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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

26 indivíduos são donos de metade do mundo

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São os donos do mundo. E são cada vez menos os que concentram a riqueza mundial. Em breve haverá apenas . Um dono do mundo todo.
É isto que nos deve fazer pensar no modelo político que determine o modelo económico.
O modelo económico liberal produz a concentração da riqueza. É o principal factor de desequilíbrio económico, de desigualdade social, de conflitos, pobreza, miséria e doença associada.
Tradicionalmente a social-democracia e o socialismo propunham o Estado Social, forte, regulador, redistribuidor, solidário e previdente. Com o liberalismo deixou de ser forte, deixou de regular, deixou de distribuir, deixou de ser solidário, deixou de ser previdente.
É preciso recolocar a política económica de redistribuição da riqueza, de solidariedade geracional e social, de justa retribuição dos rendimentos económicos.
O combate a esta desigualdade exige que os impostos incidam sobre grande fortunas, património, transacções financeiras, lucros por automação.
Reduzir a carga de imposto sobre o trabalho, reduzir as jornadas de trabalho.
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 14:55
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2019

Lua vermelha

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Não conhecia o fenómeno.
Gostei de ver o disco branco, brilhante da lua sendo ocultado, e em seu lugar o contorno avermelhar, sem brilho. Finalmente todo o disco avermelhado, coado pela sombra. E novamente o surgir do disco branco, grande, luzente.
O fenómeno resulta de eclipse da lua que no cone de sombra é penetrada por refracção com raios avermelhados, o que lhe dá a coloração observada.
Gostei de ver, e entre outros fenómenos cosmológicos, é mais um que registo na minha existência.
publicado por antonio.regedor às 13:03
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2019

A Fábrica Brandão Gomes em Espinho, na I Guerra

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Recentemente comemorou-se o Armistício da Guerra de 1914-1918 na Europa, também conhecida por Primeira Guerra Mundial. A 11 de Novembro o Armistício é assinado entre o Império Alemão e os Aliados.

Este ano Portugal deu destaque a essa assinatura de paz na Europa, realizando um desfile de forças de defesa e de segurança.

O facto é importante por diversos motivos. Resulta essencialmente das disputas pelo controle de territórios a colonizar e donde se garantiria o fluxo de matérias primas essenciais ao desenvolvimento de industrialização europeia. Depois, porque ficou mal resolvida, foi seguida por uma crise económica e antecedeu regimes autoritários e uma segunda guerra.

Nesses quatro anos da primeira guerra foram mobilizados mais de setenta milhões de soldados. Era muita gente para alimentar. E as necessidades de uns, constituem as oportunidades de outros. A Fábrica de conservas Brandão Gomes de Espinho, soube aproveitar a oportunidade de vender comida em conserva para as tropas em conflito.

Podemos verificar isto numa publicação do Museu Municipal de Espinho, em forma de Jornal da Época. O número 3 de 18 de Maio de 2018. Por título apresenta-se a “Real Fábrica de Conservas Brandão, Gomes e Cª.” E apresenta a lista das refeições de campanha apropriadas para o exército, e tendo também o cuidado de dizer que também se indicavam para o turismo. Não menos importante a nota de esclarecimento que dizia tratar-se de alimentação igual à que a Inglaterra distribuía ao seu pessoal no ultramar, nomeadamente ás suas tropas em terra e mar. E podendo as conservas serem consumidas em frio, tinha o cuidado de recomendar que fossem aquecidas, para o que dava instruções. Tanto as refeições como as sopas deviam ser aquecidas em água a ferver pelo espaço de trinta minutos. No caso de aquecidas ao fogo, devia reduzir-se para quinze minutos e ser previamente abertas. A oferta era grande e variada. A Brandão Gomes, fornecia sopas de macarrão, de legumes, de nabos com arroz e de grelos com feijão branco. Dizia o folheto de apresentação que se recomendava estas sopas por “constituírem uma refeição extremamente substancial devido à sua composição de carne, chouriço e toucinho em caldo de grande valor nutritivo”. Para além da canja com galinha, havia Carneiro guisado com batatas, vitela à jardineira, chispe e orelheira com feijão branco, dobrada à portuguesa. Quanto a carne de vaca, havia com macarrão, com grão de bico e chouriço, com ervilhas, com feijão branco, com legumes, com arroz e ainda com batatas. Bacalhau havia guisado com batatas, com arroz e guisado com grão de bico.

Não espanta que com tal variedade, tenha sido um bom negócio para a Brandão Gomes. E que com este saber aproveitar a oportunidade, se tenha criado muito emprego, gerado riqueza e desenvolvido Espinho.



António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:02
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2019

O Monstro ataca o caminho de ferro

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No meu blog “bibvirtual” de 9 de Agosto de 2018, e com o título “Caminhos de Ferro a serem devorados”, dava conta da alemã Deutshe Bahn, ter comprado uma empresa que era inglesa, para começar a operar de forma privada a linha de Corunha ao Porto. Já todos sabemos que a partir deste ano uma normativa da União Europeia, que é comandada pela Alemanhã, obriga a liberalizar o sector ferroviário.

O cidadão comum só agora se terá dado conta que a União Europeia quer mesmo liberalizar o caminho de ferro. Mas isso é, de há muito, conhecimento dos alemães, das empresas ferroviárias, e portanto também dos políticos, e dos gestores da CP, como é bom de ver. E a operação de caça à CP está montada.

Em Agosto do ano passado foi o ridículo argumento que os comboios no pico do verão aqueciam mais que o habitual. Nunca tinha sido problema desde que os pendulares e Intercidades existem, mas o ano passado foi. Depois a cozedura da CP em lume brando continuou com o bombardeamento de notícias sobre a falta de manutenção. Lembremos que a Sorefame foi vendida à concorrente Bombardier que a desmantelou. Mais bombardeamento de notícias sobre a falta de carruagens e de locomotivas. Ficou a saber-se que há locomotivas do tipo do intercidades, paradas e que as carruagens em falta são alugadas à empresa espanhola. Sai agora uma nova notícia de compra de carruagens. Será a reedição de uma outra tentativa de aquisição de material circulante que já esteve para marcada há dez anos atrás e não se efectuou.

Tudo estaria bem, se esta aquisição viesse com determinação de investir na CP pública, contribuindo para a melhoria do serviço público, do desenvolvimento social, da promoção do transporte colectivo, da redução da factura do carbono e melhoria da qualidade de vida e finanças do país.

Tudo muito lindo, mas parece que não será bem assim. Sabemos por Francisco Fortunato em artigo assinado a 14 de Janeiro de 2019, que o negócio poderá não ser apenas o da aquisição de unidades para o serviço regional, mas poder envolver a RENFE e o longo curso. A RENFE faz logo saltar a campaínha dado ser a parceria de Vigo-Porto, a tal em que os alemães da Deutshe Bahn estão interessados. E o longo curso que é precisamente a linha apetecível por ser a que anda sempre cheia e dá lucro.

Em 2009 estavam proposta a aquisição de 25 automotoras para o serviço regional e 6 unidades para o longo curso.

Hoje fica-se apenas por 22 para o serviço regional e é avançado um instrumento empresarial internacional com a RENFE, leia-se uma empresa, para onde seriam transferidos os 10 pendulares, colocando a renfe cinco ou seis comboios também para esse eixo de negócio que é o longo curso. Tudo isto parece configurar a formação de uma empresa, que a pretexto da falta de capacidade de investimento e aliada ao interesse da exploração rentável pelos grandes grupos internacionais como a alemã Deutshe Bahn, aproveita a normativa da União Europeia, para efectuar a privatização. Coisa que não interessa aos Portugueses, ao Estado Português, à economia nacional. Talvez interesse aos alemães, aos chineses e a alguns gestores que a esta hora estarão a pensar no seu recrutamento para a futura empresa privada.

Uma eventual privatização das linhas mais rentáveis da CP, iria deixá-la apenas com as linhas de necesssidade social que são obviamente as menos rentáveis. O que seria muito mau para a empresa pública e para o Estado. 

António Regedor

 

Fonte: António Regedor bibvirtual https://bibvirtual.blogs.sapo.pt/caminhos-de-ferro-a-serem-devorados-199704

Francisco Fortunato. www.sindefer.pt

publicado por antonio.regedor às 15:58
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2019

Governo Bolsonaro muda edital e permitirá materiais escolares sem referência bibliográfica

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O Blog da jornalista Renata Cafardo, no jornal O Estado de S.Paulo, informa nesta sexta-feira (9) que o Ministério da Educação (MEC) do governo Jair Bolsonaro (PSL) alterou o edital para aquisição de livros didáticos que serão entregues em 2020.

Entre as modificações promovidas pela equipe do ministro Ricardo Vélez-Rodriguez – que foi indicado por Olavo de Carvalho – está a que abre espaço para conteúdos que não sejam baseados em pesquisas – as referências bibliográficas -, já que não há necessidade de citação da origem do conteúdo.

 

Nem me vou pronunciar sobre outros aspectos propostas nesta alteração do actual governo brasileiro. Apenas isto é suficiente para abalar a credibilidade científica do ensino no Brasil.

Não indicar a referência bibliográfica é não indicar a fonte, a origem do conhecimento. É não respeitar a autoria, o trabalho científico. É facilitar a fraude, a cópia, a desonestidade. É não apresentar argumentos com a devida autoridade de pares. É poder dizer qualquer baboseira, asneira ou falsidade. É o descrédito do trabalho dos investigadores e cientistas honestos brasileiros. Ninguém mais, na comunidade científica irá acreditar, nem creditar os alunos brasileiros. É criar uma nova geração de alunos e investigadores sem princípios, sem métodos fiáveis de investigação, sem hábitos de respeito pelas fontes e autorias. O fim numa geração da credibilidade científica do Brasil. Tenho pena. Cada povo tem o destino que merece.

 

Fonte:  https://www.revistaforum.com.br/governo-bolsonaro-muda-edital-e-permitira-materiais-escolares-sem-referencia-bibliografica/?fbclid=IwAR3iwucHNaEU1rYi89EIy1Tkaax-Cs2O7noxfD9k56-TXaCRz0GcBcmOWi4

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:57
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2019

Bibliotecas Públicas podem fazer melhor

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Sempre disse aos meus alunos As Bibliotecas Públicas podem fazer melhor.
Sempre disse publicamente que as bibliotecas podiam abandonar a mentalidade retrógrada de repartição municipal e passar a apresentar-se como serviço público, útil, dinâmico, inovador.
Abram quando os cidadãos que trabalham tenham disponibilidade de horário.
Abram quando os estudantes têm as escolas fechadas e precisam delas.
Abram para promover novos espaços de socialização.
 
E nem precisam pensar muito, basta que copiem a Biblioteca de Oeiras.
publicado por antonio.regedor às 21:00
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2019

Prémio “Exportador de Ciência” para Repositório da UFP

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O Repositório Institucional da Universidade Fernando Pessoa foi distinguido com o prémio “Exportador de Ciência” pelo projecto RCAAP (Repositórios Científicos de Acesso Aberto de Portugal).

Parabéns a toda a equipa da Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa

Formados no interior da Universidade, nos seus cursos de Pós-Graduação, Mestrado e Doutoramento. E que são hoje uma referência de disponibilização de produção científica e da sua exportação.

Profissionais bem formados, competentes, dedicados, e como é símbolo da Universidade, Inovadores, como bem mostra o resultado do seu trabalho.

Estão também de parabéns toda a equipa de professores desses cursos. Professores e profissionais especialistas competentes que produziram tão bons alunos e profissionais competentes.

Todos os alunos formados em Ciência da Informação na Universidade Fernando Pessoa devem sentir-se orgulhosos. Alunos da Licenciatura em Ciências da Informação e Documentação, da Pós-Graduação em Ciências da Informação e Documentação. Do Mestrado em Ciências da Informação e Documentação e do Doutoramento em Ciência da Informação.

 

O galardão foi atribuído às instituições com maior número de downloads a partir de origens externas, na cerimónia de celebração dos 10 anos do RCAAP, que decorreu no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

O evento, realizado em parceria entre a FCT/FCCN, a Universidade do Minho e a Universidade de Coimbra, teve como objectivo reunir a comunidade para partilhar e reflectir sobre o passado, presente e futuro do RCAAP.

No final, houve lugar à entrega de vários prémios pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas Instituições de Ensino Superior nos diferentes subsistemas que integram o projecto.

publicado por antonio.regedor às 15:55
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018

Fogo e Fúria

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Trump é descrito por Michael Wolff nos primeiros nove meses de mandato. A descrição é feita no livro “Fogo e Fúria”.
O impreparado, inculto e perigoso presidente dos estados unidos da américa eleito pelo FBI.
Na pagina 25 escreve Michael Wolff: “ O Director do FBI, James Comey, depois de ter estranhamente colocado Hilary em lume brando ao afirmar que iria reabrir a investigação dos seus emails em onze dias antes da eleição, ajudara a evitar uma vitória esmagadora de Clinton”.
Como já se tem visto noutras latitudes do 3º mundo, em caso de derrota eleitoral, o argumento é o roubo. E assim, na mesma página 25 Wolff afirma que Trump “já tinha preparado a sua resposta pública para a derrota nas eleições: Fomos roubados!
Donald Trump e o seu pequeno grupo de guerreiros de campanha estavam preparados para perder com fogo e fúria. O que não estavam era preparados para ganhar.”
Quanto ao financiamento, “O bilionário de extrema-direita Bob Mercer, apoiante de Ted Cruz, mudara o seu apoio para Trump, com uma infusão financeira de 5 milhões de dólares.” p. 26.
Já depois de eleito, a prática das fake news é referida a pag. 68: “...parecia mesmo que a nova administração reclamava o direito de reformular a realidade. ...Muito embora, na perspectiva de Conway, fossem os media a fazer essa reformulação...”
Quanto ao escrutínio dos negócios de Trump, Franklin Foer, ex-director da revista “New Republic”, refere que Trump, o empresário pouco sério, “fanfarrão, com as suas bancarrotas, casinos e concursos de beleza, conseguira evitar um escrutínio sério.” ...”Os negócios imobiliários de Nova Iorque eram sujos, os negócios de Atlantic City eram sujos, a companhia aérea de Trump ra suja, Mar-a-Lago, os campos de golfe e os hotéis era todos sujos. Nenhum candidato razoável teria sobrevivido à descrição de um sequer destes negócios. ... uma dose genial de corrupção fora introduzida na candidatura Trump...” pag 124
Interessante é percebermos como Trump constrói o seu pensamento através da sua fonte de informação. “Trump não lia. Não lia sequer pela rama. Se era texto impresso, era como se não existisse. ... conseguia ler títulos de jornais e artigos sobre si próprio, e a coluna d coscuvilhice da página seis do New York Post. ... Era pós-alfabetizado – televisão total.” Pag 141.
O livro é rico em muitas outras descrições de colaboradores e de familiares. Dá uma imagem muito próxima do tipo ignorante, aldrabão, desonesto, agressivo, perigoso que comanda a política de uma das principais potências mundiais e com capacidade de destruição da política, do ambiente, da vida, do planeta.
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 13:59
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

Greve Mercenária

 

 

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Os profissionais de enfermagem são eticamente responsáveis ao juramento que fizeram, e não se confundem com a tropa de choque da  Ana Cavaco.
 
Este é o juramento que os enfermeiros fazem ao entrar na profissão:
 
 “Juro, livre e solenemente, dedicar minha vida profissional a serviço da pessoa humana, exercendo a enfermagem com consciência e dedicação; guardar sem desfalecimento os segredos que me forem confiados, respeitando a vida desde a concepção até a morte; não participar voluntariamente de actos que coloquem em risco a integridade física ou psíquica do ser humano; manter e elevar os ideais de minha profissão, obedecendo aos preceitos da ética e da moral, preservando sua honra, seu prestígio e suas tradições.”
 
Ana Rita Cavaco, tem no seu currículo as menções a  presidente da JSD de Almada, concorrente na lista do PSD à Junta de Freguesia da Graça,  em 2009. Candidata  com Pedro Rodrigues à distrital de Lisboa do PSD em 2013. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em Janeiro de 2016.  Ganhou à segunda volta, com uma abstenção de 88% e cerca de 
4 500 votos. Formadora no Sindicato dos Enfermeiros do Norte, que dirigido por  José Correia Azevedo, tem feito apelos  ás  greves.
 
Estiveram calados e consentiram, no tempo em que cortaram salários, subsídios, aumentaram as horas de trabalho e aumentaram a carga fiscal.
 
Protestam agora que se devolvem rendimentos roubados pelo governa do partido de que Ana Cavaco é conselheira, e de quem recebe ordens.
 
Agora que se aumentam salários, restituem pensões, reduzem carga fiscal, diminui o horário de trabalho, querem mais e tudo de uma vez.
 
Os sindicatos que promovem estas greves foram formados há pouco tempo e propositadamente para isto.
 
A Ordem adultera a sua dignidade  para se tornar um banal sindicato a reboque dum partido e de interesses financeiros obscuros.
 
É muito estranho que apareça tanto dinheiro sem origem determinada para fomentar esta greve. Greve mercenária paga por quem? Os interessados já nós sabemos quem são.
 
A greve tem o objectivo de obrigar o Estado (com o nosso dinheiro) a desviar os doentes do público para os  privados. Dar a esses grupos económicos o trabalho que deve ser feito nos hospitais públicos.
 
É esse objectivamente o interesse da greve. Financiar o privado. Destruir o Serviço Nacional de Saúde.  
 
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 19:08
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

Greve dos "Juizes"

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Já assisti a muita coisa na vida. Já vivi em ditadura, em revolução social, em democracia. Na democracia sempre com a sensação de estar incompleta. A democracia é a procura de fazer sempre melhor e ainda melhor. Quer dizer que a Democracia tem o defeito de ser necessário estar sempre a procurar torná-la melhor. E tem a virtude única de fazer de cada um de nós o seu criador.

A ditadura era assim, não mudava e a solução foi acabar com ela, da única forma que se pode acabar com as ditaduras. A sua rejeição.

Na revolução social de 1974 e 1975 em Portugal, também vivi muitos episódios que só acontecem nesses períodos de indefinição, instabilidade, incerteza, mas muita vontade de mudar, agir, construir. As revoluções sendo esteticamente agradáveis, são socialmente inquietantes.

Hoje acho piada aos plenários na unidade onde prestei serviço militar, e ao momento em que o primeiro ministro Pinheiro de Azevedo anunciou que o governo entrava em greve. Nada disso foi grave. Era um período revolucionário.Um tempo em que se quebrava a hierarquia e a disciplina militar. Um tempo em o país estava repartido por muitos poderes e o governo era apenas mais um. Tempo revolucionário em que os juízes não faziam falta porque a justiça fazia-se na rua. O patrão que não pagava era corrido da fábrica. O senhorio especulador ficava com a casa ocupada, O polícia confinado à esquadra e as mocas na rua.

Hoje, assisto a uma manifestação ridícula do orgão de poder judicial fazer greve, como ridícula foi a alocução de Pinheiro de Azevedo. Manifestação criminosa porque um orgão de poder não deve, não pode fazer greve. A defesa da Constituição que os orgãos de soberania têm de salvaguardar, não se faz com interrupções. Um orgão de soberania que interrompe a defesa da constituição, coloca-se fora dela e contra ela. E os juízes de hoje (com letra pequena) e na sua pequenez estão contra a constituição que por obrigação terão de defender. Ou então demitam-se. Não gostam, não querem, ninguém os obriga. Sejam coerentes. Demitam-se.

Na realidade estão a demitir-se. De ser orgão de soberania. A demitir-se de serem diferentes dos assalariados da função pública. Querem assumir que não fazem parte do Estado e que o Estado é o patrão que lhes paga e que manda neles, como no fascismo. Demitem-se de fazer justiça, que acreditem neles. E a justiça passa a ser uma banalidade que qualquer assalariado, ou não, pode fazer. Desacreditam-se a si e à justiça, e abrem caminho à justiça popular em que qualquer bandido é juiz. E por reivindicação mesquinha como a de querer ganhar mais que o primeiro ministro. A Justiça que aplica o direito, trocada pelo justiceirismo sem direito.

Lamento profundamente a falta de Sentido de Estado, a Irresponsabilidade Ética no seu péssimo exemplo. Lamento ainda mais que os Juízes se coloquem ao nível dos carroceiros grevistas.

Desconfio que não se trate apenas de reivindicação laboral, porque a agenda de greves está pensada para daqui a um ano. Daqui a um ano? O que esconde esta agenda de tão longa greve?

António Regedor

 

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 16:15
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