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Terça-feira, 17 de Maio de 2005

Agora os livros, em seguida os homens

Natália Sarmento – 4.º CTDI


Entre o período 1933 e 1945, foram queimados à volta de 100 milhões de livros numa Europa ocupada por Hitler. A primeira fogueira foi em Berlim mais precisamente a 10 de Maio de 1933.
Assistiram à “cerimónia” o ministro da propaganda do Reich, Joseph Goebbels (nazi com educação superior em literatura e filosofia, o que era um caso raro na altura), nesta “festa” contou também com a presença de fanfarras e hinos. Heinrich Heine profetizavara 100 anos antes, “Onde se queimavam livros, acabarão por se queimar pessoas”. Queimaram-se mais de 25 mil livros, ficou gravada para a História como o primeiro auto-de-fé europeu pós-inquisição.
Alguns deles provinham da biblioteca de Magnus Hirschhgeld. Os livros de autores alemães de origem judaica eram os mais sancionados. No entanto, também os livros de escritores ingleses eram banidos, nomeadamente. Ernest Hemingway, Jack London, Upton Sinclair, John Dos Passos, H. G. Wells, Sinclair Lewis ou Aldous Huxley. Durante a censura não era bem claro quais os livros que se podiam ou não ler, aumentando mais o medo e a insegurança, uma vez que, não se sabia se estava a infringir a lei.
Todavia, eram proibidos os livros de ordem socialista e comunista, ou seja, contrários ao modo de vida dos alemães; os que questionassem sobre sexualidade; os que deturpassem a história alemã e as suas grandes figuras; os textos jornalísticos democrático-judeus, os que desrespeitassem o comportamento dos soldados durante a grande guerra, etc.
Durante este conflito universal, num programa radiofónico dos EUA, teatralizavam-se os autos de fé praticados na Alemanha, reproduzindo com ditério a célebre fala do judeu Shylock na peça de Shakespeare – O mercador de Veneza: “Um livro é um livro. É papel, tinta e impressão. / Se o apunhalam, não sangra…Se o queimam, não grita. / Queimem-se milhares, queime-se um milhão. / Que diferença pode isso fazer?”
Posteriormente, nos campos de concentração, com o fumo dos fornos crematórios no horizonte, era na memória dos livros que alguns detidos obtinham certo amparo imaginável.


Bibliografia
"Expresso". (Abr. 2005) 33-35.

publicado por antonio.regedor às 12:16
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