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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Tanto tempo e tão pouco Zeca junto de nós

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José Afonso morreu há 30 anos.

E torna-se incontornável não falar desta voz da canção de Coimbra, deste estudante da Universidade mais antiga do País, desta autor, compositor, músico e cantor, símbolo de uma geração contestadora da ditadura e da guerra, e simultâneamente   faminta de liberdade, cidadnia, paz, modernidade, conhecimento, progresso e bem estar social, fundamental  para  a realização pessoal.

Torna-se inevitável, lembrando José Afonso, recordar a geração que se radicalizou contra a ditadura, a academia que se radicalizou contra o obscurantismo,  os estudantes das colónias que se radicalizaram contra a intransigência colonial, e os oficiais capitães, subalternos e milicianos que se radicalizaram  contra a guerra

Torna-se memória  a canção que foi senha de  saída dos quartéis, para ir fazer um golpe militar  desenhado num mapa de estradas, que caminhou por uma revolução de conquista de direitos políticos, laborais, sociais, culturais. Que deu expressão a quem tinha medo, rendimento a quem vivia de esmola, casa a quem vivia em barraca, escola a quem nunca lá entrara, passaporte a quem tinha dado o “salto”,  europa a quem nunca tinha ido para além do “adro”,  mundo a quem nunca tinha visto o “mar”.   

Tanto tempo e tão pouco em 30 anos. Tanto tempo e tão pouco Zeca junto de nós.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:24
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

A tabacaria e o livro

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Nem  Álvaro de Campos  ou  Fernando Pessoa, como lhe queiram chamar, esqueceu, nem a tabacaria se perdeu, nem o livro morreu.

Nos próximos dias é lançada uma edição  do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. Esta edição será apresentada numa caixa que conterá o poema mais vinte e cinco fotografias de Lisboa.

Em juízo sumário e sem contraditório já se tinha sentenciado o fim do livro fisico e o elogiu do digital. Pois está agora colocado mais um recurso a esse juizo precipitado.

O livro já foi de placas metálicas, de pedra , de terra cozida, de pele e  papel. De todos estes, e mais alguns, materiais e, mais recentemente,  desmaterializado. Já foi rolo, placa, volume. Acondicionado em tábuas de madeira, placas de cartão ou cartolina, em fitas magnéticas, discos e disquetes, pens e nuvens. Falado, visto e ouvido. Ainda nos chegam leituras em papel, mas também em “pdf”. No que a mim se refere, recebo mais para ler em pdf do que noutro formato. Não abandono, no entanto, o papel.

E o livro, como se vê, sempre se modificou, adaptou, transformou. E como mostra esta nova edição do poema escrito por  Pernando Pessoa.  O livro físico reinventa-se.   “...o universo 
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.   Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. “Tabacaria”.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:30
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2016

Poesia lida em silêncio ou em público?

Lendo poesia Onda Poética Espinho.jpg

Qual a leitura de  poesia? Poesia lida e interpretada pelo ‘diseur’ ou poesia lida em silêncio. Poesia lida ou declamada? Teatralizada?  E qual o lugar da poesia? O auditório formal, silencioso atento ou adormecido do salão? Ou a leitura confrontada com o barulho dos copos no bar? Ou a leitura, que não se ouve, quando sentado no cadeirãoe banhado  pela luz do candeeiro  de foco dirigido?

Em entrevista ao Jornal I a propósito dos 20 anos da revista DiVersos, José Carlos Marques levanta estas interessantes questões.  

“Nunca como hoje terá havido tantos bares, cafés, autarquias, a promover leituras ou declamação de poesia. Da parte das autarquias há mesmo várias que organizam Festas da Poesia. Mas a isso não corresponde um interesse equivalente em ler poesia publicada em livros ou revistas específicas — ou pelo menos em comprá-los.

Creio mesmo que a poesia lida silenciosamente é hoje um género próprio que não se confunde com a poesia (até a dos mesmos poemas!) lida ou declamada em público. Quando dita e gravada pelos próprios poetas, ressalta por vezes a enorme diferença entre a musicalidade da leitura silenciosa que apenas se adivinha e, quando acontece, a leitura quase estropiada pelo próprio criador que aparentemente não faz juz à qualidade que certamente existiria no que seria a leitura silenciosa.” José Carlos Marques. Jornal I.  Agosto 2016

http://ionline.sapo.pt/artigo/519065/diversos-fazem-20-anos-os-cadernos-brancos-com-versos-de-todo-o-mundo?seccao=Mais_i

 

António Regedor

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publicado por antonio.regedor às 00:45
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

Vinte Anos de DiVersos – Poesia e Tradução

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O Jornal I entrevista José Carlos Costa Marques, editor da publicação em série “DiVersos – Poesia e Tradução” que está no seu vigésimo ano de existência.

A DiVersos surge em 1996 por  proposta do poeta e tradutor Manuel Resende a três colegas – Carlos Leite, Jorge Vilhena Mesquita e José Carlos Costa Marques.  Contou com a ajuda muito próxima de José Lima que ainda hoje a acompanha. O grafismo da capa do primeiro número é da autoria de  Vasco Rosa e  ainda hoje se mantém com ligeiras alterações.  

Manuel Resende, que foi quem lhe deu o nome e a editou até ao n.º 3

Em 20 anos foram feitos 24 números e publicados centenas de poetas, de variadas línguas.  Desde há 4 anos que a DiVersos não tem distribuição comercial. Tem um público mais ou menos fidelizado que a recebe por assinatura. O número mais recente, o 24, tem 204 páginas. A assinatura pode ser pedida para o mail: contacto@sempreempe.pt.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:51
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

José Gomes Ferreira - ACORDAI!

Onda poética na Biblioteca José Marmelo e Silva - Espinho

 

Acordai!
Acordai, homens que dormis
A embalar a dor
Dos silêncios vis!
Vinde, no clamor
Das almas viris,
Arrancar a flor
Que dorme na raíz!

Acordai!
Acordai, raios e tufões
Que dormis no ar
E nas multidões!
Vinde incendiar
De astros e canções
As pedras e o mar,
O mundo e os corações...

Acordai!
Acendei, de almas e de sóis,
Este mar sem cais,
Nem luz de faróis!
E acordai, depois
Das lutas finais,
Os nossos heróis
Que dormem nos covais.

ACORDAI!

José Gomes Ferreira

publicado por antonio.regedor às 12:12
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Quando vier a Primavera - Alberto Caeiro

Quando vier a Primavera

 

Quando vier a Primavera,

Se eu já estiver morto,

As flores florirão da mesma maneira

E as árvores não serão menos verdes que na Primavera
passada.

A realidade não precisa de mim.

 

Sinto uma alegria enorme

Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

 

Se soubesse que amanhã morria

E a Primavera era depois de amanhã,

Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.

Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu
tempo?

Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;

E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.

Por isso, se morrer agora, morro contente,

Porque tudo é real e tudo está certo.

 

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.

Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.

Não tenho preferências para quando já não puder ter
preferências.

O que for, quando for, é que será o que é.

 

                                                            
Alberto Caeiro

publicado por antonio.regedor às 15:43
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

LIVROS A CORRER A VERSOS PELO AR

Em Espinho um grupo denominado GIU - Grupo de Intervenção Urbana desenvolve, entre muitas actividade, a promoção da leitura. Dinamizam um projecto denominado LIVRA-TE que faz funcionar um sistema bookcrossing. Bookcrossing é um sistema de circulação de livros em que um livro largado e identificado com este sistema, pode ser pegado e lido por qualquer pessoa. No final da leitura apenas recomenda-se que anote o registo do seu livro num site que é referido no próprio livro. Depois é voltar a deixa-lo em espaço público de grande passagem para que outra pessoa o encontre o e leve. E assim o livro vai correndo (bookcrossing).

Outra iniciativa também no âmbito da dinamização da leitura é denominada “versos soltos” e consiste em realizar leitura de poesia em espaço público  pelos presentes. Realiza-se todas os segundos sábados de cada mês no café S. Tiago, junto da Freguesia de Silvalde. Em protocolo com a Biblioteca Municipal, são colocados na mesa do café livros de poesia que as pessoas podem ler, e escolher poemas para dizer. Sem prioridades, nem primazias. Em absoluta igualdade. Poesia própria ou de autor consagrado. Participa quem quer. Só precisa ler para os presentes.  A intenção é ainda publicar as poesias que fores lidas ao longo das sessões que se vão realizando.

Não preciso adjectivar, nem elogiar. O exemplo aqui está para quem o quiser adoptar.

publicado por antonio.regedor às 18:18
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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

POESIA ANIMADA

 

 

 

A Casa da Animação e a Biblioteca Almeida Garrett (Palácio de Cristal) do Porto
 
 
 
 
Disponibilizam uma Oficina de introdução ao cinema de animação pela via poética.
Propõe-se “uma oficina de iniciação ao cinema de animação, que realce a permeabilidade desta forma de expressão, capaz de se render à versatilidade de um texto poético, gerando um pequeno filme. Sugere-se que da leitura de um poema, de um autor Português, sigam as principais fases de realização e produção de um filme animado, e interponham no final uma interpretação livre desse texto”.
 
Parece-me ser uma boa pista de trabalho para as bibliotecas de leitura pública. Permite as parcerias. A biblioteca não pode estar isolada. Permite ganhar novos utilizadores e novos públicos. Este segmento de público sai do padrão habitual onde as bibliotecas de leitura pública têm estado acantonadas e que têm sido os públicos escolares. Estes à medida que vão tendo disponíveis as bibliotecas escolares vão deixando de ser utilizadores das biblioteca públicas. E as bibliotecas públicas terão de orientar a sua actividade cada vez mais para os públicos pós-escolares, grupos profissionais, seniores.
Actividades como estas e outras de aquisição de competências na lógica da formação ao longo da vida são necessárias ao futuro das bibliotecas públicas.
 
 
 

 

 

música:
publicado por antonio.regedor às 16:20
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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

AS DIMENSÕES DO POEMA

 

 

 

 

 

 

A primeira dimensão do poema é a da sua escrita. A fase em que mais se aproximará da sua idealização. Na escrita o autor terá uma forma diferente de  representação do poema. É ainda uma dimensão pessoal do poema. E tudo ficaria por esta relação pessoal do criador com a criatura se a publicação não lhe viesse acrescentar uma segunda dimensão. A dimensão pública, a da participação, divulgação destinada à partilha com os demais. Nesta dimensão o poema ganha a diversidade da subjectividade. Cada leitor com a sua interpretação, leitura, tradução, diferenciação. E nesta dimensão o leitor confronta-se com a diferença da sonoridade do poema lido silenciosamente e dessa forma pensado, com o poema lido em voz alta marcado pela expressão física da voz. O poema corporizado. Diferente ainda quando o leitor experiência por meios tecnológicos de reprodução ouvir a sua própria leitura e se depara com um terceiro poema. O terceiro do mesmo.  Sensações distintas  do mesmo.

A outra dimensão, não sei se a última, é a do poema dito. Dito para uma plateia. Dito de um para outros. Dito e ouvido. E o poema aqui, reparte-se e parte-se ainda mais. Entra no domínio da inter-subjectividade. O confronto das diferenças do mesmo poema, dito por sujeitos diferentes.

Que perturbação para o autor que pensou um poema e se vê na inevitabilidade da diversidade que não buscou, mas que recebeu em reflexo como se de um espelho partido se tratasse.

 

 

 

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publicado por antonio.regedor às 01:44
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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

POESIA AO LUAR

 

 

 

Aspecto agradável da biblioteca onde se realizou a sessão de poesia "ao luar".

Na imagens estão alguns elementos da equipa da biblioteca.

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 01:52
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