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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017

Ensino Superior. Ranking

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Avaliação de Instituições de Ensino Superior  no ranking  “SIR IBER 2017”

A Revista Internacional de Información y comunicación publica um  “Ranking Iberoamericano de Instituciones de Educación Superior 2017”.  É o “SIR IBER 2017 SCImago Institutions Rankings”.  O  “El SCImago Institutions Rankings de Iberoamérica (SIR IBER)” é uma classificação, entre outras, das Instituições de Ensino Superior, baseada na sua produção científica  durante os  cinco anos anteriores.

Dados da Unesco de 2015 referem que o conhecimento científico mundial produz cerca de dois milhões de trabalhos científicos.

A avaliação da actividade científica apoiada em métodos bibliométricos  tem sido considerada e aceite até ao momento pela comunidade científica. 

Tem sido este modelo de avaliação da produção científica a base para a tomada de decisões e de financiamento.

A detecção de algumas limitações a este paradigma,  fruto da transferência da visibilidade  também da actividade científica para o espaço da WEB,   tem originado a sua ruptura no sentido de se terem vindo a adicionar outros tipos de medições.  Não se produziu ainda uma ruptura Popperiana , mas não se  tendo abandonado ainda o anterior paradigma estamos em nítida mudança. O paradigma anterior não comporta todas as alterações que a WEB pressiona.   

As próprias bases de dados  dão-se  conta disso, e simultâneamente são agentes de mudança.

No caso da SCImago Research Group, desde 2009 desenvolve a SCImago Institutions Rankings (SIR) como ferramenta de análise da avaliação de instituições de produção científica.  Este Ranking SIR publica dois grupos. O SIR World para a actividade científicamundial, e o SIR IBER para a actividade científica de Espanha, Portugal e países da América latina. Este ranking classifica as instituições de ensino superior  do mundo iberoamericano que tenham publicado pelo menos um trabalho em revistas científicas indexadas na Scopus durante os cinco anos anteriores.

Factores de medição:

Investigación – indicador obtido a partir das publicações na  Scopus.  Constitui 50% para o indicador do ranking.

Innovación – capacidade da instituição  desenvolver patentesa fonte deste indicdor é Patstat3. Constitui 30% para o indicador do ranking.

Impacto Social  - Examina os esquemas de publicação na WEB. As  fontes são  o Google e  a Ahrefs4.  Constitui 20% para o cálculo do ranking. 

Em 2017 havia um total de 1 607 organizações quepublicaram em revistas indexadas na Scopus. O mundo iberoamericano representa 21,7% deste universo.

Enquanto que 65% das instituições se concentram em cinco países, : Brasil (28%), México (18%); Colombia (9%), Argentina (6%) y Perú (4%), a produção científica concentra-se em Espanha(37%) e no  Brasil (27%).

Bibliografia

Bornmann, Lutz (2017). Measuring impact in research evaluations: a thorough discussion of methods for, effects of and problems with impact measurements.

Moed, Henk F. (2009). New developments in the use of citation analysis in research evaluation. Archivum Immunologiae et Therapiae Experimentalis, 57, 13. https://doi.org/10.1007/s00005-009-0001-5

UNESCO. (2015). Research Evaluation Metrics. http://unesdoc.unesco.org/Ulis/cgibin/ulis.pl?catno=232210&set=00580A04D3_0_61&gp=0&lin=1&ll=1 Van Raan, Anthony F. (2004). Measuring Science.

Waltman, Ludo (2016). A review of the literature on citation impact indicators. Journal of Informetrics, 10(2), 365-391.

Wilsdon, James; Allen, Liz; Belfiore, Eleonora; Campbell, Philip; Curry, Stephen; Hill, Steven; Johnson, Ben (July, 8th 2015). Metric Tide - Higher Education Funding Council for England. The Metric Tide: Report of the Independent Review of the Role of Metrics in Research Assessment and Management: https://doi.org/10.13140/RG.2.1.4929.1363 http://www.hefce.ac.uk/pubs/rereports/year/2015/metrictide

 

http://www.elprofesionaldelainformacion.com/index.html

 

Lista das Instituições de ensino superior portuguesas do ranking  SIR IBER 2017

1 Universidade de Sao Paulo

2  Em Portugal 1 Universidade de Lisboa

6 Em Portugal 2 Universidade do Porto

23 Em Portugal 3 Universidade de Coimbra

26 Em Portugal 4 Universidade de Aveiro

27 Em Portugal 5 Universidade do Minho

30 Em Portugal 6 Universidade Nova de Lisboa

99 Em Portugal 7 Universidade de Tras-os-Montes e Alto Douro

101 Em Portugal 8 Universidade da Beira Interior

103 Em Portugal 9 Universidade do Algarve

116 Em Portugal 10 Instituto Politecnico do Porto

128 Em Portugal 11 Universidade de Evora

131 Em Portugal 12 ISCTE Instituto Universitario de Lisboa

155 Em Portugal 13 Instituto Politecnico de Lisboa

165 Em Portugal 14 Universidade Catolica Portuguesa

177 Em Portugal 15 Instituto Politecnico de Coimbra

193 Em Portugal 16 Instituto Politecnico de Braganca

197 Em Portugal 17 Universidade dos Acores

204 Em Portugal 18 Instituto Politecnico de Leiria

212 Em Portugal 19 Universidade da Madeira

232 Em Portugal 20 Instituto Politecnico de Setubal

233 Em Portugal 21 Universidade Lusofona de Humanidades e Tecnologias

247 Em Portugal 22 Universidade Fernando Pessoa

272 Em Portugal 23 Cooperativa de Ensino Superior, Politecnico e Universitario

277 Em Portugal 24 Instituto Politecnico de Viseu

288 Em Portugal 25 Instituto Superior de Psicologia Aplicada

289 Em Portugal 26 Universidade Aberta

321 Em Portugal 27 Instituto Politecnico de Viana do Castelo

328 Em Portugal 28 Instituto Politecnico do Cavado e do Ave

332 Em Porrtugal 29 Instituto Politecnico de Castelo Branco

381 Em Portugal 30 Instituto Superior da Maia

394 Em  Portugal  31 Nova School of Business and Economics

397 Em Portugal 32 Instituto Politecnico de Tomar

415 Em Portugal 33 Egas Moniz Cooperativa de Ensino Superior

430 Em Portugal 34 Universidade Lusiada

433 Em Portugal 35 Instituto Politecnico de Santarem

446 Em Portugal 36 Instituto Piaget - Cooperativa para o Desenvolvimento Humano, Integral e Ecológico, CRL P

450 Em Portugal 37 Instituto Politecnico da Guarda

459 Em Portugal 38 Instituto Politecnico de Beja

463 Em Portugal 39 Universidade Europeia

474 Em Portugal 40 Instituto Politecnico de Portalegre

501 Em Portugal 41 Universidade Portucalense Infante D. Henrique

513 Em Portugal 42 Escola Universitaria Vasco da Gama

513 Em Portugal 42 Universidade Lusofona do Porto

529 Em Portugal 44 Escola superior de Enfermagem do Porto

530 Em Portugal 45 Academia Militar PRT

533 Em Portugal 46 Universidade Autonoma de Lisboa

540 Em Portugal 47 Universidade Atlantica

553 Em Portugal 48 Instituto Superior Dom Afonso III

553 Em Portugal 48 Instituto Superior Miguel Torga

556 Em Portugal 49 Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

566 Em Portugal 52 Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

567 Em Portugal 53 Instituto Superior de Ciencias Educativas

577 Em Portugal 55 Escola Superior de Saude de

577 Em Portugal 55 Escola Universitaria das Artes de Coimbra

578 Em Portugal 56 Escola Superior de Educacao Joao de Deus

579 Em Portugal 57 Escola Superior de Artes e Design

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Gestao

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Linguas e Administracao, Leiria

579 Em Portugal 57 Instituto Superior de Saude do Alto Ave

580 Em Portugal 58 Escola Superior Artistica do Porto

580 Em Portugal 58 Escola Superior de Educacao de Paula Frassinetti

580 Em Portugal 58 Instituto de Estudos Superiores de Fafe

580 Em Portugal 58 Instituto Superior Politecnico Gaya

582 Em Portugal 59 Instituto Portugues de Administracao e Marketing, Lisboa

 582 Em Portugal 59 Instituto Superior Bissaya Barreto

http://www.elprofesionaldelainformacion.com/index.html

 

publicado por antonio.regedor às 17:50
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Quarta-feira, 15 de Novembro de 2017

ALMARAZ E OUTRAS COISAS MÁS

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É um livro sobre o nuclear, coordenado por António Eloy.

Tem mais de trinta colaborações que abordam de diversas formas as questões e as actividades contra a poderosa indústria da produção de plutónio agregada ao nuclear de produção energético. É todo um mundo político, financeiro e industrial e militar que tem alguns combatentes e que neste livro dão testemunho na priemira pessoa. 

A primeira apresentação do livro será em Cuenca no dia 24 de Novembro, onde estarão cerca de dez colaboradores.

No  dia 7 de Dezembro, entre as 19 e as 21 horas, será o lançamento nacional  será na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa.

 

São colaboradores:

 

António J.Regedor,

António M. Redol,

António Sá da Costa

Carla Graça

Carlos Laia,

Carlos Pimenta & Henri Baguenier,

(Chema)José Mazon,

Francisca(Paca)Blanco,

Francisco(Paco)Castejon,

Francisco Ferreira,

Isabel do carmo,

João Joanaz Melo

João Paulo Cotrim,

José Luiz A. Silva,

José Martins de Carvalho

José Ramon Barrueco,

Manuel Collares Pereira,

Luís Silva,

Miguel Manzanera,

Mila Simões Abreu,

Nuno Farinha,

Nuno Sequeira,

Paulo T, Santos,

Pedo T.da  Mota,

Raquel Montón,

Romão Ramos,

Susana Fonseca & Nuno Borge,

Viriato Soromenho Marques,

Yolanda Picaso.

 

publicado por antonio.regedor às 12:14
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Domingo, 5 de Novembro de 2017

DÍVIDA E SOMBRA

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O site http://www.visualcapitalist.com/ publica um gráfico com a dívida mundial (63 Triliões de dólates).  Relaciono esta informação com uma nova preocupação.  A da banca sombra que vai para além destes números e não é, neste gráfico contabilizada.

Há, mundialmente,  uma dívida, pública e privada,  que é visível e contabilizada. Mas há também a par desta uma outra dívida que está na sombra e não se lhe conheçe a real dimensão.

De acordo com  Eric Toussaint, durante os anos 70 a 90 verificou-se a desregulação  que veio a dar na política de subprime e no  desastre da falência do Lehman Brothers e doutros bancos.

Com isso emergiu a crise financeira que “desde 2007, nenhuma das falências bancárias foi causada por essa falta de pagamento. Nenhum dos resgates bancários levados a cabo pelos Estados teve como causa a suspensão de pagamentos por parte de Estados sobreendividados”.(Toussaint).

Essa crise, essa desregulação, essas falências de bancos geridos por imprudência, ganaância e crime, está a ser paga pelos contribuintes.

Mas mal resolvido um problema, logo surge outro. Agora é a dívida sombra, a que resulta de empréstimos feitos por entidades que estão fora de qualquer mecanismo de regulação.

Esta dívida sombra é já uma enorme preocupação.

O Shadow Banking, ou actividade bancária sombra, é já um enorme problema. É algo de que se fala pouco e apenas é atendida por poucos economistas mais atentos e menos “teologizados”  pela religião do mercado ultraliberal e desregulado.  A este novo perigo se referem  Francisco Louçã e  Michael Ash no livro “Sombras.  A  desordem financeira na era da globalização” acabado de editar pela Bertrand.

O problema é já muito grave nos Estados Unidos e China. Calcula-se que nestes países, perto de   40% do total do crédito seja sombra. ( Bloomberg    https://www.bloomberg.com/view/articles/2017-03-28/shadow-banking-is-getting-bigger-without-getting-better  ).

Para estes autores uma nova crise é dada como certa.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:40
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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

Cinema e literatura, as imagens em movimento

Cartaz Cinanima 2017.jpg

 

 

Espinho prepara-se  para a    41ª Edição do CINANIMA – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

 

Será de  6 a 12 de novembro e vai exibir 104 filmes de 24 países. Entre eles estarão  4 Longas-metragens.

 

Na homenagam que  o  CINANIMA  prestará Artur Correia  (autor de alguns dos maiores momentos do cinema de animação português),  será  exibido  o primeiro episódio de “O Romance da Raposa”, série baseada no texto homónimo de 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:28
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2017

A paisagem pertence a quem a sabe olhar

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Recentemente a escritaria homenageou Miguel Sousa Tavares. Relembro um dos seus livros: “No teu deserto, Quase romance” editado pela Oficina do Livro em 2009. E dele  registo estas três citações:

“Na verdade, o deserto não existe: se tudo à sua volta deixa de existir e de ter senido, só resta o nada.” p. 49

“- A a terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar.” p. 51

“Tudo o que horas antes era paz, agora era caos, desordem, violência absurda. Puxaste-me a cabeça para o teu ombro e eu encostei-me a ti. Passaste-me o braço pelas costas e não sei quanto tempo fiquei assim até adormecer de exaustão.” p. 95

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:07
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

A tua citação preferida

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Esta imagem dá o mote para muitas citações que aparecem não apenas nas redes sociais, mas em muito do que é escrito em vários locais. Blogues, trabalhos escolares, relatórios profissionais, até mesmo trabalhos académicos.  Nem sempre é por mal. É mais  por descuido e até por ignorância. Os mais antigos não foram ensinados a referir a fonte do que citavam. A citação, mesmo no ensino superior, era desvalorizada, porque a fonte era normalmente a sebenta (caderno de apontamentos de determinado professor, que passava de mão em mão, de curso para curso, de ano para ano, sempre igual. Sem citação, mas com autoridade de sebenta).  A descrição do documento já não é apenas coisa de biblioteca e segredo de bibliotecário.  A escola,  hoje, ensina e exige a citação. O livro único deu lugar ao  uso da biblioteca. E a diversidade e pluralidade de fontes de informação dá lugar à pesquisa livre  e realização de trabalhos que necessariamente terão de citar os documentos utilizados.  A citação deverá indicar o autor, a publicação com data e as páginas onde foi publicada, ou a pagina electrónica como  agora é mais comum.  O mais vulgar ver-se é: AUTOR (data: pagina), o que neste caso exige referência bibliográfica no final do documento.  Acerca das referências bibliográfica, falaremos noutra altura dada a sua maior diversidade e complexidade.

 

publicado por antonio.regedor às 12:07
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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

Ele, O Livro. Transforma-se. Não acaba.

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Transforma-se. Não acaba.

 

Influenciados pelos hábitos digitais da geração milénio, vários autores têm anunciado o fim das bibliotecas. Que as novas condições digitais lhes ditam o fim. Mas não. O que estes futuristas dizem não se concretizará.

A biblioteca não acabará, não morrerá. Apenas se transformará. Não vai desaparecer o livro em papel, como não desapareceu o documento em pergaminho, nem o livro manuscrito, nem mesmo os incunábulos que são tão poucos comparando com toda a edição e até com a produção manuscrita. E todos esses vão continuar a ter necessariamente custódia, conservação, preservação e restauro quando necessário. E obviamente irão por razões de valor intelectual e patrimonial ser objecto de transferência de suporte, desmaterializados e lidos já como digital, mas sem que desapareçam. E para tudo isto a biblioteca irá continuar a existir, até mesmo para a paradoxal desmaterialização, por razões de comodidade e preservação.

Mas continuará a existir para a gestão da informação. Para gerir e custodiar os novos repositórios digitais. Para os avaliar e indexar garantindo o seu fornecimento e difusão. A informação por si só não chega da forma eficiente ao destinatário se for objecto de produção de metainformação que lhes permita a melhor e mais eficiente pesquisa, retirando-a do amontoado ruidoso da pesquisa por palavra.

A biblioteca também continuará a existir biblioteca para os encontros físicos que são condição da humanidade. Espaços de encontro com os escritores, editores, leitores, para os debates literários, a representação de peças, leituras de poesia ou prosa, exposições, colóquios.

E será também ponto de encontro da comunidade, local de discussão dos seus problemas. Espaço de cidadania.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:15
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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

Folio

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Cidades que se destacam pelos eventos literários, ganham visibilidade, públicos, economia.

Lembro-me de Beja e da palavras andarilhas,  há dias estive em Penafiel na escritaria, neste momento está a decores o “Folio” Festival  Literário Internacional de Óbidos.  É a  própria organizaçaãoque afirma: “ No primeiro Folio, em 2015 inventámos o verbo “literar” e fizemos de Óbidos um local de encontro. Escritores, alunos, professores, editores, estudiosos, livreiros e todos aqueles para quem a palavra e a literatura eram profissão e inspiração. Foi uma Babel.” Estou convicto que hoje são muito mais que esses. São novos e velhos, locais e forasteiros, letrados e curiosos. Gente que usufrui da oferta cultural que o fextival disponibiliza. Comécio e serviços locais que se esforçam por proventos económicos que se proporcianam. Cida que se sente em cidade que se mobiliza pela literacia e cultura.

“São livros e escritores. Aulas e filmes. Exposições e mostras. Concertos. Acertos. Desconcertos. E todas as outras surpresas que só poderá testemunhar estando presente aqui.”

A página do programa  http://foliofestival.com/21outubro/# ofere-nos um festival onde o tema central é revolução. E sos colóquios abordam tem+aticas como:  “Papa Francisco. A Revolução Imparável”.   E também “Os serviços Secretos e as Revoluções”,  ou ainda “Revoltas, insurreições e revoluções” .  Mas  não contentes ainda: Revoluções Literárias: “Literatura Portuguesa na China e Literatura Chinesa em Portugal”.

Há também filme comentado e colóquio sobre Matemática e Literatura.

E toda a urbe é palco da iniciativa que decorre na Praça, na Igreja, na livraria, no museu, na galeria, no auditório.

E tudo isto acompanhado desta programação  https://obidos.bol.pt/  de  espectáculos musicais.

Com criatividade, singularidade e inonação a literatura tem vindo a ser valorizada. Os bons exemplos são para repelicar com as diversas diferenciações que os tornem particulares e por isso apelativos.

 

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:25
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Domingo, 22 de Outubro de 2017

Escritaria

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ESCRITARIA

 

É já uma normalidade em Penafiel. Durante vários dias, a cidade passa a escritaria. Pendões, paineis, frases gravadas nos muros, caixas para arrumos de de livros ou outras escritas nas ruas. Montras escrituradas, decoradas com motivos de escrita, vestidos de livros asas de folhas de livros, folhas que saem de máquinas, canudos escritos que sobressaiem nas montras, fotos de outras escritarias. Exposições, leituras encenadas e apontamentos de livros em cena tudo muito bem ligado com piano de Chopin. O teatro faz-se no exterior. Feira de livro, autógrafos.  Vendem-se livros, castanhas assadas.  O almoço é excelente, o vinho bom e o preço agradavelmente económico, tudo servido com  simpatia.  Compra-se abóbora  de que mais tarde se fará compota.   Toma-se café com pastel, compra-se tabaco e joga-se no euromilhões.  A economia mexe, cresce em Penafiel com a escritaria. Da biblioteca à feira do livro onde decorrerá a sessão de autógrafos, percorre-se a avenida.  A loja de pronto a vestir tem um vestido com folhas de livro e um top com págins do “equador” . Na montra seguinte um “cocar” de penas das páginas de “Não te deixarei morrer, David Crockett”. A loja de calçado desportivo tinha uma linha sóbria e distinta  vitrine com ciclindros feitos de cartazes da escritaria. E para todas as montras não podia deixar de se olhar. Miguel  Sousa Tavares autografou esta 10ª edição.

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:14
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Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Financeirização do processo de produção científic

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Geopolitics of Academic Production

http://knowledgegap.org/

 

 

 

 

O meu amigo Luís Borges Gouveia , traz-me ao conhecimento mais um artigo acerca da publicação científica e oriundo da Universidade de Toronto no Canadá.  Posada, Alejandro e Chen, George [2017]  “Publishers are increasingly in control of scholarly infrastructure and why we should care. A case study of Elsevier”. University of Toronto Scarborough.   Esta Universidade está a produzir trabalho de investigação sobre a edição científica, as empresas que a editam e o domínio que tendo sobre o mercado que se reflecte no controlo da infraestrutura académica.

Já escrevi sobre este tema, alertando para a mudança de paradigma da publicação, que enormes implicações produz no modo de produção científica. O último foi “Edição científica. Pirataria e Acesso Aberto” em 10 de Outubro de 2017 no http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/edicao-cientifica-pirataria-e-acesso-165716 anteriormente tinha referido os dois grandes gigantes da edição científica sendo um deles a Elsevier, objecto de estudo deste novo artigo de Posada e Chen.  Foi também em http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/crescimento-da-industria-de-edicao-158201 com o título: “Crescimento da indústria de edição científica” em 21 de Março de 2017.

Tudo começa quando as empresas de publicação científica ocupam o terreno deixado vago pels editoras institucionais. Imensas editoras foram sugindo no mercado. E o mercado tornou-se um negócio para empresas financeiras que foram efectuando aquisições e dominam hoje o mercado. Serão umas seis empresas, sendo a Elsevier que agora é objecto deste caso de estudo uma delas, com 16,4 % de toda a publicação  em Ciências Sociais e Humanas.

Essas financeiras que controlam as editoras estão investindo no segmento das ferramentas de análise de dados. Dessa forma passama controlar o conjunto do ciclo de produção científica. E também por isso passam a ter possibilidade de controlo sobre os investigadores e daí à determinação das frentes de pesquisa  será o último e pequeno salto.

Posada e Chen  [2017] alertam para duas possíveis consequências. O aumento da dependência dos investigadores e das instituições e o aumento da desigualdade global do conhecimento. 

E dessa forma o controlo de todo  processo de produção científica passa para a mão de empresas financeiras. Podemos estar a falar de financeirização do conhecimento.

O artigo refere ainda as questões do valor da investigação que as empresas de edição não pagam e o facto de lucrarem por esse valor não remunerado aos investigadores.

Concluem os autores  que  “a comunicação académica não deve ser apenas aberta, mas também deve ser sem fins lucrativos.” E que  “Existe uma necessidade urgente das comunidades de investigação e das agências públicas de colaborarem em  recuperar a infraestrutura em torno do processo de produção de conhecimento académico.” Posada e Chen. [2017]

Consideramos que é importante continuar a desenvolver a política de  Repositórios de Acesso Aberto e que as feramentas e serviços de análise de dados de citações e factores de impacto passem por instituições públicas de modo a garantir maior independência aos investigadores e maior transparência no acesso aos investimentos canalizados por via desses rankings. 

 

António  Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:05
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