. Gaspar Matos é um deles. Por isso o inquirimos.

 

Porque raio te decidiste a fazer formação para trabalhar em bibliotecas?

A minha decisão de fazer formação em bibliotecas teve a ver com dois aspetos:

- não queria continuar a trabalhar na banca (fui funcionário bancário durante 7 anos);

- queria trabalhar na área cultural.

Aliada a estes dois aspetos, pretendia ainda ir para um trabalho em que não tivesse de vender nada a ninguém, que se pautasse por objetivos que não fossem comerciais. Como gostava - e gosto - de ler desde criança (visão que mais tarde percebi ser redutora, face à diversidade de serviços que a biblioteca presta), uma casa cheia de livros pareceu-me um bom caminho. Sendo já licenciado, e como via a entrada direta para técnico superior na Administração Pública como difícil, frequentei o curso de técnicos BAD da APBAD e rapidamente encontrei trabalho como técnico profissional, nas Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO’s).

 

Quando todos pensavam em bibliotecas públicas foste fazer estágio em biblioteca especializada, que vantagem vês nisso?

A formação que tirei na BAD era eminentemente virada para a biblioteca pública, penso que por percecionarem que seriam ainda os municípios os que mais contratavam (isto em 2004/2005). E eram. No entanto, preferi fazer o estágio BAD numa biblioteca de ensino superior precisamente porque achei que deveria colmatar essa lacuna da minha formação inicial, e isso poderia fazê-lo com uma experiência de trabalho. Na altura a Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa/Porto acolheu-me, e foi precisamente isso que aconteceu: passei a poder somar, à visão e conhecimento que tinha das bibliotecas públicas, uma pequena perceção das bibliotecas académicas.

 

Mas acabaste por andar algum tempo em bibliotecas públicas, que balanço fazes?

Andei 10 anos (2005-2015), e o balanço que faço é francamente positivo: tive a sorte de começar pelas BMO’s, onde me foram dadas todas as condições para um bom desenvolvimento profissional; acresce que a qualidade dos recursos humanos era muito boa e com competências bastante diversificadas, o que nos potenciava a todos. Foi uma altura em que ampliei muito o que sabia sobre bibliotecas, e fi-lo num serviço de referência nacional. Recordo-me de ir ao congresso da BAD nos Açores, em 2007, e de as BMO’s terem sete ou oito apresentações submetidas, e de irmos um grupo de seis ou sete profissionais, todos a expensas da Câmara de Oeiras. Existia um grande dinamismo, e isso foi muito bom para o meu percurso enquanto bibliotecário. Já em Sines (2009-2015) tive um conjunto de experiências bastante diferentes, na medida em que a biblioteca tinha uma dimensão bastante menor e estava inserida num equipamento (Centro de Artes de Sines) em que todas as valências acabavam por ter de trabalhar colaborativamente (Biblioteca e Serviço Educativo do Centro, por exemplo), o que era algo a que não estava habituado. A Biblioteca tinha de criar a sua identidade inserida numa outra, maior, que era a do Centro de Artes. Não foi fácil - foi até um pouco estranho -, mas tudo acabou por fazer sentido em fusão: o livro pode dar o mote para o espetáculo de dança (existe um serviço de aulas de dança), a exposição (existe uma galeria) pode ser associada à palavra, a palavra à música (existe um auditório), enfim… a Biblioteca de Sines foi um desafio com uma tremendo e que, com o passar dos anos, penso ter sido bem-sucedido. Fico muito feliz por saber que ainda hoje há dinâmicas iniciadas na altura em que lá estive e que se mantêm, nomeadamente a manutenção de alguns projetos e uma programação coerente com o serviço de biblioteca pública. Gostava que alguns projetos de intervenção no espaço público de promoção de literatura, leitura e narração oral se tivessem mantido, mas talvez sejam apenas alguns interregnos: a título de exemplo falo do colar poemas em vinil nas montras de estabelecimentos comerciais da cidade, por ocasião do Dia Mundial da Mulher (existiam já lojas que não os tiravam da montra, de ano para ano, e tinham já coleções de poemas); e outro exemplo seria o Conto de Tantos Mundos, que aliava a palavra dita/narração oral ao Festival Músicas do Mundo. Espero que um dia voltem.

Mas, em suma, faço um balanço muito positivo: tudo isto me ajudou a crescer, e não só a nível profissional e como bibliotecário (acresce que, em Sines, ao fim de menos de dois anos passei a ter responsabilidades acrescidas noutras áreas de atuação, o que só me fez bem). Tem sido um percurso que me tem dado muito gozo.

Qual o caminho que apontas para este subsistema de bibliotecas? Como achas que podem conquistar o público adulto?

O caminho das bibliotecas públicas será aquele que o público definir em função das suas necessidades, e para tal é necessário auscultá-lo. Não há receitas mágicas nem procedimentos estandardizados, já que cada comunidade tem as suas particularidades, e isso vê-se bem no contraste entre, por exemplo, a biblioteca pequena do interior versus a biblioteca de média/grande dimensão do litoral: se a primeira acaba muitas vezes por ser um dos - ou o único - equipamento cultural da localidade, é óbvio que a sua função terá de ser bastante mais polivalente; já quanto à segunda, se muitas vezes cumprem uma função de estudo (não raras vezes vamos às Bibliotecas Municipais de Oeiras, de Lisboa, de Cascais, de Loures, e estão cheias de alunos do ensino secundário e superior), pelo que o seu desígnio principal parece estar destinado ao apoio a esses públicos (que são o grosso dos utilizadores, pelo menos presenciais), não se pode descurar os restantes, principalmente com a urgência que existe em dar apoio a uma população envelhecida e cada vez mais só e outra, muito jovem e deixada aos cuidados de terceiros devido às longas jornadas laborais dos pais.

O caminho é estar atento, oferecer serviços diferenciados, procurar auscultar a população (utilizadora e não-utilizadora) e perceber que há uma série de segmentos com necessidades a colmatar (e aqui tomo o exemplo da biblioteca urbana, da grande área metropolitana):

- o aluno do ensino secundário e superior, que solicita silêncio e de uma coleção enriquecida na sua área de estudo;

- a criança, que necessita de estímulo variados (não só para a leitura mas outros, sensoriais) e que por conseguinte precisa de um espaço de liberdade e aprendizagem informal e lúdica;

- o idoso, que precisa de uma área de leitura informal e de iniciativas que combatam o isolamento e promovam o contacto humano (se possível intergeracional, com as crianças);

- a população adulta em idade ativa, que precisa de um espaço de informação, debate, esclarecimento, cidadania, lazer, aprendizagem ao longo da vida e, acima de tudo, um espaço de afetos, de troca, de partilha, que deixou há muito de existir nas cidades;

Em suma a biblioteca, desde que se democratizou, tem uma missão imensa: ser tudo para todos, daí muitas vezes esta sensação de deriva que à mesma é colada, mas parece-me ser uma falsa sensação: as bibliotecas, de um modo geral e de há uns anos para cá, são equipamentos cada vez mais dinâmicos, plurais e multifacetados. A questão é que muitas vezes aferimos o seu impacto por aspetos mensuráveis tradicionais (número de empréstimos, por exemplo), e não por aquilo que realmente interessa, que é o valor real, o que realmente importa, o que faz a diferença: a biblioteca atenua a solidão de um idoso? Ajuda um jovem a ter melhor desempenho escolar? Permite ao adulto manter-se informado e ativo socialmente? Proporciona o desenvolvimento intelectual e sensorial da criança? Se sim, então, cumpre a sua missão, e isto não se mede com número de empréstimos.


Há apenas um aspeto que gostaria de mencionar, e pelo qual me tenho batido nos últimos tempos (e aproveito este desafio para advogar mais por essa causa). Nesta ânsia de tudo fecundar (como diria o José Mário Branco), arriscamo-nos de facto a copular tudo (isto para não usar o calão mas imaginem-no, que assim a imagem fica perfeita). Explico: há coisas que caracterizam a biblioteca, e o silêncio é uma delas: o silêncio necessário ao trabalho intelectual, o silêncio que muitos necessitam para usufruir de leitura lúdica, o silêncio que muitos exigem para ler convenientemente um jornal, o silêncio necessário à concentração. Não fazendo apologia de uma biblioteca em que o silêncio é sagrado em todo o seu espaço (até porque tal é impossível, face à necessidade de múltiplas atividades para múltiplos públicos, como elenquei acima), faço uma defesa acérrima da salvaguarda de um espaço de silêncio total, dentro da biblioteca. E faço-o porque essa é uma característica absolutamente distintiva destes equipamentos e porque, se pensarmos bem, não há outros na sociedade que o tenham, com exceção dos espaços religiosos. Acresce que a procura por locais de silêncio, numa sociedade tão exacerbadamente dada a estímulos visuais e auditivos, será num futuro não muito distante cada vez mais premente. A preocupação com esta defesa surge porque vejo cada vez mais um discurso exacerbado de que a biblioteca não é um espaço de silêncio, algo com que não concordo de todo. Prefiro afirmar que a biblioteca é também um espaço de silêncio sob pena de, para contentarmos uns e os nossos próprios paradigmas, expulsarmos outros da equação. A esse propósito conto uma história: há uns dias, a propósito de uma imagem no Facebook que rezava assim “Biblioteca não é lugar de silêncio, é lugar de encontro e participação”, uma colega afirmava: “Eu concordo, mas diz isso aos leitores.” Curioso, não é? De que nos adianta concordarmos ou acreditarmos em determinado axioma, se os leitores manifestam outra necessidade?

 

Finalmente qual a diferença e desafio de trabalhar em biblioteca académica?

A grande diferença é termos tudo muito definido a priori: a biblioteca académica tem os seus utilizadores bem identificados e a sua área de atuação bem delineada. O que conta, na biblioteca académica, é ajudar à aquisição de conhecimentos e à produção intelectual e científica. Se na biblioteca pública temos de ter (e ser) tudo para todos, na académica o todo é só para alguns, que têm exigências muito particulares.

Uma biblioteca académica funciona, acima de tudo, na base da intermediação de informação, daí que o enfoque seja na formação de utilizadores e no atendimento. Para que se tenha uma noção não será excessivo afirmar que, num ano, a biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação dá formação a mais de 500 pessoas (e isto considerando que o universo da comunidade é de pouco mais de 2000 indivíduos). Há igualmente espaço para a iniciativa cultural e para que a biblioteca seja um espaço onde dotes como a oralidade, o confronto de ideias e a retórica podem ser exercitados, e esse é um caminho que temos vindo a trilhar, nomeadamente com um grupo de leitores que alia alunos, docentes, não docentes e investigadores e bolseiros e um evento anual a que damos o nome de Capacitar, em que temas pré-definidos são discutidos por especialistas e posteriormente são debatidos por todos sem qualquer obrigatoriedade académica.

 

 

 

Gaspar Matos é bibliotecário desde 2005, altura em que passa a integrar o quadro das Bibliotecas Municipais de Oeiras, até 2009. Nesse ano assume a direção da Biblioteca Municipal de Sines e, em 2011, a chefia da Unidade de Cultura da Câmara Municipal de Sines. Em 2016 passa a integrar a equipa da biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, onde é responsável pelas áreas de atendimento, formação e comunicação. Detém o Curso de Técnicos Profissionais de Biblioteca, é licenciado em Marketing, Pós-Graduado em Ciências da Documentação e Informação e tem frequência do Mestrado na mesma área. É membro ativo do Grupo de Trabalho para as Bibliotecas Públicas, formador na Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (em promoção da leitura e grupos de leitores) e no Centro Pedagógico do Jardim Zoológico de Lisboa (Storytelling: estratégias de comunicação na educação ambiental), e dinamizador de comunidades de leitores.

 

publicado por antonio.regedor às 13:05
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2018

1º Encontro das Redes Intermunicipais de Bibliotecas Públicas.

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SEIA

 

Não sendo tão rápido como gostaríamos, nem com os recussos decisórios e financeiros da Administração Central, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas vai sendo construída.

Naturalmente, e por vontades e empenhamento diversos,as bibliotecas públicas vão-se ligando pela proximidade que forma a rede fina do que se pretende nacional. O isolamento não é a melhor opção.  Uma biblioteca por si é pouco. Por muito bem que desenvolva a sua missão, Em colaboração  ganha maior dimensão, visibilidade e recussos.  

A  Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, a  Câmara Municipal de Seia e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela organizam, no próximo dia 5 de Junho, em Seia, o 1º Encontro das Redes Intermunicipais de Bibliotecas Públicas.

“Trinta e dois anos nos distanciam da assinatura do despacho de criação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas que colocou ao serviço do país instituições únicas no acesso ao conhecimento, equipamentos culturais de proximidade, que possibilitam o acesso gratuito à informação a milhares de pessoas. Uma revolução considerada silenciosa, alteradora dos equilíbrios sociais, essencial para o desenvolvimento social, cultural e educativo dos territórios.

A Direção-Geral dos Livros, Arquivos e Bibliotecas tem vindo a desenvolver uma estratégia de criação de redes intermunicipais de bibliotecas públicas municipais assente num contacto direto e de proximidade com os Municípios e os bibliotecários que pretende servir de base a um novo tipo de programa de requalificação de serviços, com uma visão inclusiva e diversificada no panorama biblioteconómico nacional.

É neste contexto que começam a nascer os Grupos de Trabalhos no seio das Comunidades Intermunicipais (aprovadas pela Lei 75/2013 de 12 de setembro), promovendo trabalho em rede descentralizado, de âmbito regional que, ganhando escala, tem fomentado o conhecimento mútuo e reforçado a identidade territorial.

Em pleno Século XXI, este é o momento de mudança de paradigma, tendo sempre como pano de fundo, a defesa do serviço das bibliotecas públicas, fomentando a cooperação e o trabalho em rede entre bibliotecas, numa lógica de partilha de recursos e serviços”.

 

 

O Encontro terá lugar na Casa Municipal da Cultura de Seia. O Programa estará disponível em breve.

Quero aqui expressar os meus parabéns à Dra. Teresa Rua, amiga, colega  há muito anos, que reconheço como competente, interessada, boa pessoa.

 Email: casacultura@cm-seia.pt

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:01
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Terça-feira, 3 de Abril de 2018

Bibliotecas Públicas Mexem

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Antigos colegas, ex-alunos, amigos, fazem-me chegar, naturalmente, muitas e variadas notícias da actividade das Bibliotecas Públicas. O que agradeço que continuem a enviar.  Não apenas das portuguesas. Mas para o caso, interessam as nacionais. Muito resulta da actividade regular. Algumas actividades são já  entendidas como fazendo parte da tradição e por isso não deixam de ser feitas.  Umas incidem mais na promoção clássica do livro, outras da actividade cultural para além do livro e da leitura. Outras têm carácter inovador, procuram estar atentas à evolução social e tecnológica, procuram novos públicos, e nova inserção social. Não se isolam.  Com parcerias  atingem maior inserção, reconhecimento e imagem. Muitas bibliotecas públicas apresentam bons produtos. 

Já, aqui no bibvirtual, relatei alguns bons outputs de bibliotecas, e isso deixa-me a vontade de iniciar uma rubrica com o que se faz nas bibliotecas, pela promoção do livro, da leitura, das literacias; pela qualidade, inovação e criatividade; pela informação,  cultura e cidadania, num panorama nacional que ainda é pobre em políticas culturais, de informação e de cidadania. 

São muitos os exemplos. Irão sendo dados ao longo do tempo.

 

António Regedor  

 

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 13:07
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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2015

As bibliotecas públicas vão inovando.

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As bibliotecas  públicas vão inovando.  Não por razões intrínsecas, mas exactamente pelo contrário. Se as bibliotecas públicas se limitassem a ser os locais onde se coleccionassem  livros, seriam apenas sistemas sujeitos à 2ª lei da termodinâmica. Mas não. As bibliotecas públicas são modernamente sistemas vivos, orgânicos.   O seu actual modelo de gestão de informação deve ser estudado com o apoio da cibernética. 

Centremo-nos novamente na inovação  na biblioteca pública que afirmamos resultar da necessidade de cumprir a missão de serviço público, de encontrar, cativar e fidelizar novos públicos e de  recussos humanos formados neste novo paradigma.

E desta conjunção de factores resultam iniciativas como a da biblioteca pública José Marmelo e Silva em Espinho.

Os merecidos parabéns ao Engenheiro Fernando Maia  dinamizador das  “quintas tecnológicas”.

Quintas Tecnológicas

 

O projeto “Quintas Tecnológicas” enquadra-se nas missões-chave estabelecidas pelo Manifesto da UNESCO para as bibliotecas públicas.

Tendo como objetivos potenciar a igualdade de acesso a todos os habitantes do concelho aos serviços virtuais disponibilizados à população; contribuir para a aprendizagem ao longo da vida dos habitantes do concelho; melhorar a qualidade de vida dos intervenientes e desenvolver as capacidades em utilizar ferramentas de informáticas, estas ações de sensibilização, que ocorrem quinzenalmente, destinam-se a adultos mediante inscrição prévia.

Temas como a “Segurança na Net”; “Marcação de Viagens”; “Passagem para PDF de vários documentos”; “Marcação consulta USF/Hospitais”; “Criação e envio de email (gmail)”; “Download software livre/ Oferta de emprego”; “Facebook”; “Skype”; “Palavras Pass (password)”; “Currículo Europeu” e “Powerpoint”, são os temas a que nos propusemos desenvolver, de maio a dezembro de 2015, indo ao encontro das necessidades dos nossos utilizadores. 

 

Nestas ações que vamos desenvolvendo, vamos também respondendo às inúmeras questões colocadas por parte dos participantes, mesmo que o tema das suas questões não se enquadrem no tema da sessão. Os intervenientes, mostram uma grande necessidade de ajuda e esclarecimento para resolução dos vários problemas informáticos que vão enfrentando.

 

Os utilizadores que já frequentaram ações de formação em informática na Biblioteca, também se socorrem dos funcionários para ajuda nos seus problemas. 

 

Desde Julho de 2015, a Biblioteca Municipal de Espinho tem a competência de passar o "Diploma de Competências Básicas em Tecnologias da Informação.

publicado por antonio.regedor às 14:06
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015

A papelaria e nova forma de olhar o cliente

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A Papel & Ca. tem uma abordagem do cliente, diferente, original, interessante e criativa. É uma papelaria com outras valências, mas o seu conceito merecia receber a atenção de outros sectores, nomeadamente o do livro.

Seria bom que servisse de exemplo ao sector do livro que se tem mantido numa postura mais clássica. 

A livraria já não pode ser apenas livraria, da mesma forma que as biblioteca públicas há muito deixaram de ser apenas  depósitos patrimoniais.

Encontram-na em 

http://papers.online.pt/

e também no facebook

https://www.facebook.com/papelca/

 

Precisamos de mais iniciativas como esta

 

António Regedor

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 18:09
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

A Função Social da Biblioteca Pública

Lendo poesia Onda Poética Espinho.jpg

 

As Bibliotecas Públicas são as que possuem um campo de intervenção mais abrangente. A sua acção não se limita apenas ao valor informacional das suas colecções. No seu caso, torna-se relevante o conjunto de “facilities” que disponibiliza. Ainda hoje voltei à Biblioteca José Marmelo e Silva em Espinho e boa parte dos utilizadores seniores e de terceira idade ocupavam os sofás e cadeiras da zona dos periódicos. Alguns a dormir envoltos no ambiente agradável e temperado, a contrariar o frio fora de portas. A biblioteca a servir de ponto de encontro. Eu próprio marquei encontro com um amigo na cafetaria desta biblioteca. Nas mesas ao lado casais idosos tinham vindo fazer o seu lanche. O wireless atrai jovens estudantes acompanhados dos seus próprios computadores ao ambiente climatizado das salas de leitura. Decididamente a biblioteca perdeu a antiga imagem de coisa para crianças. Ela lá estão, mas também os pais e avós. Mas em maioria estão os jovens adultos usado os seus recursos físicos e digitais, os seus serviços e tecnologias. Se à biblioteca acorrem os em abrigo? Sim! Ela não é exclusiva. É inclusiva, inter-racial, democrática, generalista, física e humanamente quente. É rica no conhecimento que comporta, que transmite, que possibilita.

É dos equipamentos públicos de maior valor social e de maior retorno do investimento alocado.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:02
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

...

 

Na próxima 5ª feira (um dia após o centenário da morte de Manuel Laranjeira) Haverá Onda Poética na Biblioteca José Marmelo e Silva, em Espinho.  Eu e outra leitora da Onda Poética, leremos o seguinte texto, excerto do "Diário íntimo" do autor.

ELE E AUGUSTA                       António Regedor / Diana Devezas (à vez)

1908

Domingo, 10 de Maio

Levanto-me aborrecido e fatigado. O ar que respiro é venenoso e amargo. A luz da tarde é azeda e glacial. Encontro a Augusta — que de longe avança para mim a sorrir. Digo-lhe de longe, seca e desdenhosamente, como quem lhe atira um insulto: — Boa-tarde. E nem sequer a fitei mais. Ao anoitecer fui visitá-la. Estava na cama — doente. Tinha os olhos de quem passara horas a chorar. Apiedei-me. Revoltei-me: indignei-me comigo. Tive uma crise de arrependimento. Pedi-lhe para irmos passear. A doença esvaiu-se. E fomos, ao longo da praia esbranquiçada, enlaçados, sob a claridade macia e pálida de um luar de cinco dias. Eu queria adormecer-lhe a alma com afagos. Pela madrugada a pobre alma, esquecida e feliz, com os olhos aguados de brilho e luz e rasos de alegria, presos nos meus, tinha espasmos de ternura infantil — desejos carinhosos de criança.

 

Sexta, 15 de Maio.

A Augusta tomou-se hoje nos braços, maternalmente, como uma mãe que conchega o filho ao colo e disse-me: — Quando te tenho assim, nos braços, é como se tivesse o mundo nas mãos.

Quem ensinaria esta criatura do povo a dizer estas coisas? O Amor? a genial intuição do Amor? Hum! duvido...

Duvido! duvido! duvido! — eis o que é horrível e intolerável. Tão horrível e intolerável que o meu desejo único é repousar e esquecer — encontrar alguém que me agasalhasse maternalmente, como uma ave abriga um filho debaixo da asa macia e carinhosa!

 

Terça, 16 de Junho.

A Augusta conta-me um episódio em que a virtuosa sociedade se indigna com o nosso amor. E ri. De repente pondo-se séria: — Vê lá tu o mundo! Porque eu sou tua amante, não sou honesta. Se eu fosse tua mulher, podia ser desvirtuosa como uma cadela, respeitavam-me. Assim, censuram-me. A minha desonestidade é ser tua amante. Apenas isto. Que estranha opinião essa gente tem da virtude!

Ficou pensativa um pouco e depois com ar aborrecido:

— Felizmente para nós! A nossa consciência é doutra opinião acerca da virtude.

Também ela sente que a única tranquilidade que dá gozo deveras é aquela que resulta de estarmos em paz connosco. Ainda bem! ainda bem!

 

Quarta, 1 de Julho.

A Augusta fala-me muito da G. — da morta.. . E, num instinto de mulher, fala-me dela com ódio.

Compreendo: ela supõe que entre nós se atravessa o cadáver — e a alma dessa extraordinária suicida, e tenta arrumá-la com o pé.

Não me indigno: eu bem sei que o amor é impiedoso e é injusto...

 

Quinta, 9 de Julho.

A espanhola manda-me chamar para lá ir a casa dela ver uma criança doente. Entendo. Vai ler-me mais uma vez a sina na mão e, pela cruz que formam certas linhas, vai predizer-me um casamento à Cirano. Eu raptarei uma mulher para outrem e afinal a mulher será para mim... Lá está também a H., é infalível. Ponho no dedo o anel de cabelo da Augusta. É um bentinho infalível. Que decepção! Nem a sina me leu, de entupida...

 

Terça, 4 de Agosto.

A Augusta começa a fartar-se de mim, vejo-o. Sinto a comoção estranha de que vou ser, de que estou sendo esquartejado. E depois que importa? Quase sinto uma alegria dolorosa de lembrar-me que ela se pode cansar de mim. Aquela mulher, aquela carne que eu possuí e gozei, aquela alma que foi minha — há-de ser de outro? Não, o que eu possuí e gozei foi a minha ilusão e essa é minha. O corpo dessa mulher e a sua alma goze-os quem quiser. Na verdade o que foi meu, foi a minha ilusão apenas. E serei livre!

 

Sábado, 8 de Agosto.

Encontro a Augusta numa crise de abatimento. Rompo numa demonstração laboriosa, sofística, afectiva. Adormeço-lhe os ouvidos e a razão com a lógica mentirosa e convincente das palavras — e ela adormece na ilusão das palavras.

Crer em palavras falsas ou em palavras de verdade — é afinal a mesma felicidade, a felicidade de crer. O horrível é a desgraça de duvidar, de ver nas palavras sempre a mesma música ilusória — e passageira.

Tens razão, Augusta: uma mentira, crida deveras, vale uma verdade — dá a mesma felicidade.

E eu deixo-me embalar...

 

Quarta, 2 de Setembro.

Cheguei  tarde a casa da Augusta. Fiz um esforço, como alguém que precisa de mostrar-se corajoso estando aterrado, e fui. Queria que ela me visse sereno, descuidado, como quem já esperava pelo desenlace. Sorri, fui afável, postiçamente carinhoso.

— Estavas a dormir? — Eu sabia bem que ela não tinha dormido nada.

— Estava. — respondeu com o ar mais indiferente deste mundo.

— Oh demónio! Se eu sabia que vinha acordar-te, não teria vindo.

— Não viesse... — A voz tremia-lhe de despeito.

— Como me pedes para vir, nem que seja um momento.... Vim, porque supus que gostasses... Não gostas?

— Não me importa. — Fitei-a sem comoção um pedaço e, disse, naturalmente: — Oh demónio desculpa ter vindo incomodar-te. — Perdoa. - Ergui-me para sair. — Aonde vais? — perguntou assustada. — Boa noite. — Agarrou-se a mim numa explosão de choro e soluços.

E a farsa recomeçou.

 

Sábado, 19 de Setembro.

Dia de festa. Tarde, vou a casa da Augusta — e levo a alma cheia de presentimentos negros. Encontro-a na cama a chorar.

— Estás doente? - Não. — Queres sair um pouco a passear? — Não. — Vem comigo! - Não. Deixa-me. — Boa-noite. — Não responde.

Saio com uma alegria feroz a estoirar-me na alma — a alegria doida de um homem que acabasse de perder quanto tinha. Enfim! livre e só! e só! - desgraçado. Esta liberdade suprema custou-me a felicidade... Por isso é horrivelmente saborosa. Saio, vagueio à toa, como alguém que não sabe o que há-de fazer de tanta felicidade. Aó cruzar uma rua, sinto-me agarrado pela Augusta trémula, perdida... — Vem comigo. Depressa! senão caio morta na rua. — E eu, sem uma palavra, vou. Adeus, liberdade, estou preso outra vez...

publicado por antonio.regedor às 01:20
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

...

 

 

Paradigmas da educação: a educação não formal é uma conferência no âmbito das questões prementes da educação não formal que tem por destinatários bibliotecários, professores, técnicos de bibliotecas e profissionais ligados à educação.

 

Dia 22 de outubro, das 9h30 às 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Penafiel.

 

Programa:

 

9h30 - Entrega da documentação

10h00 - Abertura
          - Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Dr. Alberto Santos
          - Directora da Biblioteca Municipal de Penafiel, Dra. Adelaide Galhardo

10h30 - Dra. Céu Basto - Serviço Educativo e de Extensão Cultural da Biblioteca Municipal de Penafiel -“Práticas de Educação não formal: A Biblioteca Municipal de Penafiel como contexto de intervenção”
11h00 - Intervalo para café

11h15 - Dra. Teresa Calçada - Coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação - “Biblioteca Escolar: currículo oculto”
12h00 - Debate
12H30 - Intervalo para almoço

14h00 - Dr. António Regedor - Universidade Fernando Pessoa - “A Prática da formação não formal em Bibliotecas da Grande Área Metropolitana do Porto ”

14h45 - Doutora Teresa Medina - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto - “A animação sócio cultural como prática educativa”

15h45 - Intervalo para café

16h15 - Doutor João Caramelo - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto - “Educação não formal e processos de desenvolvimento local”
17h00 - Debate

 

Inscrição: 5 €

Contactos para inscrição:

biblioteca.penafiel@cm-penafiel.pt

tel: 255 710 700 / 255712738

publicado por antonio.regedor às 15:26
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Mais uma iniciativa de Férias em Biblioteca Pública

Entre os dias 11 e 20 de Abril, das 15h às 17h, a Biblioteca Municipal propõe um conjunto de actividades para ocupação dos tempos livres dos mais novos. A participação é gratuita, mas é necessário inscrever-se nos serviços da Biblioteca.

publicado por antonio.regedor às 19:10
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