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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021

Porquê ciclovias?

ciclovias.jfif

O trânsito automóvel privado é cada vez mais insustentável nas sociedades modernas.  Causa enorme impacto no urbanismo. A mobilidade automóvel é a responsável por grande fatia de consumo de energia fóssil. Do ponto de vista da mobilidade, do urbanismo, da qualidade de vida, da humanização das cidades, o modelo automóvel está esgotado.

A cidade tem absoluta necessidade de se modificar para ganhar mais dimensão humana, mais qualidade ambiental, mais ordenamento do território, mais eficiência, mais economia e poupança de recursos.

A bicicleta nas suas formas tradicional ou eléctrica tem-se mostrado a melhor solução de mobilidade urbana.  Estudos científicos aponta para a eficiência em pequenos percursos. A facilidade de uso, o baixo risco de acidentes, a versatilidade nos diversos espaços urbanos. Ainda os factores associados à saúde e a enorme vantagem do ponto de vista económico fazem da bicicleta o transporte ideal para todas as idades em meios urbano e até interurbano.  Acresce que a mesma bicicleta  pode ser usada de forma funcional, em lazer ou desportiva.  

A partilha de vias de circulação com o trânsito automóvel não é problemática dentro do respeito do princípio da protecção do utilizador mais vulnerável. Princípio modernamente consagrado no código da estrada. Este princípio tem até a vantagem da moderação e acalmia das velocidades praticadas em meio urbano pelo trânsito automóvel.

As ciclovias são importantes para  garantir o uso da bicicleta  a cidadãos que não se sintam tão confortáveis, confiantes ou seguros na partilha das vias de circulação com o automóvel.  Permitem  possibilitar  mais cidadãos a usar a bicicleta. 

A condição para o uso das ciclovias em segurança e confiança é que sejam segregadas. Isto significa terem um canal próprio, bem delimitado, com separador e a um nível diferente da faixa de rodagem automóvel.  Há níveis diferentes de ciclovias, mas quanto menos elementos protectores tiverem menos potenciais utilizadores captam para a utilização da bicicleta e mais ineficientes se tornam. Não se aumenta o número de utilizadores de bicicleta se não se lhes der adequadas  condições de segurança.  

Acresce ainda que as ciclovias resultam ainda em benefício dos automobilistas por lhes diminuir os riscos e aumentar a fluidez de trânsito.

As ciclovias serão assim entendidas como vantagem  para o ordenamento do trânsito, para a segurança, para a fluidez do trânsito e para a mobilização de muitos mais cidadãos para a mudança de paradigma de mobilidade, para a cidade mais humana, para a melhor qualidade de vida,  melhor saúde e melhor economia.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:40
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2021

CICLOVIAS, DEFINIÇÃO

cd.jpg

Ciclovia é um espaço segregado para circulação exclusiva de  bicicletas. Consiste na separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. Normalmente a um nível superior do da via de circulação automóvel.

A ciclovia pode ser segregada através de murete com ou sem sebe que lhe confira expressão de afastamento e estática. Um destes exemplo é a da Avenida da Boavista no Porto.

Poderá também ser segregada por pilaretes, canteiros ou outras formas que impeçam os automóveis de as ocupar ou nelas circular ou estacionar.  Essa a razão por que devem estar a um nível diferente da via de circulação automóvel impedindo-os de a usar.

Ciclofaixa será apenas uma faixa pintada no chão. Mas até mesmo esta deverá ter separadores, sem os quais facilmente será desrespeitada. E sem separadores não dá confiança e segurança a utilizadores de bicicletas menos experientes. A falta de segurança dita o afastamento dos utilizadores de bicicletas das ciclovias. A falta  de separadores nas ciclovias dita a inutilização desse equipamento e a desvirtuação da sua função.

As ciclovias podem ser funcionais ou de lazer.

As funcionais são as que se desenvolvem em espaço urbano ligando pontos como os interfaces, os locais de trabalho ou escolas, hospitais, mercados, locais de lazer, comerciais ou administrativos (tribunal, câmara). Em todos devem ser colocados equipamentos de estacionamento de bicicletas. Sem equipamentos de estacionamento as ciclovias não são funcionais e desincentivam ao seu uso.

É bom que quem desenha ciclovias, o saiba fazer.

 

António Borges Regedor

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publicado por antonio.regedor às 12:31
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Segunda-feira, 2 de Agosto de 2021

O preço da energia

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Estamos perante uma crise climática. A temperatura do planeta aumenta. O nível do mar sobe. Os fenómenos climáticos são cada vez mais extremos. É urgente a redução de emissão  de gases de efeito de estufa. O aumento da temperatura da terra por acção do Homem iniciou-se com a revolução industrial e o enorme consumo de carvão e agravou-se nos tempos modernos com o brutal aumento do consumo de petróleo. Resulta a absoluta necessidade de reduzir o consumo de combustíveis fósseis. A manutenção dos padrões de qualidade de vida são altamente consumidores de energia e isso implica a necessidade de produzir energia, nomeadamente a eléctrica sob outras formas e métodos. Desde logo a produção de energia renovável. A que esta mais disponível na natureza. O sol, o vento, a água, o mar e as ondas. E as anergias renováveis são aquelas que mais se adaptam à produção em pequena escala. Ou seja, à escala local e doméstica. Painéis solares ou fotovoltaicos, eólicas helicoidais são fáceis de colocar em pequenos espaços ou telhados. São facilmente dimensionados a consumos domésticos, condomínios, fábricas eu comunidades. O mesmo para mini-hidricas em consumos industriais ou pequenos aglomerados. As energias renováveis aproximam-se da neutralidade carbónica e da descentralização da produção. Constituem factor de democratização da produção energética e independência face aos  monopólios da energia. Desta forma será possível interferir no preço da energia. As multinacionais da energia deixarão de impor os preços quando cada um for livre de produzir a energia de que necessite.

 

António Borges Regedor

  

 

publicado por antonio.regedor às 14:56
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2021

Espinho. Interpretando os dados censos 2021

abate ria 19.jpg

 

Interpretando os  dados do Recenseamento 2021 em Espinho.

Espinho está a perder população a uma taxa superior à nacional. O Concelho de Espinho nos últimos dez anos perdeu 2,4% da população. É uma perda superior ao valor de  referência nacional que foi de 2%. Espinho está a perder população a uma taxa superior à nacional. Portugal está com 10.347.892  de cidadãos. Espinho  tem  31.027 residentes à data de 28 Julho de 2021.

O Concelho tem mais agregados familiares a partilhar alojamento. Cerca de metade dos novos agregados familiares partilham alojamento.  O fenómeno de partilha de alojamentos está habitualmente  relacionado com perda de rendimento. A redução de alojamentos no Concelho é coincidente com a redução do número de edifícios. O número de agregados familiares subiu 4%, enquanto o número de alojamentos aumentou apenas 1,4%.

Espinho verifica o fenómeno de concentração da população.  O crescimento de 6% população da Freguesia de Espinho ( de 9.832 em 2011 para  10.418 em 2021), contrasta com a redução de habitantes em todas as outras freguesias.   Anta/Guetim recuou 3,3%, (11.766 em 2011para11.383 em 2021 ),  Silvalde tem menos 8,5% da sua população (6673 em 2011 para 6106 em 2021)e Paramos perdeu 11,2% dos seus habitantes. (3.515 em 2011 para 3.120 em 2021).

A única freguesia que mantém crescimento lógico é a de Anta/Guetim onde durante estes dez anos se registou aumento de agregados familiares, de alojamentos e de edifícios. Isto apesar de ter reduzido o número de habitantes como já referido. O que não será negativo pois poderá indicar agregados mais pequenos, menos partilha de alojamento e mais habitação.

Dados: INE

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:33
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Terça-feira, 27 de Julho de 2021

Eu e a minha microbiota

microbiota.jfif

Em tempo de pandemia e confinamento dou-me conta que não estou só. Pensando eu que me acompanhava de um livro, eis que o livro me fala da minha companheira de sempre e que eu não conhecia. A microbiota.   Segundo (Collen:2016)   Só no nosso tubo digestivo vivem 100 biliões de bactérias. E são cerca de quatro mil espécies diferentes no nosso cólon.  Os vírus dependem das células dos outros seres para se reproduzirem.  Mas não se pense que são apenas os maus da fita. “Os genes dos nossos micróbios… podem desempenhar determinadas funções no corpo humano de forma mais rápida e mais simples.” No estômago  há umas enzimas para fazer a digestão e ácido para matar micróbios indesejados. O apêndice é como que um armazém com reserva da flora intestinal.  Faz um repovoamento no caso de uma   intoxicação alimentar. Fico mesmo sem saber se sou eu que alimento os meus micróbios, enzimas, bactérias, fungos,  ou se são eles que constroem o seu mundo e que resulta no que sou.

 

Fonte: Collen, Alanna - 10% Humanos.  Lisboa: Penguim Random House, 2016.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:19
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Domingo, 25 de Julho de 2021

Otelo Saraiva de Carvalho (1936-2021)

Otelo 1.jpg

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho

(31/08/1936- 25/07/2021)

Não somos eternos. Mas podemos viver enquanto estivermos na memória de alguém.

Otelo será dos que viverá para além da morte, na memória dos Portugueses do seu tempo e na História de Portugal.

Otelo Saraiva de Carvalho foi um dos elementos da direcção do Movimento dos Capitães. Fez o plano de operações e dirigiu a movimentação das tropas que executaram o golpe militar de 25 de Abril, a que  se seguiu a revolução popular que colocou Portugal em democracia.  A primeira democracia com voto universal na história do país.

Otelo não foi um predestinado. Foi como todos nós fruto das circunstâncias. Na circunstância de um país em ditadura, em guerra colonial, isolado nas Nações Unidas. Otelo, tal como os seus camaradas, teve a coragem de conspirar contra a ditadura. Teve a coragem de organizar um golpe de estado contra a ditadura. Corajoso, voluntarista, ingénuo, generoso, líder.

Otelo  estratega do 25 de Abril que deu a liberdade a Portugal.

Assim o lembrará a História.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:23
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Sábado, 24 de Julho de 2021

Produção de Energia para autoconsumo

Paineis solars smas.jpg

É evidente a constatação da enorme dependência de energia a que estamos sujeitos.

Estamos actualmente dependentes dos grandes produtores de energia.

Nem sempre foi assim. Até meados do século XX a maior parte da energia consumida era produzida localmente pelos próprios. Quer de forma doméstica quer industrial. A lenha e o carvão consumidos domesticamente ou industrialmente eram a o panorama maioritário.  A utilização da água foi também largamente utilizada. Mesmo em pequenas unidades de produção de energia eléctrica, como era o caso das fábricas do Vale do Ale que na sua maioria rinham mini-hídricas  próprias.

Até à actualidade verificou-se o processo de monopolização. Todo o poder está nas eléctricas. Tornaram-se políticas de Estado, como se viu no negócio Português da venda da maior produtora. E como se vê nas fabulosas vendas de infra-estruturas produtoras.

A redução da dependência face a estes monopólios dominadores, será a inversão dos modelos descentralizados de produção de energia. A energia eléctrica será cada vez mais presente nos diversos consumos. Doméstico, industrial e mobilidade. Reduzir a dependência dos grandes grupos produtores implica produzir energia à escala das necessidades. À escala doméstica,  e à escala de condomínio. à escala empresarial e de pequenas comunidades. Seja por iniciativa individual, em sociedade ou cooperativa.

Este caminho do autoconsumo já começou. Instituições e particulares já produzem a energia que consomem. Reduz a  dependência dos monopólios. Aumenta a democratização  da produção energética.  

Foto: Paineis fotovoltaicos no serviços de águas e energia do Porto.

 

António Borges Regedor 

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publicado por antonio.regedor às 19:25
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2021

Percorrendo a Ecovia do Corgo (2)

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De Vidago a Vila Pouca de Aguiar

Vila Pouca de Aguiar fica no ponto mais alto da ecovia do Corgo, não contando com a necessidade de transpor o acidente montanhoso de Loivos.  Podemos considerar que a ecopista desde Vila Pouca de Aguiar, desce para Chaves, e desce no sentido sul para Vila Real e Régua.  

Na nossa metodologia de partir de um ponto e fazer um percurso com regresso, decidimos iniciar numa direcção de subida, para fazer o regresso  em descida de forma mais suave.

Partimos de Vidago onde logo à saída a pista segue em terra batida e ligeira subida que vai acompanhando a estrada nº2 em cerca de dois kilómetros. A partir de Oura desvia-se da orientação da estrada para fazer uma das ascensões com maior pendente. A que sobe até Loivos. Se o estado da ecovia até aqui não ajuda a ascenção por má qualidade do piso, daqui em diante torna-se evidente o abandono da ecovia. Despejos de entulho e monos (frigoríficos e outros electrodomésticos) no canal. Daqui em diante a vegetação e silvados invadem a pista. E se isso não fosse já deplorável, a via está apenas com balastro. Retiradas as linhas nenhuma outra intervenção foi feita para a tornar ciclável nem pedestre. O que podia ser um caminho de Santiago ou caminho de Fátima está irremediável comprometido. O que podia ser caminho turístico, é impedimento a tirar potencialidade dessa forma de economia de que o país tanto carece.

O mau estado da ecopista situa-se na território do Concelho de Chaves.  Em contraponto o traçado pelas localidades do Concelho de Vila Pouca de Aguiar é de boa ou razoável qualidade, está limpo e com a vegetação lateral aparada. É assim seguro para as práticas de lazer, ciclável ou peregrinação.

Obviamente, retomamos o percurso ciclável na ecopista que vai de Pedras Salgadas a Vila Pouca de Aguiar. Bom percurso feito a descer e muito agradável.

Do percurso Vila Pouca de Aguiar a Vila Real já o descrevemos no capítulo anterior, publicado no BIBVIRTUAL (sapo.pt)  a 18 de Julho de 2021.                          

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 22:54
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Domingo, 18 de Julho de 2021

Percorrendo a Ecovia do Corgo (1)

Furtinho.jpg

Percorrendo a Ecovia do Corgo

Segmento de Vila Real a Vila Pouca de Aguiar

Esta ecovia corresponde à  desactivada linha de caminho de ferro do Corgo.

Tem o Kilómetro zero na Régua e termina em Chaves ao kilómetro noventa e seis.

Partimos à descoberta desta ecovia.  A decisão foi começar pelo troço de Vila Real a Vila Pouca de Aguiar. A metodologia foi o de fazer os percursos nos dois sentidos. Primeiro em subida e depois o regresso em descida voltando ao ponto de partida. Isto a cada dia de percurso.

Vila Real corresponde ao Kilómetro 25  e inicia-se naturalmente na estação. Até Abambres o percurso está a receber obras de valorização.  São três kilómetros, que corresponde ao perímetro urbano,  onde, pelo que se percebe,  está a ser colocado piso e  iluminação. 

A partir de Abambres o piso é de terra batida e com algumas zonas de gravilha. A principal dificuldade é o perfil permanentemente ascendente. É sempre a subir até Vila Pouca de Aguiar numa extensão de vinte e nove kilómetros. A subida só alivia ligeiramente a partir de Tourencinho ao kilómetro 20.  No Concelho de Vila Pouca de Aguiar o piso da ecovia é asfaltado e em muito bom estado. O andamento dos últimos 9 kilómetros faz-se mais facilmente. 

Neste troço da ecopista, a partir de Abambres deixa de se encontrar qualquer ponto de apoio de comida ou bebida. A partir daqui  tem de se prevenir com água, sumos, energéticos ou comida. O percurso é de travessia de serra e só voltará a encontrar apoio,  dezassete quilómetros depois, em Tourencinho. E mesmo aí terá de fazer o desvio até à estrada nº2.

A partir daqui, mais nove kilómetros e chega a Vila Pouca de Aguiar. 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 23:22
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Quarta-feira, 14 de Julho de 2021

...

IMG-20210713-WA0004.jpg

Percorrendo a Ecopista do Corgo

A Ecopista do  Corgo resulta do canal por onde circulava o comboio da Régua a Chaves.

Esta linha de caminho de ferro foi inaugurada em 1906 até Vila Real  e em 1921 chegou a Chaves.   

Foi com a política do betão de Cavaco Silva que se desinvestiu na ferrovia.  O país foi atirado para a  construção de autoestradas. O troço de Vila Real para Chaves foi encerrado em 1990.

Com Sócrates a ligação da Régua para Vila Real foi encerrada para obras e com o Passos Coelho encerrou definitivamente.

O canal é agora uma ecovia e faz parte do  caminho de Santiago e Fátima. 

Fiz, em bicicleta, o troço de Vila Real a Vila Pouca de Aguiar. A parte urbana de Vila Real está a ser beneficiada (piso, iluminação etc.)  Fora da cidade o piso é em terra. Mas a melhor parte do percurso é no Concelho de Vila Pouca. Aqui tem piso asfaltado, as bermas limpas  e com corte de silvas.  

Tudo muito lindo, mas ainda  mais,  se o comboio voltasse a circular nesta linha.

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 23:10
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