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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

Biblioteca Escolar no Sistema Bibliotecário

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Biblioteca Escolar no Sistema Bibliotecário

 

Universidade Fernando Pessoa 

 

Sábado, 18 de junho de 2016

Das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30

 

Prof. Doutor António Regedor

Programa:

  1. Tipos de leituras
  2. Leitura Funcional. Leitura Volitiva
  3. Biblioteca e literacias
  4. Os Sistemas Bibliotecários no Contexto das Políticas Culturais.

4.1. A transposição do modelo de sistema para a realidade do agrupamento.

4.2.O sucesso da biblioteca escolar como projecto educativo.

 

Destinatários:

Professores Bibliotecários

 

Certificação:

Ação temática de curta duração, de cariz científico e pedagógico, com duração de 6 horas, conforme despacho n.º 5741/2015, de 30 de maio.

Informação:

(i) A participação nas ações de curta duração tem como limite máximo um quinto do total de horas de formação obrigatórias (Art. 3.º).

(ii) A competência para o reconhecimento das ações é da Universidade Fernando Pessoa, através do seu Centro de Formação Contínua – ES-CEFOC.

(iii) O reconhecimento decorre da apresentação do requerimento dos interessados ao ES-CEFOC, acompanhado de documento comprovativo de presença e do programa temático da ação realizada.

(iv) O reconhecimento requer a verificação das seguintes condições:

  1. A existência de relação direta, científica ou pedagógica com o exercício profissional; manifestação de rigor e qualidade científica e pedagógica; sejam asseguradas por formadores que, no mínimo, tenha o grau de Mestre.
  2. O reconhecimento das ações de curta direção só pode ocorrer uma única vez na mesma ação, independentemente doformador, local ou ano de realização.
  3. Não são reconhecidas ações de curta duração que se relacionem ou insiram em qualquer tipo de companha promocional ou publicitária.

 

Valor:

30 euros.

25 euros para associados

 

Número mínimo de participantes: 12 

 

 

 

 

 

 

 

 


Formulário de Inscrição

 

Área reservada a preenchimento pelos serviços

Inscrição Nº

 

 

 

Elementos de identificação do candidato

 

Nome:

 

Morada:

Tel.:

Email:

 

Código Postal:

NIF:

 

Cartão Cidadão/BI nº:

Idade:

Data de Nascimento:

 

 

Nome da escola:

Concelho da escola:

Grupo de docência

 

 

Dedignação da ação de curta duração que pretende frequentar:

 

 

 

Áreas de conhecimento, para outras acções de curta duração, que tenha interesse em participar:  

Escolha até 10 áreas prioridade (1 “maior interesse” a 10 “menor interesse”)

 

Indique outras áreas de conhecimento, para outras acções de curta duração, que tenha interesse em participar

Prioridade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os documentos devem ser todos enviados para o seguinte email: es-cefoc@ufp.edu.pt

 

 

publicado por antonio.regedor às 19:08
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2012

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: CONTRIBUTOS PARA O SEU ESTUDO

*Ciência da Informação: contributos para o seu estudo é um
novo livro das edições da Universidade Fernando Pessoa. Dirigido por Judite de
Freitas e com edição de Luís Borges Gouveia e António Regedor.  O livro tem a participação de oito autores,
que abordam oito matérias.  Todos os
autores têm como  ponto de união o
estarem ligados  à Universidade Fernando
Pessoa e o livro surge exactamente nesse contexto. Sem a Universidade, este
livro tal coo se apresenta, não existiria. Os autores são aí professores.
Combinam a actividade académica com a experiência profissional como é
verificável no currículo de cada um deles.

O assunto que trata este conjunto de textos incide sobre a
hodierna Ciência da Informação, área do conhecimento que tem despertado
crescente atenção, junto de docentes e investigadores portugueses oriundos,
naturalmente, das Ciências da Documentação, mas também das Ciências Sociais,
das Humaniodaes, e, the last but not the least, das Ciências da Computação.

Explicam-se conceitos, instrumentos metodológicos e
procedimentos técnicos indispensáveis às boas prásticas de organização, gestão,
disponibilidade, acesso e uso de serviços nas unidades de informação e de
documentação (Arquivos, Bibliotecas, Centros de documentação e Museus). O livro
visa sistematizar e consolidar conhecimentos em áreas disciplinares específicas
da Ciência da Informação. Pretende-se dar a conhecer de forma despretensiosa o
conjunto de temas e problemas da Ciência da Informação moderna.

Sentíamos a falta  de
um trabalho que sistematizasse, as principais dimensões curriculares  deste moderno ramo do saber. Estamos convencidos
que com este livro ajudamos a suprir  essa
lacuna.

*Texto elaborado a partir do prefácio e contra capa da
autoria de Judite de Freitas

 

publicado por antonio.regedor às 23:52
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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012

Escrevo para intervir

Luís Norberto Lourenço

Ex-aluno de pós-graduação em Ciêncis da Informação e da Documentação da Universidade Fernando Pessoa, em entrevista à revista livros & leituras

http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=1213%3Aluis-norberto-lourenco&catid=102%3Aultimas-propostas&Itemid=165&fb_source=message

 

publicado por antonio.regedor às 15:43
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Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

Ex-aluno de Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação da UFP, lança livro.

 

  • Ex-aluno de Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação  da Universidade Fernando Pessoa, coloca em banca o seu trabalho de vários anos de reflexão cívica.

Sai do prelo o livro “Manifestos contra o medo. Antologia de uma intervenção cívica” da autoria de Luís Norberto Lourenço.

O livro é apresentado dia 3 sexta feira, pelas 21.30h em Castelo Branco

publicado por antonio.regedor às 10:10
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

UFP no O Ranking Web of World Universities

 O Ranking Web  of  World  Universities   de   Julho de  2011  tem, entre outras,  uma  ordenação por países.  No ranking nacional a  UFP é a primeira universidade privada a aparecer.

Ver mais em :

http://www.webometrics.info/rank_by_country_select.asp?cont=europe

publicado por antonio.regedor às 16:50
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Domingo, 7 de Agosto de 2011

A formação em Ciência da Informação

A formação em Ciência da Informação: qualificação profissional e empregabilidade.

O caso da Universidade Fernando Pessoa – Porto

 

The learning in Information Science: professional qualifications and employability.

The case of Universidade Fernando Pessoa - Porto

 

Judite A. Gonçalves de Freitas*

Professora Associada com Agregação

Universidade Fernando Pessoa – Porto

jfreitas@ufp.pt

António Borges Regedor

Pós-Graduadoem Ciências Documentais

Universidade Fernando Pessoa - Porto**

aregedor@ufp.pt

 

 

Resumo:

O presente texto pretende apresentar os resultados do inquérito lançado aos discentes que frequentaram a Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação[1] da Universidade Fernando Pessoa desde o ano lectivo de 2000/2001 até à actualidade, na perspectiva de abordar a relação entre a formação oferecida e a inserção no mercado laboral[2]. Por conseguinte, na presente comunicação são abordadas as questões relacionadas com a formação profissional versus emprego qualificado, inserindo-as no quadro de desenvolvimento do ensino proposto pelo Processo de Bolonha e pelo Actual Quadro Europeu de Qualificações para a aprendizagem ao longo da vida que visam assegurar a qualificação dos estudantes e a empregabilidade dos trabalhadores profissionalizados no espaço europeu.

Às universidades europeias coube, desde o ano de 1999, o papel de proceder às necessárias adaptações de forma a conceder a educação e a formação indispensáveis ao desenvolvimento da actual da Sociedade da Informação e do Conhecimento. Em resposta às mais recentes exigências de qualificação dos profissionais da Ciência da Informação, a Universidade Fernando Pessoa concebeu um plano de estudos pós-graduado que colocou em execução desde o ano lectivo de 2000/2001 e que oferece formação especializada na área BAD[3], com destaque para a aplicação das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) à gestão integrada dos sistemas documentais e à gestão de novos serviços. Confrontados com a necessidade de dar resposta ao aparecimento de novas realidades sociais e informacionais, para que especialmente estão vocacionados os profissionais da informação, consideramos como fundamental a oferta de formação vocacionada.

 

 

Palavras-Chave: Formação; inserção no mercado laboral; profissionalização; regiões de emprego; Ciência da Informação; estudo de caso

 

 

1. A matéria de edificação do formulário – breve apresentação

Neste trabalho começaremos por descrever sumariamente os meios utilizados para aferir os dados passíveis de estabelecer uma relação entre os itinerários de formação, as opções educativas dos discentes que frequentaram a Pós-graduação em CID e a inserção no mercado laboral.

Para abordar a questão-chave do trabalho: que relação existe entre a formação em ciência da informação e da documentação e a inserção no mercado laboral, desenvolvemos um formulário de inquérito por questionário de resposta fechada no sentido de proceder posteriormente à análise dos respectivos dados quantitativos de acordo com cinco questões essenciais:

a)       a ligação entre a formação secundária, formação académica e formação pós-graduada;

b)       origens geográficas e local onde desenvolvem actividade laboral;

c)       experiência profissional versus situação profissional;

d)       mobilidade profissional e, the last but not least,

e)       a contribuição das actividades de formação e educação pós-graduada no desempenho profissional em Bibliotecas, Centros de Documentação e Arquivos.

 

Por conseguinte, o formulário inclui dados de informação geral, nomeadamente identificação do discente e graus de formação anterior; um conjunto de questões que visam avaliar o percurso escolar (áreas de formação ao nível do ensino pré-universitário e universitário), perguntas que visam esclarecer quais foram os principais meios de acesso ao mercado laboral (formação, profissionalização, estágio ou outros) e ao estabelecimento dos respectivos vínculos, o estabelecimento de uma relação entre qualificação e progressão de carreira bem como a satisfação pessoal dos inquiridos[4]. Os dados reunidos através da administração do questionário foram posteriormente inseridos no software EXCEL de forma a obter os valores absolutos e percentuais em relação a cada um dos grupos de questões colocadas.

Deste modo o que procuramos saber é se existe uma relação de proximidade entre a formação qualificada adquirida e as actuais exigências do mercado empregador[5].

 

 

2. A formação especializada em Ciência da Informação: um caminho para a integração sócio-profissional?

 

Comecemos por abordar a questão da área de formação pré-universitária dos discentes que procuraram  formação qualificada na área da Ciência da Informação oferecida na UFP. Os dados percentuais do quadro que de seguida apresentamos dizem-nos que 59% dos formandos provém das Humanidades, 36 % da área das Ciências e apenas 5% da área específica da Ciência da Informação. Os dados estatísticos confirmam a tendência patenteada desde há muito que associa as ciências documentais / Ciência da Informação a uma formação preferentemente humanista; no entanto, pensamos que esta situação tenderá  a matizar-se nos próximos tempos no nosso país, à semelhança do que actualmente se passa noutros estados europeus onde a oferta de cursos pós-graduados se faz há mais tempo. Uma de entre as possíveis justificações para a alteração (que se vislumbra nos 36% de formandos) prender-se-á com a circunstância da Ciência da Informação se ter transformado ao longo das três últimas décadas numa área do saber multidisciplinar, abarcando áreas que vão da informática aplicada (incluindo informação tecnológica e arquivos e bibliotecas digitais), a gestão da informação e do conhecimento, a gestão das organizações, marketing institucional e a avaliação, para além das áreas de formação tradicionais mais próximas da dimensão de tratamento documental propriamente dito. Esta mudança deve-se à introdução das (TIC) Tecnologias de Informação e Comunicação no modelo organizacional em geral, a tal ponto que a informação hoje é considerada um recurso estratégico das empresas e organizações e da sociedade no seu todo. Os perfis profissionais tendem a adaptar-se a esta mudança, procurando dar a melhor resposta às exigências das organizações e aos novos desafios tecnológicos.

  

Quanto à formação universitária é interessante verificar que, não obstante a supremacia da História, com uns 36%, segue-se um grupo alargado de indivíduos que frequentaram áreas bastante diversificadas – 26%, e outro com valor significativo que detém formação na área das Literaturas - 17%. Deste modo se vem a confirmar a tendência que há pouco prenunciamos – a de que as áreas de formação universitária são cada vez mais diversificadas e abrangem um número significativo de outros domínios científicos. Um outro dado bastante interessante é o relativo ao facto de 14% dos nossos formandos terem um Mestrado noutra área ou de já terem frequentado um que por diversos motivos não chegaram a concluir. 

 

Uma larga maioria dos inquiridos detém experiência profissional – 69% do total, metade dos quais (50%) já teve uma experiência em Biblioteconomia, Arquivo e Documentação e 31% desenvolveu actividades de ensino. Estes dados reiteram à partida a ideia de que a passagem, mesmo que curta, pelo exercício profissional na área é um dos principais factores de ingresso em formação avançada (pós-graduada). Um despertar de vocações tardio já que a oferta e a divulgação de formação na área BAD junto das escolas é escassa. Por conseguinte, ao nível do ensino secundário a oferta de disciplinas específicas é pontual, e no nosso país a criação do primeiro curso de 1º ciclo de formação (licenciatura) só veio a verificar-se no ano de 2001.

 

Quanto à questão da origem geográfica predominante dos formandos podemos constatar no gráfico seguinte que um número significativo proveio da área metropolitana do Porto, 38% do total, a que poderemos juntar mais 31 % com origens diversas no Norte do país. A região Centro é também uma área de recrutamento importante de discentes, com 29% do total durante estes 8 anos de funcionamento da pós-graduação em CID. Da região Sul do país contam-se apenas 2% do total dos nossos estudantes. A distância associada à oferta de cursos pós-graduados nas unidades de ensino universitário da cidade de Lisboa é certamente o principal factor explicativo. 

 

Constatamos que os valores relativos não se afastam muito se comparados na globalidade, com excepção do valor reportável à cidade de Lisboa, no Sul do país, representando apenas 2% do total inquiridos. Assim sabemos que 33% dos indivíduos desenvolvem actividade laboral na área Metropolitana do Porto, os mesmos 29% na região Centro do país, 24% na região Norte. Os dados evidenciam que 88% do total dos pós-graduados se encontram empregados - valor que muito nos apraz registar. Se bem que os valores percentuais nos permitam concluir da boa integração laboral dos pós-graduados em CID, não deveremos esquecer os que ainda permanecem desempregados não obstante deterem especiais qualificações profissionais. Faz parte deste núcleo 12% dos formados pela nossa instituição. Uma confrontação posterior destes valores com os de outras formações oferecidas permitir-nos-ia aferir do maior ou menor sucesso da integração laboral por via da qualificação profissional adquirida em BAD comparativamente a outras qualificações. Sem querer justificar inteiramente este valor devemos estar conscientes da conjuntura desfavorável em termos de colocação e inserção no mercado laboral, sobretudo para os buscam o primeiro emprego. De realçar, que em 2007 ataxa de desemprego era de 7,9%, sendo que com formação superior era de 8,3%.[6] Em 2006 estavam à procura do primeiro emprego 7,4% dos desempregados, tendo tido nesse mesmo ano a taxa de desemprego um acréscimo de 2,5%.[7]  Estes dados valorizam a real importância da oportunidade de emprego proporcionada pela formação em Ciência da Informação e da Documentação.

Do mesmo modo procuramos saber mais acerca da evolução na situação profissional desde o momento da inscrição na Pós-graduação em CID até ao presente. Constatamos que 76 % dos nossos formandos já trabalhava quando se inscreveu na Pós-graduação, dos quais 60% estava empregado na área BAD. Em todo o caso, e de acordo com os dados obtidos a partir do inquérito, 24% conseguiu emprego na área durante a frequência da pós-graduação e 26% diz mesmo ter conseguido emprego por esta via. Ingressaram no mercado laboral 19% após a conclusão da formação qualificada. Quer isto dizer que um número superior daqueles que obtiveram qualificação profissional encontrou emprego na área onde se qualificou.

 

A maioria trabalha em Biblioteca, respectivamente 33% em Bibliotecas Públicase 29% em Bibliotecas Universitárias(especializadas). São poucos os que trabalham em Bibliotecas Escolares, apenas 5% do total. Este número não nos surpreende já que no nosso país a larga maioria das escolas do ensino pré-universitário não dispõe de Bibliotecário nem Professor-bibliotecário com formação em CID. Nos Arquivos Públicos trabalha um número semelhante – 5% do total dos formandos. Os Arquivos de Empresa ocupam 10% dos nossos formandos e apenas 2% estão empregados em Arquivos Municipais[8]. Aspecto de especial interesse se veio a revelar a análise da questão da mobilidade e requalificação profissional e a progressão salarial. Relativamente à questão da mobilidade profissional podemos adiantar que 31% diz ter mudado de emprego após a conclusão da qualificação em BAD e 10% viu melhorada a sua situação económica e social por via de aumento salarial. De igual modo a conclusão da Pós-graduação em CID foi determinante para 21% em termos de progressão e requalificação profissional (subida de categoria).

Os dados do inquérito relativos à realização de estágio integrado fornecem-nos alguns elementos conclusivos importantes. O estágio foi realizado fora do local de trabalho por uns 36% do total de indivíduos e no local de trabalho para 40%, os restantes não responderam, não obstante o estágio ser obrigatório. Um núcleo significativo dos diplomados diz que a realização de estágio integrado lhes facilitou a mobilidade de local de emprego ou a inserção no mercado laboral BAD. Cerca de 33% diz trabalhar na instituição onde estagiou e 7% mudou de emprego após a conclusão do estágio. Acresce a estes dados que 14% do total considera que a Pós-graduação foi determinante na obtenção de emprego e 10% afirmam claramente que a realização de estágio integrado possibilitou a obtenção de emprego na área BAD.

 

Resta-nos proceder a uma breve e concisa referência às características da entidade empregadora. Uma maioria dos diplomados encontra-se a desenvolver actividade no sector público (55% do total). Na administração local estão empregados 38% e na administração central 17% do total dos empregados. Encontram-se a trabalhar em unidades documentais do sector privado 31% dos formados.

 

Os dados estão lançados, resta-nos apresentar as principais ilações conclusivas:

1ª) A formação pré-universitária e universitária de uma maioria dos que procuram formação pós-graduada na área BAD pertence ao grupo dos que frequentam cursos da área das ciências humanas e sociais, mas um grupo menor dos inquiridos permite-nos inferir de que a tendência pode estar a alterar-se ou, de algum modo, a matizar-se. São cada vez mais os que provém de outras áreas do saber, seja das ciências da informação (como é compreensível), seja as ciências aplicadas.

2ª) O número de alunos graduados com Mestrado constitui um indicador de que a formação em CID orientada para o mercado de trabalho é capaz de criar oportunidade de emprego.

 

3ª) O número de alunos que já tinham emprego, metade dos quais na área BAD, mostra que a formação foi escolhida na perspectiva de aprendizagem ao longo da vida e realizada numa área de inovação e de conhecimento que notoriamente se tem vindo a afirmar do ponto de vista social e profissional como uma necessidade.

 

4ª) Por outro lado, os dados permitem-nos inferir que esta área especializada de conhecimento se tem mostrado alternativa ao ensino, a comprovar pelo número de formandos, que na proporção de 1 para 2 tinham tido experiência profissional nesta área e que opta pela mudança.

 

Em jeito de fecho podemos adiantar que, no nosso país, a oferta de formação qualificada tem possibilitado uma mais rápida integração e/ou promoção no mercado de emprego na área de especialização, em parte devido ao esforço de actualização curricular verificada no ensino universitário e superior na última década. Por conseguinte, podemos afirmar que o especialista em Ciência da Informação e da Documentação actual está habilitado a gerir um sistema integrado de informação, dispondo de competências e conhecimentos sobre todo o processo de implementação, gestão e direcção de sistemas e serviços de informação e de documentação.

 

 

Bibliografia:

 

CARPALLO BAUTISTA, Antonio. La formación de los bibliotecários em las bibliotecas públicas españolas. [CD-ROM] In Bibliotecas e Arquivos: Informação para a cidadania, o desenvolvimento e a inovação. Actas do 9º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. Ponta Delgada: BAD, 2007.

 

ESTIVIL RIUS, A. Tendencias en la formación de Profesionales Bibliotecarios. El proceso de convergencia europea, una oportunidad de redefinir las orientaciones profesionales y los contenidos de la titulación, 2004. Consultado em 15 de Janeiro de 2008. http://www.anabad.org/admin/archivo/docdow.pdh?id=198.

 

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Introducción a la Documentación Informativa y Periodística. Sevilha: Editorial MAD, 1999.

 

Patrício, Helena Simões. Ensino e formação dos profissionais da informação europeus: uma referência mundial de qualidade até 2010? Consultado em 15 de Janeiro de 2008. badinfo.apbad.pt/Congresso9/COM102.pdf

 

VAZ, Francisco. A Formação em Ciências da Informação e da Documentação, 2006. Consultado em 12 de Dezembro de 2007.home.uevora.pt/~fvaz/Publica

                                                          

  



* Professora Associada com Agregação em História e Estudos Políticos e Internacionais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FL-UP). Professora da Universidade Fernando Pessoa (UFP). Coordenadora da Pós-graduação em Ciências da Informação e Documentação da Universidade Fernando Pessoa e docente. Investigadora do Centro de Estudos Medievais e do Renascimento – FL-UP - CEPESE (FCT); Investigadora do Centro de Estudos Culturais, da Linguagem e do Comportamento (CECLICO) – UFP (FCT).

** Diploma de Estudos Avançados – Suficiência Investigadora do Programa de Doutoramento em Metodologias y líneas de investigación en Biblioteconomia y Documentación pela Universidade de Salamanca; Pós-graduadoem Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Docente na Pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação da Universidade Fernando Pessoa. Licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto.

[1] Doravante Pós-graduação em CID.

[2] Agradecemos publicamente a colaboração dos Pós-graduados no preenchimento e devolução dos inquéritos.

[3] Biblioteconomia, Arquivo e Documentação.

[4] Cfr., em anexo, a matriz do Inquérito.

[5] Convém desde já alertar os leitores de que a avaliação que fizemos no que a este aspecto diz respeito produz-se em relação à situação actual e não pode daqui extrapolar-se para momentos muito posteriores, uma vez que as mudanças sociais e económicas são conjunturais e não são, no presente, completamente previsíveis.

 

[6] Instituto Nacional de Estatística. Principais Indicadores, www.ine.pe, consultado em 2008-01-26.

[7] Instituto do Emprego e Formação Profissional. Situação do Mercado de Emprego – Relatório Anual 2006. http://portal.iefp.pt/portal/, consultado em 2008-01-26.

[8] De referir que desde o início da abertura do curso de formação pós-graduada que temos vindo a verificar uma maior procura por parte dos discentes da variante de Biblioteca comparativamente à variante de Arquivo. Por conseguinte, não é de estranhar que os valores percentuais relativos aos pós-graduados em Arquivo sejam significativamente menores. Estes números devem ser vistos em termos proporcionais dentro da respectiva variante de especialização – Arquivo e Biblioteca.

publicado por antonio.regedor às 11:31
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Sábado, 25 de Junho de 2011

ESTUDOS EDITORIAIS E ARTES GRÁFICAS

 

 

1. Fundamentação do curso

Em Portugal existem mais de 200 Editoras, considerando apenas aquelas que são associadas da APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros). O século XXI trouxe um aumento do número de empresas, que se posicionam no mercado editorial e livreiro português procurando dar resposta a um número crescente de leitores com distintos gostos e preferências. A maior parte das Editoras recorre à produção proporcionada pelas indústrias gráficas, o que exige, por parte do seu quadro de pessoal, formação específica nas áreas gráfica e editorial. O programa curricular da Pós-graduação em Estudos Editoriais e Artes Gráficas procura dar resposta às crescentes exigências do actual mercado livreiro e gráfico.

---

02. Objectivos

Gerais: Facultar formação profissional contínua no sector editorial e livreiro; Promover a qualificação de recursos humanos.

Específicos: Disponibilizar formação avançada no sector do livro, nas áreas da edição e da produção editoriais e na vertente da comercialização (livrarias tradicionais e redes livreiras, físicas ou virtuais);

Promover a aquisição de competências profissionais a todos aqueles que desejem ingressar no mercado, garantindo formação avançada e de qualidade;

Facultar a actualização de conhecimentos aos que já trabalham no sector;

Permitir a aquisição de conhecimentos teóricos, teórico-práticos e práticas simuladas indispensáveis ao bom desempenho nas organizações livreiras;

Reflectir sobre as tendências actuais do mercado editorial e livreiro, numa perspectiva de especialização e profissionalização.

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03. Destinatários

Esta formação destina-se a todos os que pretendem iniciar uma actividade profissional no sector editorial, livreiro ou gráfico e aos que já possuam experiência nesses domínios. Encontram-se naturalmente nestes grupos os autores e colaboradores do livro escolar e não-escolar, tradutores, professores de qualquer nível de ensino, profissionais das Ciências de Informação e da Documentação, das Ciências da Comunicação, licenciados em História, Estudos Culturais, Gestão, Marketing e outras Ciências Sociais e Humanas.

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04. Plano de Estudos

1.º SEMESTRE

História e Cultura do Livro (8 ECTS)

Direcção e coordenação editorial (8 ECTS)

Gestão editorial (8 ECTS)

Gestão e comercialização livreira (8 ECTS)

2.º SEMESTRE

Multimédia editorial: e-book e i-pad (8 ECTS)

Artes gráficas: da tipografia à impressão digital (8 ECTS)

Gestão e comercialização livreira (8 ECTS)

TRABALHO FINAL:

produção e apresentação de um Projecto que traduza as competências adquiridas nas distintas unidades curriculares (10 ECTS em Orientação tutorial)

WORKSHOPS:

Tradução literária (7 ECTS)

Criação e coordenação de livros escolares (7 ECTS)

NÚMERO DE CRÉDITOS: 80 ECTS

CALENDÁRIO:

1.º semestre: Outubro-Janeiro;

2.º semestre: Fevereiro-Maio

Regime: pós-laboral [sexta-feira das 19:00 às 22:00; sábado das 9:00 às 12:00]

NÚMERO DE VAGAS: 20

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05. Metodologia didáctica

A par de uma vertente teórica relacionada com História do livro, editores, autores, técnicas de gestão e coordenação editorial, será facultada uma formação contínua específica, de base teórico-prática, alicerçada numa prática operativa simulando as actividades realizadas na edição e produção gráficas das actuais indústrias editoriais, tal qual se encontra previsto no conteúdo de cada unidade curricular.

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06. Certificação

Os discentes poderão solicitar uma Certidão dos Seminários com a classificação final e os ECTS das unidades curriculares terminadas com aproveitamento. Concluída o plano curricular os discentes poderão solicitar uma Certidão e/ou Diploma de Pós-graduação em Estudos Editoriais e Artes Gráficas.

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07. Coordenação científica

Professora Doutora Judite Gonçalves de Freitas

Co-coordenação: Dr. Paulo Samuel e Dr. António Borges Regedor

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08. Taxas Escolares

Taxa de candidatura: 100 euros

Taxa de matrícula: 250 euros

Propina: 850 euros a pronto ou em duas prestações de 450 euros.

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09. Candidaturas

Prazo: de 1 de Junho a 15 de Setembro de 2011

Documentação: consultar por favor

www.ufp.pt > Estudar na UFP > Pós-graduações

Entrega de candidaturas: Gabinete de Ingresso Gabinete de Ingresso

da Universidade Fernando Pessoa

Praça 9 de Abril, 349 / 4249-004 Porto-Portugal

Edifício Pedagógico – Sede / T. + 351 22 507 13 35-00

F. + 351 22 550 82 69 / ingresso@ufp.edu.pt / www.ufp.pt

publicado por antonio.regedor às 11:39
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Coerência de formação na área das Ciências da Informação e Documentação

 

Conheço imensos técnicos profissionais de biblioteca e arquivo a desempenhar tarefas que seriam normalmente do conteúdo funcional de técnicos profissionais. Mas porque não possuem licenciatura ou pós-graduação não são reconhecidos, estão impedidos de progredir profissionalmente e dão conta que outros menos competentes lhes passam à frente.

Os trabalhadores dos centros de documentação, das bibliotecas e arquivos, principalmente da administração pública,  sem se darem conta correm o risco de serem ultrapassados por entradas na sua área de trabalho de pessoas sem qualquer formação específica.

Só a formação e continuação dos estudos fará a diferença em relação à enorme pressão dos indiferenciados virem a concorrer com os seus postos de trabalho.

A diferença com os indiferenciados faz-se pelo reconhecimento das competências que os técnicos de biblioteca e arquivo possuem. Estas competências foram adquiridas  em formação inicial mais ou menos alargada  e mas  principalmente durante o percurso profissional do desempenho das suas actividades.

Ser competente profissionalmente de nada serve se o seu currículo não contar também com os certificados académicos que correspondem às suas competências.

Tenho-me dado conta desta realidade pelo  contacto com os meus alunos da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da  Universidade Fernando  Pessoa onde funciona mais uma vez este  ano, a Licenciatura, a Pós-graduação  e o Mestrado  em Ciências da Informação e Documentação.

Ainda bem que há instituições que garantem a coerência de formação na área das Ciências da Informação e Documentação.

publicado por antonio.regedor às 15:47
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

Licenciatura em Ciência da Informação e da Documentação

 

Já se encontram abertas as candidaturas à frequência na

 

Licenciatura em Ciência da Informação e da Documentação.

Na Universidade Fernando Pessoa

 

O funcionamento será em:

- Regime pós-laboral,

- Três dias da semana: Quartas; Quintas e Sextas das 18:00 às 22:00 horas;

- Duração da formação: 3 anos lectivos (6 semestres)

 

- Condições de acesso: para maiores de 23, contactar os serviços de secretaria ou CEFOC.

 

  Universidade Fernando Pessoa

  Telefone geral: 22 5071300

  Morada: Praça 9 de Abril, 349  4249-009 PORTO

 

 

 

Se aliarmos as condições favoráveis à frequência e a possibilidade que a lei confere aos maiores de 23 anos, será a oportunidade para pessoas que adquiriram competências nesta área ao longo de vários anos de trabalho, nomeadamente os técnicos profissionais, verem agora a possibilidade de obterem o grau académico de licenciado.

Por vezes a vida também nos reserva boas surpresas. Aproveitem.

 

publicado por antonio.regedor às 12:54
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