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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016

Trabalhos de casa - Universal e gratuito

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Universal e gratuito

Entendo hoje o significado de ensino universal e gretuito.  Universal  porque se tornou banal, geral e diário os professores mandarem os alunos fazer em casa, trabalhos, pesquisa, fichas e toda a sorte de aprendizagens que à escola compete. Os trabalhos trazidos para casa são distribuídos pela totalidade dos familiares disponíveis.   São feitos, corrigidos e finalizados  de acordo com as diversas competências dos familiares.  . É desta forma assegurada a moderna universalização do ensino. Toca a todos. Antes,  durante e depois do jantar.  Gratuito porque não sendo alunos nem professores, os familiares escrvem, contam, desenham,  pintam, fazem colagens, digitalizam, constroem, realizam  sem  nada pagar, e muito menos receber. Os trabalhos de casa são gratuitos.  Fica assim claro, ao meu entendimento, o que significa ensino universal e gratuito.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 12:07
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016

Sedução e outras ficções

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Saiu recentemente do prelo uma compilação com  a totalidade dos  textos de ficção  de José Marmelo e Silva (1911-1991), produzida sob o copyright dos herdeiros do autor e das Edições  Afrontamento. A compilação tem por título “Sedução e outras Ficções” e vem com data de 2016.  O primeiro texto desta compilação é “Sedução” datado de 1937, e continua com “O Sonho e a Aventura” de 1934, “Adolescente Agrilhoado” de 1948, “O Ser e o Ter” de 1968, “Anquilose” de 1971, “Desnudez Uivante” de 1983 e finalmente “O Cabo Elísio” de 1989.

Na capa a conhecida pintura “O grande nu” de Amadeo Modigliani (1884-1920), nascido em  Livorno( Itália) e falecido em Paris.

O livro, cuidado na apresentação dos vários textos, vem com a capa rígida, o que já não é comum na actual produção editorial. Este volume de bom texto, bom desenho,  boa encadernação e bom gosto geral,  torna-se indispensável em nossa casa.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 16:21
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2016

OS 40 ANOS NA ÓPTICA DE ANTÓNIO CAVACAS.

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Tivemos uma agradável conversa com António Cavacas , da comissão organizadora do cinanima. Falamos sobre os quarenta anos do cinanima, o seu crescimento, o seu passado e futuro.  O Festival era no passado essencialmente expressão da produção do cinema animado que se produzia na Europa. Fora deste espaço havia o Canadá, Japão e Brasil. Hoje é um festival de representação mais global. Recebe inscrições de setenta e dois países.  Ver o festival crescer é uma enorme satisfação. É a expressão do  reconhecimento nacional e internacional.  Mas é também angustiante. A solicitação para a exibição, passou largamente a capacidade de projectar. Neste ano foram feitas 1331 solicitações. Não é possível exibir mais, por não haver possibilidade material de tempo. Fica-se com pena de não poder contemplar a exibição de tantos filmes de tão boa qualidade. E este facto coloca problemas ao nível da selecção.  

Mas se o crescimento é excepcional nos filmes, realizadores e países de origem, é necessário  conquistar mais públicos, e até publico de outra natureza que não apenas os especialistas em cinema de animação.  

Uma das vertentes é o do surgir com cada vez mais presença o cinema português de escola. É muito importante dar relevo ao cinema de fim de curso. E neste segmento já se sente a produção nacional. 

O crescimento sente-se em todos os segmentos. A resposta ao crescimento poderia passar por criar novos espaços competitivos, como pode ser o de criar uma  nova secção para filmes de  fim de curso. Seria vantajoso para estes realizadores porque lhes daria maior visibilidade pessoal  e  também maior divulgação dos seus trabalhos. Estes filmes passariam a ter um espaço próprio e de qualidade. Seria uma  de uma enorme importância para os estudantes.  

Seria um caminho a trilhar, a exemplo do presente ano em que se verificou ter sido muito positivo a competição de uma nova categoria. Tratou-se da secção  de documentário de animação. Foi do agrado e teve muito boa aceitação por parte  do público em geral, e também dos especialistas.  

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:14
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Terça-feira, 22 de Novembro de 2016

Evolução técnica no cinema de animação, vista pelo cinanima

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Ao prestar atenção às técnicas usadas nos filmes em competição no cinanima de 2016, reparei que na sua esmagadora maioria são feitos em computador a duas e três dimensões. É a tendência, actual e natural, de aproveitar de forma eficiente as ferramentas disponíveis. E tanto mais usadas quanto mais novos são os realizadores. Não será de estranhar o facto de  se tratar de nativos digitais. É a constatação dos sinais do tempo. A base do desenho continua, mas o recurso às novas ferramentas de realização, dão maior rapidez e aumentam a produção desta arte. A retrospectiva 40 anos, 40 filmes deu-me oportunidade de fazer a comparação com a diversidade de técnicas já vistas no cinanima ao longo desta já significativa vida de festival. De 1976 é mostrado um filme cuja técnica de produção de imagem é, curiosamente, ecrã de alfinetes. Naturalmente que aparecem muitos em desenho sobre papel. De 1981 um filme a lápis de cera e do ano seguinte em plasticina. De 1977 o filme “a sereia” do Russo  Alexander Petrov com a curiosa técnica de pintura à mão sobre vidro.  Já mais recentemente assisti a um outro filme de Petrov: a adaptação do livro de Ernest Hemingway produzido na técnica stop motion, com areia sobre vidro, se a memória não me falha. Entretanto são revistos vários filmes de desenho sobre acetato. Um deles é “os salteadores” de Abi Feijó que em 1993 adapta o conto de Jorge de Sena com o mesmo nome. De 2011 e 2015 viram-se dois filmes com técnica de marionetas e, curioso,  um outro filme que resulta de pintura em paredes públicas. Estas e outras técnicas já quase só as vemos em retrospectivas, como foi o caso desta feliz e agradável retrospectiva dos 40 anos do cinanima.   

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 11:46
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2016

Premiados do CINANIMA 2016

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FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE ANIMAÇÃO

O Grande prémio  deste ano foi para “Entre as ondas negras” de Anna Budavova, da Rússia. Um filme de 11 minutos de desenho sobre papel a cores e computador 2D.  Baseado numa lenda do Norte em que as almas das pessoas afogadas se transformam em focas.

Na competição internacional, o prémio especial do Júri foi para “Estilhaços” de José Miguel Ribeiro. Portugal. Filme de 18 minutos.  Desenho sobre papel e marionetas. A cores. Trata a forma como a guerra se instala no corpo das pessoas. 

O prémio Aves Costa, melhor curta-metragem até 5 minutos foi para o filme “A mesa”, de Eugène Boitsov. França. Um filme a cores e em computador 2D. Um filme de fim de estudos. No tema, um carpinteiro vive obcecado com a criação do objecto perfeito.

 

Uma menção honrosa para “A Rua de Anfok” de Zilai Feng. USA. Computador 2D a cores.  Um paralítico que olha para a realidade exterior através do espelho. 

O prémio melhor curta metragem: mais de 5 até 24 minutos foi para “O vaysha, a cega” de Theodore Ushev do Canadá. Um filme a cores e computador 2D, de uma jovem que nasceu com um olho verde e outro castanho.

O Prémio Gaston Roch. Melhor filme de estudos e/ou escola. O vencedor foi “Merlot” de Marta Gennari e Guida Martinelli. Itália. Filme a cor e computador 2D sobre uma série de eventos que iniciam com uma idosa que perde uma garrafa de vinho.

O prémio melhor curta metragem: publicidade e informação, foi para “De Staat: Witch Doctor” de Studio Smack, Floris Kaayk. Holanda. O filme é em computador 3D e cores. Um filme em ambiente de cinzento e de  muitos efeitos especiais. 

O prémio melhor documentário de animação foi atribuído a “Pronto, era assim” das portuguesas  Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues. Filme de marionetas, computador 2D e a cores sobre a história de seis idosos.

Na competição Nacional foram atribuídos os prémios  Jovem cineasta português maior de 18 anos. O filme vencedor foi “Pronto, era assim” das portuguesas  Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, que também receberam o prémio de melhor documentário. 

Foi atribuída uma menção honrosa a “Lugar em parte nenhuma” de Bárbara Oliveira e João Rodrigues. Computador 2D e cores. O tema remonta a 1975, Angola e o abandono das casa aos primeiros tiros.  

O prémio jovem cineasta português menos de 18 anos foi para “Uma família portuguesa, sem certeza” realizado pelo colectivo da escola secundária de Lousada. Um filme a cores com recortes, areia e outras técnicas. A história de um homem que sofre um acidente. 

Ainda neste prémio foi atribuída a menção honrosa a “Nós e o Mundo” realizado pelas crianças das oficinas Anilupa – Alunos de centro de reabilitação da Granja. Um filme a cores de pintura e animação de objectos. 

O prémio António Gaio foi para “estilhaços” que também venceu o prémio especial do júri  na competição internacional. 

Nesta categoria há ainda a menção honrosa para “Fim de linha”  de Paulo D’Alva e António Pinto. Filme de desenho sobre papel, recortes, computador 2D e a cores. Um filme baseado em acontecimentos que nunca aconteceram, mas que podem vir a acontecer.

A Sereia Animada, é o prémio Divulgação que foi atribuído a “Sr. Areia” de Soetkin Verstegen. Dinamarca. Um filme de desenho sobre papel, marionetas, recortes fotografias e imagem real. O tema vagueia pela história desde o início do cinema. 

O prémio melhor longa-metragem foi para “Psiconautas, as crianças esquecidas”. Realizado por Alberto Vásquez e Pedro Rivera. Espanha. Animação em computador 2D e cores.  Um filme sobre dois adolescentes que decidem fugir. 

Finalmente, e porque o público é chamado a atribuir um prémio, este foi para “a mesa” que foi igualmente vencedor do prémio Alves Costa, melhor curta-metragem até 5 minutos. 

 

 

publicado por antonio.regedor às 15:07
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

A tabacaria e o livro

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Nem  Álvaro de Campos  ou  Fernando Pessoa, como lhe queiram chamar, esqueceu, nem a tabacaria se perdeu, nem o livro morreu.

Nos próximos dias é lançada uma edição  do poema “Tabacaria” de Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. Esta edição será apresentada numa caixa que conterá o poema mais vinte e cinco fotografias de Lisboa.

Em juízo sumário e sem contraditório já se tinha sentenciado o fim do livro fisico e o elogiu do digital. Pois está agora colocado mais um recurso a esse juizo precipitado.

O livro já foi de placas metálicas, de pedra , de terra cozida, de pele e  papel. De todos estes, e mais alguns, materiais e, mais recentemente,  desmaterializado. Já foi rolo, placa, volume. Acondicionado em tábuas de madeira, placas de cartão ou cartolina, em fitas magnéticas, discos e disquetes, pens e nuvens. Falado, visto e ouvido. Ainda nos chegam leituras em papel, mas também em “pdf”. No que a mim se refere, recebo mais para ler em pdf do que noutro formato. Não abandono, no entanto, o papel.

E o livro, como se vê, sempre se modificou, adaptou, transformou. E como mostra esta nova edição do poema escrito por  Pernando Pessoa.  O livro físico reinventa-se.   “...o universo 
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.   Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa. “Tabacaria”.

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 13:30
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Domingo, 13 de Novembro de 2016

40 ANOS DE CINANIMA

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São 40 anos de realização do CINANIMA, e é um enorme motivo de satisfação. Uma pequena cidade de um pequeno Concelho, ao lado da Grande cidade do Porto, realiza o maior festival de cinema de animação do País. Quando se fala de cinema de animação fala-se de Espinho e da NASCENTE,  a cooperativa cultural que o organiza, juntamente com a edilidade.  É apoiado pelo do Ministério da Cultura / ICA I.P. – Instituto do Cinema e Audiovisual, Secretaria de Estado da Juventude /Instituto Português da Juventude. Tem também apoios e parcerias de entidades privadas.  É  também   aprovado pela ASIFA – Associação Internacional do Filme de Animação. Todos os vencedores de prémios no CINANIMA ficam automaticamente apurados para o concurso europeu de melhor filme de animação o “Cartoon D’Or”, organizado pela CARTOON – European Association of Animated Film. Ficam igualmente apurados para o pré-concurso às nomeações para os Óscares da Academia de Hollywood.

A importância e reconhecimento, nacional e internacional, do valor do CINANIMA parece ultrapassar em muito a consciência que em Espinho se tem da mais valia social, cultural e essencialmente económica deste evento. Há um valor económico da promoção da cidade e da sua vocação turística. São as referências, feitas à cidade,  nos jornais e revistas quer da especialidade, quer generalistas. É um significativo público que consome e dinamiza economicamente Espinho. Seria interessante ver a cidade ainda mais ornamentada com referências ao festival. Mais cartazes nas montras, pendões nas ruas e imagens de impacto nos acesso aos Concelho. O festival merece que a cidade mais se mobilize para o promover e que da melhor forma obtenha o retorno do investimento que o festival  requer. O Festival não é apenas uma manifestação estética, é também uma oportunidade de dinamização económica local que pode e deve ser potenciada.

 

OS PÚBLICOS DO CINEMA DE ANIMAÇÃO

Ao longo destes mais de 40 anos de actividade, o CINANIMA contribuiu para a criação de novos públicos para este género de cinema. Não se trata de o considerar, de forma redutora, cinema para crianças. Graças ao trabalho desenvolvido pelo CINANIMA,   o cinema animado pode vir sendo, cada vez mais, reconhecido pelo grande público como um género nobre.

O Festival desenvolve ainda uma significativa acção de formação de públicos através do contacto com profissionais mediados pela realização de acções de formação na área audiovisual.  Daí que o CINANIMA produza Exposições, Performances, Masterclasses, Workshops, Sessões Especiais e  visionamentos dirigidos ao público escolar e outras iniciativas que ocorrem paralelamente. E além de tudo isto que decorre durante o festival, há ainda as extensões noutros locais e noutras datas e as parcerias como é por exemplo a que existe com o FANTASPORTO,  o emblemático festival de cinema fantástico do Porto, fazendo com que os filmes premiados no CINANIMA cheguem a um público cinéfilo ainda que mais interessado noutro género.  

 

A COMPETIÇÃO NO CINANIMA

O Festival de cinema de animação de Espinho está dividido em duas secções competitivas. Uma Internacional e outra Nacional.

A secção competitiva internacional divide-se ainda em longas e curtas metragens. A competição de longas metragens é constituídas por filmes de mais de 50 minutos de duração. A de curtas metragens está ainda dividida em filmes até 5 minutos de duração, de 5 até 24 minutos,  e de  24 minutos até 50 minutos. Há ainda  filme de Fim de Estudos e/ou Filmes de Escola;filmes de publicidade e Informação; e por último filmes de documentário de animação.

Na competição Nacional há dois concursos diferentes. O Prémio António Gaio para o  Melhor Filme na Competição Nacional e o Prémio Jovem Cineasta Português. Este prémio divide-se em duas categorias.  A de filmes feitos por Crianças e Jovens (até 18 anos) e a categoria do Primeiro Filme de Jovens Realizadores (mais de 18 até 30 anos).

No presente ano, foram 1331 submissões oriundas de 72 países.

Um Júri de Selecção, constituído por Alice Guimarães, Manuel Matos Barbosa e Pedro Mota Teixeira escolheu os filmes que terão a oportunidade de figurar  na programação que ficou assim constituída:

A Competição Internacional apresentará 49 curtas-metragens e 4 longas-metragens, num total de 53 filmes em competição. A Competição Nacional incluirá 23 filmes, 10 a concurso no Prémio António Gaio e 13 para o Prémio Jovem Cineasta. 76 filmes é o total de toda a competição para a 40ª edição do CINANIMA,

Os Júris são sempre parte fundamental num festival competitivo.  O Júri da Competição Internacional de Curtas-metragens é constituído por Regina Pessoa. Em 1999, venceu no CINANIMA o primeiro galardão da sua carreira, o Prémio Jovem Cineasta Português. A partir daí venceu inúmeros prémios. O  britânico Peter Lord, é outro elemento do Júri. É co-fundador da Aardman Animations e conhecido pela série televisiva “A Ovelha Choné” ou a Longa-metragem “A Fuga das Galinhas”. O júri fica completo com o norte-americano Ron Diamond, fundador do estúdio ACME Filmworks e produtor de alguns episódios para a série “Os Simpsons”.

O júri na Competição Internacional de Longas-metragens é constituído por  Jossie Malis, conhecido pela Curta-metragem “Bendito Machine”. Por Michelle Ann Nardone e Steve Sarson director do Departamento de Design da Escola Superior de Media Artes e Design, do Politécnico do Porto.

 

O CINANIMA COMO OPORTUNIDADE DE  FORMAÇÃO TÉCNICA

A oportunidade de  encontro entre realizadores, produtores e estudantes de cinema e outras áreas relacionadas, é um momento favorável à formação. E a oportunidade de formação passa em boa media pelas sessões de “MASTER CLASSES” com:  Ron Diamond, director da Acme Filmworks e membro da Academia; Com Jossie Malis.  Regina Pessoa para  explicar o processo criativo na produção da sua trilogia sobre os temas dos medos, da infância, diferença, sombras e luz.  Michelle Ann Nardone. Raúl Nieto Guridi, ilustrador espanhol explica o espaço como veículo narrativo e psicológico na animação e a sua relação com os personagens na sua obra.  Daniel Roque. José Luís Farias abordará a relação entre animação e videojogos.
Também as oficinas são importante oferta formativa. Alexandre Siqueira com “Animação 2D” e a utilização do software TVPaint; Raúl Nieto Guridi que explica como “Narrar com imagens”. E ainda  Mafalda Almeida.

As noites estão abertas a conhecer alguns truques e técnicas do cinema de animação. Nos Workshops Noites Cinanima, haverá oficinas de “A imagem em movimento na Banda Desenhada”, “Desenho e Construção de Cenários para Animação Stop-motion”, “Animação Digital 3D”, “Técnicas de Animação Digital 2D” e “O Lip-Sync na Animação de Marionetas”.

 

 

António Regedor

 

 

 

 

 

publicado por antonio.regedor às 11:31
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016

“ A vida de Galileu” no Teatro do Bolhão

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A partir da próxima sexta-feira, dia 11,  está em palco no Teatro do Bolhão “ A vida de Galileu” de Brecht com encenação do japonês Kuniaki Ida.

Estou com grande espectativa acerca desta peça por várais razões. Por se tratar de um teatro novo onde ainda não fui, mas que quero ter oportunidade de conhecer. Por se tratar,  claro, de Brecht.  Por conhecer de há muitos anos o António Capelo, que reconheço como excelente cidadão e actor. Era responsável pela extensão cultural quando ele aí apresentou “piolhos e actores”. Por conhecer o Manuel Resende, amigo de há décadas,  o tradutor, que também conheço como excelente poeta. E também por Galileu e o peso histórico que carrega e que a todos nós se pede ajuda a mover a terra onde queremos viver melhor.   

 

António Regedor

publicado por antonio.regedor às 15:04
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2016

CORSÁRIOS DO LEVANTE

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O Mediterrâneo do século XVII é o lugar de todo o corso. “o intenso comércio de navios de todas as nações com as populosas cidades corsárias onde, além dos vizinhos mouros de cada uma, havia inúmeros escravos cristãos...além de mouriscos, judeus, renegados, marinheiros e comerciantes de todos os lados e nações. Voças mercês dêem assim conta  do complicado mundo que era aquele mar interior, fronteira de Espanha a sul e levante, água de ninguém e de todos, espaço ambíguo, móvel e perigoso, onde as diversas raças se misturavam, aliando-se ou caombatendo-se...”    Pérez-Revete, Arturo – Corsários do Levante. Alfragide: asa,  2006. p. 34

publicado por antonio.regedor às 05:08
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

Prémio para A Biblioteca de Espinho

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Biblioteca de Espinho  ganha reconhecimento de bibliotecários nacionais.

Comemora-se actualmente  30 anos de bibliotecas públicas em Portugal,  e simultaneamente , a Biblioteca pública em Espinho faz 30 anos de existência.

 Pela primeira vez na história de portugal é concretizada uma política bibliotecária que actualmente abrange a maior parte da população  e a maioria dos municípios. Já outras tentativas tinham  tinham sido feitas, mas sem sucesso.

No ambiente político e científico do iluminismo D. Maria I promulga o alvará que transforma a Livraria Régia em  Real Biblioteca Pública da Corte.  Esta virá a ser a actual Biblioteca Nacional de Portugal. 

“Ao longo da história de desenvolvimento das políticas bibliotecárias nacionais, transcorridos que foram quatro momentos políticos cruciais que conduziram a reformas legislativas, e que corporizam diferentes programas bibliotecários – Liberalismo, República, Estado Novo e Democracia - , o total das bibliotecas públicas existentes no país cobria entre 25% e 35% do total dos concelhos” Regedor, António – Bibliotecas, Informação, Cidadania. Políticas Bibliotecárias em Portugal. Séculos XIX-XX.  P. 129.  http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4291/1/PhD%20_Volume%20I%5B1%5D-VF.pdf

A primeira rede de bibliotecas consolidada em portugal, foi privada. Resultou da  iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian e iniciou  a actividade em 1958. A televisão tinha chegado primeiro, em 1956.

Já em democracia, no ano de 1986, os bibliotecários portugueses reflectem,  sobre a necessidade do desenvolvimento das bibliotecas públicas.  E neste mesmo ano  é apresentado à secretaria de estado da cultura um relatório que irá dar origem ao Decreto-Lei 111/87 de 11 de Março que estabelece a política de leitura pública e criação da rede de bibliotecas municipais.

Paralelamente, em Espinho, iniciava-se a recriação da biblioteca municipal que apesar de já ter existido em diversos momentos históricos, nunca se consolidou e até à data estava encaixotada na cave da Câmara, sendo o município servido apenas pelo serviço de bibliotecas da Fundação Calouste  Gulbenkian.

Há uma primeira candidatura,  ao abrigo do D-L 111/87 que não foi aceite, era vereador da cultura o Dr. Azevedo Brandão.  Posteriormente a candidatura viria a ser aprovada, no tempo da D. Elsa Tavares como vereadora da cultura, num programa de cultura que   propus ao Município  e com um projecto de arquitectura  da biblioteca com  autoria de Rui Lacerda.

Várias foram as vicissitudes  até o edifício ficar concluído. Actualmente o bom trabalho realizado pela equipa técnica liderada pela Vereadora da Cultura Leonor Fonseca, é reconhecido nesta distinção dada pelos  bibliotecários da rede nacional de leitura pública por ocasião dos 30 anos da rede e também afortunadamente da biblioteca de leitura pública em Espinho que adoptou como patrono José Marmelo e Silva.

 

António Borges Regedor

publicado por antonio.regedor às 20:19
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