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Sexta-feira, 31 de Março de 2017

O Mar e o Livro

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Como vivo na cidade com o mar por perto, aproveito essa oportunidade para o ver ainda mais de perto.  Caminho ao longo da praia e no regresso passo peo jardim e aproveito para atravessar pelo interior da biblioteca, usando mais essa sua funcionalidade. A de me encurtar o caminho para casa. Também permite que cumprimente os funcionários e amigos conhecidos alguns já de longa data.

Na passagem há duas grandes mesas com um caosmos de livros para onde lanço o olhar e frequentemente requisito os que ganharam a minha atenção.  Destra vez a minha atenção recaiu para um que compila a correspondência do 4º  Morgado de Mateus com a sua esposa. Chamou-me a atenção o facto de o livro  estar anotado como doação.   E isso faz-nos reflectir como hoje, as bibliotecas,  são tão diferentes dos constrangimentos a que já estiveram sujeitas.  Desde logo,  as doações.  Sempre se fizeram doações, mas estas revestiam-se antigamente de carácter muito formal.  Algumas delas, davam origem à própria biblioteca. Outras,  doadas a bibliotecas já existentes, exigiam em vários casos,   espaços, localizações,  mobiliário e até condições de utilização próprias. O livro ainda vincado do seu valor patrimonial, apesar de em declíneo, era ainda objecto de custódia privada. Modernamente, a concepção de livro mercadoria para consumo de grande rotação, alivia-o dessa carga patrimonial e alivia o seu possuidor da sua posse permanente. Em suma, estamos mais propensos a dar outros destinos ao livro lido, usado, que aquele arrumo que lhe era tradicional. Fazemos hoje mais frequentemente doações às bibliotecas.   Mesmo que isso acarrete novos problemas para elas. E muitas são as contrariedades que as bibliotecas sentem com as doações. No entanto, há algum benefício para a sua própria colecção. E isso é evidente com o facto de ter requisitado este livro que de outra forma dificilmente seria  adequirido pela biblioteca, ou não o seria nunca.   

(foto de olharesliterários’s blog)

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:13
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Segunda-feira, 27 de Março de 2017

A aparente liberdade do livro electrónico

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Nielsen é uma empresa que estuda consumidores. Registou que  nos preimeiros meses de 2014 os livros electrónicos  eram 23 % da venda total de livros. Actualmente há uma estabilização neste segmento de mercado. 

Na verdade, os livros electrónicos não são vendidos. São apens vendidas licenças de acesso. Os livros nunca deixam de ser propriedade da editora.  É fornecida uma determinada quantidade de acessos.  Sendo assim, podem verificar o problema craido à biblioteca no serviç de empréstimo. Ao totalisar o número de acessos da licença. O empréstimo só se fará mediante um novo pagamento.  Quem mexe paga, e lá se vai o princípio da descoberta que é uma das mais atraentes possibilidades da biblioteca.   

 

Ea licença é tão temporal, que a Amazon já limpou várias cópias de livros electrónicos.

Também no sistema de controlo de vendas em distintos territórios, nem sempre é possível comprar um e-book num país e lê-lo noutro.

Também há livros codoficados que não permitem que pessoas não rgistadas acedam ao livro.

E há também a codificação para perceber de onde fi feita a cópias ileggal.

Para já não falar da necessidade do equipamento mediador da leitura, o livro electrónico como suporte mais facilitador do acesso, é uma aparência. Somos cada vez mais dependentes , menos livres, e mais pagadores de rendas.

Longa vida ao livro em papel.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:35
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Terça-feira, 14 de Março de 2017

Nuno Marçal nomeado para o prémio ALMA

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Ouvia frequentemente falar do Nuno Marçal a propósito do excelente trabalho que desenvolvia com a biblioteca itinerante. O meu encontro pessoal com o Nuno foi em Castelo Branco na apresentação do livro “Manifestos contra o medo” do amigo comum Luís Norberto. Conversamos longamente sobre o trabalho desenvolvido pelo Nuno. Não me espanta a sua nomeação para o prémio (ALMA) Astrid Lindgren Memorial.  É de enorme justiça. Já não é a primeira vez que o “Bibliotecário Ambulante”, como gosta de se assumir, se confronta com prémios. Já foi premiado em Espanha pela Associação de Profissionais de Bibliotecas Móveis. Haverá outros candidatos igualmente diligentes na promoção do livro para a infância. Mas o prémio para o Nuno seria merecido.

 

publicado por antonio.regedor às 11:26
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Quinta-feira, 9 de Março de 2017

"A Sociedade dos Sonhadores Involuntários" José Eduardo Agualusa

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José Eduardo Agualusa finaliza mais um livro. Esperemos que não fique muito tempo no prelo. Tinha começado a ser escreit há seis anos. Terá por título "A Sociedade dos Sonhadores Involuntários". Ficamos à espera,  sonhando involuntariamente a sua chegada ás bancas.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:35
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Archibald was born on March 3

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4 3 2 1” is a new book of the popular writer Paul  Auster

 Archibald was born on March 3


This literary novel is a sweeping story of inheritance, family, and love. Here we follow four identical versions of Archibald Isaac Ferguson from his birth on March 3, 1947, through his four parallel and entirely different lives.

publicado por antonio.regedor às 10:52
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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2016

PISA Leitura acima da média da OCDE

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Hoje, os alunos portugueses estão acima da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Quem o prova é o ralatório PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).

Há 15 anos, em 2000, Portugal era o antepenúltimo.

Os resultados já vinham a melhorar visivelmente  a partir de 2006, quando  a OCDE  passou a valorizar a literacia científica.  

Enquanto a média da OCDE tem diminuído,  portugal tem crscido.

Em Matemática os resultados estão na média, mas na Leitura os resultados estão acima da média.

Lembremo-nos que há 30 anos foi lançada a Rede  Nacional de de Bibliotecas  Públicas.  Que a Rede de Bibliotecas Escolares conta com 20 anos de existência. E que há város aos há um Plano Nacional de Leitura. 

Para quem  boicotou, se desinteressou, ou achava que estes equipamentos estavam a mais, aqui está a resposta.  É de luva branca, mas PISA mais.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:06
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

Sedução e outras ficções

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Saiu recentemente do prelo uma compilação com  a totalidade dos  textos de ficção  de José Marmelo e Silva (1911-1991), produzida sob o copyright dos herdeiros do autor e das Edições  Afrontamento. A compilação tem por título “Sedução e outras Ficções” e vem com data de 2016.  O primeiro texto desta compilação é “Sedução” datado de 1937, e continua com “O Sonho e a Aventura” de 1934, “Adolescente Agrilhoado” de 1948, “O Ser e o Ter” de 1968, “Anquilose” de 1971, “Desnudez Uivante” de 1983 e finalmente “O Cabo Elísio” de 1989.

Na capa a conhecida pintura “O grande nu” de Amadeo Modigliani (1884-1920), nascido em  Livorno( Itália) e falecido em Paris.

O livro, cuidado na apresentação dos vários textos, vem com a capa rígida, o que já não é comum na actual produção editorial. Este volume de bom texto, bom desenho,  boa encadernação e bom gosto geral,  torna-se indispensável em nossa casa.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:21
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

CORSÁRIOS DO LEVANTE

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O Mediterrâneo do século XVII é o lugar de todo o corso. “o intenso comércio de navios de todas as nações com as populosas cidades corsárias onde, além dos vizinhos mouros de cada uma, havia inúmeros escravos cristãos...além de mouriscos, judeus, renegados, marinheiros e comerciantes de todos os lados e nações. Voças mercês dêem assim conta  do complicado mundo que era aquele mar interior, fronteira de Espanha a sul e levante, água de ninguém e de todos, espaço ambíguo, móvel e perigoso, onde as diversas raças se misturavam, aliando-se ou caombatendo-se...”    Pérez-Revete, Arturo – Corsários do Levante. Alfragide: asa,  2006. p. 34

publicado por antonio.regedor às 05:08
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Terça-feira, 27 de Setembro de 2016

Hipertexto

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O texto remete para a reflexão do hipertexto em dois sentidos. A sua pré-existência no texto que comporta notas de rodapé e explicativas, e a sua versão em internet que pelo surfar nos leva a perder a noção de princípio e fim de texto.

 

“De facto, aquilo que joaquim Heliodoro examinava com mais vagar em livros ou artigos de história, de filosofia, de teoria da literatura, eram as notas de rodapé, de preferência apenas estas, não as de fim de capítulo e menos ainda as notas colocadas no fim da obra, como era hábito nos livros académicos americanos, dificílimas de ler por estarem longe do texto que acompanham, e não constituindo portanto, como Joaquim Heliodoro pensava, a primeira versão do hipertexto, sim, as notas de rodapé são hipertexto, quer dizer, aquele dispositivo que a internet reinventou e aperfeiçoou através do qual todos os conceitos e nomes presentes num texto remetem para outros nomes e conceitos, e assim sucessivamente, numa teia infinita ao longo da qual  o sentido se perde definitivamente, a ponto de podermos facilmente esquecer-nos de como começámos, de onde é que viemos, o que é que queremos, viajando,  sem destino...”

Gomes, Paulo Varela – Hotel. Lisboa: Tinta da China. 2014. Pp. 169

(Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística 2015)

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 11:58
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2016

Quinta da Leitura

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E hoje é mais um dia de leituras, porque é quinta. 

No auditório da biblioteca Almeida Garrett.

Dedicada à editora &etc. 

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publicado por antonio.regedor às 15:05
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