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Sexta-feira, 13 de Setembro de 2019

Pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares

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A criação de bibliotecas escolares foi um grande passo no processo de melhoria das condições de aprendizagem e de acompanhamento das novas formas de acesso à informação.
As bibliotecas escolares foram criadas com algum mimetismo da rede de bibliotecas públicas surgidas em 1987, uma década antes do lançamento da rede de bibliotecas escolares.
Desde logo se assumia uma debilidade de competência técnica das bibliotecas escolares. O tratamento técnico da documentação seria efectuado por serviços a criar nas bibliotecas públicas. Assumindo que os professores não possuiriam essas competências técnicas necessárias ao bom desempenho da biblioteca.
A formação em Gestão de Bibliotecas Escolares é uma ferramenta essencial para o bom desempenho dos professores-bibliotecários.
O Politécnico do Porto, através do ISCAP, tem uma oferta de Pós-graduação em Gestão de Bibliotecas Escolares. O IPP tem já larga experiência de formação do domínio das Ciência da Informação e especificamente em bibliotecas escolares desde o curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação ministrado da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão e agora no Instituto Superior de Contabilidade e Administração.
O corpo docente é constituído por uma vaga de Doutorados que tem feito crescer a produção científica neste domínio do conhecimento de forma muito relevante e dinâmica.
O plano de estudos contempla não apenas as áreas técnicas, fundamentais, mas também a psicologia educacional, as tecnologias nomeadamente em ambiente Web 2.0 e a gestão.
O link para mais informação é: https://www.iscap.pt/siteceiscap/index.php/oferta-formativa/2013-09-20-08-43-04/fpfce/6-ciencias-educacao/162-pggbe?fbclid=IwAR3rdPvwBCDhFC13yU6G-U6OjNZvZahTxPavCaMBqE7dlOIEwmEPz4ZZsSg
 
publicado por antonio.regedor às 14:46
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Terça-feira, 10 de Setembro de 2019

LINHA DO VOUGA

Estação de Espinho-Vouga.jpg

Linha do Vouga. * Também conhecida pelo Vouguinha. O cais está cheio e ainda há pessoas que se abrigam do sol na pouca sombra do edifício arruinado daquilo que em tempos foi a estação.

Na ausência de bilheteira, o revisor, ainda antes do comboio chegar inicia no cais a venda dos bilhetes.

Em dias de previsão de  grande afluência de passageiros, como é o período estival, o comboio é composto por  dupla composição. Só não transporta passageiros na última carruagem por não haver plataforma suficiente nos apeadeiros. O comboio vai cheio e estamos a meio do dia.

No Concelho de Espinho tem paragem em Silvalde e no Monte de Paramos. E segue para Oleiros, Paços de Brandão, Rio Meão, S. João de Ver, Vila da Feira, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis. Este percurso dentro da Área Metropolitana do Porto tem enorme potencial. Uma região que também é mal servida de transporte rodoviário de passageiros, e que obriga ao uso intensivo de automóvel. Existe o canal, há necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono e promover o transporte público. Também a linha teria de ser electrificada e reforçados os meios de segurança nas passagens de nível. O mais importante para garantir o melhor impacto e desempenho seria alterar algum ponto do canal. Seria fundamental passar pelo centro e por vários equipamentos como o hospital, tribunal e outros serviços públicos em Santa Maria da Feira. E o melhor para formular estas condições fundamentais para a sua viabilidade económica, seria o formato de metro de superfície. O percurso que hoje é feito em uma hora, no formato metro e com boa infraestrutura, poderia reduzir esse tempo de deslocação.

Só a requalificação da via não garante o melhor desempenho, que é o da proximidade com as novas zonas urbanas. As Terras de Santa Maria precisam deste transporte público, colectivo e ambientalmente preferível .

*(Experiência de uma agradável  viagem neste comboio)

António  Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:35
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Segunda-feira, 9 de Setembro de 2019

Torrente Ballester

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Durante o tempo em que estive em Salamanca, também o café Novelty me fascinava. Pelo agradável que é. Pela história que comporta, Pelas figuras que por lá passaram, e cujos espíritos parece ainda hoje aí permanecerem. Café centenário e o mais antigo de Salamanca. Situado na Plaza Mayor, por onde todos os dias passava, também por ser o caminho mais curto da minha casa à Faculdade.

Pelo Novelty passaram muitos intelectuais, escritores, artistas, políticos. O Novelty era o centro das tertúlias de Salamanca. O Reitor da Universidade, Miguel de Unamuno, gostava de o frequentar, mas um dos mais assíduos era Gonzalo Torrente Ballester. Nascido em Ferrol em 1910, foi em Salamanca que faleceu depois de deambular por Oviedo, Compostela, Madrid, Pontevedra e Estados Unidos. Foi em 1975 que regressou a Salamanca.

Lembrei-me disto, por ter lido agora “Doménica” que foi publicado postumamente em 1999, o ano da sua morte.

Na foto:  sentado no café Novelty ao lado da estátua de Ballester

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:32
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Quinta-feira, 5 de Setembro de 2019

O Bibliotecário

O-Bibliotecario.jpg

O Bibliotecário, é o primeiro romance de A. M. Dean um professor de culturas antigas. O romance parte da antiga biblioteca de Alexandria que pretende não ter sido destruída, mas escondida. Que terá sido preservada e alimentada durante o tempo, por bibliotecários que mesmo sem se conhecerem trabalharam em rede para a perpetuação dessa grande biblioteca repositório do conhecimento humano. A procura do lugar onde se encontra esse legado de conhecimento acumulado não nos leva a espaço físico, nem mesmo à tentativa de a retomar com a nova biblioteca de Alexandria. A primordial não se encontra em espaço físico, foi digitalizada. Ela está por todos os lados, em rede, acessível de qualquer computador. No romance, duas grandes forças mundiais e antagónicas conspiram entre si para dominar a informação. E o domínio da rede é o domínio global. O romance é, no essencial, uma alegoria à grande biblioteca da actualidade que é a internet.

Dean, A. M. – O Bibliotecário. Lisboa: Clube do Autor, 2012.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:36
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2019

O tempo entre costuras

O-Tempo-Entre-Costuras.jpg

Num bairro modesto de Madrid uma jovem aprende costura. Estamos em tempos próximos da guerra civil. No seu universo social estão desde a amiga aderente do partido comunista, até a um namorado rejeitado que adere ao franquismo. Passa ao lado desse conflito por um casamento que a leva a Marrocos, onde a infelicidade do casamento a coloca na necessidade de recorrer à costura. A sua competência e sucesso profissional coloca-a em ambiente social privilegiado. A guerra e os contactos a que tem acesso lançam-na involuntariamente na espionagem. Sira muda de nome e adopta um campo de batalha.
O livro está também numa série televisiva. A autora, Professora Universitária, depois de vários trabalhos académicos, escreve este livro que nos encanta e agarra à leitura.
 
Maria Dueñas – O tempo entre costuras. Porto: Porto Editora, 2010.
 
António Borges Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 14:12
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Terça-feira, 3 de Setembro de 2019

Elle foi à Pharmacia

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 Se a língua é viva e se vai modificando, a escrita vive em anarquia. Cada um escreve como lhe apraz. Uns por saber escrevem de uma forma, outros de forma diferente por não saber. Há até os que sabendo fazem as suas abreviaturas para escrever mais depressa e outros por comunicação tecnológica rápida, abreviam ainda mais. Não deixa no entanto de haver uma forma oficial da escrita da língua. Normalmente essa forma oficial serve para normalizar. Ou talvez não, quando a norma não se apresenta de forma aceitável, convincente, razoável, evidente. E aquilo que devia uniformizar, diversifica. Desde 1990 que um acordo ortográfico provoca o desacordo na escrita da língua. Passou a haver o que se diz ser a escrita de acordo com o acordo, e a escrita que não segue o acordo. Já são duas escritas. E isso é problema? Não, nem nunca o foi. 

Em 1911, houve uma reforma ortográfica. Os Brasileiros tinham feito uma reforma ortográfica em 1907 e vieram a fazer  um formulário ortográfico em 1943.  Eu nasci já depois de 1945, data de um acordo ortográfico assinado com o Brasil. E no entanto bem gostava de ver a letra bonita, corpo redondo ou  esguio, ascendentes a traçar laços como bordados, de bengalas a desenhar ganchos perfeitos, ou a terminar com orelhas ou esporas de toque feminino que só a mão firme, determinada, segura como era o seu perfil psicológico fazia corresponder ao modo e ao  que a minha avó escrevia. Ella que escrevia de acordo com a ortographia anterior a 1911. E ela continuava a escrever El.  E quando se queria referir a outra pessoa escrevia elle, com dois eles claro. A minha avó nasceu ainda no século XIX. A ortographia della compreendia o comprar phosphoros, ir à  Pharmacia e ficar exhausta. Prohibia as minhas asneiras, mas deixava collocar os brinquedos pela casa.. E muitas outras formas de escrever aqueles signos  que eu já tinha aprendido diferente.  Que saudade tenho de a ver escrever e de  ler o que ela escrevia.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:34
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Segunda-feira, 2 de Setembro de 2019

IMPRENSA

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O falar de imprensa atira-nos para Gutemberg. No entanto a imprensa é muito anterior à inovação do  impressor alemão de 1400.  

Imprimir é essencialmente o  transferir imagem de uma superfície a outra de forma repetida.

Os Sumérios ( Há 5 500 anos , no actual sul do Iraque, onde o Tigre e Eufrates quase se juntam e que vai até ao Golfo Pérsico) já usavam cilindros gravados em negativo do texto a imprimir. Os Chineses imprimiam cartas de jogar. Na Idade Média placas de madeira ou pedra  gravada eram as matrizes de impressão. Daí os termos respectivos de  xilogravura e  litogravura.

A inovação de Gutemberg, no século XV,  foi a de utilizar caracteres móveis , resolvendo o inconveniente das matrizes anteriores serem peça única, e agora com a inovação poder refazer-se o texto com os mesmos caracteres.

Em vez de se gravar o texto numa placa, o texto era agora composto numa caixa que correspondia à mancha gráfica.  Podia ser copiado inúmeras vezes, e os mesmos tipos podiam posteriormente compor outro texto diferente. 

A revolução industrial  proporcionou um forte desenvolvimento técnico no processo de impressão.   No início do século XIX,  graças a  Friedrich Koenig desenvolveu-se  a impressão cilíndrica. A mecanização foi um enorme passo no processo de impressão. E esta desenvolveu-se aproveitando as várias fontes de energia.

Os Jornais tornaram-se cada vez mais fáceis de produzir.  O mesmo com os livros. Cresceu a indústria editorial até os transformar  os livros de de produto literário a mercadoria cada vez mais perecível.

O mundo digital dispensa em grande parte a impressão. O texto já não tem necessidade de ser registado em suporte físico. A impressão está em extinção.

António Borges Regedor

 

 

publicado por antonio.regedor às 18:11
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Sexta-feira, 30 de Agosto de 2019

Palavras enganadoras e mal intencionadas.

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A direita comprometida com a Troika, com os cortes de rendimentos, com o empobrecimento dos Portugueses, com a contracção económica teima na sua política e critica a retoma da economia, do emprego, das exportações. E como não tem mais nada a apresentar além dos baixos salários, do emprego precário e do enfraquecimento do Estado (que somos nós todos), critica agora a melhoria económica usando o truque das palavras.

Agora em vez de dizer receita fiscal, passou a dizer-se carga fiscal, para confundir os menos atentos.

A chamada “carga fiscal”, não significa aumento de impostos. Esses até diminuíram.

A chamada “carga fiscal”, que é na verdade “receita fiscal”, aumentou porque há mais receita de impostos cobrados.

Então o que é que aumentou nestes dados que se reportam a 2018?

Aumentou a receita do IRS em 5,6%. E no entanto foram suprimidos os impostos extraordinários do Passos Coelho. O aumento da receita em IRS significa aumento do rendimento dos cidadãos. Devolução de rendimentos e mais pessoas a trabalhar e a descontar. Menos desemprego obviamente. E mesmo os estrangeiros que vieram trabalhar desconto IRS.

Aumentou a receita do IRC em 9%, o imposto sobre os lucros das empresas. Significa que o tecido empresarial está mais forte e acabou o tempo das falências. AS empresas dão mais emprego, vendem mais, exportam mais e têm mais lucros.

Aumentou a receita do IVA em 6,2%, que é um imposto sobre o consumo. Quer dizer que se consome mais, porque há mais rendimento. E a imagem do país melhorou, e o turismo também aumenta o consumo que paga IVA. O turismo que também gera emprego e lucro às empresas.

Aumentou a receita da segurança social. Porque mais trabalho são mais descontos e menos subsídios de desemprego. Mostra a dinâmica económica que promove dinâmica de emprego. E isso gera melhores condições de segurança social.

Aumentou a receita do imposto sobre transmissão de imóveis em 20%. O que representa o investimento em imobiliário, habitação, e serviços. Acabou o tempo de não poder pagar a casa, de ter de a vender ao desbarato para pagar dívidas. O mercado do imobiliário voltou a valorizar e isso produz mais impostos.

Aumentou a receita do imposto sobre veículos em 1,3%. Houve uma retoma na venda de veículos. E devia ter aumentado ainda mais, porque também se dão orientações políticas com os impostos. Devia desincentivar-se o uso do automóvel por boas razões ambientais, económicas (compra de petróleo), de saúde, mobilidade e qualidade de vida urbana, em favor do transporte colectivo, do eléctrico, da partilha e dos modos suaves de mobilidade.

Aumentou também a receita do imposto sobre o tabaco em 2,3%. E devia ter aumentado mais por haver necessidade de desincentivar o consumo de tabaco, por boas razões de saúde.

E apesar de tudo, a carga fiscal portuguesa ainda é inferior à média da União Europeia. (Portugal 35,2%, Europa 39,4%)

publicado por antonio.regedor às 17:27
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Quinta-feira, 29 de Agosto de 2019

Enfraquecimento do poder de Estado. Consequências

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O fim do Império Romano, no século IV, ditou o enfraquecimento da Europa no seu todo. Deixou de haver uma administração igual para todos os territórios, deixou de haver uma Lei geral, uma política comum de impostos. As estradas foram abandonadas, os edifícios públicos deixaram de ter manutenção, os hábitos de higiene foram abandonados, a limpeza pública ruiu, a saúde colapsou. A educação abandonada, a cultura definhou.

Politicamente os senhores locais apoderaram-se do que puderam, subjugaram o mais fracos e pobres, fizeram leis que lhes convinham, cobraram impostos que queriam.

Não tardou muito a sentirem-se os efeitos. No século VI surgem as pestes na Europa e duraram até ao século VIII. No Império do Oriente tal não aconteceu de imediato. A Constantinopla acorreram os sectores cultos da sociedade, e que mantiveram os padrões de vida da tradição Helénica e continuada na cultura Romana.

O enfraquecimento da Europa, pelo desmantelar da administração Romana, pelo modelo feudal, e pela peste, com a consequente redução da população, desmantelamento da produção, estado geral de fome e doença, fez da Europa um espaço nulo, politico, económico, cultural e socialmente.

Ao enfraquecimento da Europa no século VI, corresponde a expansão do Islamismo no mesmo século e seguinte. Obviamente as duas coisas estão ligadas.

A Europa só recupera no século IX e X. E isso corresponde ao crescimento das cidades, ao desenvolvimento do comércio, aumento da produção. Aparecem novas moedas, entre elas o Florim de grande aceitação. E, claro, a pressão sobre o Islão que leva à reconquista cristã do Al Andaluz, das rotas do Oriente e retorno ao domínio do Mediterrâneo.

Neste contexto de progresso surgem no século XIV as confrarias e as corporações e entre elas as Universidades. Daí é um salto até ao Renascimento e à Ilustração.

É bom reflectir sobre o enfraquecimento do Estado e o surgimento dos pequenos poderes locais que produzem os novos pequenos feudais sem nobreza alguma. Quando me falam da tradição portuguesa do municipalismo é do estado de feudalização que me querem falar.

 

publicado por antonio.regedor às 12:33
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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2019

Poema

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Fumei um charuto, bebi um Porto.

Puxei o autoclismo, depois de saber que a rainha suspendia o Parlamento.

É a morte da rainha. A morte do parlamento. A morte da Democracia.

A morte da Realeza e de tudo o que ela significa, se algum dia significou excelência.

A barbárie triunfa sobre o iluminismo, sobre o liberalismo burgês que promoveu a ciência, sobre a democracia que promoveu os direitos humanos. Estamos de novo a entrar em novo período de trevas. Já não é apenas do fascismo contra a civilização, é o fim da civilização.

publicado por antonio.regedor às 15:44
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