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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

Escola Comercial Oliveira Martins. Rua do Sol

3 Oliveira Martins.jpg

 Praça da Batalha. A grande praça interface de eléctricos, autocarros e camionetas de longo curso. A praça do S. João, teatro das óperas, concertos e representações líricas ou dramáticas. Dos cinemas e Hotéis. Também dos cafés com salões de bilhares e tascas de presunto e tinto. Daí em diante, era a pé até à capela dos alfaiates, na porta do sol. Aí a rua estreita, e ensombra. A altura das casas oculta o sol e dá à rua um tom mais húmido que a noite envolve os seres em vultos indefinidos. Corrida a escura rua, e já quase no seu término, em frente a um bar de alterne, abre-se um portão recuado na defesa de um muro em meia lua. Passada a barreira e com os raios de luz pela frente, o caminho avança ladeado por dois socalcos e cortina verde. Caminha até ao lago ao centro do pátio e entrada da casa. Aí, o caloiro, passará a sua primeira prova enfrentando um veterano tribunal formando duas alas que terá de transpor. No final, desfraldado pelos impactos, ainda terá de proferir o discurso da pulga. Perceberá que há um novo código de vida. Desvinculando-se da ignorância entrará na casa de aprendizagem e iniciará a construção do seu próprio conhecimento. Será parte de um grupo especialmente treinado. Terá a vinculação que o reconhecerá por qualquer dos seus pares quando enuncia Escola Comercial Oliveira Martins.

 

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 19:19
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

Manuel António Pina

https://vimeo.com/36356393?ref=fb-share

 

manuel-antonio-pina011449b0a9_400x225.jpg

 Este o Pina das  prolongadas conversas no orfinho, e dos gambosinos, a associação cultural a que ambos pertencemos.  

publicado por antonio.regedor às 20:08
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

A NUCLEAR EM PORTUGAL

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A luta contra o nuclear em Portugal começou há quarenta anos . Foi em 1978. Em Ferrel. Caldas da Raínha.

No entanto a opção nuclear tinha começado muitos anos antes, no rescaldo da guerra, em meados do século XX. No final da primeira metade do século XX passou a haver grande procura de urânio. Estados Unidos da América e Inglaterra eram os maiores compradores. Para as bombas nucleares, era necessário cindir Urânio em centrais nucleares. O resultado era a produção em larga escala de Plutónio necessário às bombas. Iniciou-se o paradigma da produção de electricidade pela nuclear.

Facilitava a Portugal ter minas de urânio e em 1947 ser o terceiro produtor mundial.

Em 1952 o Instituto de Alta Cultura (IAC) iniciou os estudos de energia nuclear em Portugal. Seguiu-se-lhe a Junta de Energia Nuclear (JEN) criada pelo Decreto-Lei n.º 39580, de 29 de março de 1954 e que ficou na dependência directa da Presidência do Conselho, ou seja, do ditador Salazar. Tal seria a importância que se lhe dava, por razões de estratégia militar , claro. Daí que na sua direcção viesse a estar o General Kaúlza de Arriaga e para um dos departamentos um Coronel.

Com um plano de construção aprovado em 1955, entrou em funcionamento no ano de 1961 o Laboratório de Física e Engenharia Nucleares.

Em 1971 um estudo previa que em 1978/1978 fosse instalado um primeiros grupo nuclear de 400MW ou de 600MW, seguindo-se um novo grupo de 2 em 2 anos ou de 3 em 3 anos.” (Redol, 2017). Um dos locais de instalação de grupos nucleares era O Guadiana. O primeiro grupo previa ser instalado em Ferrel.

No entanto a contestação à nuclear já tinha começado e era protagonizada por ambientalistas e mesmo por técnicos nucleares, “com base na perigosidade das radiações nucleares durante todo o ciclo do combustível, na possibilidade de fuga de produtos radioactivos para os meios líquidos (rios e mares) e o meio aéreo, nos problemas do armazenamento dos resíduos radioactivos e do desmantelamento dos grupos em fim de vida, agravada pela ocorrência de situações concretas, de casos de encobrimento de problemas graves verificados, de utilização abusiva de trabalhadores nas centrais e nas diferentes instalações do ciclo de combustível.” (Redol, 2017) Esta contestação já se fez sentir em 1975 no Encontro Nacional de Política Energética, realizada no Porto. Acresce ainda que o investimento é tão grande que o país ficaria na mão das entidades financiadores. Ficaria ainda dependente do fornecimento do combustível que só poucos países podem enriquecer, e ainda a “incapacidade das estruturas nacionais para licenciar, gerir e fiscalizar a construção e o funcionamento dos grupos nucleares.” (Redol, 2017). Além disso, a indústria nacional não estava em condições de contribuir para este programa.

O inevitável aconteceu. Em 1978 realizou-se nas Caldas da Rainha e em Ferrel, com Forum de discussão entre técnicos, ecologistas e população. Actividades lúdicas para as crianças, feira-mercado. Marcha ao local indicado para a construção da central nuclear, e aí plantação simbólica de batatas, piquenic e animação.

A construção ficou definitivamente afastada com a publicação nesse mesmo ano do Livro Branco Sobre a Energia Nuclear, a pedido do Governo, em que se concluía não haver vantagem da nuclear.

A Junta de Energia Nuclear (JEN) acabou por ser extinta em 1979, no ano do Acidente da Central Nuclear Three Mile Island nos Estados Unidos.

Em 1981, Portugal volta a mobilizar-se contra a nuclear. Agora é conta a construção em Sayago. Uma central projectada em 1973 que tinha iniciado as obras. Portugal, que tinha rejeitado a nuclear, via-se agora com uma central na sua fronteira norte, a escassos kilómetros de Miranda do Douro e a utilizar a água do rio Douro. “Percebemos o impacto que isso poderia causar nas populações. O impacto que teria no Rio, na economia, na imagem da região duriense e vinhateira”. (Regedor, 2017) A mobilização levou o protesto a Miranda do Douro onde se realizou um festival contra a central. A população não reconhecia qualquer vantagem em ter na vizinhança uma central nuclear. “ A cobertura mediática e nomeadamente com as imagens de televisão, o meio de maior impacto à época, ampliaram para todo o país o sucesso do protesto.a opinião pública nacional e o impacto internacional foi conseguido. A expressão da populações ficou expressa. O governo fez o seu trabalho respaldado na opinião e mobilização dos cidadãos. A central nuclear de Sayago não se construiu.” (Regedor, 2017). Parou definitivamente em 1984 ano em que o Plano Energético Nacional (PEN 84) e a Moratória Nuclear em Espanha afastaram de vez essa construção.

Em 1986 deu-se o desastre de Chernobil, e em 2011 o de Fukushima, dando razão aos técnicos nucleares e aos ecologistas.

A nuclear está definitivamente enterrada. As energias renováveis são o futuro.

 

Redol, António Mota 2017. Uma auto(alter)biografia nuclear. In Eloy, António 2017. Almaraz e outras coisas más. Caldas da Rainha: Cooperativa Editorial Caldense. P.43-54

Regedor, António José 2017. Sayago na luta contra o Nuclear. In Eloy, António 2017. Almaraz e outras coisas más. Caldas da Rainha: Cooperativa Editorial Caldense. P. 40-43

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:31
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

O SNS e a Diabetes

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A partir de hoje , 15 de Janeiro de 2018,  O SNS (Serviço Nacional de Saúde )  passa a comparticipar  o equipamento para medição da glicemia, Freestyle Libre, sem necessidade de picar os dedos. É um equipamento que melhora substancialmente a qualidade de vida  das pessoas com diabetes, e conduz, consequentemente à diminuição das complicações imediatas e  tardias da doença.

 

Lançado em Portugal à cerca de um ano, este dipositivo tinha um custo mensal de 120€, condicionando a possibilidade de aquisição por parte de muitas pessoas com diabetes.

  

Acaba o pesadelo e  desconforto doloroso  do picar  os dedos para a medição  glicémica varias vezes ao dia, para dessa forma poderem tomar decisões importantes na gestão da doença. 

 

Todas as  pessoas com diabetes, tipo 1 e as tipo 2 em regime intensivo de administração de insulina, têm agora a possibilidade de adquirir este equipamento comparticipado em 85%. 

 

O Serviço Nacional de Saúde está mais reforçado.  Presta mais um importante serviço no sentido da melhoria da saúde dos cidadãos deste País.

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:42
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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

Ruído proibido

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Nos últimos tempos tem sido frequente, nas redes sociais, testemunhos dos incomodos causados por vizinhos menos cuidadosos, e até abusadores em questão de ruído.
Estamos em tempo de reuniões de condomínio e é sempre bom lembrar as responsabilidades neste domínio.
Aos condóminos é vedado entre outras coisas, o ruído de vizinhança. O Decreto –Lei nº 292/2000 de 14 Nov. Com a redacção do D-L nº 259 /2002 de 23 Out, f) art 3º, define esta proibição como sendo o ruído associado ao uso habitacional produzido por alguém ou de coisa à sua guarda ou de animal sob sua responsabilidade, que pela sua duração, repetição, ou intensidade, seja susceptível de atentar contra a tranquilidade da vizinhança.
Em 1986, o Supremo Tribunal de Justiça condenou um morador que , ao arrastar móveis, bater portas e ouvir rádio e televisão com o som demasiado alto, prejudicava o ambiente calmo e tranquilo.
Em 1993, dois condóminos de um prédio propuseram uma acção em tribunal contra um vizinho, queixando-se da presença de uma cadela no terraço que defecava, largava pelo e impedia os moradores de dormir. Foi condenado a pagar uma indemnização a cada um dos queixosos.
O regulamento geral do ruído determina: as obras no interior da habitação só podem ter lugar em dias úteis entre as 8 e as 18 horas. O responsável deve afixar aviso indicando a duração prevista bem como a altura do dia em que seja previsto fazer mais barulho. 8) do artigo 9º do regulamento geral do ruído.
Os vizinhos podem apresentar queixa à polícia.
Se o ruído é feito no período nocturno (22h ás 7h) a polícia ordena para cessar de imediato a incomodidade.
Se for no período diurno (7 h ás 22h) a polícia notifica as pessoa questão na sua origem, num prazo determinado para cessar o ruído.
A consciência da legislação poderá ajudar a uma melhor qualidade de vida em todos os condomínios, e aos riscos que se corre de indemnização se não for cumprida.
 
António Regedor
 
publicado por antonio.regedor às 18:48
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Balanço do Ano 2017

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A mudança de ano é tempo de projectos futuros assentes no balanço do ano findo. É  o tempo da prestação de contas.  No balanço do país podemos, e  bem, falar de expansão.  Um balanço político e social positivo de grande evidência.  Estabilidade social. Aumento dos rendimentos e direitos  dos cidadãos. Reposições de salários e pensões que tinham sido abusivamente retiradas aos seus legítimos proprietários. Crescimento económico em dois anos consecutivos. Mais emprego e consequentemente menos encargos de segurança social. Crescimento  do PIB com a consequente diminuição  da percentagem da dívida. Os  juros da dívida do Estado passaram dos juros incomportáveis do FMI, para  se tornarem em juros negativos. A troca de dívida com juros altos, por dívida com juros baixos é um sucesso e resulta no pagamento antecipado  ao FMI.  Também tem vindo a diminuir o montante da dívida das empresas e das famílias. Todos os indicadores se mostram positivos. O do crescimento económico e o do défice estrutural. Valores que se registam melhores que a média europeia. O Ministro da Finanças de Portugal vence a eleição para presidente do eurogrupo.

Todo este clima é positivo.  Sim, é. Mas é necessário fazer mais. Desde logo os resultados positivos da economia, são absorvidos pelos juros da dívida. A reestruturação da dívida tem vindo a ser feita pela troca a juros mais baixos, mas isso pode não ser suficiente e ser uma vulnerabilidade na próxima crise. A reestruturação dos montantes continua a ser necessária. Resta saber como o fazer de modo a ser aceite pelas partes interessadas.  Indispensável será garantir a robustez da caixa geral de depósitos, para assegurar a defesa do estado, perante o sistema financeiro. Será prudente não abandonar como objectivo a retoma  para o sector público,  dos sectores estratégicos que garantem a   independência nacional. Reforçar a autoridade do Estado na regulação financeira e económica. Retomar o curso de melhoria dos recursos humanos, especialmente os de forte componente científica e especializada, que entretanto emigraram e é preciso voltar a recuperar para a economia nacional.

No horizonte deve estar também  a alteração do paradigma energético, passando a ser  favorável à descarbonização, redução dos encargos com a importação de hidrocarbonetos que não possuímos, e utilização dos recursos energéticos renováveis. Melhorar a competência agrícola para o país deixar de ser de monocultura barata de eucalipto.

Inverteu-se o ciclo de empobrecimento, de desemprego e de emigração.

O modelo governativo e a maioria parlamentar de apoio, continua sólida, contradizendo os sectores que gostariam que não se entendessem, e maliciosamente encontram em cada diferença uma ruptura. Os portugueses, quando sondados continuam a  afirmar que  querem  a continuidade da solução governativa que lhes tem trazido o desenvolvimento económico o emprego e os rendimentos. E tudo indica que assim continuará o actual modelo governativo. 

A maior fragilidade da democracia portuguesa, tem sido a descredibilização dos partidos. Situação que deve mudar. É de todo conveniente que os partidos se  voltem  a credibilizar. Não será fácil, mas é absolutamente necessário para  o reforço da cidadania e qualidade da democracia.  

António Regedor

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publicado por antonio.regedor às 17:08
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

Mobilidade eléctrica

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A cidade do Porto já teve os seus transporte colectivos assegurados, em boa parte, pela mobilidade eléctrica.
Em 1894 foi autorizada a tracção eléctrica para os transportes colectivos que até aí se faziam com tracção animal nos conhecidos “americanos”.
“Americano” era o nome por que ficaram conhecidas as carruagens sobre carris e puxadas por animais. Normalmente muares. Surgiram nos Estados Unidos da América, e daí o nome. Já em 1832 faziam a viagem de Nova Yorque ao Harlem. Durante o século XIX expandiu-se para a Europa e Rússia. Viam-se em Londres, Berlim, Paria, S. Petersburgo. Em Portugal, tiveram existência em Braga, Coimbra, Figueira da Foz, Funchal, Lisboa, Porto e Póvoa de Varzim/Vila do Conde.
A energia eléctrica necessária ao novo modo de tracção dos transportes no Porto, era produzida na Central Termoeléctrica da Arrábida, inaugurada em 1895. E assim, a primeira linha de Carros de Tracção Eléctrica na Península Ibérica, é inaugurada a 12 de Setembro com percurso entre o Carmo e Massarelos – Via Restauração.
Desde o início da circulação eléctrica, ainda no século XIX, até 1911, os eléctricos faziam a linha da marginal, e iam ao Carvalhido, a Paranhos, a Águas Santas, Campanhã.
A barreira constituída pelo rio Douro é ultrapassada pelo eléctrico em 1905 que passa a circular no tabuleiro superior da Ponte Luiz I.
O alargamento da rede leva a que para além da Central Termoeléctrica da Arrábida passe a funcionar em 1915 a Central Termoeléctrica de Massarelos.
A mobilidade eléctrica não se limita ao Porto. Em 1858 a linha 1 ia do centro do Porto, Praça da Liberdade a Leça. No sentido oposto, a linha 2 ia do Carmo até à Foz. Em eixos importantes como o da saída pelo Monte dos Burgos, pelo Amial, pela Areosa, havia segmentações indicadas com traços. O mesmo número, mas com um ou dois traços. A linha 7 ia até à Ponte da Pedra, mas o 7// (com dois traços) ficava em S. Mamede.
Mas não se fica pelo carro eléctrico a mobilidade no Porto. O autocarro com motorização eléctrica também tem nesta cidade um espaço destacado. O Troleicarro começa a circular em 1959 . Os primeiros troleicarros foram fabricados na Inglaterra. No ano de 1967 passam a circular os troleicarros de dois pisos. Os motores são italianos e os Chassis de desenho Lancia são fabricados na empresa Dalva do Porto. Em 1983 passa a circular o primeiro troleicarro de fabrico nacional. Chassis e carroçaria da Salvador Caetano e motor da Efacec. Foram construídos simples e alguns articulados. Em 1985 passam a circular os troleicarros articulados. Não fica dúvida que as viaturas de pneus, com maior mobilidade podem ser electrificadas e a independência dos combustíveis derivados do petróleo pode ser total. E Portugal tem competência para construir os seus próprios veículos eléctricos. Já o fez, pode voltar a fazer.
Bibliografia
Martins, Fernando Pinheiro – O carro eléctrico na cidade do Porto. Dissertação de Mestrado. 2007.
 
Guedes, Manuel Vaz (2006). “Tracção Eléctrica [em linha] ”. [Consult. 9/01/2018]. Disponível na WWW: http://paginas.fe.up.pt/tre/
 
Troleicarros do Porto. 1959.10.10-1997.12.27. Algumas datas da sua história. [consult. 2018.01.19] http://ehgarde.planetaclix.pt/trolleybus/ptdataspt.htm
publicado por antonio.regedor às 18:56
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Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2018

Fake news

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Hoje é corrente o fenómeno das notícias falsas no meio digital. Até o presidente dos estados unidos da américa já as colocou a circular. O fenómeno começou com a criação de páginas de piadas, anedotas, notícias non sense. Pretendiam ser de humor, mas que por falta de qualidade humorística ficaram-se pela falsa história. A criação imaginativa rapidamente foi reciclada para a mentira propositada e intencional. E rapidamente passou a actividade lucrativa.
 
Hoje são inúmeros as páginas de notícias falsas, que se camuflam de títulos muito idênticos aos títulos de páginas, sítios e jornais respeitáveis. E depois há os troll, os interessados ou os ignorantes que replicam essas mentiras. A seguir, os ingénuos ou distraídos que por não as verificarem, por não terem o cuidado de ver, e avaliar a fonte, as replicam misturando-as com a verdade.
 
O fenómeno das notícias falsas não é de agora. Parece já terem sido utilizadas em Bizâncio no século VI, por Procopius contra o imperador Justiniano e a sua corte. Pietro Aretino, em 1522, contra os candidatos a uma eleição Papal. No século XVII surgiu o “canard” muito popular em Paris. Eram impressas notícias falsas, por vezes com imagem para as tornar mais credíveis. No tempo de Marie-Antoinette o canard imprimia propaganda política intencionalmente falsa. Pelo que se vê, actualmente não se faz melhor que copiar. No século XVIII, em Londres,com o desenvolvimento da imprensa, acontecia o mesmo com a circulação de jornais onde eram inseridos parágrafos de notícias falsas contra figuras públicas, ou actividades artísticas. O próprio Morning Post as publicava regularmente, e nisso teve o rival Morning Herald. Perante isto, Murdoch não nos espanta.
 
Agora, com maior facilidade, no meio digital estes fenómenos da fake news para manipular generalizou-se, e de forma aguda em períodos de campanha eleitoral ou de grande casos de justiça mediatizada.
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publicado por antonio.regedor às 14:46
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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

Troll

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Nas sociedades tradicionais havia uma tipologia de indivíduos  detestáveis. Os arruaceiros. Encontravam-se normalmente no adro da igreja no meio da multidão. Nas feiras vaguenado por entre gente e gado. Nas festas a arraiais incomodando e fazendo desacatos. Os detestáveis, na sociedade moderna também se  encontram na rede digital.  São o que em português se pode traduzir por provocadores.

O espaço digital transportou-os do espaço físico tradicional, para a nova maneira de comunicar. O espaço nobre  do lugar do saber, do debate construtivo, da discussão esclarecedora, da pergunta pertinente, da dúvida como caminho para o conhecimento é agora invadido de forma arruaceira lugar da opinião, do dito incerto, da asneira incosnciente, da mentira compulsiva  e do boato intencional.

A boa e a má discussão perdeu o espaço delimitado.

Não é fácil numa discussão, apresentar argumentos que antes tenham sido verificados e autovalidados, com método e síntese, focando-se no assunto e delimitando a discussão ao objecto. Reflectindo sobre argumentos alheios e considerando a sua validade. 

O que mais se vê é passar o boato, o dizer sem certeza, o confundir opinião com verdade e utilizar o meio para enganar, propagandear, até insultar. E há quem o faço acobardado pela facilidade de invadir e desrespeitar o espaço público e alheio. Há mesmo quem apenas use o meio digital para ripostar, imiscuir-se, caluniar, destruir discussões, enfim, ser  mal educado e ofensivo em espaço público e até privado.

Há mesmo, estudos de psicologia, que aponta para considerar  tratar-se de traço de personalidade. E investigadores a apontar para traços particulares de psicopatia e sadismo.

Está associado a cobardia de uma boa parte que se esconde atrás de  perfis falsos.

Há nas redes sociais uma tarefa antiga, mas que se renova. O de afastar os arruaceiros, embriegados pela opinião, e arruaceiros de profissão. Os troll.

 

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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018

Origem da palavra “anedota”.

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De acordo com o blog Origem da palavra – site de etimologia, a palavra é de origem grega. É formada por “an” que significa ‘não’, mais a junção de “ek” que é ‘fora’ com uma forma do verbo “dinodai” que significa ‘dar’. Tem o sentido de “o que não é publicado, ou o que não é do conhecimento geral”. Anekdotos etimologicamente é “uma história não publicada”

Diz-se que no século VI em Bizâncio, um indivíduo chamado Procópio escreveu um livro que teve o cuidado de só vir a ser conhecido depois da sua morte, tal era o assunto nele contido. Eram histórias acerca do Imperador Justiniano, da imperatriz Teodora, bem como de outras figuras da corte. Foi a partir do conhecimento desse livro e do que até aí não tinha sido tornado público, que a palavra passou a ser usada com o conceito de “pequena narrativa de fatos interessantes de um personagem conhecido”. È este sentido que se mantém em Francês, Inglês  e Espanhol. Em Português designa pequena história  divertida com piada.

https://origemdapalavra.com.br/site/palavras/anedota/

 

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