
São cada vez mais as notícias falsas.
Algumas são de tal modo inverosímeis que facilmente se percebe que são mentira.
Outras aparecem como verdade, nalguns casos com falsas fotografias que são montagens.
E é por algumas serem difíceis de detectar, que o nosso cuidado deve ainda ser maior, e devemos ser ainda mais rigorosos nos nossos critérios de avaliação da informação.
Apresento algumas perguntas que ajudam a avaliar da verdade e qualidade da informação:
Qual a qualidade do autor da informação? Tem credibilidade? É conhecido?
Qual a formação e experiência do autor no assunto de que fala?
Onde foi publicada a informação? Num Jornal com critérios de isenção, honestidade e verdade? Ou foi nalgum site cuja assinatura até parece de um jornal, mas que na verdade não é, e usa esse nome muito parecido como disfarce.
Qual é a data da publicação? Não é desactualizada, não foi desmentida?
A informação está testemunhada ou é só opinião ou ideologia?
Sei que dá trabalho a ter todos estes cuidados, mas a credibilidade do meio de informação que usamos, depende do que quisermos fazer para reencaminhar apenas informação boa e de confiança.

Stieg Larsson – A Rainha no Palácio das Correntes de Ar , é o terceiro livro de uma quadrilogia unidos pelo nome de série: Millennium. É um bestseller bem escrito e que nos agarra à leitura. Começamos volitivamente a leitura e acabamos compulsivamente. As aventuras decorrem na forma de investigação jornalística. E se o livro não tivesse qualquer outro motivo de interesse, ele seria sempre marcante por descrever da página 244 à pagina 249 a forma como se faz nos media a fuga de informação, a contra-informação, a intoxicação e manipulação da opinião pública, através do mau jornalismo onde até a figura do estagiário, precário, talentoso e ingénuo, incompetente por não respeitar as regras básicas da comunicação que é a verificação do grau de veracidade da informação.
António Regedor