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Estão disponíveis as comunicações da /ª Jornada sobre Bibliotecas Digitais realizada na Universidade Católica Argentina.
Uma das comunicações é de Inês Kolbe sobre Bibliotecas Digitais e direitos de propriedade intelectual. O exemplo da “Europeana”
Está em http://www.uca.edu.ar/uca/common/grupo27/f
A propósito do comentário da colega que escreveu: "Eu sou professora profissionalizada e de momento estou a terminar o Mestrado em Ciências da Informação e da Documentação"..."."Não estou, no entanto, em nenhum quadro de escola, nem sei se alguma vez estarei.
Tenho a certeza é que poderia desempenhar muito bem o cargo de professora-bibliotecária, não tendo para isso que retirar tempo à dinamização da biblioteca para fazer formação na área."
Gostaria de esclarecer duas questões que têm a ver com a formação específica em Biblioteca Escolar:
-O Bibliotecário Escolar deverá ter ao nível da formação específica de bibliioteca, a mesma formação que se requer para qualquer outro tipo de biblioteca;
-O que me parece vantajoso, e nisso estou de acordo, é que se acumule também a competência pedagógica de modo a enriquecer e potenciar o trabalho na biblioteca escolar.
Daí que considere que só deverá haver professores-bibliotecários com formação em Ciências da Informação e Documentação.
António Regedor
"Após a abertura deste concurso - caso não concorra ninguém para o lugar - o lugar é assegurado por outro professor dessa escola que pode não ter qualquer formação específica na área de Biblioteca. Apenas se deve comprometer a frequentar acções de formação nessa área.
Isto é, no fundo a ideia é excelente, mas na realidade poderá permanecer tudo na mesma". Armanda Quintela
Estou de acordo com a preocupação de Armanda Quintela:
Na verdade admitir que se pode ser professor-bibliotecário sem qualquer formação, é insistir no voluntarismo e na falta de rigor.
Dabemos que há muitos professores com formação em Ciências da Informação e Documentação ao nível da Licenciatura, Especialização/Pós-graduação e Mestrado. Há várias Universidaes e Politécnicos a formar nesta área. Não vemos razão para que não seja feita a exigência da formação específica para se ser professor-bibliotecário.
António Regedor
"De ze a 1 de Julho de 2009 às 00:27
Uma parte de mim concorda, outra nem tanto: porque será que essas formações continuam a ignorar a especificidade das bibliotecas escolares, das redes de bibliotecas escolares, até, não raro, das biblioteca públicas e da gestão de parcerias? Mesmo tendo tantas vezes professores como alunos?"
Agradeço o comentário e julgo que se refere às formações académicas. Posso aceitar que haja ainda alguma insuficiência no desenvolvimento de estudos sobre B.E..
No entanto devemos ter em conta que a abordagem das B.E. se faz em várias cadeiras e áreas da licenciatura e por maioria de razões o tema pode ser abordado nas formações pós-graduadas que como sabe são também muito influenciadas pelos interesses específicos dos formandos. Eu próprio tenho orientado estágios em Bibliotecas Escolares.
António Regedor
A Rede de Bibliotecas Escolares foi lançada em 1996. Curiosamente 10 anos após o início da Rede de Bibliotecas de Leitura Pública. No lançamento da RBE não foi feita de imadiato a exigência da colocação de um bibliotecário ou de um professor bibliotecário na Biblioteca. Ao fim destes 10 anos a Ministra da Educação vem finalmente anunciar a intenção de instituir o cargo de professor bibliotecário nas escolas. É o reconhecimento de uma necessidade, e consequentemente de uma lacuna que dura já há dez anos. Durante estes 10 anos as bibliotecas foram geridas, melhor ou pior, de forma voluntária e empírica. Estiveram sujeitas ao bom senso, à boa vontade, à boa disposição de professores. Na maior parte dos casos, os professores sem formação específica, foram-se socorrendo de formações de curta duração e de aconselhamento e apoio dos SABE (serviços de apoio às bibliotecas escolares) realizado pelas bibliotecas públicas. Já por diversa vezes afirmei a necessidade de as bibliotecas escolares serem orientadas tecnicamente por um especialista em ciência da informação. É indiferente que a designação seja "bibliotecário" ou "professor bibliotecário". O importante é que seja um elemento com formação específica em Ciências da Informação e Documentação. E a formação nesta área científica é feita neste momento ao nível da Licenciatura, da Pós-Graduação e Mestrado. Não há razão para que os bibliotecários escolares não tenham uma destas formações académicas.
Hoje, ao terminar a Feira do Livro, fui fazer a minha última visita.
Comprei livros para mim e para oferecer.
Ainda comprei livros em papel.
Comprei um a três dimensões. Dos que se abrem e se desdobram as figuras.
E comprei um em CD-ROM. "A aventura do Corpo Humano".
Este ano ainda foi assim. Como será para os próximos anos?
Terei menos livor em papel e mais em digital?
Terei menos livros de abrir, fazer mexer as figuras, mudar de côr puxando por uma fita ou já só terei CD-ROM?
Como vai evoluir o livro?
A Universidade Fernando Passoa tem na sua oferta formativa uma Pós-graduação em Ciências da Informação e Documentação há dez anos. A evolução desta área científica e da profissão levaram à abertura neste ano lectivo de um Curso de iº ciclo. A Licenciatura em Ciência da Informação e Documentação que é actualmente ministrada aos primeiros alunos na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Fernando Pessoa. No próximo ano lectivo abre o Mestrado em Ciências da Informação e Documentação. Os alunos que fizeram a sua pós-graduação na UFP, vão poder continuar os estudos para a obtenção do grau de Mestre.
Recebi um pedido de divulgação de um anúncio de concurso para Chefe de Divisão.
Aviso n.º 9326/2009
Procedimento concursal de selecção para recrutamento
de um dirigente intermédio de 2.º grau
para a Divisão de Bibliotecas e Arquivos (DBAR)
Diário da República, 2.ª série — N.º 89 — 8 de Maio de 2009
Conheci o Mestre há vários anos nas reuniões da Rede.
O Mestre teve uma forma de trabalhar inivadora nas bibliotecas.
Cheguei mesmo a promover uma viagem de estudo com os funcionários da biblioteca de espinho e da Bibliotecas de Ovar para vermos a biblioteca de Beja.
Para vermos os pequenos truque do sucesso como a colocação das novidades "ao molho" em cima da mesa redonda, ou a abertura até às 11 horas da noite, o que lhe garantia o ponto de passagem entre o jantar e o bar ou discoteca.
Nas minhas passagens por Beja era o meu local escolhido para ler o jornal, beber uma cerveja, refrescar do calor e intervalar a viagem.
Estive a última vez com o Mestra, na biblioteca de espinho, aquando da apresentação do seu livro " o perfumista".
Tenho o livro na estante, em Trás os Montes, e o autor na memória.
António Regedor