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Segunda-feira, 24 de Abril de 2017

1974/24/0200

cidade à noite.jpg

1974. O encontro foi no “Rumo”, o café habitual para estudar, conversar e fazer contactos sem nada de estranho. Rotinas habituais de jovens em conversa de café à noite sem levantar qualquer suspeita. A conversa trouxe à memória a informação do piloto aviador regressado da Guiné. A força aérea tinha sido neutralizada. Um ano antes, em Março de 73, o PAIGC foi equipado com mísseis Strela que disparavam contra os aviões portugueses. No sul, em Madina do Boé foi atingido um Fiat G91-R4 pilotado pelo Tenente Coronel Piloto Aviador e líder do Grupo Operacional da Guiné que morreu. Deste território da Guiné, a sul do Rio Corubal, as forças terrestres portuguesas já tinham retirado em 1969, deixando o território ao PAIGC que aí declarou a independência. Também no Norte, entre Bigene e Guidaje outros aviões foram atingidos. Estas e outra informações sobre o movimento dos capitães, a movimentação das tropas do RI5 das Caldas, a publicação do livro “Portugal e o Futuro”, deram mote ao panfleto a distribuir nessa noite de 24 de Abril de 1974.
Saímos em direcção à Rotunda da Boavista, a separação foi na esquina da rua N. Sra. de Fátima. Os panfletos estavam numa casa perto dali. Fui buscá-los enquanto os outros dois camaradas agurdavam no jardim da rotunda. O destino era distribuí-los nos bairros sociais próximos da zona industrial da via rápida. O caminho foi feito a pé e pelas ruas menos movimentadas, quer de automóveis quer de pessoas, de modo a que qualquer indivíduo a pé pudesse ser visto a considerável distância. Cruzar com o menor número de pessoas era uma cautela, nem que obrigasse a mudar de sentido. Andar sem ser visto. No bairro, previamente reconhecido, as coisas eram mais simples. Bastava que cada um se dirigisse a uma entrada, simulando que se dirigia a casa. As caixas do correio estavam concentradas no rés-do-chão, das entradas dos prédios. Um panfleto em cada caixa do correio. Tudo ficava igual, como se nada tivesse acontecido. De seguida, outra entrada, e mais outra e assim sucessivamente. Todos seguiam em silêncio, em contacto visual e cautela e cautela para não se ser observado. Assim foi nessa noite de 24, já madrugada do dia 25. Nas caixas do correio ficou o panfleto “Nem Marcelo nem Spínola”
O regresso foi de alívio, e pelo caminho já mais a descoberto, víamos outro grupo que sabíamos ter ido a outro bairro próximo. A troca de olhares cúmplices, mas sem aproximação, contacto ou conversa. Cada um no seu trajecto de regresso. Até porque nem todos se conheciam, e alguns só eram identificáveis pelo pseudónimo, de tratamento obrigatório nestas circunstâncias.
Teria sido de exaltação e de noite sem dormir, caso soubéssemos que a essa hora, as luzes das casernas se acenderam, o pessoal formou na parada, as palavras de explicação da acção inventivo e aceitação foram dadas, os motores ligados, ouvidas as senhas e os objectivos tomados. A minha parte foi cumprida.
 
António Regedor
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publicado por antonio.regedor às 19:04
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Domingo, 23 de Abril de 2017

A MINHA ESTANTE NO DIA MUNDIAL DO LIVRO

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No Dia Mundial do Livro olhei de modo diferente para a minha estante. Os livros que ela suporta, são também suporte da minha vida. De um dos lados, está a filosofia como formação de base. Do outro a história da educação (Rómulo de Carvalho, ou António Gedeão para os poetas). A educação constitui hoje o maior tempo da minha vida profissional. Eu, que já trabalhei em tantas outras coisas. No meio está a minha tese, mais corolário que projecto de vida. Da filosofia destaco os pré-socráticos e o pensamento de Platão que enforma a cultura ocidental. Até chegar ao livro (McMurtrie) que representa boa parte da minha vida de bibliotecário e professor. Os clássicos, imprescindíveis, sem os quais a nossa vida é incompleta. Também está presente alguma coisa do que produzi. O Manual para a formação de técnico de informação e a revista de que fui elemento do Conselho Científico. A meio da estante está “April”. 20 anos de intervenção cívica no âmbito desta associação. Na minha estante está “ Logos e Racionalidade” tese do Francisco Sardo, camarada, professor e amigo, infelizmente já falecido, mas com quem muito aprendi. E estão também livros de outros amigos, colegas e alunos, alguns autografados, que são os poucos que ainda vou guardando. Estão os dos amigos Francisco Louça com autógrafo, do António Eloy companheiro de lutas da ecologia, do Zé Eduardo Agualusa amigo já de antes de ser escritor, dos alunos Luís Norberto Lourenço e da Alexandra Vidal, ambos autografados. Dos colegas Henrique Barreto Nunes e Otília Laje. Mas também da literatura de que gosto, como a de Ana Cristina Silva e Carlos Vaz Ferraz ( pseudónimo de um dos militares de Abril, Carlos de Matos Gomes). Mas também livros que conheci por razões de trabalho, como Manuel Laranjeira e José Marmelo e Silva.
A estante de uma pessoa, é o testemunho da sua vida.
 
António Regedor
publicado por antonio.regedor às 16:58
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Quinta-feira, 20 de Abril de 2017

Mértola

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Conheci Mértola alguns anos depois de 1974, quando decidi conhecer o Alentejo. Foi num Jeep UMM Cournil. O mesmo que equipava o exército português na fase final da guerra colonial. Um carro que me levou a todos os sítios do País. Entre eles ao famoso pulo do lobo, e onde não faltou a minha visita à Unidade Cooperativa de Produção “Esquerda Vencerá”, resultado da reforma agrária desencadeada nesse período histórico pós 15 de Abril. Mas o que mais me impressionou positivamente foi Mértola. A nota mais impressiva foi a visita à igreja que anteriormente foi mesquita construída na segunda metade do século XII, e antes disso foi algum anterior edifício como o comprova dois capitéis ainda existentes. Parecendo quadrada, a igreja/mesquita é trapezoidal porque a nave central é um pouco mais larga e a meridional um pouco mais estreita. Isto vim a saber mais tarde, quando procurei saber mais sobre o que me tinha impressionado. Só recentemente tive a oportunidade de ver o “mirab”. Da primeira vez que visitei a igreja, estava ocultado por uma parede.

A última vez que visitei Mértola, foi no âmbito da apresentação do resultado da organização da biblioteca pessoal de José Mattoso doada ao Campo Arqueológico de Mértola (CAM). Compreendi ainda melhor a importância da cidade que é um laboratório de estudo arqueológico do período islâmico do Andaluz. Claudio Torres foi o pioneiro no estudo e o real rsponsável na excepcionaldimensão e dinãmica do CAM. Hoje Mértola recebe igualmente a atenção da Universidade de Évora, a Universidade Nove de Lisboa e a Universidade do Algarve.


António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:34
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Segunda-feira, 10 de Abril de 2017

Sempre a iniciar cursos

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Ontem, num jantar  de alunos e professores de um curso de Comunicação (Mkt; RP, Pub) da Escola Profissional de Espinho (ESPE) dei-me conta que ao longo da vida tenho tido o fado de ser professor de  novos cursos e até inovadores.  

Aconteceu na Escola Secundária Filipa de Vilhena, onde iniciei um novo curso de Biblioteca, Arquivo e Documentação.  Foi meu colega o Paulo Bento, já amigo  do tempo de faculdade e filho também de uma boa amiga, a Marcela Torres, irmã do Claúdio que vim a conhecer mais recentemente em Mértola. Este curso teve o impulso decisivo do Joaquim Azevedo que à época dirigia o GETAP (Gabinete deo Ensino Técnico, Artístico e Profissional) do Ministério da Educação. Mais tarde Viria a ser secretário de estado.  Os alunos, pioneiros neste modelo de ensino, tiveram enorme sucesso. A empregabilidade foi total, e a maioria continuou estudos. Fui mais tarde professor de alguns na licenciatura e até em pós-graduação e Mestrado.

O outro pioneirismo foi com esta turma que se reuniu agora em jantar de memória. São hoje pais e mães, profissionais com sucesso, espíritos positivos, bem dispostos. E sobretudo, cuidadores dos valores da amizade, solidariedade e da areté (a tal excelência da cultura grega clássica que nos faz senir bem, quand sabemos que todos os outros da nossa comunidade estão bem.

O terceiro caso foi há 21 anos ter iniciado a leccionar  na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto um novo curso de Gestão do Património.  E mais uma vez, alunos pioneiros de um curso tiveram enorme sucesso.  Também vários alunos deste curso vieram a ser  meus alunos de Mestrado.  E o mais curioso é que  pelo menos duas alunas deste primeiro curso  são hoje professoras no curso.

Fui de seguida também contratado para o início de um curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e  Informação na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do IPP que à época se situava em Vila do Conde.  Outro caso de sucesso, com os alunos a conseguirem boas empregabilidades. E mais uma vez vários alunos a prosseguirem o percurso académico.

Na Universidade Fernando Pessoa entrei também para iniciar uma pós-graduação em Ciências da Informação e da Documentação, onde lancei a ideia bem acolhida de alargar o currículo aos estudos editoriais, à análise e avaliação de bibliotecas, e aos estudos de biliometria e cienciometria, inovações à época em que foram implementadas e que vieram posteriormente a ser objecto de estudo ao nível de Mestrado e etá Doutoramento.  

E em todos esses primeiro cursos a maioria dos alunos teve enorme sucesso.

E acabo de me dar conta que, em todo o meu percurso lectivo, andei sempre a desbravar.    

 

António Regedor

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publicado por antonio.regedor às 02:14
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Domingo, 9 de Abril de 2017

rua de Sant’Ana

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“Falte-te, é verdade, ó nobre e histórica rua de Sant’Ana, faltate já aquele teu respeitável e devoto arco, precioso monumento da religião de nossos antepassados, e que, certo é, mais te vedava a pouca luz do céu “material” que tuas augustas dimensões deixam penetrar, mas era ele em sim mesmo, foco da espiritual luz de devoção que ardia no bendito nicho consagrado à gloriosa santa do teu nome.” Garret, Almeida - O Arco de Sant´Ana,

Desde o esboçpo e a publicação do 2º volume distam 19 anos.
Começa a ser escrito à época do cerco do Porto, após o desembarque liberal de 1832. Apresenta-se como sendo a cópia de um manuscrito acgado no convento dos grilos por um soldado do Corpo Académico, pseudo autor. Esta fórmula era usada pelos autores romanticos para imprimir veracidade à ficção.
Na realidade almeida Garrett foi alistado no Batalhão Académico aquartelado no Convento dos Grilos. Aí concebeu o romance para passar o tempo. O romance foi interrompido, e só em 1844 concluiu o 1º volume.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 14:00
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Domingo, 2 de Abril de 2017

Hans Christian Andersen

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Por duas vezes visitei a casa onde nasceu Hans Christian Andersen, a 2 de Abril de 1805, , em Odense na Dinamarca.  Impressionou-me a reduzida dimensão da casa. Fez-me lembrar uma casa irreal, de bonecas, algo de décor.   Mas sim, a casa onde nasceu, filho de um sapateiro e de uma lavadeira. Orfão aos onze anos de idade, foi aprendiz de tecelão, e alfaiate. Aos 14 anos  foi para Copenhagen trabalhar no Teatro Real da Dinamarca. Aí  actor  e bailarino.   Gosto, identifico-me com quem foi trabalhador estudante e que já trabalhou em  muitas coisas na vida.  Não tinha sido um aluno exemplar, mas fez a Universidade em Copenhagen. E escreveu muitas  das histórias  infantis que nos deliciam.

António Regedor

 

publicado por antonio.regedor às 19:09
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Sexta-feira, 31 de Março de 2017

O Mar e o Livro

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Como vivo na cidade com o mar por perto, aproveito essa oportunidade para o ver ainda mais de perto.  Caminho ao longo da praia e no regresso passo peo jardim e aproveito para atravessar pelo interior da biblioteca, usando mais essa sua funcionalidade. A de me encurtar o caminho para casa. Também permite que cumprimente os funcionários e amigos conhecidos alguns já de longa data.

Na passagem há duas grandes mesas com um caosmos de livros para onde lanço o olhar e frequentemente requisito os que ganharam a minha atenção.  Destra vez a minha atenção recaiu para um que compila a correspondência do 4º  Morgado de Mateus com a sua esposa. Chamou-me a atenção o facto de o livro  estar anotado como doação.   E isso faz-nos reflectir como hoje, as bibliotecas,  são tão diferentes dos constrangimentos a que já estiveram sujeitas.  Desde logo,  as doações.  Sempre se fizeram doações, mas estas revestiam-se antigamente de carácter muito formal.  Algumas delas, davam origem à própria biblioteca. Outras,  doadas a bibliotecas já existentes, exigiam em vários casos,   espaços, localizações,  mobiliário e até condições de utilização próprias. O livro ainda vincado do seu valor patrimonial, apesar de em declíneo, era ainda objecto de custódia privada. Modernamente, a concepção de livro mercadoria para consumo de grande rotação, alivia-o dessa carga patrimonial e alivia o seu possuidor da sua posse permanente. Em suma, estamos mais propensos a dar outros destinos ao livro lido, usado, que aquele arrumo que lhe era tradicional. Fazemos hoje mais frequentemente doações às bibliotecas.   Mesmo que isso acarrete novos problemas para elas. E muitas são as contrariedades que as bibliotecas sentem com as doações. No entanto, há algum benefício para a sua própria colecção. E isso é evidente com o facto de ter requisitado este livro que de outra forma dificilmente seria  adequirido pela biblioteca, ou não o seria nunca.   

(foto de olharesliterários’s blog)

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 17:13
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Segunda-feira, 27 de Março de 2017

A aparente liberdade do livro electrónico

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Nielsen é uma empresa que estuda consumidores. Registou que  nos preimeiros meses de 2014 os livros electrónicos  eram 23 % da venda total de livros. Actualmente há uma estabilização neste segmento de mercado. 

Na verdade, os livros electrónicos não são vendidos. São apens vendidas licenças de acesso. Os livros nunca deixam de ser propriedade da editora.  É fornecida uma determinada quantidade de acessos.  Sendo assim, podem verificar o problema craido à biblioteca no serviç de empréstimo. Ao totalisar o número de acessos da licença. O empréstimo só se fará mediante um novo pagamento.  Quem mexe paga, e lá se vai o princípio da descoberta que é uma das mais atraentes possibilidades da biblioteca.   

 

Ea licença é tão temporal, que a Amazon já limpou várias cópias de livros electrónicos.

Também no sistema de controlo de vendas em distintos territórios, nem sempre é possível comprar um e-book num país e lê-lo noutro.

Também há livros codoficados que não permitem que pessoas não rgistadas acedam ao livro.

E há também a codificação para perceber de onde fi feita a cópias ileggal.

Para já não falar da necessidade do equipamento mediador da leitura, o livro electrónico como suporte mais facilitador do acesso, é uma aparência. Somos cada vez mais dependentes , menos livres, e mais pagadores de rendas.

Longa vida ao livro em papel.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:35
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Terça-feira, 21 de Março de 2017

Crescimento da indústria de edição científica

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Uma condição da produção científica é ser publicada. É dessa forma que actualmente se faz apresentação pública da investigação científica e dos seus resultados. No século XVII as novas investigações eram apresentadas aos pares, nas academias de ciência.  Hoje há a necessidade de publicação  para  divulgar a investigação realizada e para a subemeter á apreciação e critoca dos pares. O neoliberalismo entregou nas mão de empresas privadas a indústria editorial científica.  A publicação científica tem essencialmente dois grandes editores. A Thomson Reuters e  a  Elsevier. Estes são so dois gigante sda indústria editorial científica.  

A Thomson Reuters é proprietária da   “Web of Science”  o produto de maior reconhecimento internacional. Ela é a continuidade da primeira base de publicações que fazia contagem de citações.  A “Science Citation Index”  e o  “Journal Citations Report” (JCR)   do  Institute for Scientific Informations (ISI) situado em Filadelfia, onde começa a cienciometria.   

A outra empresa é a Elsevier que possui a “Scopus” e  que é mais recente.

O aumento exponencial da publicação científica tem levado as empresas a criar outras bases menos elitistas.  A  Journal Citations Report  (JCR)  criou externamente a SciElo Citation Index e a Emerging Source e Citations Index

Scopus da Elsevier tem critérios mais ligeiros  de inclusão de revistas no seu indexador, e praticamente não exclui revistas já indexadas. Para a América Latina a Scopus tem a Scimago Journal Rank e um ranking de universidades baseadas nos artigos publicados na scopus, (Scimago Institutions Ranking).

 

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:07
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Sexta-feira, 17 de Março de 2017

sair à noite

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Quando  se fala  em sair à noite, o que se pensa é em cinema, teatro, um bar, discoteca, local para dançar, comer ou beber. Também pode ser o tradicional “ir ao café”, “beber um copo”. Pois bem, eu já saí à noite para ir à biblioteca participar numa sessão de poesia. Há muitos anos saía para ir estudar no café.

Desde 15 de Fevereiro, em Cascais,  é posível sair à noite, para ir a duas bibliotecas em Cascais. É mais um lugar na oferta da saída à noite. E a biblioteca tem  a vantagem de ser um espaço mais diversificado e polivalente que os demais concorrentes. Serviço de biblioteca, espaço para estudar, trabalhar em formato que também pode contemplar o coworking,  ponto de encontro, normalmente com bar,  e se tiver restaurante ainda melhor. Espaços para espactáculos, exposições, instalações, ensaios, dança,  música, reuniões associatvas, e muito mais.

O país teve a oportunidade de investir numa rede de equipamentos com qualidade, funcionalidade e  boa localização no âmbito dos territórios que é suposto servir.

Não é necessário investir mais para ter mais horas de disponibilidade fazendo baixar o rácio do custo/hora de abertura e o rácio de benefício/custo das actividades. Maior abertura valoriza os serviços prestados e o benefício da sua concessão para a biblioteca. Ganha dinâmica social associada a valorização cultural. 

Numa das bibliotecas da Dinamarca que visitei em trabalho o restaurante era no 4º andar. Em Beja a minha paragem preferida é no bar da biblioteca, no Porto agrada-me o bar/esplanada. Eu que até nem sou grande adepto de futebol, alinhava a ver a selecção a jogar, sentado no átrio de uma biblioteca. Fico à espera para ver se acontece.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 18:12
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