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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022

Incompatibilidade do Islão com os direitos da mulher

mulher islâmica.jfif 

Ao cidadão comum impressiona ver a mulher islâmica caminhar de véu, atrás do homem, carregando o estigma, a inferioridade, a submissão, a dependência  e segregação de género, por vezes acompanhada das outras três em igual condição.

Não é que nós, os mais velhos, não tenhamos visto alguns destes aspectos em tempos mais recuados da nossa vivência, ou seja,  até cerca dos anos sessenta do século passado.  Mas a laicização da sociedade, a afirmação dos direitos humanos e da igualdade de género tornaram, ainda que lentamente, a vida das mulheres mais digna.

O feminismo como movimento social, também contribuiu para a mudança de mentalidade, de costumes e de respeito pelas mulheres. Também alguma influência do feminismo ocidental se fez sentir no mundo islâmico.  Nomeadamente pela influência britânica no Egipto ainda no século XIX. A opressão da mulher islâmica é entendida no uso do véu, em ter de aceitar  a poligamia,  na reclusão da mulher, na submissão enquanto esposa e na diferenciação dos papeis de género.

As concepções feministas ocidentais tiveram a simpatia de Huda Sharawi,  que fundou a União Feminista do Egíto, e em  Duriyya Shafiq ,  que foi fundadora da União das Filhas do Nilo.  

Apesar de querer o acesso à profissão das mulheres islâmicas,   Huda Sharawi afirmava não pretender mudar a sharia.

Já Zainab al-Ghazali,  fazia parte da Irmandade Muçulmana, e  apesar de alguma influência ocidental, nunca admitiu contradizer a religião.  Entendia apenas  que a mulher também deveria ocupar espaço no plano público e político,  mas devia fazê-lo no contexto do corão e da sunnah dando prioridade ao seu papel de mãe e esposa.   Zaibab nunca colocou em questão a forma como o islão trata a mulher.

Zainab em 1917 fez inicialmente parte da  União Feminista do Egipto, para logo de seguida, e em ruptura,  criar a associação da Mulher Muçulmana.  A sua influência religiosa é a de um exegeta corânico e teórico do Islão político chamado   Said Qutb. Esta figura é também  ideólogo  da Irmandade Muçulmana do Egipto. Foi influenciador da Revolução Iraniana de 1979 e da Al-Qaeda. Politicamente Zainab foi activista da  Irmandade Muçulmana.

Para Zainab a mulher era fundamental para a criação de uma sociedade islâmica forte. Como mães e professoras deviam ser íntegras e religiosas. Deviam conhecer o corão, a sunnah, a política e a geografia mundial.

O feminismo hoje em dia é mais diversificado.  Há exemplos de protestos feministas em mesquitas dos EUA contra a divisão dos sexos na oração. Há também o movimento Musawah de acabar com a poligamia no islão.  

No fundamental as várias tentativas de melhor exprimir os pontos de vista da mulher no islão, estão sistematicamente inquinadas pelo  peso  do corão, da sharia e da sunnah  na estrutura cultural, da mulher muçulmana.

No  geral a consciência do respeito pela mulher, pela igualdade de direitos e contra os preceitos segregacionistas, de clausura da mulher e da sua  menorização é muito fraco no mundo islâmico.  

Ninguém espere que os homens islâmicos um dia acordem de boa consciência para estabelecer a igualdade e respeito entre homem e mulher. Os homens do islão serão sempre barreira, mas há ainda outra barreira. A das próprias mulheres incapazes de aspirar à sua identidade ontológica.  Essa é a principal barreira. A que está na cabeça das mulheres islâmicas.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:22
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