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  <title>BIBVIRTUAL</title>
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  <pubDate>Tue, 11 Oct 2022 21:29:00 GMT</pubDate>
  <title>Portugal e as Colónias</title>
  <author>antonio.regedor</author>
  <link>https://bibvirtual.blogs.sapo.pt/portugal-e-as-colonias-368863</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;corde rosa.PNG&quot; height=&quot;453&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B7c180b72/22372231_snaCJ.png&quot; style=&quot;width: 579px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;579&quot; /&gt; &lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A triste sina das colónias portuguesas&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Revolução industrial criou novas necessidades em energia, matérias-primas e minérios aos países que se iam industrializando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi isso que os fez olhar a África mesmo àqueles que não tinham aí tradição de presença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo Portugal não tinha presença na ocupação do território africano. Apenas colonizava feitorias costeiras e pequenos territórios à volta delas.  A ocupação do território era uma fantasia e o direito histórico da ocupação do território pouco ou nada consistente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os finais do século XIX há muitos conflitos entre zonas de influência de cada país industrializado em África, o que se compreende pela necessidade de assegurar os territórios com as matérias-primas necessárias a cada um desses países.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 1870 Portugal sente a necessidade de alargamento para o interior dos territórios que colonizava. E essa tarefa vai ser realizada pela Sociedade de Geografia de Lisboa no intuito de  travar o expansionismo Britânico do Cairo ao Cabo. E desenvolveu as acções recorrendo a subscrição pública destinada a estabelecer estações civilizadores nas colónias. Daí a a pretensão do mapa côr-de-rosa.  O que fica deste episódio da subscrição pública é o fraco empenho da monarquia portuguesa na questão colonial. Também não será de admirar, já que se trata de uma casta política essencialmente terratenente  que também não se empenha na industrialização. E é o baixo nível de industrialização que não a leva a monarquia portuguesa a  olhar o interesse estratégico das colónias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É em 1887 pouco antes da Conferência de Berlim convocada para dividir a África pelas potências industriais europeias que Portugal desenvolve as poucas iniciativas de expedição pelo interior das colónias, protagonizadas por Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto. E por aqui se ficam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obviamente que em 1884/1885 na Conferência de Berlim  não é reconhecido o critério do direito histórico. Fica determinada a livre circulação dos rios. No caso de Portugal refere-se ao Congo, Zambeze, Rovuma. E Portugal perde a foz do Rio Congo, ficando apenas com Cabinda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Ainda no ano de 1885 no ano da conferência Portugal negociou com a França e a Alemanha a delimitação das fronteiras dos territórios portugueses. Assinou com a frança em 1886 onde ainda apensou o mapa cor-de-rosa. Com a Alemanha foi em 1887 e também aí colocou o mapa cor-de-rosa. Também essas negociações explicam as fronteiras traçadas a linha recta com o Congo e com a Namíbia e também com a Zâmbia.  De nada adiantou para os ingleses o mapa côr-de-rosa. Prevaleceu a vontade do mais forte. As fronteiras das  colónias portuguesas eram resultado dessas negociações e da partilha colonial da África e não da herança deixada pelos feitos heróicos dos portugueses como dizia a propaganda salazarista no tempo da ditadura.    &lt;/p&gt;</description>
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  <category>portugal</category>
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  <category>conferência de berlim</category>
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  <pubDate>Fri, 19 Mar 2021 12:32:00 GMT</pubDate>
  <title>Portugal na 1ª Guerra. Mau caminho.   </title>
  <author>antonio.regedor</author>
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  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot;&gt;&lt;img style=&quot;width: 860px; padding: 10px 10px;&quot; title=&quot;R8b0e7ec689aaa3be38816ecb75c3ad06.jpg&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5f172d19/22044627_vu9Fh.jpeg&quot; alt=&quot;R8b0e7ec689aaa3be38816ecb75c3ad06.jpg&quot; width=&quot;860&quot; height=&quot;593&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No início do século XX os Republicanos Portugueses alinhavam pela ideia dominante europeia do colonialismo. Na realidade, o colonialismo do século  XIX e XX era a consequência lógica do processo de industrialização europeia e da necessidade de matérias primas que se obtinham essencialmente fora do continente europeu e nomeadamente na África ainda virgem das madeiras e carvão, dos minérios e culturas agrícolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas ao contrário de outros países europeus já na fileira industrial, Portugal tinha perdido muitos anos na guerra civil entre os monárquicos. Os liberais, que queriam o progresso da indústria, da ciência e a ascensão da burguesia urbana contra os conservadores, ligados ao rentismo da terra, à exploração dos “caseiros” e ao domínio da religião.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro dos liberais ganhou a grande burguesia, ligada ao comércio internacional, aos monopólios  à finança e cambismo e dependente dos ingleses. E a “Regeneração” e o “Fontismo” acentuaram a dependência à finança inglesa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No início do século XX o Portugal permanecia, numa agricultura de subsistência,  numa ruralidade demográfica, numa ignorância escolar, numa dominação religiosa. E na já referida  dependência financeira do exterior e especialmente da Inglaterra. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A permanência na ruralidade e o atraso na industrialização não deixaram de colocar Portugal na repartição das colónias africanas  feita na conferência de Berlim. E a dependência financeira à Inglaterra juntamente com a antiga aliança entre os dois países não deixaria de influenciar os acontecimentos da segunda década do século XX.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não admira que na primeira guerra a opção portuguesa fosse apoiar os ingleses. Logo em 1914, no mês de Setembro foram enviadas tropas para Angola e Moçambique para defender as fronteiras contra os alemães. No ano seguinte, 1915, o Partido Democrático ganha a  maioria absoluta para a Câmara dos Deputados e para o Senado. E a 6 de Agosto Bernardino Machado é eleito  Presidente da República.   &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1916 é o ano em que os acontecimentos se precipitam para a guerra. Instigados pelos ingleses, Portugal, a 23 de Fevereiro, aprisiona os barcos Alemães atracados em portos nacionais, aprovando o  Decreto 2229 de 24 Fevereiro com as assinaturas de Bernardino Machado, Afonso Costa e Norton de Matos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portugal quebra declaradamente a neutralidade. Manda regressar de Berlim o embaixador  Sidónio Pais.  Permitiu o trânsito de tropas inglesas por Moçambique,  autorizou a utilização da Madeira como base inglesa e vendeu-lhe material de guerra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obviamente deu todos os argumentos para a Alemanha declarar guerra, o que aconteceu a 9 de Março de 1916.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir daí a consequência foi a participação com tropas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Julho, em Tancos foram formados trinta mil militares comandados por Norton de Matos. A França é autorizada a utilizar vinte e cinco baterias de artilharia portuguesas. E a 30 de Janeiro de 1917 embarcaram em três navios ingleses o Corpo Expedicionário Português comandado por Gomes da Costa, mas que ficou às ordens do comando inglês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portugal a quem a Alemanha declarou guerra directamente, não teve sequer capacidade de projecção de tropas e limitou-se a mandar canhões e homens para ser comandados por ingleses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desfecho é conhecido a par de internamente haver muita fome e muito descontentamento como o que ficou conhecido  pela “revolta da batata”, e ser necessário  a 12 de Julho colocar Lisboa em Estado de Sítio  em resposta ao movimento grevista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pelo meio ainda aconteceu o  milagre de Fátima.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;António Borges Regedor&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>republicanismo</category>
  <category>corpo expedicionário português</category>
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  <category>1ª guerra mundial</category>
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