.posts recentes

. Livros censurados

. Três idades de revolta.

. "webgrafia" ? não faz sen...

. Atenas Capital do Livro 2...

. A Tragédia II

. A tragédia

. Citar, ou não

. Almaraz e outras coisas m...

. A propósito do 1º de Deze...

. Rio das Flores

.arquivos

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Outubro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sábado, 20 de Fevereiro de 2016

Políticas Culturais

BME 002.JPG

 

A política cultural, enquanto conjunto de medidas e iniciativas de apoio institucional promovidas pela administração pública ou organizações civis, concretiza-se por uma série de direitos reconhecidos aos cidadãos. Por seu lado, o processo histórico de constituição da política cultural, em sentido estrito, como categoria de intervenção pública do Estado é um fenómeno relativamente recente, conforme adianta Albuquerque (2011).

“Ora, em Portugal, a génese da cultura como categoria de intervenção pública é relativamente recente, e a sua institucionalização, ou mesmo a existência de «políticas culturais públicas», é (ainda) amplamente questionada”. (Albuquerque, 2011: 95).

 

A política de informação, perfilando-se no âmbito da política cultural, é atualmente reconhecida como um direito, evoluindo de acordo com o ritmo da evolução social, ou seja, com o surgimento da necessidade de diferentes tipos de informação num determinado momento histórico, mas também com as exigências económicas, sociais e profissionais de determinada época.

 

Na mesma linha de pensamento, Campillo Garrigós (1998) defende a ideia de que a política de informação e a política cultural convergem na política bibliotecária. O âmbito decisório tem lugar tanto na política cultural como na política de informação.

Garcia Martínez (2005) considera ainda a informação científica e técnica integrando-a nas estruturas de decisão científica, distinguindo-a da informação geral que corresponde às necessidades formativa, informativa ou recreativa que, historicamente, se identificam com a leitura pública e que se inserem na política cultural em geral.

As políticas culturais, tal como as conhecemos actualmente, têm origem no século XX. Bouzada Fernández (2007) situa a origem das políticas culturais no período compreendido entre os anos trinta e os anos sessenta do século XX.

As políticas culturais resultam da relação estabelecida entre os agentes políticos e os agentes culturais, como seguidamente demostraremos.

Para Dubois (1999), são designadas políticas culturais os processos institucionais, ou seja, práticas de intervenção que vêm agregar e dar sentido a um conjunto necessariamente heteróclito de atos, discursos, despesas e práticas administrativas.

Silva (2003) entende a política cultural como um sistema de relações entre lugares, recursos e sujeitos, dotado de autonomia estrutural que é produzido fundamentalmente pelos agentes políticos, a montante das instituições e dos agentes culturais.

A afirmação das políticas culturais como essencialmente públicas, é defendida por Costa (1979) “As políticas culturais contemporâneas são no essencial políticas públicas (estatais ou não só – é outra questão a debater), geradas em contexto de reflexividade social institucionalizada e objeto de controvérsia no espaço público” (Costa, 1979: 11).

Mais recentemente, Garcia Martínez (2005) entende que as políticas culturais se devem fundamentalmente à implantação do modelo de Estado de bem-estar social na Europa, e assim coloca-as em meados do século XX, no caso do continente europeu. As políticas culturais são, sob este prisma, reflexo dos avanços civilizacionais que se vão enunciando na filosofia das Luzes, na assunção do ideal de cidadania saído da Revolução Francesa (1789), no processo de consciência da liberdade do sujeito/indivíduo, em ordem à progressão dos movimentos liberais que se expressam claramente a partir do século XIX.

“La idea del hombre como protagonista del progreso social conduce al reconocimiento jurídico del derecho a la cultura, como derecho humano a tener acceso y participar en la vida cultural de la comunidad. Este derecho a la cultura es el elemento fundamental de la política cultural moderna.” (Garcia Martínez, 2005: 21)

Parece-nos claro que para além das referências aos avanços civilizacionais de expressão cultural devidos, nomeadamente ao movimento das Luzes, ao enciclopedismo e à valorização da ilustração dos indivíduos, haverá que contar também com o ideário da Revolução Francesa, a crescente consciência da cidadania e o liberalismo, corrente que concedeu primazia à realização do indivíduo.

Por seu turno, devemos igualmente considerar a influência do pensamento social marxista da consideração do direito democrático do usufruto dos bens culturais, da democratização das políticas culturais abrangendo todas as classes e, igualmente, da afirmação do direito à informação, à cultura e ao conhecimento como bens que, democraticamente, devem estar ao alcance de todos. Esta influência é claramente visível no período «áureo» das políticas culturais (anos cinquenta e sessenta do século XX) e, consequentemente, teve os seus reflexos nas políticas biblioteconómicas do pós-guerra, coincidindo com o período compreendido entre a década de trinta e a de sessenta do século passado, a que alude Garcia Martínez (2005).

Albuquerque, Luísa Arroz (2011) - “Política cultural: conceitos e tipologias”, Cadernos PAR, nº 4 (Mar.), pp. 91-97. 

Campillo Garrigós (1998) – La gestion y el gestor del patrimonio cultural, Murcia: Editorial KR.

Garcia Martínez, Ana Teresa (2005) - Sistemas bibliotecários. Análisis conceptual y estructural, Gijón: Edições Trea.

Dubois, V. (1999) - La politique culturelle – genése d’une catégorie d’intervention publique, Paris: Ed. Belin

Costa, Rui Barbot (1979) - Para o estudo do analfabetismo e da relutância à leitura em Portugal, Porto: Brasília Editora.

 

 António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:17
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
13
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.favorito

. Tanto tempo e tão pouco ...

. Rebooting Public Librarie...

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds