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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016

Os Beatos, inscritos como registo da Memória pela UNESCO.

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Dois importantes manuscritos, dos scriptoria portugueses, foram inscritos como registo da Memória pela UNESCO.   O Apocalipse de Lorvão e o Comentário ao Apocalipse do Beato de Liébano.  O Apocalipse de Lorvão, que pertenceu ao Morteiro de Lorvão, encontra-se na Torre do Tombo e o Comentário ao Apocalipse do Beato de Liébano está na Bibblioteca Nacional de Portugal  e era propriedade do Mosteiro de Alcobaça.

A história destes manuscritos começa em 786 com a redacção por parte de um Monge de nome Beato (o masculino de Beatriz)  de um comentário ao Apocalipse de S. João. O Monge pertencia ao  Mosteiro de San Martin de Turieno, actualmente Santo Toríbio de Liébana localizado em Liébana, na Cantábrica, Picos da Europa.

As razões porque Beato de Liébana escreveu o comentário ao apocalipse de S. João, terá a ver com a obrigatoriedade da leitura do apocalipse regulamentada no quarto Concílio de Toledo, em 633.  Vivia-se também um tempo de profecias Bíblicas que anunciavam o fim do Mundo, e não seria também alheio o clima de invasão e conquista de terriório por parte das invasões Mouras. O próprio local de escrita dos comentários é a região reduto de defesa dos cristão antes da reconquista.  

Este comentário  e as cópias  são conhecidos por “Beatos” e definem este grupo específico de manuscritos produzidos entre os séculos VIII e XIII, cujo original, o do Beato de Liébana se perdeu. O de Lorvão, copiado do original  pelo monge  Egas, é um dos cerca de trinta “Beatos” existentes.

O Mosteiro de Lorvão situa-se no actual concelho de Penacova no Vale denominado Cova dos Loureiros. Parece ter sido fundado em meados do século IX.  O seu scriptorium era o terceiro mais importante em Portugal e um dos mais importantes da Península Ibérica. Em Portugal o mais importante era o se Santa Cruz de Coimbra, seguido do de Alcobaça.

Segundo Maria Adelaide Miranda o scriptorium de Lorvão marca a sua individualidade estilística pela simplicidade e estilização formal, reminiscente de um cristianismo primitivo que também se encontra na arte cisterciense e mesmo na almoáda. Dada a localização e a época do mosteiro, os monges daqui, seriam de alguma forma influênciados pela cultura moçárabe, na opinião de Ana Oliveira Dias.

Assim, e ainda na opinião de Maria Adelaide Miranda comentário ao apocalipse de Lorvão, terá constituído, esteticamente, uma reprodução de um modelo moçárabe. São 221 fólios em pergaminho com 345x245mm. De 29 linhas a duas colunas. Usa o negro (de carvão). Amarelo (auripigmento), laranja (vermelho de chumbo) e vermelho (vermelhão). Em latim com escrita gótica.  Todos estes pigmentos são altamente tóxicos. (Quem não se lembra do “Nome da Rosa”).

Fontes:

Maria Adelaide MIRANDA -  “A iluminura românica em Portugal”, in A iluminura em Portugal. Identidade e Influências

Ana de Oliveira Dias  - Commentarium in Apocalypsin: o número e a forma geométrica na tradição simbólica das ilustrações do «Beato» de São Mamede de Lorvão. 2012.

 

publicado por antonio.regedor às 16:03
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