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Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

Golfe e Ética

Golfe não se joga contra o outro. Joga-se com o outro. Os jogadores têm níveis de jogo diferente. Respeita-se o nível decada um. Podem jogar em conjunto jogadores com níveis diferentes. Cada um procura melhorar o seu jogo. Em cada dia que passa quer aperfeiçoar. O objectivo não é o melhor ganhar ao outro. O objectivo é que os dois melhorem, todos melhorem as suas competências. É portanto um jogo de aperfeiçoamento pessoal.

É um jogo de cordialidade social. Os jogadores cumprimentam-se e desejam um bom jogo aos seus companheiros. Não o perturbam na sua vez de jogar. Ajudam-no a identificar o local de queda da bola e se necessário ajudam à sua procura. Só avançam após o último jogar e esperam sempre pelo que vai mais atrasado. Não deixam ficar ninguém para trás. Partilham da alegria de boas jogadas e felicitam o jogador que as faz. Podem jogar em conjunto homens e mulheres, adultos e jovens. Pode ser um jogo para toda a família.

Cada jogador marca as suas “pancadas” (vezes que bate a bola). Marca também a dos companheiros para conferência. Só precisa de regras, não de árbitros.

No final agradece a partilha do jogo.



Golfe e Ambiente

Joga-se em espaços abertos. Arborizados com preocupação de diversidade vegetal e de plantas autóctones. Sobreiros, Castanheiros, Carvalhos, Acer, Choupos. Fruteiras também. Conheço um campo onde uma das saídas é do meio de uma vinha. Há também arbustos como azevinhos, loureiros, giesta, tojo, carqueja e muito mais.

E também na presença de fauna diversificada. Aves, mamíferos, herbívoros, roedores, répteis, anfíbios. É comum verem-se coelhos, perdizes e até esquilos.

Há elementos estéticos presentes, como a proximidade de rios ou mar. A água está muito presente em lagos naturais ou artificiais. E é cada vez maior a preocupação com o consumo de água, conhecendo um campo onde há plantas purificadores da água num dos lagos, ou ainda a utilização de água de estação de tratamento de aguas residuais (ETAR) para a rega.



Golfe e o respeito pelo campo.

O princípio do golfe é que todos jogamos com as mesmas condições de campo. Isto implica que cada um deixe o campo como o encontrou. Limpo e conservado. Os jogadores causam impacto sobre a natureza, mas preocupam-se por minimizar. Pela extensão e tempo, os jogadores podem durante o jogo beber água ou comer alguma coisa. No entanto usam os caixotes de lixo do percurso ou no final deixam os seus lixos nos locais adequados. Nada fica no campo. Se por acção do jogo levantam alguma relva, voltam a colocá-la, minimizando o impacto e encurtando o tempo de reparação do campo. Se a bola causa impacto maior em zona mais sensível como é o green, usam uma pequena ferramenta denominada pitch repair para recolocar o green em boas condições.



O golfe não é só uma prática desportiva, é igualmente uma escola cívica.

 

Antóno Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:13
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Sábado, 4 de Julho de 2020

Natureza, Trilhos e Passadiços

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Toda a natureza está humanizada. O homem é o construtor da paisagem ambiental que conhecemos. A floresta foi sendo moldada pelo homem. O espaço ocupado pela agricultura, pecuária, alteração de espécies de fauna e flora. Com intervenção nas linhas de água e na paisagem que modificaram com os socalcos, as pastagens, as culturas. O que visitamos hoje na natureza é obra humana. O que vemos é o resultado da capacidade transformadora do homem. Da acomodação e adaptação do meio.

Mesmo o Parque Nacional ou os Parques e Reservas Naturais estão concebidos para o desenvolvimento humano, económico e social das populações que neles habitam. Paralelamente fazem parte de uma rede de protecção da natureza.

A natureza é isto. Uma natureza com o homem e moldada pelo homem. Toda a acção humana tem impacto na natureza. Ela é o resultado desse impacto.

Desde sempre o homem percorre a natureza. Por razões de assentamento demográfico, por razões de exploração mineira, agrícola ou pecuária. Também por comércio, transporte e peregrinação.

Modernamente os hábitos de lazer incluíram práticas de alpinismo e montanhismo. Trilhos insistentemente percorridos marcaram novas paisagens. E mais recentemente grupos de caminheiros popularizaram o contacto e passeios pedestres pela natureza. Deram até lugar a nova actividade económica.

Sou do tempo em que o caminhar pelas montanhas se fazia por orientação em carta militar e bússola. Com muita procura, e exploração, e uns aprendendo trilhos com outros mais experientes. O conhecimento dos trilhos ia passando de uns para outros e de exploração própria. Até que o negócio chegou a este campo do lazer.

Hoje muitas empresas se formaram para levar turistas a passear pela natureza. Muitos guias são remunerados para levar gentes por esses trilhos que só poucos conheciam. É o seu negócio turístico.

Entretanto comunidades isoladas, periféricas e economicamente mais vulneráveis reconheceram o potencial do território que os seus naturais construíram. A economia local faz-se com pessoas. E essas comunidades através dos passadiços acrescentam valor ao seu território. Atraem visitantes para o conhecimento da comunidade, da região, da paisagem, dos serviços e bens produzidos localmente e que dessa forma constituem a sobrevivência da comunidade.

Compreendo que possa tirar negócio às empresas que levam pessoas pelos trilhos. Mas o seu nicho de caminheiros mantém-se. Não têm de ser invejosos nem elitista exclusivos.

Afinal se os trilhos não estiverem marcados nem houver passadiços que ordenem e controlem os fluxos de visitantes da natureza, o negócio era apenas de uns quantos que ganhavam e não deixavam nenhum benefício para as economias locais. E é essa a verdadeira razão de tanta animosidade contra os passadiços.

Em vez da montanha ser apenas de alguns que possuem condição física e conhecimento dos trilhos, os passadiços são mais democráticos no acesso à montanha e sensibilizam mais para o valor da paisagem.

Os passadiços não impedem os caminheiros de continuar a percorrer os seus trilhos preferidos. Não impedem os montanhistas de continuar a fazer escaladas. O trilho não impede de quem quiser ficar apenas na praias fluvial, ou no parque de merendas onde se localizam ou nos parques de lazer onde os há.

Cada um deve poder usufruir da natureza segundo as suas possibilidades físicas e preferências estéticas.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:31
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2020

Passadiços em meio rural

pass pitoes.jpg

Talvez se lembrem a polémica inicial da construção de passadiços ao longo das praias. Diziam os críticos que iam provocar grandes impactos, alterar a paisagem e outros argumentos. O que na realidade aconteceu é que as dunas ficaram mais protegidas, aumentou a retenção de areia reforçando as dunas, promoveu o exercício físico e um mais ordenado usufruto do litoral.

A construção de passadiços tem vindo a ser realizada em meio rural. Tal como antes, aparecem agora críticos a estes novos passadiços.

É bom saber que estes passadiços levam realmente as pessoas da cidade a conhecer espaços que de outra forma jamais o fariam, muitas por falta de condição física e saúde para fazer trilhos de natureza. Educam para a sensibilização da natureza, mobilizam pessoas, promovem o exercício físico e o turismo local o que não é um motivo menor.

Para os que contrapõem aos passadiços o percorrer trilhos de montanha, é bom que recordem que também há impacto ambiental, ou pegada ecológica ao percorrer os trilhos ou a fazer como alguém diz que percorre esses lugares de forma selvagem. Pois também essa forma de usufruto da natureza tem impactos e alguns poderão até ser maiores que o provocado pelos percurso dos trilhos.

Já percorri boa parte da costa norte do país em passadiços do litoral, conheço muitos trilhos de montanha e já fiz trilhos no Parque natural de Montesinho, na zona de Arouca, no Barroso e no Parque Nacional da Peneda Gerês que conheço razoavelmente. Nalguns casos já fiz o trilho com e sem passadiço. É o caso da descida à Cascata de Pitões da Júnias no Barroso, Parque Nacional da Peneda Gerês, num percurso que vai da aldeia passando pelo Mosteiro e que continua para a cascata para terminar de novo na aldeia. O miradouro inferios da cascata é de tal modo íngreme que inviabilizava muitos de a observar. A alternativa era aceder por um plano superior francamente perigoso e onde se desincentiva a ida. A descida está agora amenizada com um passadiço. E ainda bem. Os pais podem educar os filhos no gosto de observação da natureza sem os levar de escorregão, literalmente o que podia acontecer, pela colina abaixo. Também dessa forma se preserva o estado natural dos percursos sem a pressão do pisoteio. Sim, os passadiços são para facilitar que muita gente possa usufruir da natureza. Sem contra esta forma de acesso à natureza esta ficaria reservada a uma certa élite.

Ao contrário do que dizem os críticos os passadiços em meio rural, protegem a paisagem, aumentam o conhecimento, promovem o exercício físico, facilitam a relação litoral interior, são factor de desenvolvimento económico local. Criam emprego, fixam populações, dão sustentabilidade a territórios isolados e vulneráveis.

Na balança das vantagens e inconvenientes ganha largamente o factor do ambiente, do social, da economia e da coesão territorial.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:29
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Sexta-feira, 8 de Maio de 2020

Bicicleta no combate ao Covid-19

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A presença do vírus SARS-CoV-2 e da doença Covid- 19 obrigou-nos a um período de confinamento e colocou-nos a necessidade de cuidados no relacionamento social. Os cuidados de afastamento deverão manter-se até pelo menos encontrar-se uma vacina que geralmente dura cerca de ano e meio até se tornar aplicável. Até lá temos de manter o afastamento social enquanto haverá necessidade de retomar a actividade económica, o trabalho, e as deslocações inerentes a essas actividades. Os transportes públicos são um risco acrescido e que deverá tanto quanto possível ser evitado. Deve reduzir-se a pressão sobre os transportes públicos. Não é pensável transferir as necessidade de transporte para o veículo privado e muito menos de um só passageiro. O momento é o ideal para mudar o paradigma de mobilidade e optar fortemente por um meio de transporte individual, de mobilidade suave, que não congestiona o trânsito, que se estaciona facilmente e ainda promove a saúde e forma física do cidadão. É obviamente a bicicleta.

A bicicleta já vinha a ser promovida como o transporte do futuro. As cidades tinham iniciado a sua adequação a este modo de transporte seguro, limpo e saudável. É agora, em contexto Covid-19, a oportunidade de reforçar as condições urbanas e interurbanas de promoção desta mobilidade com todas as vantagens que se lhe reconhece.

Nos países nórdicos são de há muito tempo, desde o primeiro choque petrolífero, as medidas de promoção da bicicleta. Com a realidade Covid-19 também países como a Espanha, França e Itália se adaptam.

O mesmo deve acontecer em Portugal com as vantagens económicas, de saúde e de sustentabilidade e planeamento urbano.

A MUBI- associação pela mobilidade urbana em bicicleta, afirma que “ A utilização da bicicleta durante a pandemia permite manter o distanciamento para evitar o risco de contágio e contribui para reduzir a poluição do ar, factor associado a taxas mais elevadas de mortalidade por COVID-19. Ajuda, ainda, a descongestionar os transportes públicos, deixando-os mais livres para quem efectivamente precisa deles. A utilização da bicicleta e o caminhar proporcionam actividade física, contribuem para o reforço do sistema imunitário e reduzem os risco de várias doenças, como diabetes e obesidade. A OMS recomenda, sempre que possível, o seu uso nas deslocações necessárias durante a pandemia.”

Entre outras medidas poderão e deverão ser criados aquilo que a MUBI designa de corredores de saúde. Ou seja, facho de algumas ruas ao trânsito motorizado ou supressão de vias de trânsito a favor da criação de ciclovias ou alargamento de passeios para maior distanciamento físico. Redução do limite de velocidade em algumas zonas do meio urbano para 30 km/h.

A superação desta dificuldade social, por via da resolução da pandemia, deve constituir oportunidade para mudar de mobilidade para a promoção da bicicleta, da saúde , do ambiente e das cidades mais sustentáveis, humanas e agradáveis.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 08:04
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Quinta-feira, 2 de Janeiro de 2020

Mudar a cidade

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Nos últimos cem anos o carro mudou o paradigma de vida urbana. Associado ao petróleo criou um novo mundo assente no triângulo militar industrial. Carros, petróleo, armas. No século XIX mesmo a casa da cidade tinha galinheiro. No século XX trocou-o pela garagem. É agora visível, no século XXI que a vida na cidade e a sua forma de mobilidade se tornou um problema insuportável. O filme de terror podia ter o título de cercados por carros por todos os lados.

Ainda nasci a tempo de jogar a bola na rua, andar de triciclo em passeios de dois metros de largura. No passeio de uma rua a descer pude exercitar o equilíbrio necessário para andar de bicicleta. Nesse tempo, a rua era a ligação entre as duas faixas de casas. Hoje é uma barreira. A ligação foi mesmo restrita a uma faixa tracejada onde nem aí é seguro a travessia. As ruas tinam árvores que protegiam as casas dos ventos de inverno e amenizavam a temperatura no verão. Os começaram por estacionar entre as árvores, mas em pouco tempo roubaram-lhes o lugar. E a travessia da rua focou ainda mais blindada por fiadas de ferro e chapa. Os carros devoraram praças e jardins. Esconderam-se nas caves dos prédios e cercaram os quarteirões onde vivemos. Já dificilmente posso usar a bicicleta.

O caos na mobilidade, o custo da energia, a degradação da qualidade de vida, a falta de espaços de locomoção em segurança, a pegada ecológica e a evidente alteração climática resultado do modelo industrial e de mobilidade do paradigma actual, faz inevitavelmente querer mudar. Mudar para cidades mais humanizadas. Cidades com zonas pedonais, arborizadas, cicláveis. Com transporte público de qualidade, onde use o carro quando e onde necessário sem que ele seja a única forma de chegar onde quero. Carro que não polua, mas que sela alimentado a energia de fonte renovável e produzida por um aparelho de dimensão doméstica. Uma eólica ou fotovoltaico no telhado da casa que produza a energia que necessito. Sem facturas nem ivas nem outras complicações.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:27
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Sexta-feira, 2 de Agosto de 2019

Roteiro por Terras do Nordeste Tranamontano

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O Nordeste de Portugal oferece vários ambientes, paisagens e muitas oportunidades de conhecer uma riqueza patrimonial que como nacionais deve ser do nosso orgulho e do nosso usufruto.

Para cima de Vila Real, há um roteiro de cidades começadas com a letra M e que constituem um roteiro de agradável interesse turístico.

Murça destaca-se na paisagem por ter todo o espaço do Concelho plantado a vinha, nos melhores terrenos. Alguns destes são terras de benefício. Ou seja, podem produzir vinho do Porto. Outros terrenos mais pequenos ou mais inclinados com oliveira. E ainda outros com amendoeira e outras árvores de fruto.

Mirandela continua a paisagem iniciada em Murça. É o centro da Terra Quente transmontana de grande riqueza agrícola. Mostra-se agradável. Preserva a ponte românica. O rio faz um grande espelho de água onde se desenvolvem várias actividades náuticas. Os espaços de jardins amenizam a intensidade do calor no verão e abrigam do vento em tempo de inverno. Os Távoras já aqui foram influentes. O seu Paço é agora a sede do Município, depois de já ter sido Quartel e Liceu.

Macedo de Cavaleiros tem posição privilegiada junto da albufeira do Azibo. Soube aproveitar muito bem este enorme potencial turístico. Conta já com duas praias que se repartem por pequenas enseadas que lhes dão dimensão humana, e tranquilidade. Mas muito mais potencial tem este grande lago resultante da barragem do Azibo. Há ainda muito a desenvolver.

Mogadouro fica já um pouco deslocado para o interior e isso sente-se no seu desenvolvimento. A terra natal de Trindade Coelho preserva ainda o castelo que foi doado a Pedro Lourenço de Távora em 1401 e o pelourinho símbolo de Concelho por Foral de D. Afonso III em 1272. A existência de arte rupestre na Boca da “Ribeira do Medal” conforma a ocupação desde território desde o Paleolítico Superior (42 000 anos), e em Penas Roias com vestígios de pinturas do Calcolítico (4 500 anos). Pena que o turismo local não tenha bons roteiros com estes lugares, estradas, caminhos e todas as indicações e condições necessárias à valorização detes lugares, com excepção da informação do castro de Vilarinho dos Galegos.

Miranda do Douro encostada a Espanha, beneficia turisticamente dessa posição. Impressiona pela sua fortificação. Conserva o que resta da explosão do castelo, e preserva e recupera o paço episcopal. Pertencia à Arquidiocese de Braga, até que em 1545 ganhou o estatuto de Diocese. É dividida em 1770 passando a existir uma outra em Bragança. Volta a unir-se em 1780 com sede em Bragança. Desde 1996 a designação é de Diocese de Bragança-Miranda.

publicado por antonio.regedor às 16:36
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Quarta-feira, 5 de Junho de 2019

PASSADIÇO DO PAIVA

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É um dos que produz mais impacto ao visitante. A região é maravilhosa. Possui ainda grande diversidade biológica. O Rio é límpido, com muito peixe. Comporta várias práticas desportivas e de lazer.

Para chegar, tomando a direcção de Arouca, deve seguir a partir daí pela Estrada ER 326-1.

O percurso total do passadiço têm a extensão de 8 650 metros na sua maioria em madeira, e com pequenas ligações em caminho de terra. Tem uma parte fracamente mais difícil. A do Areinho até ao Vau por ser mais acidentada e menos protegida por vegetação. Pasado esse troço mais difícil, é sempre a descer, ao longo do rio, pela margem muito arborizada, o que lhe confere frescura e agradável sensação de passeio na natureza.

Recomendo começar pelo Areino. É uma pequena praia fluvial. Arborizada. O primeiro kilómetro é plano em terra batida até ao sopé da encosta que será subida em escadaria. Não se entusiasmem. Subam lentamente, aumentando o ritmo cardíaco lentamente. Aproveitem a paisagem, tirem fotografias, conversem. A subida será tanto mais agradável quanto mais lenta. No cimo sentirão uma sensação de vitória, satisfação pelo que já percorreram e domínio da paisagem. Aí verão a construção da ponte pedonal na zona da Cascata das Aguieiras. Tal como na subida, agora é outra escadaria a descer a encosta até uma cota próximo do leito de cheia desse maravilhoso rio Paiva. A partir daí, o percurso vai sempre a descer dando a sensação de plano. Acompanha o curso do rio. Sensivelmente a meio há outra praia fluvial. A do Vau. Com apoios para refeição ligeira, sanitários e muita frescura para os dias de calor. Recompostos à medida que se aproxima o fim do passadiço, na Espiunca, fica a vontade de fazer mais. Divirtam-se.



António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 10:04
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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017

ALMARAZ E OUTRAS COISAS MÁS

CAPA Livro MIA v1_1.jpg

 

 

É um livro sobre o nuclear, coordenado por António Eloy.

Tem mais de trinta colaborações que abordam de diversas formas as questões e as actividades contra a poderosa indústria da produção de plutónio agregada ao nuclear de produção energético. É todo um mundo político, financeiro e industrial e militar que tem alguns combatentes e que neste livro dão testemunho na priemira pessoa. 

A primeira apresentação do livro será em Cuenca no dia 24 de Novembro, onde estarão cerca de dez colaboradores.

No  dia 7 de Dezembro, entre as 19 e as 21 horas, será o lançamento nacional  será na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa.

 

São colaboradores:

 

António J.Regedor,

António M. Redol,

António Sá da Costa

Carla Graça

Carlos Laia,

Carlos Pimenta & Henri Baguenier,

(Chema)José Mazon,

Francisca(Paca)Blanco,

Francisco(Paco)Castejon,

Francisco Ferreira,

Isabel do carmo,

João Joanaz Melo

João Paulo Cotrim,

José Luiz A. Silva,

José Martins de Carvalho

José Ramon Barrueco,

Manuel Collares Pereira,

Luís Silva,

Miguel Manzanera,

Mila Simões Abreu,

Nuno Farinha,

Nuno Sequeira,

Paulo T, Santos,

Pedo T.da  Mota,

Raquel Montón,

Romão Ramos,

Susana Fonseca & Nuno Borge,

Viriato Soromenho Marques,

Yolanda Picaso.

 

publicado por antonio.regedor às 12:14
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2015

Um grão de areia em 40 anos de cidadania e ambientes. Apresentação no Porto

4 Março.jpg

 

“Um grão de areia em 40 anos de cidadania e ambientes” de António Eloy

Apresentação no Porto

Dia 4 de Março ás 18h30m no R’Domus, Rua da Arménia. (Miragaia).

 

 

António Eloy, na primeira pessoa, faz uma viagem de 40 anos pelo ambiente em Portugal.

O livro em que faz essa viagem tem por título: “Um grão de areia em 40 anos de cidadania e ambientes” com prefácio de Paulo Trigo Pereira, e foi editado pela Esfera do Caos.

Está lá o surgimento do movimento ecologista em Portugal, a Luta, ganha até agora, contra a nuclear e outras vitórias e derrotas na cidadania do ambiente e outras cidadanias.

O livro será apresentado no Porto, dia 4 de Março pelas 18h30m no R’Domus. O local é um bar simpático e acolhedor situado em Miragaia, na Rua da Arménia. (Frente ao edifício da Alfandega, hoje Museu dos Transportes).

A iniciativa tem o apoio de duas associações de ambiente:

FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens

e

CAMPO ABERTO

O autor estará, obviamente presente, para discussão, e a apresentação será feita por mim, António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:20
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

40 anos de cidadania e ambientes

Capa 235 EdoC Grao Areia.jpg

Está em preparação o lançamento, no Porto, do livro: “Um grão de areia em 40 anos de cidadania e ambientes” da autoria de António Eloy.

A edição é da esfera do Caos, com prefácio de Paulo Trigo Pereira.

António Eloy é uma das várias figuras históricas do ecologismo português e que neste livro reflecte sobre estes 40 anos já de corridos na história do ambientalismo português.

 

publicado por antonio.regedor às 17:18
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