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Quarta-feira, 18 de Abril de 2018

1º Encontro das Redes Intermunicipais de Bibliotecas Públicas.

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SEIA

 

Não sendo tão rápido como gostaríamos, nem com os recussos decisórios e financeiros da Administração Central, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas vai sendo construída.

Naturalmente, e por vontades e empenhamento diversos,as bibliotecas públicas vão-se ligando pela proximidade que forma a rede fina do que se pretende nacional. O isolamento não é a melhor opção.  Uma biblioteca por si é pouco. Por muito bem que desenvolva a sua missão, Em colaboração  ganha maior dimensão, visibilidade e recussos.  

A  Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, a  Câmara Municipal de Seia e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela organizam, no próximo dia 5 de Junho, em Seia, o 1º Encontro das Redes Intermunicipais de Bibliotecas Públicas.

“Trinta e dois anos nos distanciam da assinatura do despacho de criação da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas que colocou ao serviço do país instituições únicas no acesso ao conhecimento, equipamentos culturais de proximidade, que possibilitam o acesso gratuito à informação a milhares de pessoas. Uma revolução considerada silenciosa, alteradora dos equilíbrios sociais, essencial para o desenvolvimento social, cultural e educativo dos territórios.

A Direção-Geral dos Livros, Arquivos e Bibliotecas tem vindo a desenvolver uma estratégia de criação de redes intermunicipais de bibliotecas públicas municipais assente num contacto direto e de proximidade com os Municípios e os bibliotecários que pretende servir de base a um novo tipo de programa de requalificação de serviços, com uma visão inclusiva e diversificada no panorama biblioteconómico nacional.

É neste contexto que começam a nascer os Grupos de Trabalhos no seio das Comunidades Intermunicipais (aprovadas pela Lei 75/2013 de 12 de setembro), promovendo trabalho em rede descentralizado, de âmbito regional que, ganhando escala, tem fomentado o conhecimento mútuo e reforçado a identidade territorial.

Em pleno Século XXI, este é o momento de mudança de paradigma, tendo sempre como pano de fundo, a defesa do serviço das bibliotecas públicas, fomentando a cooperação e o trabalho em rede entre bibliotecas, numa lógica de partilha de recursos e serviços”.

 

 

O Encontro terá lugar na Casa Municipal da Cultura de Seia. O Programa estará disponível em breve.

Quero aqui expressar os meus parabéns à Dra. Teresa Rua, amiga, colega  há muito anos, que reconheço como competente, interessada, boa pessoa.

 Email: casacultura@cm-seia.pt

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:01
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Terça-feira, 17 de Abril de 2018

Utilidade social das Bibliotecas Públicas

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A  Biblioteca Municipal Almeida Garrett  (BMAG), no Palácio de Cistal, Porto  oferece excelentes condições para sábados em família.  Das coisas que mais me agrada é ver pais, mães e filhos a usarem de forma livre e diversa os espaços da biblioteca e partilhá-los com os restantes espaços do Plácio de Cristal, seja  a aventura da descoberta do contíguo  jardim romântico da quinta da macieirinha, ou do parque infantil deste espaço público da cidade do Porto. 

No sábado passado  a BMAG  teve um ainiciativa que podemos clasificar nas novas tendências de utilidade social da biblioteca pública. Destiva-se a um segmento de público que não tem sido o principal alvo da maioria das bibliotecas. O público adulto e já fora do sistema escolar. Claramente o público que pode constituir o principal segmento no futuro das bibliotecas.

A iniciativa da BMAG assume grande importância  do ponto de vista da saúde de todos nós. 

Trata-se de das a  conhecer o portal do serviço nacional de saúde

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:38
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

Memória do 15 de Abril de 1972

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15 de Abril de 1972

Em Portugal, vivia-se o Marcelismo.

Salazar, o ditador, já tinha morrido. Caiu da cadeira, nomearam um novo chefe de governo. Marcelo Caetano, e mantiveram o Salazar a pensar que continuava a ser o Presidente do Conselho de Ministros (como ele dizia). Os ultras da ditadura até ao chefe mentiam. De tal maneira que, já com o governo de Marcelo em funções, alguns ministros davam-se à farsa de irem ter com Salazar, simular que iam a despacho na cama do hospital.

Dou esta nota trágica, de cómica que se torna agora à distância, e que tem muito de kinestésica e merecia a risada num espectáculo de comédia.

Mas apesar da comédia, o terror da ditadura nada mudou, desde a morte de Salazar em 1970. A polícia política apenas tinha mudado de nome, a censura continuava. A guerra colonial agravava-se. A fome, a mortalidade infantil, a fuga para o estrangeiro eram o visível quotidiano de 1972.

Nesse ano a 15 de Abril, foi convocada uma manifestação para a baixa do Porto. Hora de saída dos empregos. Ponto de passagem para a estação de S. Bento e da Trindade. Terminal dos transportes colectivos, corredor de circulação para Gaia pelo tabuleiro inferior da ponte Luíz I. Centro nevrálgico da cidade, mas também de enorme valor simbólico. Praça da Liberdade, em torno da estátua equestre de D. Pedro IV, O liberal que segura na sua mão a carta constitucional. A estátua está no lugar onde as tropas liberais chegaram um dia depois de desembarcaram na praia do Mindelo, Leça, onde hoje se pode ver o obelisco da memória. Tropas que sofreram o cerco do Porto pelos absolutistas, mas que resistiram. Por isso o Porto se reclama de invicta.

A Avenida dos Aliados fica na contiguidade da Praça da Liberdade e sem que se note onde está o limite. Apesar do regime se posicionar no eixo Nazi, a Avenida dos Aliados é igualmente de grande valor simbólico para agregar os que se aliaram contra o nazismo e agora se pretendiam manifestar contra o regime da ditadura e resquício desses tempos.

Como era habitual, nos dias 1º de Maio, a Praça, a Avenida, Ruas e locais circundantes tinham mais gente. E também como habitual, a zona era cercada de polícia e infiltrada de pides e legionários à paisana. A determinado momento os transportes passavam os términos para o Largo do Carmo e Praça da Trindade, e com cargas de bastonadas toda a zona desde o passeio das Cardosas ao edifício da Câmara era varrida de populares.

Eu já tinha visto cargas policiais, policias à civil a colocarem braçadeiras e a puxarem de cassetetes, legionários que desocultavam fitas dos bolsos dos casacos e batiam desalmadamente quem iam apanhando na sua proximidade. Tinha já pontos de fuga pensados, por entre o avanço da polícia. Já tinha ficado encurralado na sequência de manifestações estudantis, mas sem consequências. Uma vez numa cervejaria da baixa, mas tinha subido para o primeiro andar, uma outra vez na rua de Cedofeita e sido abrigado numa casa comercial que logo de seguida fechou as portas à polícia.

No 15 de Abril estava praticamente entre a Praça e a Avenida, não muito afastado da rua de Sampaio Bruno, que seria um dos pontos de fuga. Tinha-se concentrado mais gente que habitualmente no primeiro de maio. O caminho para a Praça da Liberdade era de reconhecer o posicionamento da polícia. Como habitualmente o dispositivo consistia em colocar várias carrinhas cheias de policia atrás da Câmara Municipal, Na Praça D. João I, em frente à estação de S. Bento, Largo dos Lóios, e Praça Filipa de Lencastre. A zona literalmente cercada, ficando quatro ruas estreitas, e muito pouco tempo por onde fugir. A Praça, em volta da estátua de D. Pedro IV estava literalmente pejada de gente. Alguns rostos conhecidos. Movimentos comprometidos, olhares instintivos, ouvidos alerta. Desta vez, do lado norte da estátua equestre, ergue-se uma bandeira nacional e o desfile inicia-se. Arranca quase de imediato o avanço da polícia, as correrias e a agitação dos agentes da pide e legionários que infiltrados iniciam as bastonadas e fazem prisões. A manifestação só teve tempo de avançar até ao início da Avenida , até junto à estátua da menina despida. Mas esse tempo de percurso tão curto e tão rápido, foi demasiado para a fuga planeada. Desta vez, pela rua estrita de S. Paio Bruno também avançou a polícia. Estava encurralado e havia que voltar para trás, para o café sport. O mais para o fundo possível. E fechar a porta à polícia. O café parecia ter ficado vazio dado o espaço que mediava o ajuntamento ao fundo do café e a porta. Não havia conversa. O tempo foi suspenso, em silêncio. Aguardar o nada. Com mais silêncio e sem mais correrias. A polícia aparece na frente do café, mandando abrir a porta. A ordem foi evacuar o café. A saída foi em fila indiana, encostados à parede e a caminho da Rua Sampaio Bruno. Ficava a incógnita. Era só medida de evacuação ou encaminhamento para a cadeia? Numa barreira a meio da rua um polícia mandava para trás. Mas a informação de que estávamos no café e um chefe nos tinha mandado sair exactamente por ali, deixou continuar a fila indiana. O truque da serenidade resultou. A retirado foi por Sá da Bandeira. Mas pelo menos não fora preso.

 

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 13:47
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2018

Nuno Marçal (Bibliotecário ambulante)

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Para início desta rubrica , aqui no blog, tive necessariamente por optar pelo tema das itinerantes. Elas fazem parte do imaginário da maioria da população que viveu o século XX em Portugal. Um ano depois do início das emissões de televisão, a Fundação Calouste Gulbenkian concorre com essa nova forma de ver o mundo e envia pelo país bibliotecas cheias de livros para leitura pública. Hoje com uma rede de bibliotecas municipais, os bibliobus são um prolongamento daquelas.

Inevitavelmente a entrevista teria de ser feita a um bibliotecário que dá o rosto pelos bibliobus. Nuno Miguel Cardoso Marçal. Conheci-o em Portalegre, apresentado por um ex-aluno e amigo Norberto Lopes.

 

Onde decorreu a tua formação em ciência da informação?

No Curso de Especialização em Ciências Documentais (variante Bibliotecas) na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e ao volante da Bibliomóvel a percorrer estradas, terras e Pessoas de Proença-a-Nova.

Em 1998 estava a concluir a licenciatura em Sociologia e reflectia qual seria o futuro profissional que esse curso podia trazer no regresso a Castelo Branco. Resolvi apostar na especialização, num final de tarde sentado na esplanada da Faculdade reparei nuns folhetos de divulgação e entre eles estava o de Ciências Documentais. Não foi amor à primeira vista, mas ao longo destes anos aprendi a respeitar esta profissão e a amar tudo o que com ela está relacionada, principalmente neste campo das Bibliotecas Itinerantes.

Em 2006 houve uma reorganização funcional nos serviços da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova, simultaneamente o projecto da Bibliomóvel foi aprovado, financiado e concretizado. 26 de Junho de 2006 lá estava eu sentado ao volante de uma Biblioteca Itinerante(Bibliomóvel) a fazer aquela que seria a primeira de muitas andanças a ir,levar,estar e dar Biblioteca Pública sobre rodas.

Que outros serviços são prestados pela autarquia, aproveitando o bibliomóvel?

Sempre tive uma obsessão pela Utilidade da Biblioteca, creio que que está aqui a chave para a reconquista da relevância social e até da sua sobrevivência. Desde o início procurei trazer o máximo de funcionalidades e utilidades que pudessem abranger as mais diversas áreas, sempre com o intuito de ser mais útil, de fazer mais e tentar fazer melhor indo ao encontro das necessidades daqueles que todos os dias passam, entram e usam aquilo que somos, levamos e damos. Para além dos habituais e “normais” serviços prestados por qualquer Biblioteca, na Bibliomóvel possuímos também o Balcão Móvel do Município, onde se prestam alguns serviços relacionados com o preenchimento e entrega (via electrónica) de requerimentos e formulários disponíveis no Balcão Único do Município. Existe também a possibilidade de efectuar pagamentos e carregamentos de telemóvel com referencias multibanco, através de um ATM portátil.

Em 2017 iniciamos uma parceria com a Unidade Móvel de Saúde do Município, levando dentro da Bibliomóvel o seu técnico e com equipamento básico fazemos rastreios dos níveis de colesterol, glicemias e tensão arterial.

Achas ainda poder introduzir novos serviços? Tempo de comunicação com familiares tipo “skype” ?

Esse serviço esteve sempre presente quase desde o início deste projecto. Quando a internet foi instalada na Bibliomóvel, automaticamente ela foi usada por familiares para contactar com os seus que estão espalhados um pouco por toda a Europa, primeiro via chat e depois com a instalação de uma webcam juntamos as palavras com a imagem.

Hoje em dia com a proliferação de smartphones, a utilização deste meio de comunicação diminuiu no entanto como possuímos rede wi-fi, ela continua a ser usada para estabelecer contactos.

Mais que novos serviços pretendo consolidar os existentes, tentando sempre melhorando aquilo que já fazemos, prova disso é a instalação de um leitor de cartão do cidadão e a ajuda na criação e uso da Chave Móvel Digital.

 

A regressão demográfica não te preocupa?

Muito!

Nestes doze anos vi partir muita gente(demasiada), quer pela ordem natural da vida quer pela desordem desta realidade nacional que divide o nosso país entre um país de oportunidades e um outro onde o abandono, o envelhecimento da população são doenças, com curas anunciadas mas apenas com alguns paliativos receitados.

Quero e gosto de acreditar que podemos tentar fazer acontecer a diferença no quotidiano destas Pessoas e com esse espirito que todos os dias nos fazemos à estrada. Sou um optimista/realista e ainda tenho esperança num país mais equilibrado e igual no acesso a oportunidades de desenvolvimento sustentável. Ainda tenho esperança!

 

 

O CV do Nuno Marçal

 

  • IDENTIFICAÇÃO:

 

Nome: Nuno Miguel Cardoso Marçal

Data de Nascimento: 20/09/1974 em Castelo Branco

2 – FORMAÇÃO ACADÉMICA

 

2001 – Curso de especialização em Ciências Documentais, variante de Bibliotecas concluída na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

1999 – Licenciatura em Sociologia concluída, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

 

3 – EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

  • Bibliotecário-Ambulante responsável pela “Bibliomóvel” da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 26 de Junho 2006
  • Bibliotecário da Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o dia 3 de Janeiro de 2002.

 

4 – PUBLICAÇÕES

  • Editor do blogue http://opapalagui.blogspot.com/ , onde são relatadas as “Crónicas de um Bibliotecário-Ambulante por terras e gentes de Proença-a-Nova”.

5 – DISTINÇÕES/REFERÊNCIAS

  • Prémio ACLEBIM, Asociación de Profesionales de Bibliotecas Móviles – Categoria de Personas – 2008.
  • Nomeação para o Prémio Astrid Lindgren Award Memorial (ALMA) 2011 pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
  • Inclusão da Bibliomóvel de Proença-a-Nova para representar Portugal no portfólio Por Leer (2012) da responsabilidade da CERLALC, Centro Regional para el Fomento del Libro en América Latina y el Caribe (UNESCO).

 

 

Nota Biográfica

 

Nuno Marçal
Nasceu em Castelo Branco a 20 de Setembro de 1974.
É bibliotecário, por paixão na Biblioteca Municipal de Proença-a-Nova desde o ano 2002.

No ano de 2006 iniciou as funções de Bibliotecário-
Ambulante, onde tenta conciliar a Razão e a Paixão ao volante da Bibliomóvel, projecto itinerante de biblioteca, que se desloca pelas povoações das quatro freguesias do concelho de Proença-a-Nova com o intuito de divulgar o livro a leitura e sempre algo mais...
Editor do blogue: http://opapalagui.blogspot.com/ onde retrata e relata as andanças da Bibliomóvel por terras e gentes de Proença-a-Nova.

 

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Terça-feira, 10 de Abril de 2018

As Bibliotecas Públicas mexem. Almeirim.

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A Biblioteca Pública de Almeirim  promove, no programa escritor do mês, Paul Auster, um escritor ainda vivo e a produzir,  nascido em 1947 em Newark , uma cidade americana com muita  população portuguesa. Autor de Leviathan (1997) reeditado no ano passado;  Lulu on the Bridge (1999); A trilogia de Nova Iorque (2002); As loucuras de Brooklun (2006); A História da Minha Máquina de Escrever(2006); O livro das Ilusões (2009); Sunset Park (2010); Diário de Inverno (2012); 4 3 2 1 (2017),  entre outros.

Comemora o dia do Livro e o  dia Internacional do Livro Infantil, faz contos para bebés e para crianças, cinema para séniores. Tem uma sessão  temática denominada  Clientes da Cultura e ainda realiza uma Feira de Livro Usado.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:33
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2018

Biblioteca Évora

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No passado dia 25 de Março, a Biblioteca Pública de Évora fez 213 anos. A sua origem relaciona-se com a morte, em 1800, de Frei Joaquim Xavier Botelho de Lima que deixou no Paço Metropolitano um vasto e valioso núcleo de livros encadernados. É nomeado para Arcebispo de Évora D. Frei Manuel do Cenáculo. Foi com essas obras que estabeleceu o fundo original da futura biblioteca.

A crescente influência das correntes culturais do Iluminismo no nosso país e os progressos no comércio, indústria e, principalmente, do ensino que marcam este período do século XVIII tardio, contribuem para a paulatina mudança de mentalidades. Datam igualmente do século XVIII importantes e decisivas iniciativas no âmbito científico e educativo, de entre as quais destacamos, nomeadamente: a fundação da Real Academia de História (1720), a fundação do Real Colégio dos Nobres (1761), a instituição da já referida Real Mesa Censória (1768), a formação da Imprensa Régia (1772), a reforma da universidade e a promulgação dos estatutos (1772), a lei relativa à organização do ensino primário (1772) e, finalmente, a fundação da Academia Real das Ciências (1779).

É ainda neste período do ministério do Marquês de Pombal que se lançam as bases de uma profunda e radical mudança em todos os níveis de ensino. (1)

Segundo (Vaz, 2006) “A biblioteca como espaço público, ou seja, como local frequentado por categorias sociais diversas e incluindo os grupos populares, é uma invenção do século das Luzes. A abertura de bibliotecas ao público, bem como a sua multiplicação, integra-se no contexto cultural de finais do século XVIII...” (2)

Em 1802 D. Frei Manuel do Cenáculo foi nomeado arcebispo de Évora. Logo no ano seguinte iniciou a adaptação para biblioteca, do Pavilhão do lado Oeste do Paço Episcopal. As obras duraram cerca de dois anos e quando terminaram, a 25 de Março de 1805, Cenáculo quis por sua mão iniciar a instalação da biblioteca. Ainda numa concepção de biblioteca privada. E de ideia e obra muito própria, escreveu no seu diário: “ Fui pôr o primeiro livro nas estantes da minha livraria; foi o primeiro tomo da Polyglota de Ximenes; fui com o vigário geral, capellães e pessoas da família. Mandei abrir um caixote e o primeiro livro que deparei foi a 'Évora Glorioza', o que me pareceu coisa de reflectir". (3)

Os Estatutos foram publicados em 21 de Setembro de 1811, e foram asseguradas a favor da biblioteca, as rendas provenientes da Mitra e da Fábrica da Sé.

Cenáculo tinha ainda uma concepção de Biblioteca –Museu e dessa forma foram constituídas as colecções da Biblioteca, como se pode verificar por um relatório de

1845 em que constavam : "25.000 volumes singelos, 5.000 volumes dobrados, 1800 códices manuscritos, 6.000 e tantas medalhas; 300 e tantos painéis, um pequeno museu de productos naturais; outro de raridades, monumentos da antiguidade, lapidas, inscrições, etc."

Passou ainda pela vicissitude de ter sido saqueada aquando da Guerra Peninsular, ter sofrido um forte revés dado pelo Miguelista D. Frei Fortunato de São Boaventura.

Permitiu a vitória liberal que fosse enriquecida com incorporação de fundos de conventos extintos e ao longo do tempo fosse igualmente beneficiando de doacões e aquisições.

A República, em 1916, anexa à Biblioteca o Arquivo Distrital, situação que se manteve até ao Decreto –Lei nº 60 de 1997.

Entretanto o Estado Novo garante-lhe o acesso a toda a bibliografia produzida no país, a parir de 1931, através do expediente do Depósito Legal. Dez anos depois inaugura a hemeroteca.

A Biblioteca de Évora é ainda um caso particular no sistema nacional de bibliotecas públicas, porque pelo Decreto-Lei 92/2007 de 29 de Março passou a integrar a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, e desde 2012 integra a Biblioteca Nacional de Portugal.

Bibliografia

(1) Regedor, António B. - Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX. Porto: Universidade Fernando Pessoa. 2014. http://hdl.handle.net/10284/4291 p.45

(2) Vaz, Francisco António Lourenço (2006) – “A Fundação da Biblioteca Pública de Évora”, in: Vaz, Francisco A. Lourenço e Calixto, José António, Frei Manuel do Cenáculo, Construtor de Bibliotecas, Casal de Cambra: Caleidoscópio, p. 57

(3) Biblioteca pública de Évora . Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_P%C3%BAblica_de_%C3%89vora consultado em 7Abril 2018

 

NOTA SOBRE A FOTOGRAFIA 

Com esta foto do depósito pretendo mostrar que uma biblioteca não é apens estantes, mesas e cadeiras. 

É um infinito de trabalho, informação, potencialidade. 

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:41
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2018

Respostas! Todas as respostas

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A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas produziu uma T-shirt com uma frase bem interessante no contexto actual, sobre a informação.
E os bibliotecários são na realidade, os únicos que estão preparados para dar todas as respostas. Todas, mesmo aquelas que não estão no google. E dá-las não como fonte única, mas diversa e organizada. Com lógica que parte da obra de referência, para a generalista e especializada. De forma compreensiva. Correcta, fiável. Com a responsabilidade expressa e assumida. Datada de modo a possibilitar a compreensão diacrónica. Elementos de informação que só no conjunto permitem obter conhecimento.
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 16:57
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2018

XII Encontro de CTDI

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20 de Abril de 2018 no ISCAP.

 

O XII Encontro CTDI apresenta-se como um fórum de reflexão sobre o papel dos Big Datas enquanto novas fontes de informação e conhecimento a decorrer no dia 20 de Abril de 2018 no ISCAP.

Este ano o tema centra-se nos grandes conjuntos de dados que se encontram armazenados um pouco por todo o mundo – Big Data. Esta expressão (Big Data) associa-se aos 5 V: velocidade, volume, variedade, veracidade e valor. Efetivamente, a informação é, hoje o pilar da atual sociedade, no entanto, dado a quantidade de informação armazenada e disponível para posterior consulta, podemos identificar alguns dos desafios que se colocam atualmente e que se centram na análise, recolha, gestão e manutenção, pesquisa, partilha, armazenamento, transferência, visualização e, por fim, a privacidade dos dados. Facilmente se percebe que os desafios se centram ora nas questões físicas, ora nas questões virtuais associadas aos dados mas ainda nas questões legais e de privacidade de dados bem como na falta de profissionais com competências para lidar com a informação.

Comissão Científica:

Agostinho Sousa Pinto

Ana Isabel Azevedo

Ana Lúcia Terra

Ana Paula Camarinha

Anabela Serrano

António José Abreu

Luís Silva Rodrigues

Manuela Cardoso

Maria Inês Braga

Mariana Malta

Milena Carvalho

Paulo José Trigueiros

Rosalina Babo

Rui Humberto Pereira

Susana Martins

 

Temas 

Ciência da Informação
Business Process Management
Ensino e Investigação em Ciência da Informação

Ciência da Informação em saúde e da saúde digital
Gestão de Sistemas de Informação
Gestão do Conhecimento
Governação de Sistemas de Informação
Inovação e Modelos Abertos

Open Data

Open Science
Modelação de Dados e de Sistemas de Informação
Sistemas de Apoio à Decisão
Sistemas de Informação nas Organizações e na Sociedade

publicado por antonio.regedor às 20:24
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018

Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África

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Ferraz, Carlos Vale – A Última Viúva de África. Porto: Porto Editora, 2017.
 
 
Um romance muito actual “- Explica a tua ideia sobre o aproveitamento da notícia do emigrante que quer comprar uma igreja para enterrar a mãe. Se os militares já venderam quartéis, fortalezas e castelos, se os ministérios do Estado já venderam estradas, pontes e até o espaço aéreo, se a justiça vende tribunais , prisões e sentenças, se os deputados da nação venderam feriados, água, luz e lixo, porque não se hão de vender igrejas, capelas e santuários, com ou sem os santos? P. 13
“Miguel Barros concluiu, depois de desligar o telefone:
-O director do jornal vende cabidela e esta jornalista é da nova escola...” p.16
O Norte do País bem apresentado “ – Sou a Lerna. Não sei de onde vem o raio do nome, mas há por aqui muitos destes. Ocupem os últimos quartos e não se preocupem se ouvirem barulho de noite. São os trabalhos das meninas do bar...” p. 18
“a dona do café Santiago regressou à sala para receber o dinheiro e levantar as chávenas e os copos. ... Quando chegaram à pensão Maria da Fonte, já Lerna sabia onde tinham estado... p. 19 e 20.
“...filosofei que a vocação é um sofisma para iludir o peso das circunstâncias nas nossas vidas. Os meus antepassados não vieram ao mundo com particular vocação para as Leis e o Direito, como o cardeal Cerejeira não nascera para levar almas ao Céu. Nem Fernão Mendes Pinto, nem Camões dispunham de uma agulha magnética interior que os vocacionasse para viagens a longas distância e relatos maravilhosos das suas aventuras. Foram as circunstâncias, numa feliz conjugação, que estiveram na origem do impulso decisivo para a viagem que me levou a África.” p. 53
“Como dizer-lhes que o mal atinge as coisas da vida, mas não a vida, e que o extremo sofrimento não é a morte?” p.115
“Aprendera com os mercenários e os comerciantes que frequentaram o seu hotel que cada tiro disparado num sítio qualquer está a dar dinheiro a alguém” p. 123 – 124
“...uma guerra , mesmo no mais remoto território, nunca é um acto isolado, faz parte de outras guerras.” P.163
“Em 1968, Lisboa foi o palco de uma farsa do Minho a Timor. Salazar estava incapacitado para o cargo de chefe de governo desde a queda que sofrera, mas enquanto não morria, continuava a receber ministros e secretários para representações teatrais de cenas de falsos despachos 173
“Homens como eles ou se matam, simulando que se deixam matar, ou têm de matar. “ p.178
“...a dor da derrota é maior e mais profunda porque não busca a glória nem lutam pelo reconhecimento do herói, mas pela paz interior de conseguirem o que entendem ser o seu dever,...” p. 179
O capítulo XVIII “As derrotas” é fabuloso. O Pide, O mercenário, O aventureiro que muda de identidade, a filha do pide, a informadora da pide, agente secreta, protectora e muita outra coisa, dão vida a toda a história. São sujeitos de circunstância . Idealistas, desiludidos, sobreviventes.
publicado por antonio.regedor às 15:54
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Terça-feira, 3 de Abril de 2018

Bibliotecas Públicas Mexem

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Antigos colegas, ex-alunos, amigos, fazem-me chegar, naturalmente, muitas e variadas notícias da actividade das Bibliotecas Públicas. O que agradeço que continuem a enviar.  Não apenas das portuguesas. Mas para o caso, interessam as nacionais. Muito resulta da actividade regular. Algumas actividades são já  entendidas como fazendo parte da tradição e por isso não deixam de ser feitas.  Umas incidem mais na promoção clássica do livro, outras da actividade cultural para além do livro e da leitura. Outras têm carácter inovador, procuram estar atentas à evolução social e tecnológica, procuram novos públicos, e nova inserção social. Não se isolam.  Com parcerias  atingem maior inserção, reconhecimento e imagem. Muitas bibliotecas públicas apresentam bons produtos. 

Já, aqui no bibvirtual, relatei alguns bons outputs de bibliotecas, e isso deixa-me a vontade de iniciar uma rubrica com o que se faz nas bibliotecas, pela promoção do livro, da leitura, das literacias; pela qualidade, inovação e criatividade; pela informação,  cultura e cidadania, num panorama nacional que ainda é pobre em políticas culturais, de informação e de cidadania. 

São muitos os exemplos. Irão sendo dados ao longo do tempo.

 

António Regedor  

 

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 13:07
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