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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Financeirização do processo de produção científic

GAP.png

Geopolitics of Academic Production

http://knowledgegap.org/

 

 

 

 

O meu amigo Luís Borges Gouveia , traz-me ao conhecimento mais um artigo acerca da publicação científica e oriundo da Universidade de Toronto no Canadá.  Posada, Alejandro e Chen, George [2017]  “Publishers are increasingly in control of scholarly infrastructure and why we should care. A case study of Elsevier”. University of Toronto Scarborough.   Esta Universidade está a produzir trabalho de investigação sobre a edição científica, as empresas que a editam e o domínio que tendo sobre o mercado que se reflecte no controlo da infraestrutura académica.

Já escrevi sobre este tema, alertando para a mudança de paradigma da publicação, que enormes implicações produz no modo de produção científica. O último foi “Edição científica. Pirataria e Acesso Aberto” em 10 de Outubro de 2017 no http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/edicao-cientifica-pirataria-e-acesso-165716 anteriormente tinha referido os dois grandes gigantes da edição científica sendo um deles a Elsevier, objecto de estudo deste novo artigo de Posada e Chen.  Foi também em http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/crescimento-da-industria-de-edicao-158201 com o título: “Crescimento da indústria de edição científica” em 21 de Março de 2017.

Tudo começa quando as empresas de publicação científica ocupam o terreno deixado vago pels editoras institucionais. Imensas editoras foram sugindo no mercado. E o mercado tornou-se um negócio para empresas financeiras que foram efectuando aquisições e dominam hoje o mercado. Serão umas seis empresas, sendo a Elsevier que agora é objecto deste caso de estudo uma delas, com 16,4 % de toda a publicação  em Ciências Sociais e Humanas.

Essas financeiras que controlam as editoras estão investindo no segmento das ferramentas de análise de dados. Dessa forma passama controlar o conjunto do ciclo de produção científica. E também por isso passam a ter possibilidade de controlo sobre os investigadores e daí à determinação das frentes de pesquisa  será o último e pequeno salto.

Posada e Chen  [2017] alertam para duas possíveis consequências. O aumento da dependência dos investigadores e das instituições e o aumento da desigualdade global do conhecimento. 

E dessa forma o controlo de todo  processo de produção científica passa para a mão de empresas financeiras. Podemos estar a falar de financeirização do conhecimento.

O artigo refere ainda as questões do valor da investigação que as empresas de edição não pagam e o facto de lucrarem por esse valor não remunerado aos investigadores.

Concluem os autores  que  “a comunicação académica não deve ser apenas aberta, mas também deve ser sem fins lucrativos.” E que  “Existe uma necessidade urgente das comunidades de investigação e das agências públicas de colaborarem em  recuperar a infraestrutura em torno do processo de produção de conhecimento académico.” Posada e Chen. [2017]

Consideramos que é importante continuar a desenvolver a política de  Repositórios de Acesso Aberto e que as feramentas e serviços de análise de dados de citações e factores de impacto passem por instituições públicas de modo a garantir maior independência aos investigadores e maior transparência no acesso aos investimentos canalizados por via desses rankings. 

 

António  Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:05
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