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Mais a Norte um outro Mosteiro. O de S. Miguel de Refojos. Este Beneditino. Visitável é a Igreja e a Sacristia. A data de construção é incerta. É possível que no lugar tenha existido anteriormente pelo século VII uma capela de eremitas. No entanto o primeiro documento que refere este Mosteiro é do Concilio de Coyanza em 1015. A Carta de Couto de D. Afonso Henriques é datada de 1131. Há ainda notícia de Gueda Mendes, nobre próximo de D. Afonso Henriques ter encomendado um cálice de prata dourada em 1152. Já no século XVI, Frei Diogo de Murça, Comendatário e Reformador do Mosteiro foi nomeado em 1543 Reitor da Universidade de Coimbra. A Botica do Mosteiro é tida como impulsionadora de boticas nos Mosteiros Beneditinos portugueses. O Mosteiro tem a singularidade em Portugal por ter um zimbório. A Igreja do Mosteiro que actualmente conhecemos é construída de raiz no século XVIII em estilo barroco. A Igreja tem características muito peculiares. A fachada tem duas torres, mas só uma é sineira. O lugar de dois relógios, mas só um é verdadeiro. E no interior dos dois órgãos de tubos, um é falso ou mudo feito em madeira pintada. É realmente interessante este jogo de simetria ou falsa simetria. O cadeiral é de 1770 e o altar dourado de 1783. O edifício deixou de ser Mosteiro em 1834 na sequência da Revolução Liberal de 1820 que expulsou as Ordens Religiosas. Hoje está ocupado pela Câmara Municipal e por um colégio particular. A Sacristia que pretende ser Museu de Arte Sacra está muito longe de conseguir essa dignidade. E actualmente um espaço praticamente vazio, onde são apresentadas apenas três imagens. E não me parece ser muito difícil dotá-lo de paramentos, alfaias litúrgicas e outros elementos divulgadores da arte e até, porque não, da respectiva vida monástica. E é pena que não chegue a ser Museu, como pretende.
António Borges Regedor
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