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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

Cinema e literatura, as imagens em movimento

Cartaz Cinanima 2017.jpg

 

 

Espinho prepara-se  para a    41ª Edição do CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

 

Será de  6 a 12 de novembro e vai exibir 104 filmes de 24 países. Entre eles estarão  4 Longas-metragens.

 

Na homenagam que  o  CINANIMA  prestará Artur Correia  (autor de alguns dos maiores momentos do cinema de animação português),  será  exibido  o primeiro episódio de “O Romance da Raposa”, série baseada no texto homónimo de 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:28
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

Espinho e a génese das bibliotecas municipais

Encontro-Luso-espanhol.jpg

 

Maria José Moura é uma das pessoas mais conhecidas da Rede Nacional de  Bibliotecas  Públicas.  Fez o curso de bibliotecário-arquivista e exerceu a profissão na universidade de Lisboa durante 20 anos. Foi presidente da BAD (associação de bibliotecários,  arquivistas  e documentalistas  e dirigiu a rede nacional de bibliotecas públicas.    Publicou recentemente  no “Notícia BAD” jornal dos profissionais de informação,  alguns apontamentos sobre  50 anos de profissão.  Da sua profissão.

Como ela própria diz e lembrando Raul Proença: “… não haverá profissão bibliotecária em Portugal enquanto as diferentes bibliotecas do país…não exigirem aos seus funcionários um diploma de estudos bibliotecários”.

Também por isso se bateu. E dessa luta dos bibliotecários portugueses resultou o  Decreto-Lei nº 247/91 de 10 de Junho de 1991 que estabelece o estatuto das carreiras de pessoal específicas das áreas funcionais de biblioteca e documentação e de arquivo.  Infelizmente hoje os profissionais deixaram de ter este instrumento de dignificação da biliotecas e arquivos, da profissão e dos profissionais. Urge voltar a repôr o sentido dessa legislação de 1991.

As relações internacionais fora também uma sua preocupação e de entre as inúmeras iniciativas internacionais, refere o 2º seminário Luso-Espanhol realizado em Espinho, a que dá destaque com fotografia da época. Foi na sessão de abertura presidida pela vereadora Elsa Tavares com , com Ana Paula Gordo, Maria José Xerez, do Ministério Espanhol, Maria José Moura e António Martin Oñate, da Associación Andaluza de Bibliotecários.

A génese do programa de bibliotecas  de leitura pública para portugal que se concretizou na  e rede nacional de bibliotecas municipais, também passou por Espinho e pela capacidade de na época se ter sido capaz de atrair uma reunião internacional desta temática para a nossa cidade.

 

António Rgedor

publicado por antonio.regedor às 12:53
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

Premiados do CINANIMA 2016

capa2016.png

FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE ANIMAÇÃO

O Grande prémio  deste ano foi para “Entre as ondas negras” de Anna Budavova, da Rússia. Um filme de 11 minutos de desenho sobre papel a cores e computador 2D.  Baseado numa lenda do Norte em que as almas das pessoas afogadas se transformam em focas.

Na competição internacional, o prémio especial do Júri foi para “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro. Portugal. Filme de 18 minutos.  Desenho sobre papel e marionetas. A cores. Trata a forma como a guerra se instala no corpo das pessoas. 

O prémio Aves Costa, melhor curta-metragem até 5 minutos foi para o filme “A mesa”, de Eugène Boitsov. França. Um filme a cores e em computador 2D. Um filme de fim de estudos. No tema, um carpinteiro vive obcecado com a criação do objecto perfeito.

 

Uma menção honrosa para “A Rua de Anfok” de Zilai Feng. USA. Computador 2D a cores.  Um paralítico que olha para a realidade exterior através do espelho. 

O prémio melhor curta metragem: mais de 5 até 24 minutos foi para “O vaysha, a cega” de Theodore Ushev do Canadá. Um filme a cores e computador 2D, de uma jovem que nasceu com um olho verde e outro castanho.

O Prémio Gaston Roch. Melhor filme de estudos e/ou escola. O vencedor foi “Merlot” de Marta Gennari e Guida Martinelli. Itália. Filme a cor e computador 2D sobre uma série de eventos que iniciam com uma idosa que perde uma garrafa de vinho.

O prémio melhor curta metragem: publicidade e informação, foi para “De Staat: Witch Doctor” de Studio Smack, Floris Kaayk. Holanda. O filme é em computador 3D e cores. Um filme em ambiente de cinzento e de  muitos efeitos especiais. 

O prémio melhor documentário de animação foi atribuído a “Pronto, era assim” das portuguesas  Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues. Filme de marionetas, computador 2D e a cores sobre a história de seis idosos.

Na competição Nacional foram atribuídos os prémios  Jovem cineasta português maior de 18 anos. O filme vencedor foi “Pronto, era assim” das portuguesas  Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, que também receberam o prémio de melhor documentário. 

Foi atribuída uma menção honrosa a “Lugar em parte nenhuma” de Bárbara Oliveira e João Rodrigues. Computador 2D e cores. O tema remonta a 1975, Angola e o abandono das casa aos primeiros tiros.  

O prémio jovem cineasta português menos de 18 anos foi para “Uma família portuguesa, sem certeza” realizado pelo colectivo da escola secundária de Lousada. Um filme a cores com recortes, areia e outras técnicas. A história de um homem que sofre um acidente. 

Ainda neste prémio foi atribuída a menção honrosa a “Nós e o Mundo” realizado pelas crianças das oficinas Anilupa – Alunos de centro de reabilitação da Granja. Um filme a cores de pintura e animação de objectos. 

O prémio António Gaio foi para “estilhaços” que também venceu o prémio especial do júri  na competição internacional. 

Nesta categoria há ainda a menção honrosa para “Fim de linha”  de Paulo D’Alva e António Pinto. Filme de desenho sobre papel, recortes, computador 2D e a cores. Um filme baseado em acontecimentos que nunca aconteceram, mas que podem vir a acontecer.

A Sereia Animada, é o prémio Divulgação que foi atribuído a “Sr. Areia” de Soetkin Verstegen. Dinamarca. Um filme de desenho sobre papel, marionetas, recortes fotografias e imagem real. O tema vagueia pela história desde o início do cinema. 

O prémio melhor longa-metragem foi para “Psiconautas, as crianças esquecidas”. Realizado por Alberto Vásquez e Pedro Rivera. Espanha. Animação em computador 2D e cores.  Um filme sobre dois adolescentes que decidem fugir. 

Finalmente, e porque o público é chamado a atribuir um prémio, este foi para “a mesa” que foi igualmente vencedor do prémio Alves Costa, melhor curta-metragem até 5 minutos. 

 

 

publicado por antonio.regedor às 15:07
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Domingo, 13 de Novembro de 2016

40 ANOS DE CINANIMA

Cartaz-Cinanima-2016_web.jpg

São 40 anos de realização do CINANIMA, e é um enorme motivo de satisfação. Uma pequena cidade de um pequeno Concelho, ao lado da Grande cidade do Porto, realiza o maior festival de cinema de animação do País. Quando se fala de cinema de animação fala-se de Espinho e da NASCENTE,  a cooperativa cultural que o organiza, juntamente com a edilidade.  É apoiado pelo do Ministério da Cultura / ICA I.P. – Instituto do Cinema e Audiovisual, Secretaria de Estado da Juventude /Instituto Português da Juventude. Tem também apoios e parcerias de entidades privadas.  É  também   aprovado pela ASIFA – Associação Internacional do Filme de Animação. Todos os vencedores de prémios no CINANIMA ficam automaticamente apurados para o concurso europeu de melhor filme de animação o “Cartoon D’Or”, organizado pela CARTOON – European Association of Animated Film. Ficam igualmente apurados para o pré-concurso às nomeações para os Óscares da Academia de Hollywood.

A importância e reconhecimento, nacional e internacional, do valor do CINANIMA parece ultrapassar em muito a consciência que em Espinho se tem da mais valia social, cultural e essencialmente económica deste evento. Há um valor económico da promoção da cidade e da sua vocação turística. São as referências, feitas à cidade,  nos jornais e revistas quer da especialidade, quer generalistas. É um significativo público que consome e dinamiza economicamente Espinho. Seria interessante ver a cidade ainda mais ornamentada com referências ao festival. Mais cartazes nas montras, pendões nas ruas e imagens de impacto nos acesso aos Concelho. O festival merece que a cidade mais se mobilize para o promover e que da melhor forma obtenha o retorno do investimento que o festival  requer. O Festival não é apenas uma manifestação estética, é também uma oportunidade de dinamização económica local que pode e deve ser potenciada.

 

OS PÚBLICOS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO

Ao longo destes mais de 40 anos de actividade, o CINANIMA contribuiu para a criação de novos públicos para este género de cinema. Não se trata de o considerar, de forma redutora, cinema para crianças. Graças ao trabalho desenvolvido pelo CINANIMA,   o cinema animado pode vir sendo, cada vez mais, reconhecido pelo grande público como um género nobre.

O Festival desenvolve ainda uma significativa acção de formação de públicos através do contacto com profissionais mediados pela realização de acções de formação na área audiovisual.  Daí que o CINANIMA produza Exposições, Performances, Masterclasses, Workshops, Sessões Especiais e  visionamentos dirigidos ao público escolar e outras iniciativas que ocorrem paralelamente. E além de tudo isto que decorre durante o festival, há ainda as extensões noutros locais e noutras datas e as parcerias como é por exemplo a que existe com o FANTASPORTO,  o emblemático festival de cinema fantástico do Porto, fazendo com que os filmes premiados no CINANIMA cheguem a um público cinéfilo ainda que mais interessado noutro género.  

 

A COMPETIÇÃO NO CINANIMA

O Festival de cinema de animação de Espinho está dividido em duas secções competitivas. Uma Internacional e outra Nacional.

A secção competitiva internacional divide-se ainda em longas e curtas metragens. A competição de longas metragens é constituídas por filmes de mais de 50 minutos de duração. A de curtas metragens está ainda dividida em filmes até 5 minutos de duração, de 5 até 24 minutos,  e de  24 minutos até 50 minutos. Há ainda  filme de Fim de Estudos e/ou Filmes de Escola;filmes de publicidade e Informação; e por último filmes de documentário de animação.

Na competição Nacional há dois concursos diferentes. O Prémio António Gaio para o  Melhor Filme na Competição Nacional e o Prémio Jovem Cineasta Português. Este prémio divide-se em duas categorias.  A de filmes feitos por Crianças e Jovens (até 18 anos) e a categoria do Primeiro Filme de Jovens Realizadores (mais de 18 até 30 anos).

No presente ano, foram 1331 submissões oriundas de 72 países.

Um Júri de Selecção, constituído por Alice Guimarães, Manuel Matos Barbosa e Pedro Mota Teixeira escolheu os filmes que terão a oportunidade de figurar  na programação que ficou assim constituída:

A Competição Internacional apresentará 49 curtas-metragens e 4 longas-metragens, num total de 53 filmes em competição. A Competição Nacional incluirá 23 filmes, 10 a concurso no Prémio António Gaio e 13 para o Prémio Jovem Cineasta. 76 filmes é o total de toda a competição para a 40ª edição do CINANIMA,

Os Júris são sempre parte fundamental num festival competitivo.  O Júri da Competição Internacional de Curtas-metragens é constituído por Regina Pessoa. Em 1999, venceu no CINANIMA o primeiro galardão da sua carreira, o Prémio Jovem Cineasta Português. A partir daí venceu inúmeros prémios. O  britânico Peter Lord, é outro elemento do Júri. É co-fundador da Aardman Animations e conhecido pela série televisiva “A Ovelha Choné” ou a Longa-metragem “A Fuga das Galinhas”. O júri fica completo com o norte-americano Ron Diamond, fundador do estúdio ACME Filmworks e produtor de alguns episódios para a série “Os Simpsons”.

O júri na Competição Internacional de Longas-metragens é constituído por  Jossie Malis, conhecido pela Curta-metragem “Bendito Machine”. Por Michelle Ann Nardone e Steve Sarson director do Departamento de Design da Escola Superior de Media Artes e Design, do Politécnico do Porto.

 

O CINANIMA COMO OPORTUNIDADE DE  FORMAÇÃO TÉCNICA

A oportunidade de  encontro entre realizadores, produtores e estudantes de cinema e outras áreas relacionadas, é um momento favorável à formação. E a oportunidade de formação passa em boa media pelas sessões de “MASTER CLASSES” com:  Ron Diamond, director da Acme Filmworks e membro da Academia; Com Jossie Malis.  Regina Pessoa para  explicar o processo criativo na produção da sua trilogia sobre os temas dos medos, da infância, diferença, sombras e luz.  Michelle Ann Nardone. Raúl Nieto Guridi, ilustrador espanhol explica o espaço como veículo narrativo e psicológico na animação e a sua relação com os personagens na sua obra.  Daniel Roque. José Luís Farias abordará a relação entre animação e videojogos.
Também as oficinas são importante oferta formativa. Alexandre Siqueira com “Animação 2D” e a utilização do software TVPaint; Raúl Nieto Guridi que explica como “Narrar com imagens”. E ainda  Mafalda Almeida.

As noites estão abertas a conhecer alguns truques e técnicas do cinema de animação. Nos Workshops Noites Cinanima, haverá oficinas de “A imagem em movimento na Banda Desenhada”, “Desenho e Construção de Cenários para Animação Stop-motion”, “Animação Digital 3D”, “Técnicas de Animação Digital 2D” e “O Lip-Sync na Animação de Marionetas”.

 

 

António Regedor

 

 

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 11:31
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Prémio para A Biblioteca de Espinho

IMG_7667.JPG

Biblioteca de Espinho  ganha reconhecimento de bibliotecários nacionais.

Comemora-se actualmente  30 anos de bibliotecas públicas em Portugal,  e simultaneamente , a Biblioteca pública em Espinho faz 30 anos de existência.

 Pela primeira vez na história de portugal é concretizada uma política bibliotecária que actualmente abrange a maior parte da população  e a maioria dos municípios. Já outras tentativas tinham  tinham sido feitas, mas sem sucesso.

No ambiente político e científico do iluminismo D. Maria I promulga o alvará que transforma a Livraria Régia em  Real Biblioteca Pública da Corte.  Esta virá a ser a actual Biblioteca Nacional de Portugal. 

“Ao longo da história de desenvolvimento das políticas bibliotecárias nacionais, transcorridos que foram quatro momentos políticos cruciais que conduziram a reformas legislativas, e que corporizam diferentes programas bibliotecários – Liberalismo, República, Estado Novo e Democracia - , o total das bibliotecas públicas existentes no país cobria entre 25% e 35% do total dos concelhos” Regedor, António – Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX.  P. 129.  http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4291/1/PhD%20_Volume%20I%5B1%5D-VF.pdf

A primeira rede de bibliotecas consolidada em portugal, foi privada. Resultou da  iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian e iniciou  a actividade em 1958. A televisão tinha chegado primeiro, em 1956.

Já em democracia, no ano de 1986, os bibliotecários portugueses reflectem,  sobre a necessidade do desenvolvimento das bibliotecas públicas.  E neste mesmo ano  é apresentado à secretaria de estado da cultura um relatório que irá dar origem ao Decreto-Lei 111/87 de 11 de Março que estabelece a política de leitura pública e criação da rede de bibliotecas municipais.

Paralelamente, em Espinho, iniciava-se a recriação da biblioteca municipal que apesar de já ter existido em diversos momentos históricos, nunca se consolidou e até à data estava encaixotada na cave da Câmara, sendo o município servido apenas pelo serviço de bibliotecas da Fundação Calouste  Gulbenkian.

Há uma primeira candidatura,  ao abrigo do D-L 111/87 que não foi aceite, era vereador da cultura o Dr. Azevedo Brandão.  Posteriormente a candidatura viria a ser aprovada, no tempo da D. Elsa Tavares como vereadora da cultura, num programa de cultura que   propus ao Município  e com um projecto de arquitectura  da biblioteca com  autoria de Rui Lacerda.

Várias foram as vicissitudes  até o edifício ficar concluído. Actualmente o bom trabalho realizado pela equipa técnica liderada pela Vereadora da Cultura Leonor Fonseca, é reconhecido nesta distinção dada pelos  bibliotecários da rede nacional de leitura pública por ocasião dos 30 anos da rede e também afortunadamente da biblioteca de leitura pública em Espinho que adoptou como patrono José Marmelo e Silva.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:19
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

O quê? Biblioteca de Espinho? Não, nunca lá fui. Mas conta.

onda poética 001.JPG

 

 

O edifício ocupa um dos cantos do quarteirão que constitui o Jardim central. O Jardim João de Deus para onde conflui a Rua 19 que vem de nascente e avista o mar. E ainda  Avenida 24 que traça uma linha Norte-Sul. É a zona de serviços onde se localiza a Câmara, Tribunal, Finanças e claro a Biblioteca com formato rectangular que respeita a quadrícula da malha urbana local. Soalheira e  de grandes transparências.  Com um claustro em relva pontuado com três oliveiras e protegido do vento e também espaço de fumadores. É também utilizado para diversos eventos culturais quando está bom tempo.  Não tem uma, mas duas entradas.  Liga a Avenida ao Jardim pelo seu interior. Neste foyer da sala polivalente está localizada de forma informal a zona de periódicos e audiovisuais. Mas também aqui se pode almoçar. Faço-o algumas vezes. Ainda hoje uma das mesas era ocupada pela Vereadora da cultura que almoçava com alguns técnicos municipais e o júri de um dos concursos promovidos pela autarquia. Noutra mesa um grupo de voluntários que realizam há muito tempo e ininterruptamente sessões de contos. Reconheci nesse grupo uma professora que colabora com a biblioteca há cerca de trinta anos. Para tomar café, abeirou-se de nós um professor e poeta, que anima uma sessão de poesia na biblioteca há mais de 20 anos e que é especialista em Manuel Laranjeira, um dos autores que fortemente está ligado a Espinho. O patrono da Biblioteca é José Marmelo e Silva, outro escritor de referência a Espinho. As mesas estão equipadas com corrente eléctrica e possui rede wireless.  Foi numa dessas mesas da bibliotecas de Espinho que escrevi este retrato.

 

António Regedor 

publicado por antonio.regedor às 15:59
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

A Função Social da Biblioteca Pública

Lendo poesia Onda Poética Espinho.jpg

 

As Bibliotecas Públicas são as que possuem um campo de intervenção mais abrangente. A sua acção não se limita apenas ao valor informacional das suas colecções. No seu caso, torna-se relevante o conjunto de “facilities” que disponibiliza. Ainda hoje voltei à Biblioteca José Marmelo e Silva em Espinho e boa parte dos utilizadores seniores e de terceira idade ocupavam os sofás e cadeiras da zona dos periódicos. Alguns a dormir envoltos no ambiente agradável e temperado, a contrariar o frio fora de portas. A biblioteca a servir de ponto de encontro. Eu próprio marquei encontro com um amigo na cafetaria desta biblioteca. Nas mesas ao lado casais idosos tinham vindo fazer o seu lanche. O wireless atrai jovens estudantes acompanhados dos seus próprios computadores ao ambiente climatizado das salas de leitura. Decididamente a biblioteca perdeu a antiga imagem de coisa para crianças. Ela lá estão, mas também os pais e avós. Mas em maioria estão os jovens adultos usado os seus recursos físicos e digitais, os seus serviços e tecnologias. Se à biblioteca acorrem os em abrigo? Sim! Ela não é exclusiva. É inclusiva, inter-racial, democrática, generalista, física e humanamente quente. É rica no conhecimento que comporta, que transmite, que possibilita.

É dos equipamentos públicos de maior valor social e de maior retorno do investimento alocado.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 19:02
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2012

Livro, Arte e Arqueologia na Biblioteca de Espinho

 

A Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva, em Espinho numa das suas iniciativas de promoção do livro e da leitura, elaborou uma instalação que alia o livro com o património arqueológico local. No território que hoje é municipio de Espinho situa-se um povoado castrejo romanizado que datará de cerca de um século antes de cristo e um século depois de cristo. No átrio da biblioteca foi construída com livros uma reprodução de uma simulação de habitação dessa época. Feliz e interessante esta iniciativa onde no mesmo objecto se pode referir entre outros aspectos a arqueologia, a cultura castreja, a biblioteca, o livro e a arte.

publicado por antonio.regedor às 14:48
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

BIbliotecas Escolares vs Públicas

 

 

Há dias fui à abertura da feira do livro nesta Biblioteca Escolar. É a da Escola Básica e Secundária Domingos Capela em Espinho.

 Esta biblioteca foi equipada desde o seu início com estantes de livre acesso. Foi concebida ainda no tempo em que se destinavam a bibliotecas escolares salinhas de 30m2.

Em pouco tempo a Biblioteca ganhou mais uns espaços contíguos. Derrubou paredes, expandiu e cresceu também técnicamente. Professores e auxiliares fizeram formação de curta duração. Dirão que não é suficiente, mas é já um importante esforço e o princípio para o seu visível desenvolvimento.

E esta biblioteca tem crescido, como de resto tem acontecido com a generalidade das bibliotecas escolares.

A biblioteca tem organização, tem actividades, tem   importância na escola.

Até há poucos anos, a inexistência de bibliotecas escolares levava o segmento da população escolarizada a recorrer à Biblioteca Municipal, quando existia.

Actualmente a satisfação das necessidades de informação e documentação da população escolarizada é feita no seu local de estudo pelas bibliotecas escolares.

As Biblioteca Públicas que viveram durante muito tempo da população estudantil, estão agora a sentir as dificuldades próprias da redução da utilização da Bilbioteca Pública por parter deste público. E algumas tinham nos estudantes quase a exclusividade dos seus utilizadores.

Daí que as Bibliotecas Públicas tenham menos público, menos utiliadores.

As Bibliotecas Públicas terão de reorientar os outputs para o seu público natural que é o segmento da população que não é servida pelos outros subsistemas de Bibliotecas: as Escolares; as Universitárias; as Patrimoniais.

E isso implica mudança de hábitos de trabalho, mudança de actividades, mudança e renovação de bibliografia, mudança de horários, mudança do uso das "facilities".

Fica para um outro post a reflexão do que tem de mudar nas Biliotecas Públicas.

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:17
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