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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

CASA GRANDE E SENZALA

CASA GRANDE E SENZALA.jpg

 

O sociólogo Gilberto Freyre escreve em 1933 um estudo sobre a  formação social do Brasil com o título: “Casa grande e senzala”. Caracteriza a formação da sociedade brasileira como acção de colonização de característica patriarcal, escravocrata e de alguma idealidade quanto à miscigenação. Sendo que até na miscigenação havia diferenciação, já que   a igreja a incentivava a ligação às indígenas, mas não às pretas.  Refere a opressão contra a mulher, que sendo negra ou indígena seria objecto sexual, e que confinava as brancas à casa grande descuidando  a sua educação. Não havia escolas, os meninos eram ensinados em casa. Alguns, mais tarde em colégios de padres. Aos negros e mestiços era vedado o acesso ao sacerdócio, donde não seriam educados.

O branco vivia na casa grande . O negro, mestiço e  índio na senzala.

As elites brasileiras parece gostarem destes tempos da escravatura. Da casa grande da cidade e da senzala do morro, da favela. A sociedade brasileira, no seu todo, parece preferir a condição da sua sociedade arcaica. Teima em não abandonar a estrutura escravocrata das relações sociais. Em não abandonar a violência sobre os pretos, os indígenas, as mulheres. As brancas parece não sentirem a clausura da casa grande no condomínio. Os brasileiros, homens e mulheres continuam a cultivar a violência, a ignorância, o racismo, a senzala. As estatísticas referem-na como sendo  das sociedades mais violentas, mais ignorantes. Parece não terem aprendido nada com o tempo.

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 11:04
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2018

Bacalhau

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Em 1941 foi construído em Portugal, o primeiro navio de arrasto lateral. Construído nos estaleiros da Companhia União Fabril (CUF). Destinava-se à pesca do bacalhau. Mas logo em 1945 foi estabelecida a regulação dos recursos marinhos e controlo dos fundos do Atlântico, denominada Proclamação Truman. No ano seguinte realizou-se a Convenção Internacional de sobre pesca, em Londres. O primeiro organismo de gestão das pescarias do bacalhau do Atlântico, foi a Comissão Internacional das Pescarias do Noroeste Atlântico (ICNAF) criada em 1948. Nos dois anos seguintes era construído na Holanda o “Santo André” para a pesca do bacalhau nos bancos da Terra Nova.

Só em 1954 é que foi construído o primeiro navio de arrasto pela popa do mundo. Foi o “Fairtry” nos estaleiros de Aberdeen, na Escócia.

Mas o “Santo André” modernizava-se em 1961 com a instalação do parque de pesca coberto e de dois porões de congelados. Portugal estabelece uma Zona Económica Exclusiva de 200 Milhas em 1977 e a (ICNAF) dá lugar à North Atlantic Fisheries Organisations (NAFO).

Portugal adere em 1986 à CEE e passa a vigorar a Política comum de pesca. Bem depressa se chega à última campanha de arrastões laterais da frota portuguesa em 1991. Logo no ano seguinte o Canadá proíbe a pesca de bacalhau na Terra Nova e o “Santo André” é reconvertido em Navio-Museu.

Está hoje ancorado no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, Município de Ílhavo. Era um navio moderno, com 71,40 metros de comprimento e porão para vinte mil quintais de peixe (1200 toneladas). No convés principal, ao centro do navio, estão instalados o guincho de manobra de redes, o sistema de roldanas, as patescas, as portas de arrasto e a rede, componentes essenciais na pesca. O guincho era manobrado por dois operadores e tinha capacidade para 25 toneladas. A fábrica de transformação de pescado tinha capacidade de processar 12 toneladas por dia.

Para ter uma ideia da máquina que fazia mover este navio, é de referir que o motor atingia a potência máxima de 1700 cv. Abastecia com 450 mil litros de gasóleo e gastava 250 litros hora. Atingia a velocidade máxima de 11 nós (cerca de 20Km/h).

Mas não só. Tinha uma caldeira para aquecer a água necessária ao aquecimento no navio, geradores a gasóleo para produzir a energia eléctrica, e um dessalinizador com capacidade de produzir 1500 litros de água potável, por dia.

Cerca de 57 pessoas viviam neste

Barco durante o período da faina. Capitão, imediato, piloto, enfermeiro, telegrafista com camarotes próprios e próximos. Cozinheiro, dois ajudantes e contramestre de salga em camarotes junto à cozinha. Chefe de máquinas, mais dois maquinistas, electricista e quatro ajudantes de maquinista com camarotes junto das máquinas. E finalmente camaratas para 40 homens.

Mas o melhor, é entrar no barco e imaginar-se na faina, com todos os barulhos, balanços e tarefas, apenas com o mar por horizonte.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:38
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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

TRÊS MOMENTOS DA HISTÓRIAS DO PORTO

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A Muralha Fernandina, ou Cerca Nova. A primeira cerca do Porto foi construída no morro da Pena Ventosa e corresponde sensivelmente ao que é hoje a Rua de D. Hugo.
O crescimento da cidade no século XIV ditou a sua construção. Apesar do nome, foi iniciada ainda no tempo de D. Afonso IV e concluída em 1370, reinava D. Fernando.
Ponte pênsil D. Maria II que substituiu a ponte das barcas. Na imagem um dos pilares que amarrava os cabos que sustentavam o tabuleiro. Foi construída em cerca de dois anos. Iniciada em 1841 e terminada em 1842. Funcionou durante quarenta e cinco anos. Foi desmontada após a construção da Ponte Luiz I.
Ponte Luíz I. Na imagem pilar e parte do tabuleiro superior. O arco de ferro suporta o tabuleiro superior e suspende o tabuleiro inferior. Iniciada em 1881, terminou a construção em 1888. A sua construção corresponde ao grande crescimento do comércio e indústria da cidade e à necessidade de ligação a Gaia.
 
António Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 16:28
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Terça-feira, 30 de Outubro de 2018

Impostos, para que te quero

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Os impostos são, antes de mais, a quota parte de rendimento de cada um para a despesa total da necessidade sociais. Mas não só. Os impostos podem ser utilizados para orientar políticas de promoção ou de restrição. De promoção por exemplo com as deduções fiscais para determinadas actividades consideradas necessárias ou úteis como as de educação ou habitação, para dar apenas dois dos exemplos mais conhecidos. Ou de modo contrário penalizando nos impostos em situações também consideradas necessárias ou de maior justiça social. O imposto sobre a gasolina ou o de portagens como aconteceu em Londres, pretendem conduzir políticas consideradas essenciais para o equilíbrio e desenvolvimento social.
Reduzir os impostos sobre a gasolina, promovem o transporte individual e falta o dinheiro para a promoção do transporte colectivo (comboios, metro, autocarros eléctricos) em quantidade e qualidade.
Os impostos podem igualmente ser instrumento de promoção de mobilidades suaves, como as que existem no norte da Europa, desde os anos 80.
 
António Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 17:05
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

Perigos na Ciência

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Não é minha intenção lançar algum tipo de descrédito na Ciência.
A ciência, é ainda a forma de melhor observar, interpretar, explicar e organizar o mundo e as relações entre os humanos.
Mas a ciência, nestes tempos de pouca ou nenhuma regulação ética, corre também alguns riscos.
A quantificação da produção científica como único critério de financiamento, sob o paradigma neoliberal, leva ao risco de sobrevalorizar a quantidade à qualidade. Ao risco da redundância e subestimação da inovação. Ao risco da replicação em desfavor da reflexão e ponderação.
O fenómeno da mercantilizar da produção cientifica está intimamente ligado à proletarização da actividade investigadora.
O financiamento não é apenas a forma de influenciar o que investigar, é muito mais perigoso quando influencia o que se investiga. A entidade financiadora da investigação facilita a produção de artigos encomendados pela indústria, que de forma isenta não seriam produzidos. Isto configura uma forma de manipulação económico-social da produção científica. . Daí até à falsificação da produção científica é um passo, um pequeno passo.
E é a consciência destes riscos que se deve ter em conta e que deve orientar para as correcções necessárias ao modo de financiamento, ao modo de avaliação da produção científica, ao modo de publicação, e de acesso ao editado e aos dados .
Passos importantes têm sido dados com as políticas de repositórios de acesso livre e de acesso livre aos dados de investigação. Mas pode não ser suficiente. A montante estão as políticas de orientação da investigação, da avaliação e financiamento.
 
António Regedor
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publicado por antonio.regedor às 13:33
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2018

Notícias Falsas

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Os órgãos de comunicação social, foram-se deixando matar, não apenas, mas também pela degradação da qualidade, e pelo resvalar para a manipulação da opinião pública para onde os seus donos os orientaram. A machadada final na sua credibilidade foi quando confrontados com o fenómeno da partilha de notícias nas redes sociais, as quiseram imitar, em vez de ponderadamente tratarem os assuntos com o método, deontologia e tempo de produção da notícia com verdade e relação de confiança com o leitor. Hoje é corrente a ideia de que o que está na net é verdadeiro e o que os jornais dizem é mentira. E a culpa é dos jornais que optaram por andar a reboque e usar o método das redes sociais, em vez de assumir a responsabilidade da verdade da notícia. Alimentam-se campanhas políticas tradicionais de manipulação da opinião pública através dos tradicionais órgãos de comunicação social como aconteceu com o Iraque, a Líbia, a Síria.

A principal fonte de notícias influenciadoras da opinião pública deslocou-se dos órgãos de comunicação social para o campo das redes sociais. Daí que o efeito das fake news ou notícias falsas seja tão perverso e tenha neste momento industriais de nenhum sentido ético a aproveitar o nicho de negócio. A escravatura, o proxenetismo, a droga, os diversos tráficos também são negócios sem ética mas que igualmente rendem muito.

E neste clima de desconfiança dos órgãos de comunicação social lá se vão formando, por todo o mundo, empresas de notícias falsas. Portugal incluído. Já muito se falou de notícias falsas terem influenciado as eleições norte americanas. Actualmente a maior fonte de campanha no Brasil, é a difusão de notícias falsas nas redes sociais. E Portugal não está fora do fenómeno.

Há diversos sites de fake news propriedade de portugueses e que se torna acto cívico divulgar repudiar e combater. A empresa Forsaken e o seu dono João Pedro Rosas Fernandes é responsável por vários sites de notícias falsas. São o “Direita Política”, “A voz da razão”, “Não queremos um governo de esquerda em portugal”, “vídeo divertido”, “Aceleras”. São apoiantes de Trump e Bolsonaro. Dedicam-se a fazer notícias falsas para denegrir, insultar, e enxovalhar políticos, instituições e políticas nacionais.

Objectivamente criam um lima de mentira, desconfiança, desanimo e descrença na democracia, nas instituições democráticas e de forma generalizada favorecem o populismo, o autoritarismo, constituindo uma forma de terrorismo social.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:01
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2018

Bibliotecas e Recursos Humanos

 

 

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Como em tantos outros Concelhos do País, Espinho só começou a despertar para a responsabilidade municipal de promover o livro e a leitura depois da revolução social de 25 de Abril de 1974. No dealbar dos anos sessenta do século XX, o panorama dos consumos culturais, altura em que arranca a Rede de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), é particularmente escasso,haja em vista que a taxa de analfabetismo era de 40,3%, com um total de apenas oitenta e nove (89) bibliotecas no país (Barreto, 2000 in Regedor, 2014: 94).

Mesmo muito depois do 25 de Abril, aquando da publicação do Guia das Bibliotecas Municipais (1986), São claramente bibliotecas de reduzida dimensão e só existem em um quarto do número de Concelhos. Apenas dezassete (17) bibliotecas possuíam bibliotecário diplomado. Vinte e duas (22) bibliotecas existiam apenas com pessoal indiferenciado, e quarenta e quatro (44) bibliotecas funcionavam sem qualquer elemento com formação. (Regedor, 2014:141-142)

Até aos anos oitenta Espinho não foi excepção. A gradual preocupação com a cultura, foi lenta e deveu-se a acções de alguns autarcas. O Presidente de Câmara Sr. Bártolo adquiriu em bloco, a uma editora, um conjunto de bibliografia dos anos setenta. O Dr. Azevedo Brandão quando foi vereador da cultura encontrou um pequeno espaço para abrir uma biblioteca ao público. Foi o primeiro andar da escola nº3 de Espinho. Encontrou com disposição de aí trabalhar o Fernando Maia, que teve de ir fazer um curso de técnico de biblioteca. Foi posteriormente reforçada com a vinda da Alexandra Rodrigues que entrou já com formação técnica. A D. Elsa, que se seguiu ao Dr. Brandão na vereação da cultura, teve o meu contributo para organizar a equipa da biblioteca e para concorrer aos apoios que na altura a Secretaria de Estado disponibilizava para a construção de edifício para biblioteca. Por proposta da D. Elsa, ao Presidente de Câmara Dr. Lito de Almeida celebrou comigo um contrato de prestação de serviços para desenvolver os serviços culturais e concorrer aos apoios para a construção de uma nova biblioteca. A primeira equipa foi recrutada de forma muito heterogénea e com gente muito nova que se mostrou muito interessada e se entusiasmou com o desafio. A Fernanda que vinha da ocupação de tempos livres. A Josefina Resende do desemprego de longa duração. O Rui também dos tempos livres, e a Teresa que já tinha frequentado o ensino superior,mas preferiu trabalhar na biblioteca. Tínhamos assim dois técnicos, o Fernando Maia e a Alexandra Rodriques. Aos novos recrutados, eu e a D. Elsa quase os obrigamos a ir para Coimbra frequentar um curso de técnico de biblioteca. O Rui, a Fernanda Godinho, e a Josefina Resende, fizeram-no com esforço, mas entusiasmo e bom resultado. Mais tarde a Isabel Catarino veio integrar o grupo. A competência da Biblioteca de Espinho aumentou de forma notória até mesmo na Biblioteca Nacional de Lisboa que nos forneceu de forma pioneira o programa de informatização. Não havia ainda um novo edifício, mas a capacidade técnica era excelente apesar das instalações provisórias e exíguas. A aprovação do projecto para a construção de novo edifício para a biblioteca foi conseguido ainda no tempo da D. Elsa Tavares e do Presidente Sr. Romeu Vitó. Na realidade foram dois projectos muito discutidos e analisados, nos mais variados pormenores, que tive com o saudoso Arquitecto Rui Lacerda e a que mais tarde se juntou o Arquitecto Castelo. Foram muitos dias passados à frente do estirador a discutir com o Arquitecto Rui e com o Arquitecto Castelo a melhor forma de concretizar o programa de biblioteca de leitura pública. Até ao dia em que fomos a Lisboa discutir com os arquitectos e técnicos do então IPLB a aprovação do projecto.  Dos iniciais técnicos, O Fernando Maia que desde cedo se interessou por computadores, veio depois a Licenciar-se em Engenharia Informática. A Alexandra Rodrigues veio mais tarde a frequentar Ciência da Informação. Refiro isto, para que se tenha a noção de que na administração pública há pessoas com valor, que adquirem competências ao longo da vida, e que quando incentivadas e reconhecidas trabalham com gosto e eficiência. E é normal que recordem com orgulho os seus percursos pessoais e profissionais dedicados ao serviço público e à cultura.

Este ambiente de criação de equipas e formação técnica senti-o igualmente em muitas outras bibliotecas, do Norte e Centro do país, por onde fiz formação a técnicos de biblioteca. A qualificação dos recursos humanos das bibliotecas quase que partia do seu interior, e hoje infelizmente não tem qualquer incentivo dos responsáveis políticos. As actuais debilidades das bibliotecas públicas estão em parte nesta falta de sensibilidade dos autarcas para a necessidade da melhor qualidade dos recursos humanos. E que estes só se conseguem com incentivo e reconhecimento.

A reposição da carreira específica de Biblioteca e Arquivo é crucial para o futuro destes serviços equipamentos.


Nota: As referências pessoais foram citadas de memória. Os referidos terão a liberdade de corrigir qualquer  imprecisão que possa existir.

 

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 13:53
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2018

Mudança de paradigma energético

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Já todos reconhecemos que o modelo energético de consumo de hidrocarbonetos está esgotado. A paisagem para novas formas de produção energética tem se ser mais rápida.
São razões ambientais, mas principalmente no caso português razões estratégicas de defesa nacional e da sua componente económica. Portugal não é produtor de petróleo, nem de gás, nem de carvão que justificasse, por sobreposição a todas as outra razões, o seu consumo.
A dependência do petróleo leva à dependência de toda a forma de políticas a ele associado. Dependência geo-estratégica dos países que o possuem. Que significa também dependência política, e económica. Sempre que se compram hidrocarbonetos, são divisas que saem do país, é o país que fica mais pobre.
O país tem de ter políticas que favoreçam rapidamente a produção de energia a partir das fontes que possui. O sol, a água, o vento, o mar.
 
 
António Borges Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 13:26
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2018

País de marinheiros

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Náutica
 
Um país que se diz de marinheiros devia prestar mais atenção à Náutica. Devia mesmo ter na actividade Náutica um dos seus objectivos nacionais. São muitas as actividades que um objectivo destes podia desenvolver. O ensino e a prática Náutica nas várias vertentes. Desde a laboral à lúdica. A construção naval. A economia não é só Náutica de transporte, ou de pesca, mas também a de lazer tem enorme potencial. A preservação da memória. Museologia, restauro de embarcações memória de lugares, actividades, métodos construtivos, desenhos. É ao que se dedica a associação “Cenário – Centro Náutico da Ria de Ovar “sediada em Válega - Ovar.
 
António regedor
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publicado por antonio.regedor às 18:56
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2018

Autocarros eléctricos

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Lentamente os transportes rodoviários vão passando do petróleo para o eléctrico.

 
A STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto iniciou a circulação de um autocarro totalmente eléctrico. Não é a primeira vez que o faz. Muitos ainda se lembram dos tróleicarros. Tinham motores eléctricos construídos na Efacec. Portugal possui desde há muito, know-how nesta matéria. O que se lamenta é que não a potencie. Desta vez serão autocarros produzidos pela Caetano Bus ( carroçaria de alumínio) Siemens (motores) e Universidade do Porto. Está previsto serem 15 viaturas até ao ano 2020. Paralelamente a frota terá 77% movidos a gás. É pouco, são apenas 4% da frota da STCP movidos electricamente. O ideal é que toda a frota ao terminar a sua vida útil viesse a ser substituída por viaturas eléctricas. E dessa forma dispensar todo o consumo de hidrocarbonetos.
publicado por antonio.regedor às 17:03
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