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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018

Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África

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Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África. Porto: Porto Editora, 2017.
 
 
Um romance muito actual “- Explica a tua ideia sobre o aproveitamento da notícia do emigrante que quer comprar uma igreja para enterrar a mãe. Se os militares já venderam quartéis, fortalezas e castelos, se os ministérios do Estado já venderam estradas, pontes e até o espaço aéreo, se a justiça vende tribunais , prisões e sentenças, se os deputados da nação venderam feriados, água, luz e lixo, porque não se hão de vender igrejas, capelas e santuários, com ou sem os santos? P. 13
“Miguel Barros concluiu, depois de desligar o telefone:
-O director do jornal vende cabidela e esta jornalista é da nova escola...” p.16
O Norte do País bem apresentado “ – Sou a Lerna. Não sei de onde vem o raio do nome, mas há por aqui muitos destes. Ocupem os últimos quartos e não se preocupem se ouvirem barulho de noite. São os trabalhos das meninas do bar...” p. 18
“a dona do café Santiago regressou à sala para receber o dinheiro e levantar as chávenas e os copos. ... Quando chegaram à pensão Maria da Fonte, já Lerna sabia onde tinham estado... p. 19 e 20.
“...filosofei que a vocação é um sofisma para iludir o peso das circunstâncias nas nossas vidas. Os meus antepassados não vieram ao mundo com particular vocação para as Leis e o Direito, como o cardeal Cerejeira não nascera para levar almas ao Céu. Nem Fernão Mendes Pinto, nem Camões dispunham de uma agulha magnética interior que os vocacionasse para viagens a longas distância e relatos maravilhosos das suas aventuras. Foram as circunstâncias, numa feliz conjugação, que estiveram na origem do impulso decisivo para a viagem que me levou a África.” p. 53
“Como dizer-lhes que o mal atinge as coisas da vida, mas não a vida, e que o extremo sofrimento não é a morte?” p.115
“Aprendera com os mercenários e os comerciantes que frequentaram o seu hotel que cada tiro disparado num sítio qualquer está a dar dinheiro a alguém” p. 123 – 124
“...uma guerra , mesmo no mais remoto território, nunca é um acto isolado, faz parte de outras guerras.” P.163
“Em 1968, Lisboa foi o palco de uma farsa do Minho a Timor. Salazar estava incapacitado para o cargo de chefe de governo desde a queda que sofrera, mas enquanto não morria, continuava a receber ministros e secretários para representações teatrais de cenas de falsos despachos 173
“Homens como eles ou se matam, simulando que se deixam matar, ou têm de matar. “ p.178
“...a dor da derrota é maior e mais profunda porque não busca a glória nem lutam pelo reconhecimento do herói, mas pela paz interior de conseguirem o que entendem ser o seu dever,...” p. 179
O capítulo XVIII “As derrotas” é fabuloso. O Pide, O mercenário, O aventureiro que muda de identidade, a filha do pide, a informadora da pide, agente secreta, protectora e muita outra coisa, dão vida a toda a história. São sujeitos de circunstância . Idealistas, desiludidos, sobreviventes.
publicado por antonio.regedor às 15:54
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