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Terça-feira, 19 de Junho de 2018

Esforcei-me ao máximo. Disse ele.

Daniel foto.jpg

 

Ele chama-se Daniel.
No Colégio que frequenta, de entre várias actividades proporcionadas estava a dança.
Experimentou várias e foi fazendo dança clássica.
Hoje terminou as provas de selecção para ingresso no Conservatório de Dança em Lisboa.
Foi admitido. Para o próximo ano frequentará o ensino integrado.
Perante o desafio, disse: “Esforcei-me ao máximo”.
O Daniel está de parabéns. Escolheu, teve atitude, venceu.
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publicado por antonio.regedor às 18:21
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

Em dia de Santo António de 1888, em Lisboa, nasceu Fernando António Nogueira Pessoa

autorid00334.jpg

 

 

Entre o Sono e Sonho

Entre o sono e sonho, 
Entre mim e o que em mim 
É o quem eu me suponho 
Corre um rio sem fim. 

Passou por outras margens, 
Diversas mais além, 
Naquelas várias viagens 
Que todo o rio tem. 

Chegou onde hoje habito 
A casa que hoje sou. 
Passa, se eu me medito; 
Se desperto, passou. 

E quem me sinto e morre 
No que me liga a mim 
Dorme onde o rio corre — 
Esse rio sem fim. 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

 

publicado por antonio.regedor às 14:18
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Terça-feira, 12 de Junho de 2018

Orçamento Participativo

EM REDE.jpg

 

Podes e deves participar

Uma medida de orçamento participativo onde os cidadãos devem participar

https://opp.gov.pt/proj/79?vote=79&votetype=bi&page=None&ordering=random_order

 

(Por favor, indica aqui que participaste)

 

As bibliotecas são portas de acesso à informação, ao conhecimento, à cultura e ao lazer, constituindo-se como espaços privilegiados na aprendizagem ao longo da vida e no exercício de uma cidadania ativa. As bibliotecas dão um importante contributo para o desenvolvimento holístico de todos os indivíduos e grupos sociais, para eliminar assimetrias e para o desenvolvimento das comunidades. 
Sob o lema “Em rede nunca lemos sós”, as 17 bibliotecas municipais e de instituições de ensino superior da região das Beiras e Serra da Estrela pretendem trabalhar em rede e de forma colaborativa, alargando os seus serviços aos cerca de 236.000 habitantes deste território com mais de 6.300 km2, apostando igualmente no alargamento da sua área de ação através da constituição de parcerias com entidades locais.
As linhas de ação deste projeto são a prestação de serviços às populações, o desenvolvimento das coleções das bibliotecas, e a oferta de serviços culturais.

Medida 1: desenvolvimento de ações de promoção das literacias (ações de formação dirigidas a diferentes públicos, disponibilização de serviços itinerantes, etc.).
Medida 2: adaptação das coleções das bibliotecas e dos serviços prestados às necessidades de acesso à informação dos seus públicos (disponibilização de livros e conteúdos digitais, computadores, tablets e pens Wifi).
Medida 3: oferta de atividades culturais e de lazer na área da leitura e das literacias, adaptados às necessidades dos utilizadores (ateliers, peças de teatro, leituras dramatizadas, etc.).

 

publicado por antonio.regedor às 15:29
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2018

Centenário de Eusebi Güel e Parque Güel em Barcelona

PARQUE GÜEL.jpg

Estamos no centenário da morte de Eusebi Güel. O nome traz á memória o Parque Güel em Barcelona. Sim é esse mesmo. O Catalão industrial e político, Também escritor, pintor, químico e biólogo. Um homem da indústria das ciências e das artes.

Filho de Joan Güel i Ferrer que enriqueceu em Cuba, e de Francisca Bacigalupi oriunda de uma família de comerciantes genoveses que em Barcelona investiram em textil e sócios de Güel pai.

Por sua vez a esposa de Eusebi Güel era proprietária no Banco Hispano-Colonial, Compañía de Tabacos de FilipinasCompañía de los Caminos de Hierro del Norte de España, entre outras.

A intervenção política de  Eusebi Güel foi essencialmente cultural. Foi  amigo íntimo e mecenns de Antoni Gaudí. Este construiu o Parque Güel onde o seu proprietário viria a morrer.

O Parque Güel é um grande parque urbano que foi concebido como urbanização, mas que o fracasso comercial levou a ser vendido à autarquia. Em 1984 foi classificado pela Unesco, Património da Humanidade.   

 

https://www.youtube.com/watch?v=_6mNuJZZZvY&feature=youtu.be

 

 

 

.

 

publicado por antonio.regedor às 12:57
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2018

Gaspar Matos entre a Biblioteca Pública e a Biblioteca Académica

0004.jpg

 

Habitualmente surge mais reflexão sobre as bibliotecas públicas que sobre as académicas.  Profissionalmente não é frequente a transição de um sector para outro. São poucos os casos que por essa razão têm a oportunidade de confrontar uma e outra situação. Gaspar Matos é um deles. Por isso o inquirimos.

 

Porque raio te decidiste a fazer formação para trabalhar em bibliotecas?

A minha decisão de fazer formação em bibliotecas teve a ver com dois aspetos:

- não queria continuar a trabalhar na banca (fui funcionário bancário durante 7 anos);

- queria trabalhar na área cultural.

Aliada a estes dois aspetos, pretendia ainda ir para um trabalho em que não tivesse de vender nada a ninguém, que se pautasse por objetivos que não fossem comerciais. Como gostava - e gosto - de ler desde criança (visão que mais tarde percebi ser redutora, face à diversidade de serviços que a biblioteca presta), uma casa cheia de livros pareceu-me um bom caminho. Sendo já licenciado, e como via a entrada direta para técnico superior na Administração Pública como difícil, frequentei o curso de técnicos BAD da APBAD e rapidamente encontrei trabalho como técnico profissional, nas Bibliotecas Municipais de Oeiras (BMO’s).

 

Quando todos pensavam em bibliotecas públicas foste fazer estágio em biblioteca especializada, que vantagem vês nisso?

A formação que tirei na BAD era eminentemente virada para a biblioteca pública, penso que por percecionarem que seriam ainda os municípios os que mais contratavam (isto em 2004/2005). E eram. No entanto, preferi fazer o estágio BAD numa biblioteca de ensino superior precisamente porque achei que deveria colmatar essa lacuna da minha formação inicial, e isso poderia fazê-lo com uma experiência de trabalho. Na altura a Biblioteca da Universidade Fernando Pessoa/Porto acolheu-me, e foi precisamente isso que aconteceu: passei a poder somar, à visão e conhecimento que tinha das bibliotecas públicas, uma pequena perceção das bibliotecas académicas.

 

Mas acabaste por andar algum tempo em bibliotecas públicas, que balanço fazes?

Andei 10 anos (2005-2015), e o balanço que faço é francamente positivo: tive a sorte de começar pelas BMO’s, onde me foram dadas todas as condições para um bom desenvolvimento profissional; acresce que a qualidade dos recursos humanos era muito boa e com competências bastante diversificadas, o que nos potenciava a todos. Foi uma altura em que ampliei muito o que sabia sobre bibliotecas, e fi-lo num serviço de referência nacional. Recordo-me de ir ao congresso da BAD nos Açores, em 2007, e de as BMO’s terem sete ou oito apresentações submetidas, e de irmos um grupo de seis ou sete profissionais, todos a expensas da Câmara de Oeiras. Existia um grande dinamismo, e isso foi muito bom para o meu percurso enquanto bibliotecário. Já em Sines (2009-2015) tive um conjunto de experiências bastante diferentes, na medida em que a biblioteca tinha uma dimensão bastante menor e estava inserida num equipamento (Centro de Artes de Sines) em que todas as valências acabavam por ter de trabalhar colaborativamente (Biblioteca e Serviço Educativo do Centro, por exemplo), o que era algo a que não estava habituado. A Biblioteca tinha de criar a sua identidade inserida numa outra, maior, que era a do Centro de Artes. Não foi fácil - foi até um pouco estranho -, mas tudo acabou por fazer sentido em fusão: o livro pode dar o mote para o espetáculo de dança (existe um serviço de aulas de dança), a exposição (existe uma galeria) pode ser associada à palavra, a palavra à música (existe um auditório), enfim… a Biblioteca de Sines foi um desafio com uma tremendo e que, com o passar dos anos, penso ter sido bem-sucedido. Fico muito feliz por saber que ainda hoje há dinâmicas iniciadas na altura em que lá estive e que se mantêm, nomeadamente a manutenção de alguns projetos e uma programação coerente com o serviço de biblioteca pública. Gostava que alguns projetos de intervenção no espaço público de promoção de literatura, leitura e narração oral se tivessem mantido, mas talvez sejam apenas alguns interregnos: a título de exemplo falo do colar poemas em vinil nas montras de estabelecimentos comerciais da cidade, por ocasião do Dia Mundial da Mulher (existiam já lojas que não os tiravam da montra, de ano para ano, e tinham já coleções de poemas); e outro exemplo seria o Conto de Tantos Mundos, que aliava a palavra dita/narração oral ao Festival Músicas do Mundo. Espero que um dia voltem.

Mas, em suma, faço um balanço muito positivo: tudo isto me ajudou a crescer, e não só a nível profissional e como bibliotecário (acresce que, em Sines, ao fim de menos de dois anos passei a ter responsabilidades acrescidas noutras áreas de atuação, o que só me fez bem). Tem sido um percurso que me tem dado muito gozo.

Qual o caminho que apontas para este subsistema de bibliotecas? Como achas que podem conquistar o público adulto?

O caminho das bibliotecas públicas será aquele que o público definir em função das suas necessidades, e para tal é necessário auscultá-lo. Não há receitas mágicas nem procedimentos estandardizados, já que cada comunidade tem as suas particularidades, e isso vê-se bem no contraste entre, por exemplo, a biblioteca pequena do interior versus a biblioteca de média/grande dimensão do litoral: se a primeira acaba muitas vezes por ser um dos - ou o único - equipamento cultural da localidade, é óbvio que a sua função terá de ser bastante mais polivalente; já quanto à segunda, se muitas vezes cumprem uma função de estudo (não raras vezes vamos às Bibliotecas Municipais de Oeiras, de Lisboa, de Cascais, de Loures, e estão cheias de alunos do ensino secundário e superior), pelo que o seu desígnio principal parece estar destinado ao apoio a esses públicos (que são o grosso dos utilizadores, pelo menos presenciais), não se pode descurar os restantes, principalmente com a urgência que existe em dar apoio a uma população envelhecida e cada vez mais só e outra, muito jovem e deixada aos cuidados de terceiros devido às longas jornadas laborais dos pais.

O caminho é estar atento, oferecer serviços diferenciados, procurar auscultar a população (utilizadora e não-utilizadora) e perceber que há uma série de segmentos com necessidades a colmatar (e aqui tomo o exemplo da biblioteca urbana, da grande área metropolitana):

- o aluno do ensino secundário e superior, que solicita silêncio e de uma coleção enriquecida na sua área de estudo;

- a criança, que necessita de estímulo variados (não só para a leitura mas outros, sensoriais) e que por conseguinte precisa de um espaço de liberdade e aprendizagem informal e lúdica;

- o idoso, que precisa de uma área de leitura informal e de iniciativas que combatam o isolamento e promovam o contacto humano (se possível intergeracional, com as crianças);

- a população adulta em idade ativa, que precisa de um espaço de informação, debate, esclarecimento, cidadania, lazer, aprendizagem ao longo da vida e, acima de tudo, um espaço de afetos, de troca, de partilha, que deixou há muito de existir nas cidades;

Em suma a biblioteca, desde que se democratizou, tem uma missão imensa: ser tudo para todos, daí muitas vezes esta sensação de deriva que à mesma é colada, mas parece-me ser uma falsa sensação: as bibliotecas, de um modo geral e de há uns anos para cá, são equipamentos cada vez mais dinâmicos, plurais e multifacetados. A questão é que muitas vezes aferimos o seu impacto por aspetos mensuráveis tradicionais (número de empréstimos, por exemplo), e não por aquilo que realmente interessa, que é o valor real, o que realmente importa, o que faz a diferença: a biblioteca atenua a solidão de um idoso? Ajuda um jovem a ter melhor desempenho escolar? Permite ao adulto manter-se informado e ativo socialmente? Proporciona o desenvolvimento intelectual e sensorial da criança? Se sim, então, cumpre a sua missão, e isto não se mede com número de empréstimos.


Há apenas um aspeto que gostaria de mencionar, e pelo qual me tenho batido nos últimos tempos (e aproveito este desafio para advogar mais por essa causa). Nesta ânsia de tudo fecundar (como diria o José Mário Branco), arriscamo-nos de facto a copular tudo (isto para não usar o calão mas imaginem-no, que assim a imagem fica perfeita). Explico: há coisas que caracterizam a biblioteca, e o silêncio é uma delas: o silêncio necessário ao trabalho intelectual, o silêncio que muitos necessitam para usufruir de leitura lúdica, o silêncio que muitos exigem para ler convenientemente um jornal, o silêncio necessário à concentração. Não fazendo apologia de uma biblioteca em que o silêncio é sagrado em todo o seu espaço (até porque tal é impossível, face à necessidade de múltiplas atividades para múltiplos públicos, como elenquei acima), faço uma defesa acérrima da salvaguarda de um espaço de silêncio total, dentro da biblioteca. E faço-o porque essa é uma característica absolutamente distintiva destes equipamentos e porque, se pensarmos bem, não há outros na sociedade que o tenham, com exceção dos espaços religiosos. Acresce que a procura por locais de silêncio, numa sociedade tão exacerbadamente dada a estímulos visuais e auditivos, será num futuro não muito distante cada vez mais premente. A preocupação com esta defesa surge porque vejo cada vez mais um discurso exacerbado de que a biblioteca não é um espaço de silêncio, algo com que não concordo de todo. Prefiro afirmar que a biblioteca é também um espaço de silêncio sob pena de, para contentarmos uns e os nossos próprios paradigmas, expulsarmos outros da equação. A esse propósito conto uma história: há uns dias, a propósito de uma imagem no Facebook que rezava assim “Biblioteca não é lugar de silêncio, é lugar de encontro e participação”, uma colega afirmava: “Eu concordo, mas diz isso aos leitores.” Curioso, não é? De que nos adianta concordarmos ou acreditarmos em determinado axioma, se os leitores manifestam outra necessidade?

 

Finalmente qual a diferença e desafio de trabalhar em biblioteca académica?

A grande diferença é termos tudo muito definido a priori: a biblioteca académica tem os seus utilizadores bem identificados e a sua área de atuação bem delineada. O que conta, na biblioteca académica, é ajudar à aquisição de conhecimentos e à produção intelectual e científica. Se na biblioteca pública temos de ter (e ser) tudo para todos, na académica o todo é só para alguns, que têm exigências muito particulares.

Uma biblioteca académica funciona, acima de tudo, na base da intermediação de informação, daí que o enfoque seja na formação de utilizadores e no atendimento. Para que se tenha uma noção não será excessivo afirmar que, num ano, a biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação dá formação a mais de 500 pessoas (e isto considerando que o universo da comunidade é de pouco mais de 2000 indivíduos). Há igualmente espaço para a iniciativa cultural e para que a biblioteca seja um espaço onde dotes como a oralidade, o confronto de ideias e a retórica podem ser exercitados, e esse é um caminho que temos vindo a trilhar, nomeadamente com um grupo de leitores que alia alunos, docentes, não docentes e investigadores e bolseiros e um evento anual a que damos o nome de Capacitar, em que temas pré-definidos são discutidos por especialistas e posteriormente são debatidos por todos sem qualquer obrigatoriedade académica.

 

 

 

Gaspar Matos é bibliotecário desde 2005, altura em que passa a integrar o quadro das Bibliotecas Municipais de Oeiras, até 2009. Nesse ano assume a direção da Biblioteca Municipal de Sines e, em 2011, a chefia da Unidade de Cultura da Câmara Municipal de Sines. Em 2016 passa a integrar a equipa da biblioteca da Faculdade de Psicologia e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, onde é responsável pelas áreas de atendimento, formação e comunicação. Detém o Curso de Técnicos Profissionais de Biblioteca, é licenciado em Marketing, Pós-Graduado em Ciências da Documentação e Informação e tem frequência do Mestrado na mesma área. É membro ativo do Grupo de Trabalho para as Bibliotecas Públicas, formador na Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (em promoção da leitura e grupos de leitores) e no Centro Pedagógico do Jardim Zoológico de Lisboa (Storytelling: estratégias de comunicação na educação ambiental), e dinamizador de comunidades de leitores.

 

publicado por antonio.regedor às 13:05
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2018

Faleceu Albano Martins

ALBANO MARTNS.jpg

Faleceu  hoje, dia 6 de Junho,  Albano Martins

Nasceu em 1930, Licenciou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi  professor do Ensino Secundário, trabalhou na  Inspecção-Geral de Ensino e foi professor na Universidade Fernando Pessoa.  É autor de cerca de trinta títulos de poesia,  tradutor de  poesia clássica, italiana  e  de Pablo Neruda.  Organizou, para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda (Lisboa, 1987), uma Antologia do poeta simbolista português Eugénio de Castro. Está representado em diveras antologias.  Colaborou em  prosa e verso em diversos jornais e revistas, quer nacionais , quer estrangeiras.

Foi  membro da Associação Portuguesa de Escritores, do P.E.N. Clube Português, da Associação Portuguesa de Tradutores, da Associação Galega da Língua (AGAL) e Membro Honorário da Academia Cabofriense de Letras (Estado do Rio de Janeiro).

Integrou a Comissão Instaladora do Museu Nacional de Literatura, no Porto e  foi membro da direcção da Associação dos  Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Tem os prémios de Tradução instituído pela Sociedade de Língua Portuguesa;    o "Prémio Eça de Queirós" de Poesia, da Câmara Municipal de Lisboa e a medalha Oskar Nobiling, de mérito cultural da Sociedade Brasileira de Língua e Literatura, do Rio de Janeiro

publicado por antonio.regedor às 19:11
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Terça-feira, 5 de Junho de 2018

Bibliotecas na Turquia

Biblioteca de Beyazit.jpg

 

 

O nível de desenvolvimento, de informação e de liberdade de expressão, não se pode aferir apenas pela situação das bibliotecas. Mas este indicador, é já por si significativo.  Basta termos memória da ditadura portuguesa que anulou as bibliotecas, e que durante a ditadura foi uma iniciativa privada, a Fundação Calouste Gulbenkian, que fez a promoção do livro, da leitura e do conhecimento através de  bibliotecas itinerantes. 

O jornal turco,  Daily Sabah, de Istambul, publicado a 29 de Set 2017, dá conta da situação das bibliotecas na Turquia.

Há  apenas uma biblioteca pública por 70 mil pessoas na Turquia, de acordo com um relatório recente publicado pela Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecas (IFLA). Na União europeia o número é de uma bibliotecas por cada  62oo pessoas (cf.  2016 "Library Map of the World" 2016).

Segundo o relatório referido, há na europa:  5.021 bibliotecas públicas na Alemanha, 6.042 na Itália e 16.100 na França. A Turquia com maior população, tem apens 1 137 bibliotecas públicas.

A Turquia também sofre com um número baixo de funcionários por  biblioteca de acordo com a IFLA. Por exemplo, enquanto a Alemanha emprega 11 mil funcionários em  biblioteca pública, a Turquia emprega 3 490. 

Em 2016, a Alemanha registrou 315 milhões de livros emprestados, enquanto a Turquia contou com 9 milhões.

Para igualar a média de  bibliotecas  per capita da UE, a Turquia precisaria multiplicar por dez, os  seus recursos atuais.

O Goethe Institut na Turkia, confirma que há  aproximadamente  1.100 bibliotecas públicas estaduais na Turquia, dependentes da Direção Geral de Bibliotecas e Publicações [KYGM . 

Cada uma das 81 províncias da Turquia opera uma biblioteca provincial no centro [İl Halk Kütüphanesi] .

Existem várias bibliotecas distritais em cada distrito provincial [İlçe Halk Kütüphanesi]. 

As bibliotecas provinciais coordenam e controlam parcialmente as bibliotecas distritais, que pertencem à sua província.

As bibliotecas públicas são visitadas principalmente por crianças e jovens, ou seja, alunos e estudantes, já que a maioria das bibliotecas escolares não são atraentes ou tem acessibilidade limitada. As taxas de oferta e uso das bibliotecas públicas relacionadas à população são muito baixas - apenas 0,2 livros estão disponíveis por habitante e apenas 5% da população são membros da biblioteca pública. 

 Há, no momento, 43 bibliotecas móveis na Turquia e um total de 737 pontos de serviço.

Muitas bibliotecas públicas são acomodadas em edifícios históricos ou em edifícios de administração padrão. Apenas alguns têm edifícios, que foram projetados e construídos como edifícios de bibliotecas.

Todas as bibliotecas públicas são totalmente automatizadas com um software disponível de forma central chamado Milas. As explorações de todas as bibliotecas públicas podem ser pesquisadas on-line por uma superfície conjunta que também oferece a possibilidade de pesquisar no Catálogo Nacional-União TO-KAT. AsAs

As coleções de bibliotecas públicas são composts com 38% de  livros de ficção e por 62%)  de livros de não ficção.  O número de material audiovisual digital oferecido é muito baixo. 

A maioria das bibliotecas públicas tem locais de trabalho na Internet para usuários e todas as bibliotecas provinciais possuem sites próprios.

As bibliotecas públicas não têm pessoal formado em Ciência da Informação. Haverá apenas cerca de  300 bibliotecários com qualificações acadêmicas.

 

 

http://www.goethe.de/ins/tr/lp/prj/bpt/lds/oeb/oebs/enindex.htm

publicado por antonio.regedor às 12:02
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2018

Bibliotecas na Finlândia

biblioteca (8).JPG

A Finlândia vai oferecer a si própria uma biblioteca no seu centésimo aniversário de independência. A notícia é de Adam Jezard, de 29 de Maio de 2018 no World Economic Forum.
 
 
 
Em 2016 a Finlândia ficou em segundo lugar no Network Readiness Index. É um dos países, do mundo, onde mais se lê. Ao mesmo tempo tem uma das maiores velocidades de banda larga do mundo e prevê-se que em 2021 quase 86% de sua população possua um smartphone.
 
E sendo um dos países mais tecnológicos do mundo , pretende marcar o 100º aniversário de sua independência abrindo uma nova biblioteca. Claro que o conceito que possuem de biblioteca, vai muito para além daquilo que nós atavicamente e sempre atrasados na inovação, pensamos. A Biblioteca com o novo conceito, terá cinema, estúdio de gravação.
 
Tem o apoio político unânime, e vai localizar-se frente ao Parlamento do país que tem alto nível de serviços públicos . Será comparticipada pela administração central e local. AS bibliotecas estão entre os serviços preferidos pelos Finlandeses. Para 5,5 milhões de habitantes o empréstimo de livros por ano é de mais de 68 milhões. Nas biblioteca há para além dos livros e das suas formas digitais, empréstimo do tipo mais variado ( Arte, bolas de futebol, jogos de jardim, máquinas de costura entre outros).
 
É tudo gratuito e a Lei das Bibliotecas assim o obriga. Desde 1928, sim, leram bem, 1928 têm lei para garantir para manter as bibliotecas actualizadas, modernas e relevantes para a sociedade em tempos de mudança. O acesso de todos os cidadãos à informação e cultura, à aprendizagem ao longo da vida, à cidadania activa e democracia.

 Fonte: https://www.weforum.org/agenda/2018/05/finland-has-just-given-itself-a-100th-birthday-present-a-library/

 

 

publicado por antonio.regedor às 14:26
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Sábado, 2 de Junho de 2018

Tabaco, pessoas e enganos em rede

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Na internet circula muita informação, mas também muito ruído e mesmo muito erro. Por princípio não deve considerar-se certo tudo o que aparece. A atutude mais correcta é duvidar e verificar da vericidade. 

Esta foto circula na net, mas não é verdade que corresponda às pessoas identificadas.

Desde logo, porque está datada de  1930 e nessa altura a Filósofa e Economista Rosa Luxemburgo (1871-1919)  já tinha falecido .

Depois porque a essa data a escritora Emma Goldman (1869-1940) teria 61 anos de idade. O que não transparece na imagem, de forma alguma.

Finalmente porque a Filósofa e Escritora Simone de Beauvoir (1908-1980) é de uma geração com cerca de 40 anos de diferença em relação ás outras duas figuras. O que a fotografia também se apresenta a desmentir.  

 

António Borges Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 22:08
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2018

Zélia Parreira - Biblioteca Pública de Évora

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Zélia Parreira é Doutora Ciências da Informação e Documentação pela Universidade de Évora, e  dirige a  Biblioteca Pública de Évora que integra a Biblioteca Nacional de Portugal.

Recentemente a Biblioteca Pública de Évora fez 213 anos e surge  pela mão do  promotor da passagem das bibliotecas  da esfera privada para a esfera pública. Frei Manuel do Cenáculo  

Reconhecendo o trabalho interessante da Zélia Parreira na promoção da leitura e associando esse facto á característica particular da Biblioteca Pública dae Évora fica aqui registada uma conversa com esta bibliotecária.

1 O que te levou ao percurso profissional de bibliotecária.

Foi quase por acaso. Fui utilizadora da biblioteca pública desde miúda, mas fui fazendo o meu percurso escolar sem uma ideia muito definida do que queria ser. Entretanto, concorri e entrei para o quadro da Câmara Municipal de Moura, ainda estudante. Quando terminei a licenciatura, o Presidente da Câmara na época apresentou-me a proposta de um cargo dirigente, que recusei por considerar que me faltava a experiência necessária e ele respondeu com outra pergunta: “E para a Biblioteca, estaria interessada?”. Devido ao financiamento recebido através do Programa de Apoio às Bibliotecas Municipais, a biblioteca tinha obrigatoriamente que ter um bibliotecário e o lugar estava vago. Aceitei sem hesitar, com uma sensação esquisita, entre a surpresa total e a familiaridade de um processo natural. Quando contei à minha mãe, ainda muito surpreendida com a oportunidade, disse-me logo “Eu sempre soube que tu ias lá parar!”. Fiz a pós-graduação em Ciências Documentais na Faculdade de Letras de Lisboa, já a trabalhar na Biblioteca de Moura, como muitos outros colegas na época.

Desde o primeiro dia, a 1 de setembro de 1994, não me imagino a fazer outra coisa. Tenho o privilégio de fazer o que realmente gosto, de viver todos os dias num ambiente fantástico, e o orgulho de contribuir para uma instituição que tem verdadeiramente o poder de mudar o mundo para melhor.

 

2 Como é ser bibliotecária no grande e histórica biblioteca de depósito legal? Qual a diferença em relação às B Municipais?

Bem, em concreto, a grande diferença é que não há problemas com as aquisições e temos sempre todos os livros publicados em Portugal, embora com algum tempo de atraso relativamente à sua edição. Esse delay deve-se ao tempo que as tipografias ou editoras demoram a remeter os livros para a Biblioteca Nacional e, depois, como dependemos do apoio do Município de Évora para o transporte das caixas com o depósito legal para Évora, à disponibilidade dos serviços municipais.

É, inegavelmente, uma vantagem extraordinária, na medida em que nos permite ter sempre muitas novidades, o que é muito valorizado pelos nossos leitores. A disponibilização do fundo documental tem sido a grande mais-valia que tem feito crescer o número de utilizadores, de empréstimos domiciliários e de consultas presenciais.

É claro que há o reverso da medalha. Entram na Biblioteca Pública de Évora, em média, 150 a 160 livros por dia (40 mil por ano). Tem sido necessário um grande esforço de organização interna para criar fluxos de trabalho que garantam, por um lado, o processo de tratamento documental atempado e, por outro, a arrumação física das espécies num espaço que não se multiplica. Acresce ainda o trabalho de conversão do ficheiro manual (cerca de 170 mil registos) para o catálogo informatizado, bem como a catalogação de cerca de 20 anos de depósito legal que não recebeu qualquer tratamento ou registo (entre o momento em que foi decidido parar o catálogo manual e o momento em que o catálogo informatizado efetivamente começou).

Por outro lado, o DL só cobre documentos impressos, o que significa que estamos limitados a esse suporte.

Quanto à colecção patrimonial, é indescritível a riqueza do fundo que está à guarda desta Biblioteca. Estamos a proceder à inventariação e catalogação das espécies depositadas na Casa-Forte e têm sido frequentes as surpresas quando à qualidade e até quantidade de documentos que aqui se encontram. Este é um processo que as bibliotecas municipais raramente enfrentam e, mesmo quando dispõem de livro antigo, nada se assemelha a esta dimensão, riqueza e importância. Neste domínio, além do registo exaustivo de todas as obras, estamos também a proceder à sua virtualização, com o objectivo de disponibilizar o acesso aos documentos, ao mesmo tempo que garantimos a sua segurança e salvaguarda.

Esta é, como se pode constatar, uma biblioteca muito especial, na medida em que comporta duas bibliotecas numa só – a de leitura pública e a patrimonial - e que cada uma destas bibliotecas já se destaca, por si só, pela sua dimensão e pelo valor das suas colecções.

Depois, há ainda todo o trabalho de gestão de instituição e do edifício. Neste momento estamos a poucos dias de iniciar uma obra de recuperação que só peca por tardia, mas que foi muito difícil de concretizar. O facto de esta Biblioteca ser parte da Biblioteca Nacional de Portugal constitui uma enorme vantagem, dado todo o apoio técnico e logístico que daí recebemos, mas acarreta o peso da responsabilidade de representar uma instituição tão relevante para o nosso país. Ser a Bibliotecária desta Casa é, sem dúvida, o grande desafio profissional da minha vida e trabalho todos os dias para tentar corresponder a esse desafio.

 

  1. Como atingir o público-alvo adulto e já fora do sistema de ensino?

Nós estamos a desenvolver algumas estratégias que procuram concretizar um objectivo principal: aproximar as pessoas dos livros. E digo isto no sentido mais literal possível. A minha experiência destes 24 anos como bibliotecária é que o ser humano não resiste ao livro, se ele estiver por perto. Com base neste pressuposto, criámos serviços de proximidade através de parcerias com instituições do concelho de Évora e neste momento contamos já com 18 unidades fora das paredes da Biblioteca. Algumas fazem empréstimo domiciliário para o público, outras apenas para os funcionários/associados dessa entidade, outras são só para leitura presencial. Também fizemos um investimento importante no aumento do número de horas de abertura ao público, especialmente em horários que podem ser de maior conveniência para quem trabalha: a hora do almoço e o sábado. Por fim, a nossa grande aposta está na disponibilização de fundo documental para empréstimo, com um elevado índice de novidades. É curioso que a maior parte dos nossos leitores se dirige logo às estantes das novidades antes de seguir para o serviço de empréstimo.

Naturalmente, também desenvolvemos muitas actividades de animação e promoção da leitura, sempre em parceria, com o objectivo de trazer novos públicos à Biblioteca (106 actividades em 2017, com a participação ou assistência de mais de 8 mil pessoas), mas o que os fideliza como leitores é o contacto com o livro e a certeza de encontrarem permanentemente novos motivos – leia-se novos livros – que justifiquem a sua vinda à biblioteca.

Felizmente o crescimento tem sido consistente e neste momento temos quase 10 mil utilizadores inscritos (o que significa que, nos últimos 4 anos praticamente duplicámos o número de utilizadores) e uma média anual de 40 mil documentos utilizados, 25 mil dos quais em empréstimo domiciliário. Só em 2017 tivemos mais de 60 mil pessoas na Biblioteca!

 

  1. Algum aspecto importante/interessante que queiras referir?

Sim, há duas questões que considero importantes. A primeira poderia resumir-se em duas frases relativamente à postura dos bibliotecários perante a biblioteca, numa altura em que se constata algum desânimo: “É isto que temos, é com isto que temos que trabalhar” e “Não perguntes o que pode a biblioteca fazer por ti, pergunta o que podes tu fazer pela biblioteca”. Não há aqui qualquer sugestão de conformismo, pelo contrário. Devemos reivindicar melhores condições e lutar por elas, mas também temos que fazer tudo o que está ao nosso alcance para aproveitar tudo o que temos, tudo o que nos rodeia, em favor da biblioteca pública e da sua afirmação, porque essa afirmação abrirá novas possibilidades de crescimento e reconhecimento.

A segunda questão, que já referi no início, é que nós temos o privilégio de trabalhar numa instituição que pode, efectivamente, mudar o mundo. E isso faz-se através do impacto positivo que temos na vida de cada cidadão da comunidade que servimos.

Posso falar do meu caso pessoal: olho para trás e vejo que todo o meu percurso pessoal e profissional só foi possível porque, desde muito cedo, comecei a utilizar a biblioteca pública. Todos os livros que li contribuíram para aumentar a minha curiosidade, o desejo de aprender. Quanto mais sabia, mais queria saber: “A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original”. Foi também na biblioteca pública que encontrei os livros que precisei de ler e estudar ao longo do meu percurso académico. A minha vida teria sido muito diferente se não tivesse usufruído da biblioteca pública e hoje tenho a oportunidade de estar deste lado e ajudar a mudar outras vidas.

É por tudo isto que não posso, em circunstância alguma, baixar os braços e deixar de lutar para afirmar a biblioteca pública e a sua relevância na comunidade.

 

Curriculum vitae de Zélia Parreira

Zélia Parreira Bibliotecária. Doutorada em Ciências da Informação e Documentação pela Universidade de Évora. Licenciada em História pela Universidade de Évora e pós–graduada em Ciências Documentais pela Universidade de Lisboa. É diretora de serviços na Biblioteca Nacional de Portugal, tendo a seu cargo a direção da Biblioteca Pública de Évora desde Janeiro de 2014. É coordenadora do Grupo de Trabalho das Bibliotecas Públicas da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central. Foi bibliotecária responsável pela Biblioteca Municipal de Moura entre 1994 e 2013 e formadora na área das ciências documentais, variante de bibliotecas, entre 2003 e 2010. É investigadora do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS/UE) e foi professora assistente convidada na mesma Universidade entre 2014 e 2016.

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publicado por antonio.regedor às 15:53
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