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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

Rio das Flores

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TAVARES, Miguel Sousa – Rio das Flores. Cruz Quebrada: Oficina do Livro, 2007.

Um romance onde o autor aproveita para fazer grande incursão política, dando a sua visão da primeira metade do século XX.   Sobe o clima socio-político faço apenas uma citação. Todas as outras são apreciações psicológicas do potaginista do romance. 

O sul do país, resulta de uma longa construção em que a cultura andaluz é muito macante. E na seguinte  citação  saboreia-se o caldo cultural  de Sevilha Andaluz. 

“Uma multidão que caminhava compacta, como um rolo compressor, a pé, a cavalo, de carruagem, de charrete, pelas ruas, pelos passeios, através dos jardins.”... “Sevilha inteira caminhava em direcção à Maestranza, como os adoradores do Sol...”  p.28

“Belmonte nascera no Triana, o mais andaluz de todos os bairros de Sevilha.”   p.29

O clima politico do início do século vinte, não era ainda indiferente nem tinha memória afastada da guera civil do século anterior te dividido a monarquia liberal da absolutista,  a que também não era alheia a fractura burguesa e monárquica terratenente. Nem a formação dos partidos na capital e que estendiam a influência pelos caciques na província  num modelo de reminiscência feudal. Coisa que ainda hoje se torna necessário combater. 

“O sufrágio universal? Ó filho, não me venhas com o sufrágio universal, que essa até dá vontade de rir! Sabes quem é que vai ganhar as eleições parlamentares, aqui”...  “Sabes quem vai ser o próximo presidente da Câmara?”... “quem eu disser ou quem disser aquele pateta”...  “É só esperar para ver qual de nós os dois está disposto a gastarmais dinheiro com a eleição...”  p.59-60

As restantes citações, são mais do for psicológico, do subjectivo, do pessoal. Mais íntimas. São o sal do romance. 

“a forma como a luz da Lua entrava pela janela do quarto à noite e vinha pousar-se ao lado da almofada, como se fosse um amante furtivo...”  p.187

“Nós, os Ribera Flores, vivemos os nossos desgostos em silêncio: nem falamos, em tom natural, como se nada tivesse acontecido, nem choramos.”   p. 280

“apanhou o Sud-Express...Jantou sozinho. ... Mas estava imensamente feliz. ... feliz poe estar sozinho, ...Bebeu vinho branco a mais ao jantar,” p.298-299

“Há decisões que se tomam e que se lamentam a vida toda e há decisões que se amarga o resto da vida não ter tomado.”  p.527

“Mas desculpa este arrazoado que, decerto, pouco te dirá. Leva-o à conta de quem não tem com quem desabafar, aqui fechado entre morros,nesta lindíssima casa, nesta deslumbrante fazenda, nesta tremenda solidão.”   p. 541

 

 António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:50
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