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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2022

Estádio das Antas

Estádio Antas anos 50.jpg 

( Ciclo memórias do Porto 3)

Este foi o estádio onde treinei atletismo.  Foram muitas horas às voltas  na pista. Quatrocentos metros circundavam o relvado destinado ao futebol. As bancadas não circundavam completamente o terreno. Esse espaço entre bancadas era  denominado a zona de peão. Nos dias mais pequenos, as luzes acendiam e o treino era feito à luz artificial. Um dos treinos consistia em subir e descer as bancadas, ziguezagueando e de forma contínua. Não era ainda o tempo das cadeiras. Um lanço comportava a zona de sentar e uma faixa onde se colocavam os pés. A corrida consistia em fazer de uma só passada esse conjunto de distância. Aí se testava a força nas pernas e a bombada do coração.  Outras vezes a corrida era nos terrenos de cascalheira à volta do estádio.  Aprontava-se a resistência para o corta-mato. Foi na pista de atletismo do Estádio das Antas que pela primeira vez vi e experimentei sapatos de pregos usados para as corridas de velocidade. Também aí aprendi a saltar barreiras e a fazer a corrida e obstáculos e com a vala cheia de água. Quem sabe se isso também me ajudou ao desempenho nos exercícios no serviço militar. Em todo o caso, guardo as melhores recordações desses treinos no Estádio das Antas. E ainda hoje sinto a satisfação de como se era bem tratado.  De chegar ao roupeiro e receber equipamento azul e branco. Do banho quente depois do treino. Da caneca de chá quente e exageradamente adoçado com que no final do treino éramos recompensados.  

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:20
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