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Domingo, 23 de Abril de 2017

A MINHA ESTANTE NO DIA MUNDIAL DO LIVRO

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No Dia Mundial do Livro olhei de modo diferente para a minha estante. Os livros que ela suporta, são também suporte da minha vida. De um dos lados, está a filosofia como formação de base. Do outro a história da educação (Rómulo de Carvalho, ou António Gedeão para os poetas). A educação constitui hoje o maior tempo da minha vida profissional. Eu, que já trabalhei em tantas outras coisas. No meio está a minha tese, mais corolário que projecto de vida. Da filosofia destaco os pré-socráticos e o pensamento de Platão que enforma a cultura ocidental. Até chegar ao livro (McMurtrie) que representa boa parte da minha vida de bibliotecário e professor. Os clássicos, imprescindíveis, sem os quais a nossa vida é incompleta. Também está presente alguma coisa do que produzi. O Manual para a formação de técnico de informação e a revista de que fui elemento do Conselho Científico. A meio da estante está “April”. 20 anos de intervenção cívica no âmbito desta associação. Na minha estante está “ Logos e Racionalidade” tese do Francisco Sardo, camarada, professor e amigo, infelizmente já falecido, mas com quem muito aprendi. E estão também livros de outros amigos, colegas e alunos, alguns autografados, que são os poucos que ainda vou guardando. Estão os dos amigos Francisco Louça com autógrafo, do António Eloy companheiro de lutas da ecologia, do Zé Eduardo Agualusa amigo já de antes de ser escritor, dos alunos Luís Norberto Lourenço e da Alexandra Vidal, ambos autografados. Dos colegas Henrique Barreto Nunes e Otília Laje. Mas também da literatura de que gosto, como a de Ana Cristina Silva e Carlos Vaz Ferraz ( pseudónimo de um dos militares de Abril, Carlos de Matos Gomes). Mas também livros que conheci por razões de trabalho, como Manuel Laranjeira e José Marmelo e Silva.
A estante de uma pessoa, é o testemunho da sua vida.
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 16:58
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Sexta-feira, 31 de Março de 2017

O Mar e o Livro

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Como vivo na cidade com o mar por perto, aproveito essa oportunidade para o ver ainda mais de perto.  Caminho ao longo da praia e no regresso passo peo jardim e aproveito para atravessar pelo interior da biblioteca, usando mais essa sua funcionalidade. A de me encurtar o caminho para casa. Também permite que cumprimente os funcionários e amigos conhecidos alguns já de longa data.

Na passagem há duas grandes mesas com um caosmos de livros para onde lanço o olhar e frequentemente requisito os que ganharam a minha atenção.  Destra vez a minha atenção recaiu para um que compila a correspondência do 4º  Morgado de Mateus com a sua esposa. Chamou-me a atenção o facto de o livro  estar anotado como doação.   E isso faz-nos reflectir como hoje, as bibliotecas,  são tão diferentes dos constrangimentos a que já estiveram sujeitas.  Desde logo,  as doações.  Sempre se fizeram doações, mas estas revestiam-se antigamente de carácter muito formal.  Algumas delas, davam origem à própria biblioteca. Outras,  doadas a bibliotecas já existentes, exigiam em vários casos,   espaços, localizações,  mobiliário e até condições de utilização próprias. O livro ainda vincado do seu valor patrimonial, apesar de em declíneo, era ainda objecto de custódia privada. Modernamente, a concepção de livro mercadoria para consumo de grande rotação, alivia-o dessa carga patrimonial e alivia o seu possuidor da sua posse permanente. Em suma, estamos mais propensos a dar outros destinos ao livro lido, usado, que aquele arrumo que lhe era tradicional. Fazemos hoje mais frequentemente doações às bibliotecas.   Mesmo que isso acarrete novos problemas para elas. E muitas são as contrariedades que as bibliotecas sentem com as doações. No entanto, há algum benefício para a sua própria colecção. E isso é evidente com o facto de ter requisitado este livro que de outra forma dificilmente seria  adequirido pela biblioteca, ou não o seria nunca.   

(foto de olharesliterários’s blog)

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:13
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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Nuno Marçal nomeado para o prémio ALMA

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Ouvia frequentemente falar do Nuno Marçal a propósito do excelente trabalho que desenvolvia com a biblioteca itinerante. O meu encontro pessoal com o Nuno foi em Castelo Branco na apresentação do livro “Manifestos contra o medo” do amigo comum Luís Norberto. Conversamos longamente sobre o trabalho desenvolvido pelo Nuno. Não me espanta a sua nomeação para o prémio (ALMA) Astrid Lindgren Memorial.  É de enorme justiça. Já não é a primeira vez que o “Bibliotecário Ambulante”, como gosta de se assumir, se confronta com prémios. Já foi premiado em Espanha pela Associação de Profissionais de Bibliotecas Móveis. Haverá outros candidatos igualmente diligentes na promoção do livro para a infância. Mas o prémio para o Nuno seria merecido.

 

publicado por antonio.regedor às 11:26
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Segunda-feira, 13 de Março de 2017

Tudo é composto de mudança. No livro também.

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Há relativamente pouco tempo (4Fev 2017), dei  nota,  aqui no bibivirtual, de uma livraria alfarrabista a fechar de forma peculiar.  Fechava, mas oferecia todo o espólio existente.  Eram quinhentos mil livros.

Também no Porto, a Livraria Sousa & Almeida na Rua da Fábrica foi vendida após 61 anos de vida.   São mais 20 mil livros que não têm ainda para onde ir.   A Rua da Fábrica no Porto era nos anos 70 muito frequentada por estudantes que se repartiam pelos cafés estrela e e outros nas imediações. A proximidade de estudantes é sempre factor favorável a qualquer livraria. E esta era especializada em literatura galega e portuguesa da lusofonia.  O reconhecimento da sua especialização permitia vender para Harvard e Santiago, entre outros destinos.   Deixará de o fazer.

O terceiro caso, neste curto espaço de tempo é a venda da livraria Ferin de Lisboa, mas com um futuro mais optimista. O objectivo é modernizá-la ao mesmo tempo que se valoriza  a sua antiguidade, história e património.  Na génese desta livraria está o gosto burguês da leitura que contornava o custo dos livros através da organização de gabinetes de leitura comerciais.

Os gabinetes de leitura emprestavam livros a troco de um pagamento. Nos meios operários, organizações filantrópicas,  nomeadamente ligadas à promoção dos ideais republicanos,  criavam gabinetes de leitura em que o empréstimo de livros não era pago.  Não estavam ainda vulgarizadas as bibliotecas públicas.

As duas irmãs Ferin que estiveram na origem do gabinete de leitura, estiveram também na criação da livraria que foi simultaneamente  tipografia e encadernação.  Agora virá a ter novas valências  afirmando  que também no mercado livreiro o mundo é composto de mudança.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:35
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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

"A Sociedade dos Sonhadores Involuntários" José Eduardo Agualusa

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José Eduardo Agualusa finaliza mais um livro. Esperemos que não fique muito tempo no prelo. Tinha começado a ser escreit há seis anos. Terá por título "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários". Ficamos à espera,  sonhando involuntariamente a sua chegada ás bancas.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:35
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2017

Uma terceira vida para o livro

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Mais uma livraria alfarrabista fechou. Desta vez em Faro. A Livraria Simões faliu. Ficaram  quinhentos mil livros no limbo, sem perspectiva imediata de vida. Enquanto aberta, os livros esperavam por curiosos, colecionadores, estudiosos e menos endinheirados. Agora o sábado dia 4 de Janeiro serão ofercidos a quem os quiser lá ir buscar.  Talvez a Biblioteca Pública de Faro também possa acolher alguns para lhes dar terceira vida.

Muitas histórias terão estes livro para contar para além da que contam por palavras do seu autor. Da sua primeira vida tipo a tipo, linha a linha e página e volume. Da entrada na máquina de intintar e na máquina do mercado editorial. Da tipografia para a estante. A da montra para os mais sortudos, e a daprateleira de cima para os que do esquecimento se vão livrando.

Depois a segunda vida na mão do leitor, e de mão em mão dos empréstimos e dedicatórias. Algumas vidas pacatas na estante da livraria doméstica ou na agitação da vida, tida, do comércio alfarrabista.

Agora uma nova tentativa de vida, nova mão, novo futuro. Incerto.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:08
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

Sedução e outras ficções

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Saiu recentemente do prelo uma compilação com  a totalidade dos  textos de ficção  de José Marmelo e Silva (1911-1991), produzida sob o copyright dos herdeiros do autor e das Edições  Afrontamento. A compilação tem por título “Sedução e outras Ficções” e vem com data de 2016.  O primeiro texto desta compilação é “Sedução” datado de 1937, e continua com “O Sonho e a Aventura” de 1934, “Adolescente Agrilhoado” de 1948, “O Ser e o Ter” de 1968, “Anquilose” de 1971, “Desnudez Uivante” de 1983 e finalmente “O Cabo Elísio” de 1989.

Na capa a conhecida pintura “O grande nu” de Amadeo Modigliani (1884-1920), nascido em  Livorno( Itália) e falecido em Paris.

O livro, cuidado na apresentação dos vários textos, vem com a capa rígida, o que já não é comum na actual produção editorial. Este volume de bom texto, bom desenho,  boa encadernação e bom gosto geral,  torna-se indispensável em nossa casa.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:21
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

A tabacaria e o livro

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Nem  Álvaro de Campos  ou  Fernando Pessoa, como lhe queiram chamar, esqueceu, nem a tabacaria se perdeu, nem o livro morreu.

Nos próximos dias é lançada uma edição  do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. Esta edição será apresentada numa caixa que conterá o poema mais vinte e cinco fotografias de Lisboa.

Em juízo sumário e sem contraditório já se tinha sentenciado o fim do livro fisico e o elogiu do digital. Pois está agora colocado mais um recurso a esse juizo precipitado.

O livro já foi de placas metálicas, de pedra , de terra cozida, de pele e  papel. De todos estes, e mais alguns, materiais e, mais recentemente,  desmaterializado. Já foi rolo, placa, volume. Acondicionado em tábuas de madeira, placas de cartão ou cartolina, em fitas magnéticas, discos e disquetes, pens e nuvens. Falado, visto e ouvido. Ainda nos chegam leituras em papel, mas também em “pdf”. No que a mim se refere, recebo mais para ler em pdf do que noutro formato. Não abandono, no entanto, o papel.

E o livro, como se vê, sempre se modificou, adaptou, transformou. E como mostra esta nova edição do poema escrito por  Pernando Pessoa.  O livro físico reinventa-se.   “...o universo 
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.   Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. “Tabacaria”.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:30
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

CORSÁRIOS DO LEVANTE

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O Mediterrâneo do século XVII é o lugar de todo o corso. “o intenso comércio de navios de todas as nações com as populosas cidades corsárias onde, além dos vizinhos mouros de cada uma, havia inúmeros escravos cristãos...além de mouriscos, judeus, renegados, marinheiros e comerciantes de todos os lados e nações. Voças mercês dêem assim conta  do complicado mundo que era aquele mar interior, fronteira de Espanha a sul e levante, água de ninguém e de todos, espaço ambíguo, móvel e perigoso, onde as diversas raças se misturavam, aliando-se ou caombatendo-se...”    Pérez-Revete, Arturo – Corsários do Levante. Alfragide: asa,  2006. p. 34

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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

Hipertexto

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O texto remete para a reflexão do hipertexto em dois sentidos. A sua pré-existência no texto que comporta notas de rodapé e explicativas, e a sua versão em internet que pelo surfar nos leva a perder a noção de princípio e fim de texto.

 

“De facto, aquilo que joaquim Heliodoro examinava com mais vagar em livros ou artigos de história, de filosofia, de teoria da literatura, eram as notas de rodapé, de preferência apenas estas, não as de fim de capítulo e menos ainda as notas colocadas no fim da obra, como era hábito nos livros académicos americanos, dificílimas de ler por estarem longe do texto que acompanham, e não constituindo portanto, como Joaquim Heliodoro pensava, a primeira versão do hipertexto, sim, as notas de rodapé são hipertexto, quer dizer, aquele dispositivo que a internet reinventou e aperfeiçoou através do qual todos os conceitos e nomes presentes num texto remetem para outros nomes e conceitos, e assim sucessivamente, numa teia infinita ao longo da qual  o sentido se perde definitivamente, a ponto de podermos facilmente esquecer-nos de como começámos, de onde é que viemos, o que é que queremos, viajando,  sem destino...”

Gomes, Paulo Varela – Hotel. Lisboa: Tinta da China. 2014. Pp. 169

(Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística 2015)

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 11:58
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