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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

Autoprodução e autoconsumo de energia.

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É cada vez mais perceptível que o modelo de produção de energia centralizado, monopolista e de desperdício esgotou. Este modelo de grandes impactos ambientais, que necessita de grandes sistemas distribuidores, não corresponde de forma mais eficiente na produção e consumo. Há um enorme potencial de produção de energia eléctrica a uma escala doméstica ou de pequenas comunidades. Tem resposta com pequenos equipamentos, anula os grandes desperdícios do transporte e é consumido pelo próprio produtor com evidente vantagem económica. As fontes de energias renovável provam que são mais viáveis, mais úteis á escala doméstica.

Há a directiva (UE) 2018/2001 do Parlamento europeu que se refere à utilização de energia de fontes renováveis, que aponta para o autoconsumo de electricidade pelo autoconsumo de energia renovável.



O Conselho de Ministros de 27 de julho de 2019 aprovou um diploma que vai no sentido de possibilitar:

O autoconsumo por produtores consumidores;

o consumo por um conjunto de consumidores, organizados em condomínios de edifícios em regime de propriedade horizontal ou não, ou um grupo de autoconsumidores situados no mesmo edifício ou zona de apartamentos ou de moradias, em relação de vizinhança próxima;

ou ainda de unidades industriais ou comerciais e demais infraestruturas localizadas numa área delimitada, poderem, através de uma ou mais unidade unidades de produção para autoconsumo de electricidade, com fonte primária de energia renovável, poderem produzir, consumir, partilhar, armazenar e vender os excedentes de electricidade produzida.

Esta será a melhor forma de no futuro o consumidor produzir a energia eléctrica que necessita, sem depender em absoluto dos grandes sistemas monopolistas de produção e de beneficiar da vantagem económica daí resultante.

Cada um a produzir a energia de que necessita, é o caminho do futuro.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:24
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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

Liderança

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A questão da liderança, sendo muito estudada modernamente, é tema muito antigo. A propósito da formação dos líderes, afirmava na Grécia Antiga, o filósofo Platão: – “Sócrates: observe agora, Glauco, que não seremos injustos para com os filósofos que se formarem entre nós, e lhes diremos coisas justas ao obrigá-los a guardarem e cuidarem dos outros.” Procurando dizer o mesmo por outras palavras constatamos que na Grécia Clássica a liderança correspondia a defender e proteger os outros. Uma das formas de cuidar da cidade, do que é do interesse da cidade e dos cidadãos. Usando também um outro conceito muito caro aos homens da antiguidade, a arethé (excelência) para os gregos e a virtude para os romanos, podemos dizer que a excelência ou virtude do líder é não pensar em si, mas no interesse da cidade. Actualmente designamos esse pensamento e atitude por ética cidadã. Ou existe essa ética no líder, ou objectivamente não é líder.
Um outro filósofo grego, Sócrates, dizia ainda que uma habilidade vital de liderança é fazer boas perguntas. Não será dizer o que se quer, mas perguntar o que a Pólis quer. Fazer a boa pergunta, interpretar bem e agir, levando, o todo social, a polis a agir no seu próprio interesse. Isso é liderar.
A mesma preocupação e a mesma postura de concepção e comportamento também se verifica na Roma Antiga. Tácito, um cidadão romano que viveu entre 55 e 120, historiador, político e orador afirmava que “os chefes são líderes mais através do exemplo do que do poder.” Assim era vista a liderança no período clássico. A liderança como exemplo.
Situando-nos agora no na modernidade. As actuais noções de gestão são mais pragmáticas, mais operativas. No entanto mantêm ainda aspectos da sua génese filosófica. “A modernidade de gestão em tempos de cólera”, é escrita em 1992, por R. M. Fisher. Nesse artigo defende que são os líderes que detêm a capacidade de internalizar os valores da mudança, transformando-os em acções concretas. Encontramos nesta definição de Fisher, não uma vontade pessoal mas, a capacidade de compreender algo de externo, de o internalizar e de mobilizar a comunidade para a acção.
Ao passarmos para a aplicação da liderança ás empresas, temos na mesma linha de pensamento Porter, M. E. Este autor em 1996 afirma que a liderança, evita o desequilíbrio organizacional . Verificamos aqui o mesmo que os clássicos pretendiam para as suas comunidades. Tal como na antiguidade, actualmente é entendido que a liderança proporciona o equilíbrio nas organizações através da identificação que os líderes fazem do interesse comum, ou seja daquilo que interessa às organizações ou à sociedade.
Se tivermos em conta a reflexão destas citações e afirmações, estamos mais preparados para seguir o líder pela racionalidade, e não o populista pela emotividade. Quem se contém e trava a irracionalidade emotiva, calmamente reflecte no interesse do equilíbrio da organização social normalmente segue o verdadeiro líder.
 
Bibliografia
Fischer, R. M. (1992). A modernidade de gestão em tempos de cólera. Revista de Administração, 27(4), 58-64.
Platão. [c. 380 ac] República VII.
Porter, M. E. (1996). What is Strategy. Harvard Business Review.
 
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 22:16
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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2019

saposdoano

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Ao abrir o bibvirtual para publicar sobre a economia da bicicleta. Tinha a seguinte mensagem: saposdoano fez um link para o seu blog em Nomeações 2019 - Livros27/10/2019 às 09:00. O Bibvirtual - https://bibvirtual.blogs.sapo.pt tinha sido nomeado blog do ano na secção de livros.

Publico o bibvirtual desde o dia 28 de Janeiro de 2005. Uma sexta-feira. O primeiro post foi a anunciar a alteração do ISBN ( International Standard Book Number ) de 10 para 13 dígitos. E ainda no mesmo dia dava um link para a Fundação Bertelsman de onde se podem descarregar vários livros de gestão de bibliotecas.

Tudo isso fazia sentido no contexto de início do blog. Este destinava-se a apoiar e enriquecer as aulas que dava na Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto. O blog continuou sempre ligado à generalidade dos temas de ciência da informação. Só nos últimos tempos lhe tenho colocado alguns temas que se desviam desse padrão. Temas de ambiente e cultura, teatro por exemplo. Não deixo no entanto de manter o assunto que o originou: o livro e a ciência da informação. Hoje o blog é mais repositório destes temas.

O bibvirtual existe há 14 anos . Já recebeu 863 posters, 183 comentários. E agora uma distinção. Obviamente que fico contente. Foi nomeado “sapo do ano na categoria de livros” pelo blog sapos do ano que realiza um “ concurso que reconhece os blogs anónimos, de forma muito caseiro, nada de holofotes, nada de empresas ou entidades a patrocinar e nada de influências. Não está ligado a qualquer plataforma e existe porque dois semi-anónimos (A Magda e o David) querem que exista.”

Agradeço aos meus alunos com quem o iniciei, e aos que continuam a lê-lo. A todos os leitores que a ele chegam pelos link que coloco no facebook (em boa parte é para isso que o facebook serve)

 

António Borges Regedor

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publicado por antonio.regedor às 14:22
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Quarta-feira, 30 de Outubro de 2019

Economia da bicicleta

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Em alguns países fazem-se estudos do impacto económico do uso regular da bicicleta. Inglaterra é um deles. Não vou referir os valores na economia inglesa, mas apenas dar conta das relações económicas produzidas.
Desde logo a compra da bicicleta e acessórios. Quer de uso, como sapatos, calções, roupa, luvas e até cadeados e correntes, quer de segurança, ou seja, capacete, luzes, ou de manutenção, tais como óleos e bombas de ar por exemplo. Há também os consumíveis por reparação como travões, câmaras de ar, pneus ou outros menos frequentes.
Bom, para já só falei em despesa. Mas do lado das vantagens está a poupança nos transportes, a disponibilidade do meio de transporte sempre à mão, a poupança no estacionamento, na intermodalidade que permite levar a bicicleta até mesmo nos intercidades, e claro no abastecimento. Há também a vantagem no plano da saúde e no ambiente.
A economia do uso da bicicleta também beneficia da criação de empregos de venda, aluguer e reparação. Os eventos ligados à bicicleta.
Afinal há muitas razões para o uso regular de bicicleta: O custo do veículo, o custo do combustível, a preferência em alguns de sinalização rodoviária preferencial às bicicletas e a possibilidade de não infringir alguns sinais, o prazer ou recreação no uso da bicicleta, a saúde e a consciência cidadã de que se aproxima do objectivo da neutralidade carbónica.
 
António Borges Regedor
publicado por antonio.regedor às 16:29
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Terça-feira, 29 de Outubro de 2019

Vida do Grande D. Quixote de la Mancha

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No café do Palácio do Bolhão, onde tem sede a Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE) e o Teatro do Bolhão, aguardava, ao balcão, o café que tinha pedido. Uma pessoa ao meu lado reparou em mim, eu mais atento reconheci também feições de um rosto que já não via há 44 anos. Exactamente o tempo a que conheço o António Capelo há 44 anos. Desde 75 cruzei-me com ele algumas vezes. No salão dos bombeiros de Vila Real quando ele andou por Trás os Montes fazendo teatro. Na Casa do Infante quando eu aí trabalhava na extensão cultural do Arquivo Histórico e onde o Capelo representou “Piolhos e Actores”. Mais alguma outras vezes até agora que vi anunciado este espectáculo : “Vida do Grande D. Quixote” de António José da Silva (o Judeu). A peça é uma reescrita do próprio António Capelo do texto do António José da Silva que viveu no século XVIII. Escreveu para teatro que ensaiava e apresentava no Teatro do Bairro alto em Lisboa. Em sete anos apresentou oito óperas da sua autoria. A sua obra está reunida em quatro volumes no título: “Theatro comico portuguez” editada por Francisco Luiz Ameno em 1744 ( a Biblioteca Nacional regista a quarta impressão em 1759). Foi também editado por Simäo Thaddeo Ferreira em 1787.

A encenação de Kuniaki Ida traz-nos à memória o teatro dessa época barroca do século XVIII com acompanhamento musical, canto e efeitos especiais. O espectáculos começa em black-out, o que me agradou logo de início. (Não gosto de estar perante um cenário e ver entrar os actores). A dupla canto músico está bem conseguida e registo especialmente um momento alto do espectáculo com o desfile da trupe de saltimbancos em que está toda a companhia em palco. E claro, a representação excelente do António Capelo. O bom nível dos que o acompanham. Aprendi imenso com a oportunidade de ver esta peça de teatro.

Ainda uma nota final sobre a obra de António José da Silva. Registo as obras publicadas por Francisco Luiz Ameno nos quatro volumes:

1º volume: Vida de D. Quixote de la Mancha ; Esopaida, ou Vida de Esopo ; Os encantos de Medéa ; Amphitryão, ou Jupiter, e Alcmena / António José da Silva.

2º volume: Labyrintho de Creta ; Guerras do alecrim, e mangerona ; Variedades de Protheo ; Precipicio de Faetonte / António José da Silva.

3º volume: Adolonimodonia ; A ninfa Siringa ; Novos encantos de amor ; Adriano em Syria. - Lisboa : na Of. Patr. de Franc. Luiz Ameno, 1760.

4º volume: Filinto ; Encantos de Circe ; Semiramis ; Encantos de Merlim. - Lisboa : na Of. Patr. Franc. Luiz Ameno, 1761.



Foto: retirada da página do facebook  de Teatro do Bolhão  in https://www.facebook.com/teatrobolhao/

publicado por antonio.regedor às 15:02
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2019

Energia, o retorno

Durante milhares de anos as diversas civilizações tinham como fonte de energia a água e a lenha. Terá sido o primeiro período das fontes de energia. Uma energia renovável. O seu consumo não produziu desequilíbrios significativos na natureza.

A revolução industrial tinha novas exigências. Com a máquina a vapor transferiu a sua fonte de energia para o carvão. Terá sido o segundo período de fontes de energia.

Daí até ao século XX que migrou para o petróleo. Esta energia está na base da sociedade do automóvel, dessa industria poderosa que se respalda na indústria bélica. A nova trindade de culto dos tempos que se estendem até hoje. Petróleo, Automóvel. Armas. Este terceiro período, é o dos hidrocarbonetos. Inclui o petróleo e o gás. A electricidade constitui a fonte de energia secundária que tanto pode ser produzida por energia fóssil como renovável.

Entramos no séc XXI no quarto período, que será a segunda geração de energias renováveis com forte componente de produção de energia eléctrica. Voltamos a utilizar o sol, o vento, a água dos rios, as ondas e marés. Podemos voltar a produzir à escala doméstica, através de pequenos geradores individuais ou colectivos, reduzindo o desperdício dos grandes sistemas e do transporte. Voltamos a ganhar o direito democrático de produzir a energia que cada um necessite.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:46
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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Cada vez mais ricos para cada vez mais pobres.

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O Credit Suisse aponta que até 2024 o número global de milionários passará a ser de 62 milhões de pessoas.

Diz também que  os 1% mais ricos do mundo controlam 45% de toda a riqueza do planeta.

O ano passado controlavam 44,9% e, no ano anterior, em 2017,  controlavam 44,1%.

Verificamos assim que o actual paradigma neoliberal promove a concentração de riqueza e produz um gap cada vez maior entre os mais ricos e a generalidade da população cada vez mais pobre.

Estamos a afastar-nos do modelo de sociedade mais solidária, mais equitativa, mais equilibrada, mais justa onde o dever do Estado é a promoção do bem estar comum,  do estado social, através de políticas de repartição da riqueza e de previdência social.

Sociedades de desigualdade geraram sempre estados de violência. Com a concentração de riqueza é para aí que caminhamos.

publicado por antonio.regedor às 15:03
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Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

O mercador de livros proibidos

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Simoni, Marcello – O mercador de livros proibidos. Lisboa: Clube do autor, 2011.
Prémio Bancarella
Prémio Literário Emilio Salgari
Um mercador de relíquias, amigo de um monge. Sociedades secretas que pretendem o conhecimento de um determinado livro que está disperso em fólios que o mercador tenta reunir. De Veneza a Santiago, uma estrada de aventuras em ambiente medieval.
“Apesar de o caminho de Santiago se tornar cada vez mais inacessível, o número de peregrinos aumentava de dia para dia.” “já falta pouco para o vinte e cinco de Julho, a festa de São Tiago.” “...do outro lado do rio uma longa fila de homens, em procissão, se dirigia para ocidente. Caminhavam todos, mesmo os que possuíam carros e cavalos. Tratava-se, sem dúvida, de um gesto de penitência, o último sacrifício dos peregrinos antes de acederem ao ambicionado objectivo de culto, a cidade santa.” “ Os peregrinos tinham-se retirado para as hospedarias, para as estalagens ou permaneciam, adormecidos, à beira das estradas, desconhecendo que na cidade santa, depois do pôr do sol, muita gente era assassinada e roubada.”
“...Ignazio pegou numa das extremidades do marcador de livros que pendia do códice. ... –Fascinante! –admitiu Asclépio.” ...”cub. VI arm. I plu. II - é como eu pensava! Prosseguiu, batendo com o punho na palma da mão. – Trata-se da localização de um livro. “
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publicado por antonio.regedor às 00:05
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Quarta-feira, 25 de Setembro de 2019

Polícia de costumes! Na Biblioteca Não

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Fui alertado por vários bibliotecários de que a ASAE teria ido à biblioteca dos Olivais apreender um livro. Não conheço o livro, mas fui ver o que constava no catálogo da referida biblioteca e comparei com o catálogo da Biblioteca Nacional e PORBASE (base nacional de dados bibliográficos).

O livro é de  Brick Duna (pseudónimo de autor desconhecido e provavelmente português), com tradução de Maria Barbosa. Tem o título de as gémeas marotas. É uma má edição que não apresenta nome e local de edição, mas isto é uma apreciação de qualidade editorial em que normalmente apenas os profissionais de informação reparam.

Pelo que também li, as criticas devem-se a ser um livro de conteúdo erótico e um título que pode induzir em erro o público a que se destina. Coisa que os profissionais de informação sabem bem distinguir e que na biblioteca se resolve da melhor forma através da adequada classificação.

O Livro existe pela Lei do Depósito Legal na Biblioteca Nacional de Lisboa e concomitantemente também por Lei nas restantes bibliotecas beneficiárias dos efeitos da mesma Lei.

A ser erótico como é referido numa publicação que li, o livro está correctamente classificado na Biblioteca Nacional, também o está na Porbase e a mesma correcção se verifica no catálogo da Bedeteca-Bibliotecas dos Olivais. A classificação decimal universal, instrumento internacional de referência, indica literatura pornográfica a notação: 82-933

As bibliotecas são repositório da produção bibliográfica que se rege pela pluralidade. Não admite censura de qualquer espécie. Nem de filosofia, nem de ideologia, nem de género nem de etnia, nem estética nem de religião.

Os profissionais de informação classificam os documentos de biblioteca com ética. As bibliotecas têm espaços diferenciados e boas regras de conduta. Educam para a responsabilidade pessoal, cívica e cidadã.

Não é admissível a apreensão de um documento que faz parte da colecção de uma biblioteca.

Não é admissível uma polícia de costumes como a ASAE se assumiu.

Há que exigir a devolução do livro ao seu legítimo proprietário.

 

(posteriormente referirei a questão do litígio que deu origem à acção do MP e ainda a questão do Lei do Depósito Legal)

 

publicado por antonio.regedor às 18:59
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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2019

Pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares

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A criação de bibliotecas escolares foi um grande passo no processo de melhoria das condições de aprendizagem e de acompanhamento das novas formas de acesso à informação.
As bibliotecas escolares foram criadas com algum mimetismo da rede de bibliotecas públicas surgidas em 1987, uma década antes do lançamento da rede de bibliotecas escolares.
Desde logo se assumia uma debilidade de competência técnica das bibliotecas escolares. O tratamento técnico da documentação seria efectuado por serviços a criar nas bibliotecas públicas. Assumindo que os professores não possuiriam essas competências técnicas necessárias ao bom desempenho da biblioteca.
A formação em Gestão de Bibliotecas Escolares é uma ferramenta essencial para o bom desempenho dos professores-bibliotecários.
O Politécnico do Porto, através do ISCAP, tem uma oferta de Pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares. O IPP tem já larga experiência de formação do domínio das Ciência da Informação e especificamente em bibliotecas escolares desde o curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação ministrado da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão e agora no Instituto Superior de Contabilidade e Administração.
O corpo docente é constituído por uma vaga de Doutorados que tem feito crescer a produção científica neste domínio do conhecimento de forma muito relevante e dinâmica.
O plano de estudos contempla não apenas as áreas técnicas, fundamentais, mas também a psicologia educacional, as tecnologias nomeadamente em ambiente Web 2.0 e a gestão.
O link para mais informação é: https://www.iscap.pt/siteceiscap/index.php/oferta-formativa/2013-09-20-08-43-04/fpfce/6-ciencias-educacao/162-pggbe?fbclid=IwAR3rdPvwBCDhFC13yU6G-U6OjNZvZahTxPavCaMBqE7dlOIEwmEPz4ZZsSg
 
publicado por antonio.regedor às 14:46
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